Casamento em comunhão total de bens: a escolha de Maíra Cardi e Thiago Nigro e seus significados
Maíra Cardi e Thiago Nigro optaram por comunhão total de bens ao se casarem, um regime pouco comum, mas escolhido por alguns artistas. Entenda o que isso significa.
O que motivou Maíra Cardi e Thiago Nigro a escolherem a comunhão total de bens?
O casamento entre Maíra Cardi, coach de emagrecimento, e Thiago Nigro, influenciador de finanças, causou grande repercussão ao ser realizado em uma cerimônia íntima e secreta no dia 29 de agosto de 2023. Um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a escolha do regime de bens: a comunhão total. Em uma entrevista ao apresentador Celso Portiolli, Maíra explicou os motivos que levaram o casal a adotar esse regime.
Para Maíra, a decisão pela comunhão universal de bens reflete uma confiança plena na união. “Quando você escolhe não ser em comunhão total de bens, existe algo em você que desconfia que não é para sempre. É muito óbvio isso”, afirmou ela. A coach também comentou que o casal quis unir todas as suas energias – emocionais, espirituais e intelectuais – para garantir que o casamento seja duradouro.
A escolha de outros famosos pelo regime de comunhão total de bens
Além de Maíra Cardi e Thiago Nigro, outros casais famosos também optaram pela comunhão universal de bens, como Lexa e MC Guimê. Essa escolha, que se tornou menos frequente ao longo dos anos, ainda é feita por aqueles que acreditam na partilha completa de bens e responsabilidades. Mas o que isso realmente significa na prática?
O que é o regime de comunhão total de bens?
No regime de comunhão universal de bens, todos os bens adquiridos antes e durante o casamento são compartilhados pelos cônjuges. Isso significa que o patrimônio construído antes da união, além de qualquer bem adquirido após o casamento, passa a pertencer a ambos. Esse regime cria uma única massa patrimonial, na qual todo bem ou dívida adquiridos passam a ser de responsabilidade conjunta do casal.
A principal característica da comunhão total de bens é que o conceito de “meu” e “seu” deixa de existir, dando lugar ao “nosso”. Dessa forma, o que antes pertencia individualmente a cada um dos cônjuges passa a fazer parte de um patrimônio único e indivisível.
Responsabilidades e deveres na comunhão total de bens
Um dos principais pontos do regime de comunhão total é que a administração dos bens cabe a ambos os cônjuges. Isso significa que qualquer decisão que envolva a venda ou alienação de bens deve ser tomada em conjunto, e nenhum dos cônjuges pode, unilateralmente, tomar decisões que afetem o patrimônio comum.
Além disso, no que se refere a dívidas, ambos os cônjuges são igualmente responsáveis pelas obrigações financeiras contraídas durante o casamento. Entretanto, a lei prevê algumas exceções, como dívidas adquiridas antes do matrimônio, que em regra não são partilhadas, a menos que tenham sido usadas para beneficiar o casal, como despesas com a celebração do casamento ou dívidas que se revertam em proveito comum.
Exceções no regime de comunhão total de bens
Embora a comunhão universal preveja a fusão de todos os bens e dívidas do casal, existem exceções. Por exemplo, bens recebidos como herança ou doação, mesmo durante o casamento, não integram o patrimônio comum e continuam sendo de propriedade individual do cônjuge que os recebeu.
Dívidas contraídas antes do casamento também não entram na partilha, a menos que beneficiem o casal. Isso significa que, se um dos cônjuges possuía uma dívida antes de se casar, ela continua sendo de sua responsabilidade, a menos que tenha sido usada para algum propósito que beneficie o casal ou a celebração da união.
A visão de Maíra sobre a escolha do regime
Para Maíra Cardi, o regime de comunhão total de bens vai além de uma simples escolha financeira. A coach acredita que essa decisão reforça o compromisso emocional do casal. “Se é para sempre, então por que não seria comunhão total de bens?”, questionou ela durante a entrevista. Para Maíra e Thiago, a fusão de seus patrimônios simboliza uma união completa, em que todos os aspectos da vida são compartilhados.
A coach também destacou que a escolha por esse regime reflete o desejo de unir todas as áreas da vida do casal, seja emocional, espiritual ou material. Na visão dela, ao abrir mão de patrimônios individuais, ambos demonstram que estão dispostos a enfrentar juntos os desafios e as conquistas que o futuro pode reservar.
Por que o regime de comunhão total de bens é menos comum hoje?
Com a entrada em vigor da Lei do Divórcio, em 1977, o regime da comunhão parcial de bens passou a ser o regime padrão para casamentos no Brasil. Isso significa que, a menos que o casal opte por outro regime, como a comunhão universal ou a separação total de bens, eles automaticamente serão regidos pela comunhão parcial, em que apenas os bens adquiridos durante o casamento são compartilhados.
Esse regime é visto por muitos como uma forma de proteger o patrimônio individual que foi construído antes da união, especialmente em casos de casais que já possuem uma carreira ou fortunas estabelecidas antes do casamento. No entanto, para aqueles que acreditam em uma fusão completa de suas vidas, a comunhão total de bens ainda é uma opção viável.
Como a comunhão total impacta a vida financeira do casal?
Para casais como Maíra Cardi e Thiago Nigro, que possuem uma grande exposição pública e envolvem negócios de sucesso, a escolha pela comunhão total de bens exige confiança mútua. Todos os bens adquiridos antes e durante o casamento, sejam imóveis, empresas ou investimentos, se tornam patrimônio comum.
Essa fusão também significa que, em caso de divórcio, a partilha será feita de forma igualitária, incluindo não só os bens adquiridos em conjunto, mas também aqueles que cada um trouxe para o casamento.
A escolha de Lexa e MC Guimê
Outro casal famoso que optou pela comunhão total de bens foi Lexa e MC Guimê. Os dois, que se casaram em 2018, também preferiram compartilhar todo o seu patrimônio. Essa escolha demonstra que, para alguns casais, a confiança no relacionamento e o desejo de construir um futuro juntos são mais importantes do que a proteção de bens individuais.
Assim como Maíra e Thiago, Lexa e Guimê acreditam que a comunhão universal reforça o compromisso de que, independente das circunstâncias, estarão juntos em todas as fases da vida.
A decisão de se casar em regime de comunhão total de bens reflete uma visão de compromisso e confiança plena no relacionamento. Para Maíra Cardi e Thiago Nigro, essa escolha representa a fusão não apenas de bens materiais, mas também de vidas, objetivos e sonhos. Embora o regime seja menos comum hoje, casais como eles continuam optando por essa modalidade, acreditando que o casamento é uma parceria total, onde tudo é compartilhado.
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