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Moradores evacuam área ao redor do Edifício Roma após novo estrondo em Montes Claros

edificio roma
Foto: Crédito: Luiz Ribeiro/EM/D.A/Press

O Edifício Roma, localizado no bairro Jardim São Luiz em Montes Claros, tem sido alvo de grandes preocupações desde abril de 2024, quando foi identificado um sério risco de desabamento devido a problemas estruturais. Desde então, episódios de estrondos e colapsos parciais têm causado pânico entre moradores e trabalhadores da região, levando à evacuação constante da área.

Primeiros sinais de colapso estrutural

Em abril de 2024, o edifício de 18 andares apresentou seus primeiros sinais de perigo iminente, com danos estruturais observados principalmente entre o quarto e o quinto andar. Esses danos foram inicialmente detectados quando parte de uma laje cedeu e causou a queda de placas de porcelanato no edifício, aumentando o risco de colapso do prédio.

O incidente forçou a evacuação imediata de todos os moradores e funcionários que atuavam na recuperação do prédio. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram acionados e imediatamente interditaram a área em um raio de 60 metros, considerando o potencial de desabamento. A construtora responsável pelo edifício, Turano Construtora, iniciou medidas de contenção e escoramento para estabilizar a estrutura, ao mesmo tempo em que garantiu o reassentamento temporário dos moradores afetados em hotéis da cidade.

Repetição de incidentes e evacuação contínua

Embora as obras de recuperação tivessem começado logo após a evacuação inicial, novos problemas surgiram ao longo dos meses seguintes. Em setembro de 2024, um novo estrondo alarmou a população do entorno. Trabalhadores e moradores relataram ouvir um forte barulho vindo do edifício, seguido por tremores que foram sentidos nas residências próximas. Esse novo incidente trouxe à tona novamente o risco de colapso, reforçando a necessidade de evacuação contínua da área.

Mais uma vez, o Corpo de Bombeiros isolou o local e realizou vistorias para avaliar a situação, constatando que houve rompimento de um dos pilares do prédio. Técnicos e engenheiros da construtora passaram a monitorar as condições do edifício, enquanto os moradores, apreensivos, aguardavam novas orientações sobre o futuro de suas moradias.

Ação da construtora e medidas de segurança

Desde o início dos incidentes, a Turano Construtora se comprometeu a arcar com os custos de hospedagem e alimentação dos moradores afetados. Além disso, foi montada uma equipe de engenheiros experientes para supervisionar as obras de recuperação estrutural do edifício. Segundo a construtora, embora o prédio apresente danos visíveis em seus pilares, não haveria risco imediato de desabamento, conforme laudos preliminares divulgados.

A construtora também ressaltou que as obras de recuperação exigem a demolição controlada de partes da estrutura, o que poderia justificar a ocorrência de estrondos. No entanto, muitos moradores e trabalhadores do entorno continuam apreensivos quanto à segurança da edificação e questionam a viabilidade de continuar vivendo ou trabalhando na região.

Possíveis causas e implicações

As causas do colapso estrutural do Edifício Roma ainda estão sob investigação, mas especula-se que possam estar relacionadas a falhas no projeto original ou em sua execução. O uso de materiais inadequados ou a falta de manutenção preventiva ao longo dos anos também são considerados fatores potenciais para os danos apresentados.

Esse caso chama a atenção para a importância da fiscalização rigorosa em construções de grande porte, principalmente em áreas urbanas densamente povoadas. O desabamento de um edifício desse porte traria consequências trágicas não apenas para os moradores do prédio, mas também para toda a comunidade do bairro Jardim São Luiz.

Cronologia dos principais acontecimentos

  • Abril de 2024: Primeiros sinais de risco estrutural surgem, com o rompimento de uma laje e a queda de placas de porcelanato no edifício. A área é evacuada e interditada pela Defesa Civil.
  • Maio a agosto de 2024: Obras de escoramento e recuperação da estrutura são realizadas pela construtora. Moradores permanecem em hotéis fornecidos pela construtora.
  • Setembro de 2024: Um novo estrondo é ouvido, e a área ao redor do edifício é novamente evacuada. Engenheiros detectam o rompimento de um pilar, mas afirmam que a estrutura está sendo monitorada continuamente.
  • Outubro de 2024: Moradores ainda aguardam uma definição clara sobre o futuro do prédio, enquanto as obras de recuperação continuam.

Impacto para a comunidade

O caso do Edifício Roma tem gerado grande insegurança e indignação entre os moradores da região. Muitos questionam se a recuperação do prédio será suficiente para garantir a segurança a longo prazo ou se a demolição completa da estrutura seria uma solução mais adequada. Além disso, o comércio local e as atividades na região têm sido diretamente impactados pelas evacuações constantes e pelo isolamento da área ao redor do edifício.

A comunidade aguarda com expectativa os resultados das avaliações dos engenheiros e das autoridades competentes, enquanto continua vivendo sob a incerteza sobre o futuro da construção e suas implicações para a segurança do bairro.

Considerações finais

A situação do Edifício Roma em Montes Claros é um alerta para a importância da qualidade nas construções civis e da fiscalização rigorosa em projetos de grande porte. A série de incidentes envolvendo estrondos e riscos de desabamento levantou questionamentos sobre a segurança estrutural do prédio, bem como a necessidade de políticas mais robustas de monitoramento e manutenção de edificações.

Moradores, engenheiros e autoridades seguem monitorando de perto o caso, buscando soluções que tragam segurança e tranquilidade para todos os envolvidos.