Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, onde o Brasil conquistou 20 medalhas, o segundo maior número de sua história, o foco agora se volta para o próximo ciclo olímpico, que culminará nos Jogos de Los Angeles-2028. A expectativa é alta, mas o caminho até lá é cheio de desafios e oportunidades para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e as federações esportivas.
Um dos principais desafios será manter o ritmo de evolução em modalidades que, embora ainda não tenham conquistado medalhas, mostraram grande potencial em Paris. Rogério Sampaio, diretor-geral do COB e chefe da missão brasileira nos Jogos, destacou a importância de ampliar o número de esportes em que o Brasil pode competir por pódios. “Conquistar medalhas em mais esportes, especialmente em novas modalidades, nos abre a possibilidade de aumentar nosso total de medalhas”, comentou Sampaio.
Alguns atletas já estabelecidos terão a missão de superar seus feitos em Paris. Hugo Calderano, por exemplo, foi o primeiro jogador de tênis de mesa fora da Ásia e Europa a chegar a uma semifinal olímpica. Aos 28 anos, ele terá 32 quando disputar os Jogos de Los Angeles. No tiro com arco, Marcos D’Almeida, que caiu nas oitavas de final em Paris, também terá uma nova chance aos 30 anos.
A ginástica rítmica, representada por Bárbara Domingos, que se tornou a primeira brasileira a disputar uma final de individual geral na modalidade, também surge como uma esperança de medalha para o Brasil. Além disso, esportes como o BMX freestyle e a canoagem slalom, com Gustavo Bala Loka e Ana Sátila, respectivamente, mostraram grande potencial de desenvolvimento.
O Desafio dos “Carros-Chefe”
As modalidades que tradicionalmente trazem medalhas para o Brasil também enfrentarão transições importantes. No vôlei feminino, por exemplo, a saída de jogadoras veteranas como Thaísa abrirá espaço para uma nova geração de talentos, como Tainara, Julian Bergmann e Ana Cristina, que prometem manter o nível da equipe. A ginasta Rebeca Andrade, agora a maior medalhista olímpica do Brasil, buscará ampliar seu legado em Los Angeles, mas já começa a pensar na necessidade de uma sucessora.
O skate, que estará em sua terceira Olimpíada, segue como uma modalidade com grande potencial de medalhas. Após as três pratas em Tóquio e dois bronzes em Paris, incluindo o de Rayssa Leal, de 16 anos, a expectativa é que o Brasil continue forte na modalidade. Nomes como Manu Moretti e Helena Laurino, ambas com 12 anos, já começam a despontar como promessas para Los Angeles.
No judô, a expectativa é de continuidade do sucesso após a melhor performance da modalidade em Paris, com destaque para Beatriz Souza, Willian Lima e Larissa Pimenta. Além disso, há uma expectativa de retomada do domínio no vôlei de praia, após a conquista do ouro por Duda e Ana Patrícia.
Planejamento para 2028
A organização do ciclo olímpico até Los Angeles-2028 dependerá fortemente das decisões administrativas que serão tomadas pelo COB, que passará por eleições ainda este ano. O planejamento estratégico, a continuidade dos investimentos em novas modalidades e a manutenção do nível de excelência nos esportes tradicionais serão cruciais para que o Brasil possa alcançar novos patamares nos próximos Jogos.

