Brasileira Brenda de Freitas conquista prata no judô nas Paralimpíadas de Paris
Brenda de Freitas brilhou nesta sexta-feira (6) ao garantir a medalha de prata no judô nas Paralimpíadas de Paris 2024, na categoria até 70kg da classe J1, voltada para atletas com cegueira total ou baixa percepção de luz. A final foi marcada por reviravoltas no placar e intervenções da arbitragem de vídeo, o que aumentou a tensão do combate.
Com pouco mais de um minuto restante no tempo regulamentar, a judoca brasileira teve um Ippon invalidado após revisão da arbitragem, o que alterou a trajetória do duelo. Momentos depois, a oponente chinesa Liu Li marcou um Waza-ri, que também foi anulado após consulta ao árbitro de vídeo. Com isso, a decisão foi levada ao Golden Score.
Nos segundos iniciais do Golden Score, Liu Li conseguiu um Waza-ri decisivo, assegurando a medalha de ouro. Brenda de Freitas terminou o confronto com a prata, trazendo ao Brasil sua segunda medalha no judô nesta edição das Paralimpíadas.
Rosicleide Silva conquista bronze no judô
Na véspera, o Brasil já havia garantido sua primeira medalha no judô, com Rosicleide Silva, que subiu ao pódio ao conquistar o bronze na categoria até 48kg da classe J1. A judoca potiguar, nascida em Natal (RN), também competiu em uma luta intensa, garantindo mais uma vitória importante para o país no cenário paralímpico.
Com essas conquistas, o judô brasileiro reafirma sua força nas competições paralímpicas, e a torcida segue forte para os próximos combates.
Categorias de competição nas Paralimpíadas
Nas Paralimpíadas, o judô é dividido em classes de acordo com o grau de deficiência visual dos atletas. A classe J1, onde Brenda de Freitas e Rosicleide Silva competem, é destinada aos competidores cegos ou com mínima percepção de luz. Essas categorias são cruciais para assegurar a igualdade de condições entre os atletas, proporcionando combates justos e desafiadores.
Além disso, o sistema de revisão por vídeo tem sido utilizado para garantir que as decisões tomadas durante os combates sejam precisas. Embora essa tecnologia tenha gerado momentos de tensão, ela também assegura a justiça nas competições, evitando erros críticos.
História de superação e talento
Brenda de Freitas e Rosicleide Silva exemplificam a determinação e o talento do judô paralímpico brasileiro. As duas atletas, com trajetórias marcadas por superação, mostraram mais uma vez o alto nível do esporte paralímpico nacional.
Para Brenda, a disputa pela medalha de ouro foi cercada de emoções, e mesmo com o segundo lugar, sua participação reforça o lugar de destaque que ela e o Brasil ocupam no judô internacional.
Brasil e a tradição no judô paralímpico
O Brasil tem uma longa tradição de conquistas no judô paralímpico. Desde as primeiras edições dos jogos, os judocas brasileiros têm trazido medalhas ao país, destacando-se entre as principais potências da modalidade. O sucesso de atletas como Brenda de Freitas e Rosicleide Silva reafirma o potencial do Brasil nesse esporte.
A cada edição das Paralimpíadas, o judô brasileiro fortalece seu nome no cenário internacional, com atletas que inspiram pelas suas histórias de superação e dedicação.
Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração
