Ismail Haniyeh, líder do grupo palestino Hamas, foi morto em um ataque aéreo em Teerã na madrugada desta quarta-feira (31). O incidente intensifica a crise no Oriente Médio, iniciada após um mega-atentado do Hamas contra Israel em outubro de 2023. O ataque elevou as tensões na região, com o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, acusando Israel de ser responsável pelo ataque e prometendo uma “dura punição” ao Estado judeu.
O assassinato de Haniyeh, de 61 anos, foi condenado por aliados do Irã, incluindo a Rússia e a Turquia. Até mesmo adversários do Hamas, como o Egito, criticaram Israel, que ainda não assumiu oficialmente a autoria do ataque. Os Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Antony Blinken, declararam desconhecer qualquer plano para o ataque e negaram envolvimento.
O ataque ocorreu em um momento delicado, após Israel anunciar a morte de Fuad Shukr, comandante operacional do Hezbollah, em Beirute. A organização libanesa, principal aliada do Irã na região, ainda não confirmou oficialmente a morte de Shukr, mas indicou que ele estava no prédio atingido.
A morte de Haniyeh, ocorrida em uma casa para veteranos de guerra em Teerã, ocorreu após o líder palestino participar da posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O evento contou com a presença de figuras internacionais, incluindo o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin. Haniyeh era considerado uma figura pragmática, apesar de sua retórica agressiva, e tinha uma longa história de atuação no Hamas, desde que assumiu a liderança política do grupo em 2017.
O assassinato de Haniyeh e as recentes mortes de líderes regionais aumentam o risco de uma escalada de violência na região. O Qatar, mediador frequente nos conflitos entre Israel e Hamas, advertiu que o processo de negociações pode ser prejudicado, colocando em risco a estabilidade regional.
