Esquema de segurança reforçado para “maratona” de Libertadores no Rio de Janeiro

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CONMEBOL LIBERTADORES Foto: Edson Flores Silloca / Shutterstock.com

A cidade do Rio de Janeiro se prepara para uma semana agitada com três jogos importantes pelas quartas de final da Copa Libertadores. As autoridades locais já se mobilizaram para reforçar a segurança, especialmente após os incidentes violentos entre torcedores de Flamengo e Vasco no último domingo, que trouxeram à tona preocupações sobre o comportamento das torcidas nos próximos confrontos.

Esses jogos envolverão clubes com grande torcida e histórico de rivalidades, e dois deles ocorrerão no mesmo dia e em estádios a poucos quilômetros de distância. Para garantir a segurança, mais de 2 mil profissionais estarão diretamente envolvidos na operação, sendo aproximadamente 1.170 das forças de segurança pública e 900 agentes privados, responsáveis pelo interior dos estádios.

Policiamento especial para jogos decisivos

Os jogos da quarta-feira (Fluminense x Atlético-MG, às 19h no Maracanã, e Botafogo x São Paulo, às 21h30 no Estádio Nilton Santos) exigirão a presença de cerca de 1 mil agentes do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe). O confronto entre Fluminense e Atlético-MG contará com 670 policiais, enquanto a partida entre Botafogo e São Paulo terá o apoio de 470 agentes.

Já o duelo entre Flamengo e Peñarol, marcado para quinta-feira, contará com o maior efetivo de segurança entre os três jogos. Estão previstos 750 policiais do Bepe, além de 90 agentes do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pela região do Maracanã, totalizando 840 agentes para este confronto. Esse número é superior ao efetivo destacado para o clássico entre Flamengo e Vasco no último domingo, que contou com 766 policiais. O histórico recente de violência envolvendo torcedores do Flamengo e do Peñarol aumenta a cautela das autoridades.

Preocupação com torcidas internacionais

O confronto entre Flamengo e Peñarol traz lembranças de episódios violentos. Em 2019, um torcedor do Flamengo foi morto em um conflito entre as torcidas no Leme, zona sul do Rio de Janeiro, quando as duas equipes se enfrentaram pela fase de grupos da Libertadores. Em 2021, durante a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Montevidéu, um torcedor do Peñarol foi preso após disparar contra dois flamenguistas, ferindo um deles no joelho e nos pés.

Diante desse histórico, a Polícia Militar do Rio de Janeiro se reuniu com representantes do Consulado Uruguaio e da diretoria do Peñarol para definir estratégias de segurança para o jogo desta quinta-feira. A preocupação não se limita ao Brasil; no Uruguai, a torcida organizada Barra Amsterdam, ligada ao Peñarol, divulgou um comunicado em suas redes sociais pedindo que os torcedores tomem precauções, se mantenham em grupo e evitem comportamentos que possam gerar problemas.

Esquema especial para a escolta de torcidas

Outro fator que preocupa as autoridades é a movimentação das torcidas dos cinco clubes brasileiros que estarão na cidade durante a semana. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficará responsável pela escolta das delegações e torcedores visitantes na chegada ao estado, buscando evitar possíveis confrontos nas vias de acesso aos estádios. A estratégia de escolta já faz parte do protocolo para jogos de alto risco, mas a concentração de grandes torcidas no Rio de Janeiro durante este período exigiu um reforço nas medidas.

O clima de tensão entre as torcidas

Os incidentes entre torcedores no último domingo geraram um alerta para as autoridades. No dia anterior ao clássico entre Flamengo e Vasco, cenas de pancadaria foram registradas em diversas regiões da cidade, provocando uma onda de insegurança. A violência entre as torcidas de clubes rivais já é uma preocupação constante, mas o aumento da intensidade dos conflitos às vésperas de partidas importantes na Libertadores agrava a situação.

Com as rivalidades acirradas, os jogos entre times brasileiros nas quartas de final da competição, como Fluminense x Atlético-MG e Botafogo x São Paulo, também podem ser foco de tensão. Embora o foco principal esteja na partida entre Flamengo e Peñarol, a presença de torcidas de clubes com grandes torcedores em uma mesma cidade demanda um esforço conjunto das autoridades para evitar novos episódios de violência.

Organizações preparam ações preventivas

Além das medidas de segurança no entorno dos estádios, as autoridades locais estão trabalhando em conjunto com as diretorias dos clubes para garantir que os torcedores tenham acesso seguro aos eventos esportivos. O planejamento envolve a criação de barreiras de segurança nas principais vias de acesso aos estádios e monitoramento contínuo das torcidas durante os dias de jogos.

Esse tipo de operação costuma ser aplicado em partidas de grande apelo, mas a magnitude da “maratona” de Libertadores no Rio exige uma atenção redobrada. Com três confrontos de peso em um intervalo tão curto, o foco das forças de segurança está em evitar que brigas e confusões se espalhem pela cidade, especialmente em regiões onde o fluxo de torcedores é maior, como os arredores do Maracanã e do Estádio Nilton Santos.

Impacto nos próximos jogos

Com a proximidade dos jogos e o clima de tensão no ar, as expectativas para a segurança da cidade estão altas. O histórico de violência envolvendo torcidas rivais, como Flamengo e Peñarol, e a presença de grandes torcidas brasileiras aumentam a necessidade de um esquema de segurança eficiente e coordenado. O apoio das autoridades e a colaboração dos clubes e dos torcedores serão fundamentais para garantir que os jogos ocorram sem maiores incidentes.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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