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Tenista Paula Badosa se destaca no US Open após superar adversidades

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Foto: paula badosa-instagram

Paula Badosa continua a se firmar como uma das grandes promessas no US Open, reforçando sua candidatura a algo grandioso no torneio deste ano. A tenista espanhola, que enfrentou um ano difícil devido a uma lesão persistente, somou 16 vitórias em seus últimos 18 jogos. Este desempenho sólido a levou, pela primeira vez, às quartas de final do US Open, sendo a segunda vez que atinge esta fase em torneios de Grand Slam.

Badosa precisou de determinação para avançar, especialmente após enfrentar uma partida desafiadora na rodada anterior, onde salvou um match point contra Elena-Gabriela Ruse. No entanto, sua exibição convincente contra a chinesa Yafan Wang, atual número 80 do ranking da WTA, com parciais de 6-1 e 6-2, destacou seu domínio e assegurou sua posição nas quartas. Badosa demonstrou superioridade ao longo da partida, encerrando o sonho da adversária asiática e se tornando a primeira jogadora desta edição a garantir vaga nas quartas de final.

Estratégia e resiliência: o segredo de Badosa

A vitória de Badosa sobre Wang foi marcada por uma estratégia bem executada e uma resiliência admirável. Após o confronto, a espanhola revelou em entrevista coletiva que contou com o suporte fundamental de seu treinador durante o jogo. “Estava perguntando ao meu treinador o que eu tinha que fazer em quadra, já que minha adversária estava jogando muito bem. Ele me disse que eu não podia pensar muito nesse assunto e a única coisa que eu poderia fazer era ficar alerta, lutar até o fim e ser mais agressiva do que ela desde a primeira bola. E se ela fechar o jogo com esse nível de perfeição, aí apertamos a mão dela e vamos para casa”, comentou.

Felizmente para Badosa, sua tática de intensificar a agressividade desde o início deu frutos. “Consegui mostrar o meu verdadeiro jogo, ser muito mais agressiva e melhorar a partir do segundo set. No momento pensei que estava jogando contra Simona Halep, ela estava sendo muito dura, mas fico feliz que tudo deu certo. Dou todo o crédito ao meu treinador”, completou.

Reconhecimento ao desempenho da adversária

Apesar da vitória, Badosa não deixou de reconhecer o desempenho de sua oponente, Elena-Gabriela Ruse. A espanhola destacou que a romena, atualmente na 122ª posição no ranking da WTA, tem potencial para subir significativamente. “Ela mostrou um nível espetacular desde o início. Isso me deixou um pouco confusa, não esperava. No final foi um jogo de grande qualidade, dou-lhe os parabéns pelo desempenho e, se mantiver este nível, com certeza poderá subir muito mais no ranking”, opinou Badosa.

O apoio do público: um diferencial para Badosa

Outro ponto crucial para a vitória de Badosa foi o apoio da torcida. Durante a partida, especialmente quando enfrentou um match point contra no nono game do terceiro set, a energia do público foi fundamental. “Naquele momento, admito que mentalmente estava totalmente destruída. Ainda bem que a torcida começou a gritar meu nome e a torcer por mim, porque foram eles que me deram energia para continuar lutando e virar o placar. Foi um momento incrível para mim”, afirmou.

Jogando “em casa” no US Open

Embora represente a bandeira da Espanha, Paula Badosa tem uma conexão especial com Nova York, cidade onde nasceu. Esse sentimento de jogar “em casa” tem sido um fator decisivo em sua performance. “Já mencionei isso algumas vezes, mas os melhores resultados da minha carreira profissional sempre vieram nos Estados Unidos. Não tenho dúvidas de que o melhor público esteja neste país, sempre senti uma ligação especial com eles, desde o momento em que comecei a competir aqui”, explicou.

A tenista, que venceu o prestigioso torneio de Indian Wells em 2021, ressalta que essa conexão única com o público norte-americano influencia diretamente seus resultados. “Sempre digo à minha equipe que não pode ser uma simples coincidência que as coisas estejam indo tão bem para mim aqui, que os melhores resultados sempre ocorrem aqui. Eu me sinto muito seguro sempre que venho aos EUA e apoiada pelas pessoas nas arquibancadas, esse sentimento não tem preço”, acrescentou.

Desafios nas duplas mistas

No entanto, o sucesso de Badosa no US Open não se limitou apenas à chave de simples. Poucas horas após avançar às oitavas de final no torneio de simples, Badosa voltou à quadra para competir nas duplas mistas ao lado de seu namorado, Stefanos Tsitsipas. A dupla, entretanto, não teve a mesma sorte e foi eliminada logo na estreia, perdendo para a parceria mexicana de Giuliana Olmos e Santiago González, com parciais de 7/6 (7-3) e 6/4.

Antes da partida, Badosa já havia mencionado seu cansaço após a extenuante batalha contra Ruse. “Não sei como vamos fazer isso, mas estou saindo agora de uma partida muito longa e exigente. Estou começando a pensar no que as pessoas vão dizer quando me virem jogar as mistas, porque a realidade é que vou chegar um pouco cansada, então vou tentar fazer com que o Stefanos faça todo o trabalho dessa vez”, disse aos risos.

Perspectivas para o futuro no US Open

Com sua vitória convincente e o avanço para as quartas de final, Paula Badosa está cada vez mais consolidada como uma das favoritas nesta edição do US Open. Sua resiliência, estratégia bem definida e o apoio do público têm sido fatores cruciais para seu sucesso até o momento. O próximo desafio será fundamental para ver até onde a espanhola pode ir neste torneio.