Sérgio Chapelin e Cid Moreira são dois nomes que se destacam quando falamos sobre a história da televisão no Brasil, em especial no telejornalismo. Eles formaram uma dupla icônica na bancada do Jornal Nacional (JN), um dos mais importantes programas informativos da TV Globo, onde trabalharam juntos por mais de duas décadas.
O início de uma longa parceria
Cid Moreira foi um dos fundadores do Jornal Nacional, que estreou em 1969. Sua voz grave e inconfundível rapidamente se tornou uma marca registrada do telejornal. Chapelin ingressou na Globo no início dos anos 1970 e, pouco depois, passou a dividir a bancada do JN com Cid, iniciando uma parceria que seria considerada uma das mais sólidas e respeitadas da televisão.
Ambos desenvolveram uma dinâmica única. Enquanto Cid Moreira representava a firmeza e seriedade na condução das notícias, Sérgio Chapelin trazia uma leveza e um tom mais informal, complementando o estilo do colega de forma harmoniosa. O equilíbrio entre os dois fez com que eles se tornassem referências no jornalismo televisivo brasileiro.
Impacto e relevância no Jornal Nacional
A dupla Chapelin e Moreira permaneceu no Jornal Nacional por mais de duas décadas, atravessando diferentes momentos da história política e social do Brasil. Juntos, anunciaram notícias de grande impacto, como mudanças de governo, crises econômicas e eventos internacionais, solidificando a importância do JN no cenário informativo nacional.
Durante esse período, o Jornal Nacional se consolidou como o principal telejornal do país, muito em parte pela credibilidade que Cid e Chapelin traziam à tela. Eles marcaram uma era em que os brasileiros aguardavam as 20h30 com expectativa para ouvir as notícias mais importantes do dia na voz desses dois grandes nomes.
O afastamento de Chapelin e a volta ao JN
Em 1983, Sérgio Chapelin se afastou temporariamente do Jornal Nacional para apresentar outros programas na Rede Globo, como o Globo Repórter, que ele também marcou com sua presença. Durante esse tempo, Cid Moreira permaneceu no comando do JN ao lado de outros colegas jornalistas. No entanto, em 1989, Chapelin retornou ao JN para mais uma longa temporada ao lado de Moreira, demonstrando o quanto sua presença era valorizada no principal telejornal do país.
Essa segunda fase da parceria reforçou ainda mais a química entre os dois apresentadores, e o público novamente acompanhou de perto a interação deles na condução das notícias. A forma como ambos se complementavam na bancada se tornou um modelo para futuras duplas de âncoras de telejornais, inspirando novas gerações de jornalistas.
O legado de Sérgio Chapelin e Cid Moreira
A aposentadoria de Cid Moreira do Jornal Nacional aconteceu em 1996, encerrando oficialmente a parceria diária com Chapelin na bancada do telejornal. No entanto, o impacto que eles deixaram na televisão brasileira é inegável. Cid continuou a fazer aparições em programas especiais, enquanto Sérgio Chapelin seguiu como apresentador do Globo Repórter, onde permaneceu até sua aposentadoria em 2019.
Cid Moreira, por sua vez, continuou a ser uma presença marcante na memória dos brasileiros, não apenas por suas participações eventuais na televisão, mas também por suas gravações da Bíblia em áudio, um trabalho que ele realizou com grande paixão e que o aproximou ainda mais de seu público.
O falecimento de Cid Moreira e as homenagens de Chapelin
Em 2024, o Brasil se despediu de Cid Moreira, que faleceu aos 97 anos. A notícia de sua morte mobilizou colegas de profissão, autoridades e o público que acompanhou sua trajetória ao longo de décadas. Sérgio Chapelin foi um dos que mais sentiu a perda, prestando emocionantes homenagens ao ex-colega de bancada. Ele lembrou o quão dedicado Cid foi ao longo de sua carreira e destacou a importância de suas contribuições ao jornalismo brasileiro.
Para Chapelin, Moreira foi “o melhor profissional com quem já trabalhei” e uma inspiração para todos ao seu redor. Ele reforçou que Cid era mais do que um colega, era um amigo e mestre que sempre demonstrou carinho e dedicação ao ofício. Chapelin também pediu que todos orassem pela memória de Cid, destacando a imensa saudade que ele deixa.
A dupla que ajudou a moldar o jornalismo televisivo no Brasil será sempre lembrada como um dos pontos altos da comunicação no país. Com um legado de décadas de parceria, Cid Moreira e Sérgio Chapelin são verdadeiros ícones de uma era de ouro da televisão brasileira, marcando para sempre a história do Jornal Nacional e do jornalismo no Brasil.
