Argentina vence Chile por 3 a 0 e mantém escrita histórica nas Eliminatórias

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alvarez argentina Foto: alvarez argentina-reprodução

Com um desempenho dominante e sem deixar espaço para surpresas, a Argentina derrotou o Chile por 3 a 0 nesta quinta-feira (5), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A vitória reforçou o domínio da Albiceleste sobre os chilenos em partidas disputadas em solo argentino, mantendo a invencibilidade em casa contra o rival. Além disso, a seleção argentina segue sem perder para o Chile nos 90 minutos de jogo desde 2005, uma escrita que se estende apesar das finais de Copa América perdidas nos pênaltis.

O confronto, válido pela sétima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, foi marcado pelo controle total da Argentina, que com gols de Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Paulo Dybala consolidou sua liderança na competição sul-americana.

Domínio argentino e invencibilidade em casa

A Argentina, que vinha de boas atuações nas rodadas anteriores, entrou em campo confiante para enfrentar um Chile que luta para se manter competitivo nas Eliminatórias. Jogando em casa, a equipe argentina nunca foi derrotada pelos chilenos, e essa invencibilidade foi reafirmada de forma contundente com a vitória por 3 a 0. O resultado ampliou para 17 jogos o número de confrontos entre as seleções em solo argentino sem que a Albiceleste conhecesse a derrota.

Essa supremacia histórica joga um peso psicológico no Chile, que, mesmo com duas conquistas da Copa América sobre os argentinos, ainda não consegue quebrar essa barreira quando joga fora de seus domínios. A seleção chilena, em transição e com novos jogadores, teve dificuldades para equilibrar o confronto.

Gols e controle do jogo

O primeiro tempo foi de total controle da Argentina. A pressão alta e o bom toque de bola logo se traduziram em chances claras de gol. Aos 18 minutos, Alexis Mac Allister abriu o placar com um chute preciso de fora da área, após jogada trabalhada no meio-campo argentino. O gol cedo deu tranquilidade à equipe de Lionel Scaloni, que manteve a posse de bola e neutralizou as tentativas de contra-ataque chilenas.

Pouco depois, aos 35 minutos, foi a vez de Julián Álvarez ampliar a vantagem. O jovem atacante, que vive grande fase no Manchester City, aproveitou uma falha na marcação chilena para finalizar com categoria dentro da área, sem dar chances ao goleiro Claudio Bravo.

No segundo tempo, a Argentina continuou ditando o ritmo do jogo. Aos 72 minutos, Paulo Dybala, que entrou no lugar de Lautaro Martínez, fechou o placar. Após jogada individual, o atacante da Roma acertou um belo chute colocado, marcando o terceiro gol e selando a vitória argentina.

Chile segue sem reação diante de uma Argentina em ascensão

Mesmo tentando se reorganizar durante o segundo tempo, o Chile não conseguiu reagir diante da pressão constante da Argentina. A seleção chilena vive um momento de renovação, com novas promessas surgindo, mas ainda depende muito de nomes veteranos como Alexis Sánchez e Arturo Vidal, que, apesar de sua experiência, não conseguiram influenciar o jogo.

O técnico Eduardo Berizzo tem o desafio de reestruturar a equipe chilena para se manter competitiva nas Eliminatórias. Com a derrota, o Chile caiu ainda mais na tabela, enquanto a Argentina, cada vez mais forte, consolidou-se como líder isolada, confirmando seu favoritismo para garantir vaga na Copa do Mundo de 2026.

Escrita contra o Chile: invencibilidade desde 2005

Além da invencibilidade em casa, a Argentina mantém outra marca relevante contra o Chile. Desde 2005, os argentinos não perdem para os chilenos no tempo regulamentar de 90 minutos. Apesar das duas derrotas nos pênaltis para o Chile nas finais da Copa América de 2015 e 2016, em jogos que terminaram empatados no tempo normal, a Albiceleste segue sem ser derrotada nos confrontos diretos contra o rival sul-americano nos últimos 18 anos.

Essa marca reforça a posição da Argentina como uma das seleções mais consistentes do continente, mesmo nos momentos em que enfrentou instabilidades. A renovação do elenco e a confiança depositada por Lionel Scaloni nos jovens talentos têm sido um fator importante para a manutenção dessa solidez.

A ausência de Messi e o protagonismo de jovens talentos

Embora Lionel Messi, maior estrela da seleção argentina, tenha ficado de fora dessa Data Fifa para se recuperar fisicamente, o time mostrou que pode ser eficaz sem seu principal jogador. Com Mac Allister, Álvarez e Dybala brilhando em campo, a Argentina continua a apresentar um futebol de alto nível, evidenciando o trabalho de Scaloni em construir um elenco equilibrado, com talento espalhado em todas as posições.

A ausência de Messi abriu espaço para que outros jogadores assumissem o protagonismo, e a resposta foi positiva. Scaloni vem dando cada vez mais oportunidades a jovens talentos, mantendo o equilíbrio entre a experiência de alguns veteranos e o entusiasmo dos mais novos.

Próximos desafios nas Eliminatórias

Com a vitória sobre o Chile, a Argentina se mantém na liderança das Eliminatórias com uma campanha praticamente perfeita. A equipe agora volta suas atenções para o próximo desafio, que será contra a Bolívia, fora de casa. Jogar na altitude de La Paz sempre representa uma dificuldade extra, mas, com o momento atual da seleção, a expectativa é de que a Argentina consiga superar esse obstáculo.

Já o Chile precisa reagir rapidamente se quiser manter vivas as chances de classificação para a Copa do Mundo. A equipe de Eduardo Berizzo enfrentará o Paraguai na próxima rodada, em casa, e a vitória é essencial para continuar na briga.

FICHA TÉCNICA

Argentina 3 x 0 Chile
Competição: 7ª rodada – Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026
Data: Quinta-feira, 5 de setembro de 2024
Local: Monumental de Núñez, Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)

Gols:

  • Argentina: Mac Allister (18’ do 1ºT), Álvarez (35’ do 1ºT), Dybala (72’ do 2ºT)

Argentina:

  • Emiliano Martínez; Montiel, Otamendi, Romero, Acuña; Enzo Fernández, De Paul, Alexis Mac Allister; Di María (Nico González), Lautaro Martínez (Dybala), Julián Álvarez (Correa).
  • Técnico: Lionel Scaloni.

Chile:

  • Bravo; Isla, Maripán, Medel, Mena; Erick Pulgar, Vidal, Alexis Sánchez, Rodrigo Echeverría (Meneses); Diego Valdés (Brereton), Ben Brereton.
  • Técnico: Eduardo Berizzo.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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