Entenda as vantagens de contribuir ao INSS para autônomos

INSS pode ter perícia remota ainda neste ano

Tatiane Silva/shutterstock.com

Mudar de um emprego formal para o trabalho autônomo apresenta diversos desafios financeiros, especialmente no que diz respeito à contribuição previdenciária. Para garantir uma aposentadoria adequada e outros benefícios, é essencial entender a importância e as vantagens de continuar contribuindo ao INSS como trabalhador autônomo.

Contribuição ao INSS Após Emprego Formal

Quando se tornam autônomos, os trabalhadores precisam arcar integralmente com a contribuição ao INSS, já que não contam mais com a parte paga pelo empregador. Emerson Lemes, contador associado ao Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), sugere que a contribuição necessária pode ser maior do que a realizada como empregado, especialmente se o objetivo é manter os mesmos benefícios previdenciários.

Vantagens de Contribuir ao INSS

Contribuir para o INSS oferece várias vantagens, além de garantir a aposentadoria:

  1. Auxílio-Doença: Em caso de incapacidade temporária para o trabalho.
  2. Salário-Maternidade: Benefício pago às seguradas durante a licença maternidade.
  3. Aposentadoria por Invalidez: Para casos de incapacidade permanente.
  4. Pensão por Morte: Para os dependentes do segurado.
  5. Auxílio-Reclusão: Para dependentes do segurado que esteja preso.

Myrian Lund, planejadora financeira da FGV, destaca que o INSS funciona como um seguro de vida, proporcionando proteção em várias frentes, algo crucial para trabalhadores autônomos que enfrentam maior risco.

Recolhimento para Autônomos

Os contribuintes individuais podem optar por fazer o recolhimento mensal ou trimestral. Para emitir a guia de recolhimento, é necessário acessar o site oficial do INSS, selecionar o módulo de filiação e seguir os passos para preencher os dados, competência e o código de pagamento apropriado.

Investimentos Alternativos

Alguns economistas sugerem que trabalhadores autônomos poderiam investir em outras aplicações financeiras ao invés de contribuir para o INSS, visando uma potencial maior rentabilidade. No entanto, Myrian Lund adverte que isso exige disciplina e conhecimento sobre onde investir, ressaltando que muitos acabam não conseguindo manter a regularidade necessária para que os investimentos sejam eficazes a longo prazo.

Emitir GPS para Pagamento de Contribuições

Para pagar as contribuições ao INSS, é necessário emitir a Guia da Previdência Social (GPS). Este documento é essencial para contribuintes individuais, segurados especiais e facultativos, bem como para entidades obrigadas a entregar a Guia do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP/SEFIP).

Extrato de Contribuição (CNIS)

O extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) informa todos os vínculos, remunerações e contribuições previdenciárias. Existem três tipos de extratos que podem ser verificados:

  1. Relações Previdenciárias: Informações dos períodos trabalhados e/ou contribuídos.
  2. Relações Previdenciárias e Remunerações: Informações dos períodos trabalhados e/ou contribuídos e os valores das remunerações.
  3. Ano Civil: Informações das contribuições ano a ano, a partir de 11/2019.

Este pedido pode ser realizado totalmente pela internet, sem a necessidade de ir ao INSS.

Emitir GPS para pagamento de contribuições previdenciárias (INSS)

Emita a Guia da Previdência Social (GPS) para pagar estas contribuições sociais.

A Guia da Previdência Social (GPS) é o documento para pagar as contribuições sociais (INSS) de:

  • contribuinte individual;
  • segurado especial
  • segurado facultativo; e
  • entidades obrigadas a entrega de Guia do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP/SEFIP).
Veja Também