O Santos Futebol Clube anunciou recentemente a parceria com a empresa de capitalização Viva Sorte, que adquiriu os naming rights da Vila Belmiro. O estádio, agora oficialmente chamado de Vila Viva Sorte, passa por um imbróglio contratual devido à interferência da construtora WTorre, que tem um memorando de intenções assinado com o clube para a construção de um novo estádio.
Entenda o acordo inicial com a Viva Sorte
O acordo entre Santos e Viva Sorte começou a ser discutido há alguns meses e inicialmente previa um contrato de dez anos, no valor aproximado de R$ 15 milhões. No entanto, com a entrada da WTorre na negociação, o contrato sofreu alterações significativas. Agora, ele é válido apenas até o início das obras do novo estádio, cuja data ainda não foi definida.
O papel da WTorre e o impacto no contrato
A construtora WTorre, responsável por erguer o Allianz Parque do Palmeiras, tem um memorando de intenções com o Santos, assinado durante a gestão de Andrés Rueda, que prevê a construção de uma nova arena para o clube, com capacidade para mais de 35 mil torcedores. Este acordo impôs obstáculos para a concretização de um vínculo de longo prazo entre o Santos e a Viva Sorte.
A WTorre, que não participou diretamente das negociações entre Santos e Viva Sorte, só foi informada do acordo após o fechamento inicial. Foi então que se descobriu que um contrato de longo prazo para o naming rights da Vila Belmiro poderia conflitar com os planos para a nova arena.
Alterações e cancelamento de coletiva
Com as complicações jurídicas e contratuais, o Santos precisou revisar o acordo com a Viva Sorte. O contrato passou a ter validade apenas até o início das obras do novo estádio. O clube anunciou a parceria em seus canais oficiais no dia 15 de agosto, mas cancelou uma coletiva de imprensa que contaria com a presença de Marcelo Teixeira, do Santos, e Renato Ambrósio, CEO da Viva Sorte, devido às alterações de última hora.
Perspectivas para o futuro do naming rights
Embora o contrato com a Viva Sorte esteja em vigor até o início das obras do novo estádio, há a possibilidade de que a parceria se estenda para a nova arena, caso ambas as partes cheguem a um novo acordo. O envolvimento da WTorre na construção da nova casa santista pode influenciar essa decisão, especialmente se a construtora optar por intermediar futuros acordos de naming rights, como fez com o Allianz Parque.
O formato do acordo entre Santos e WTorre
O acordo entre o Santos e a WTorre segue o formato de direito de superfície. O clube cede o local onde será construído o novo estádio à WTorre por 30 anos, contados a partir da inauguração da arena. Durante esse período, a WTorre terá o direito de uso do local, enquanto o Santos permanece como proprietário do terreno e da construção.
No caso do Palmeiras, a WTorre foi a responsável por negociar o contrato de naming rights do Allianz Parque com uma seguradora alemã, gerando uma receita anual de R$ 28 milhões, da qual uma pequena parcela é repassada ao clube. No entanto, no caso do Santos, a WTorre ainda não possui direitos sobre a Vila Belmiro, o que a afastou das negociações do novo acordo de naming rights.
Conclusão
O acordo de naming rights da Vila Belmiro com a Viva Sorte representa um passo importante para o Santos na busca por recursos para a construção de um novo estádio. No entanto, a entrada da WTorre na equação trouxe desafios que exigiram ajustes no contrato. Com o futuro ainda incerto em relação à nova arena, o Santos deve continuar buscando parcerias que possam apoiar seus planos de modernização, sempre alinhando interesses entre todas as partes envolvidas.

