Como ver o “Cometa do Século” C/2023 A3 nos céus do Brasil hoje

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Cometa Foto: Cometa - Foto: Triff/shutterstock.com

O cometa C/2023 A3, apelidado de “Cometa do Século”, será visível no céu brasileiro nos próximos dias. A proximidade do cometa com o Sol promete um brilho intenso e raro, oferecendo aos entusiastas da astronomia uma experiência única.

O brilho crescente do “Cometa do Século”

Desde o início de setembro, o C/2023 A3 (Tsuchinshan–ATLAS) vem se aproximando do Sol, aumentando sua luminosidade a cada dia. Agora, com o periélio previsto para esta sexta-feira (27), o cometa estará em seu ponto mais próximo do astro, o que pode resultar em um brilho ainda mais forte e visível no céu noturno.

No entanto, a observação do cometa depende de fatores como o tempo e a posição geográfica, mas será possível vê-lo em todo o Brasil. A expectativa entre os astrônomos é alta, mas não há garantia de que ele será visível a olho nu, já que a luminosidade dos cometas pode oscilar de maneira imprevisível.

Riscos de fragmentação devido à proximidade com o Sol

A intensa proximidade do cometa com o Sol traz riscos à sua integridade. Composto por gelo e rochas, o Tsuchinshan–ATLAS pode se desintegrar ao se aproximar do calor extremo do Sol. Esse fenômeno já foi observado em cometas anteriores que se aproximaram demais do nosso astro e acabaram fragmentados. No entanto, a possibilidade de desintegração ainda é incerta, e muitos astrônomos acreditam que o C/2023 A3 sobreviverá a essa passagem e permanecerá visível até outubro.

Melhores horários e dicas para observar o C/2023 A3

Para aqueles que desejam observar o cometa, alguns fatores são essenciais. Ele será mais visível nas primeiras horas da manhã, próximo ao nascer do sol, especialmente para quem estiver olhando na direção leste. O uso de aplicativos de astronomia, como Star Walk 2 e Sky Tonight, pode ajudar a localizar o cometa com mais precisão, fornecendo a posição exata no céu.

Essas ferramentas facilitam a observação ao identificar o cometa e outros corpos celestes em tempo real, ajustando a localização conforme o movimento do cometa e a posição do observador.

Datas-chave para observação do cometa

Aqui estão as principais datas e horários para ver o C/2023 A3 nos próximos dias:

  • Até 7 de outubro: Melhor período de observação logo antes do amanhecer, no leste.
  • Entre 7 e 11 de outubro: O cometa estará muito próximo ao Sol, o que dificultará a visualização devido ao brilho solar.
  • Após 12 de outubro: O cometa passará a ser visível no oeste, logo após o pôr do sol, exigindo uma nova janela de observação.

Com a aproximação máxima do cometa prevista para 13 de outubro, ele pode atingir sua magnitude de brilho máximo, semelhante ao famoso cometa Hale-Bopp, que foi um dos cometas mais brilhantes da segunda metade do século XX.

Expectativa de brilho e comparação com o cometa Hale-Bopp

O C/2023 A3 está gerando expectativas de alcançar um brilho intenso, possivelmente atingindo uma magnitude de 3,0 ou até 2,0. Quanto menor o número da magnitude, mais brilhante o objeto celeste se torna, e essa projeção o colocaria entre os cometas mais brilhantes das últimas décadas.

O cometa Hale-Bopp, que passou pela Terra em 1997, atingiu uma magnitude similar e se tornou um dos cometas mais visíveis e impactantes do século XX. Acredita-se que o Tsuchinshan–ATLAS possa oferecer uma experiência similar, o que explica seu apelido de “Cometa do Século”.

O que esperar após a passagem do cometa

Após o periélio, o C/2023 A3 começará a se afastar do Sol e da Terra, tornando-se menos brilhante, mas ainda visível por algumas semanas. Ele estará mais próximo da Terra em meados de outubro, quando as condições de observação serão ideais logo após o pôr do sol.

Durante esse período, é importante estar atento às mudanças no céu, pois a posição e o brilho do cometa podem variar de acordo com sua órbita e com as condições atmosféricas de cada local.

Os cometas mais brilhantes do ano e suas características

O C/2023 A3 é apenas um dos cometas que marcaram 2024 como um ano especial para a astronomia. Outros cometas que merecem destaque incluem:

  • C/2021 S3 (PANSTARRS): Visível entre janeiro e junho, atingindo seu brilho máximo em março. Requeria binóculos para ser observado em céus escuros.
  • 12P/Pons-Brooks (Cometa do Diabo): Brilhou entre fevereiro e junho, com pico de visibilidade em abril, sendo observado com binóculos durante o início da noite.
  • 13P/Olbers: Visto entre junho e agosto, com seu brilho máximo em julho, também necessitando de binóculos em céus escuros.
  • 144P/Kushida: Observado entre janeiro e fevereiro, com visibilidade no início da noite através de pequenos telescópios.

Cada um desses cometas teve sua importância e particularidades, mas o Tsuchinshan–ATLAS promete ser o destaque, podendo oferecer uma experiência visual única e impressionante.

Descoberta e origem do C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS)

O C/2023 A3 foi identificado em janeiro de 2023 por dois importantes observatórios. O primeiro foi o Observatório de Tsuchinshan, também conhecido como Purple Mountain, localizado na China. O segundo foi o projeto ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), no Havaí, responsável por monitorar objetos que possam se aproximar da Terra.

A descoberta foi um marco para a astronomia moderna, e desde então, o cometa passou a ser monitorado de perto. Sua órbita e comportamento ao longo de 2024 geraram grande interesse entre astrônomos, que preveem que ele será um dos mais impressionantes dos últimos tempos.

O papel dos cometas na astronomia

Os cometas são corpos celestes fascinantes, compostos de poeira, gelo e gases, que seguem órbitas elípticas ao redor do Sol. Quando se aproximam do astro, o calor faz com que seus componentes gasosos sublimem, criando a famosa cauda brilhante que se estende no céu.

Durante sua trajetória, eles oferecem aos cientistas importantes informações sobre a origem do sistema solar, já que os cometas preservam em suas composições elementos primordiais que remontam à formação dos planetas.

Os cometas mais brilhantes são raros, e por isso, cada oportunidade de observá-los se torna um evento especial para astrônomos e o público em geral. O C/2023 A3 não será exc

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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