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Dólar Cai com Dados Fortes dos EUA e Bolsa Brasileira Encosta em Recorde Histórico

Dólar mixvale
Foto: Imagem MixVale

O dólar recuava nesta quinta-feira (15), em resposta a novos dados econômicos dos Estados Unidos que mostraram uma economia mais robusta do que o esperado, afastando os temores de recessão que rondavam os mercados globais. Por volta das 11h, a moeda norte-americana caía 0,24%, sendo negociada a R$ 5,455 na venda.

Enquanto isso, a Bolsa brasileira continuava em alta, avançando 0,45% e alcançando 133.915 pontos, aproximando-se ainda mais de sua máxima histórica de 134.193 pontos, registrada em 27 de dezembro do ano passado.

Impacto dos Dados Econômicos dos EUA

Os investidores globais receberam novos indicadores que reforçam a resiliência da economia dos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 227 mil na semana encerrada em 10 de agosto, abaixo das expectativas dos analistas, que previam 235 mil. Na semana anterior, o número revisado foi de 234 mil.

Além disso, as vendas no varejo nos Estados Unidos surpreenderam, crescendo 1% em julho, bem acima da previsão de 0,3%. Esses dados, juntamente com o índice de preços ao consumidor (CPI) divulgado na quarta-feira, que indicou uma leve alta com a inflação em 12 meses caindo para menos de 3%, trouxeram alívio aos temores de uma recessão iminente.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, afirmou que a economia norte-americana está a caminho de um “pouso suave”, dissipando preocupações de uma desaceleração brusca. A força dos novos dados reavivou as apostas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed), com a expectativa de que o banco central dos EUA comece um ciclo de cortes na taxa de juros já em setembro, mas de forma mais cautelosa.

Agora, a maioria dos investidores aposta em um corte de 0,25 ponto percentual, com a probabilidade desse cenário subindo para quase 75%, segundo a ferramenta CME FedWatch. Anteriormente, havia especulações sobre uma redução maior, de 0,50 ponto, e até mesmo sobre uma reunião extraordinária do Fed antes de setembro.

Efeito na Moeda e Perspectivas Internas

Em teoria, cortes na taxa de juros nos Estados Unidos tendem a enfraquecer o dólar, já que tornam os títulos do Tesouro menos atrativos em comparação com outras moedas. Esse cenário foi refletido no mercado cambial, com o dólar em queda em relação ao real e outras moedas emergentes.

No Brasil, a quarta-feira (14) também foi marcada por discussões sobre a política monetária doméstica. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reafirmou em audiência na Câmara dos Deputados o compromisso de manter a taxa Selic em um nível que permita a convergência da inflação para a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. No entanto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho mostrou uma inflação anual de 4,5%, exatamente no limite superior da meta.

Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do BC e favorito para suceder Campos Neto, reforçou que a possibilidade de novos aumentos na Selic continua em discussão. Essa postura foi reiterada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que alguns agentes do mercado haviam inicialmente interpretado como um sinal de retirada da mesa de um possível aumento de juros.

Perspectiva para os Próximos Dias

O cenário econômico tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil continua dinâmico, com o foco dos investidores voltado para os próximos movimentos do Fed e do Banco Central brasileiro. O desempenho do dólar e da Bolsa brasileira dependerá da evolução desses fatores, à medida que novos dados econômicos e decisões políticas sejam divulgados.

Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,37%, a R$ 5,469, e o Ibovespa avançou 0,69%, atingindo 133.317 pontos, o maior patamar desde dezembro de 2023.