Ricardo Nunes mantém liderança sólida com 59,63% dos votos em São Paulo

6 min de leitura
Ricardo Nunes Foto: Ricardo Nunes - Foto: Reprodução/ Facebook

Com 71,86% das urnas apuradas nas eleições de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) continua mantendo uma vantagem confortável na corrida pela prefeitura, somando 59,63% dos votos válidos. Isso representa 2.445.640 votos a favor de Nunes, que concorre à reeleição. Enquanto isso, seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL), contabiliza 40,37%, o equivalente a 1.655.450 votos, confirmando o cenário que vem se desenhando desde o início da apuração. A eleição segue em ritmo acelerado, e a expectativa é que Nunes mantenha essa margem até o final da contagem.

A disputa eleitoral em São Paulo coloca frente a frente dois projetos políticos distintos. De um lado, Ricardo Nunes aposta na continuidade de suas políticas públicas e na manutenção do que seu governo chama de “avanços” nos últimos anos. Do outro lado, Boulos propõe mudanças significativas, focando em pautas sociais e na inclusão dos mais vulneráveis. Apesar da força de sua candidatura, Boulos não conseguiu diminuir significativamente a diferença desde o começo da contagem, consolidando Nunes como o favorito.

Números da apuração até o momento

Até o momento, foram registrados 4.584.898 votos, dos quais 89,45% são considerados válidos, correspondendo a 4.101.090 votos. Os votos brancos representam 3,71% do total, com 170.070 eleitores optando por essa escolha. Já os votos nulos somam 313.738, ou 6,84% do total. A abstenção, uma constante nas últimas eleições, permanece alta, atingindo 31,39%, o que equivale a 2.097.490 eleitores que não compareceram às urnas.

Essa taxa de abstenção, apesar de significativa, segue a tendência observada em eleições anteriores, indicando que uma parcela expressiva do eleitorado continua optando por não participar ativamente do processo eleitoral. No entanto, o total de votos válidos até o momento reflete um envolvimento importante de grande parte da população, que parece apoiar a continuidade da atual gestão.

Cenário na câmara municipal

Além da disputa pela prefeitura, a eleição para a câmara municipal também trouxe resultados relevantes. Com 100% das urnas apuradas para a escolha dos vereadores, o PT, com 8 cadeiras conquistadas (14,55% do total), foi o partido que mais elegeu representantes. O MDB, partido de Ricardo Nunes, conquistou 7 cadeiras, o que equivale a 12,73% das vagas. O PL, assim como o União Brasil, também garantiu 7 cadeiras cada um.

O PSOL, que viu seu candidato à prefeitura ficar em segundo lugar nas urnas, conquistou 6 cadeiras na câmara, representando 10,91% do total. Outros partidos como o Podemos (6 cadeiras), Progressistas (4 cadeiras) e o PSD (3 cadeiras) também obtiveram representação significativa. Partidos menores, como PV, Novo e Rede Sustentabilidade, conseguiram apenas 1 cadeira cada, o que demonstra a fragmentação política do legislativo municipal, onde a composição indica que o próximo prefeito terá que negociar amplamente para aprovar seus projetos.

Principais vereadores eleitos

Dentre os vereadores eleitos, o destaque vai para Lucas Pavanato, do PL, que foi o candidato mais votado, com 161.386 votos, correspondendo a 2,78% do total. Ana Carolina Oliveira, do Podemos, também teve uma votação expressiva, somando 129.563 votos. Outros nomes como Dr. Murillo Lima e Sargento Nantes, ambos do Progressistas, também se destacaram com 113.820 e 112.484 votos, respectivamente.

O PSOL, partido de Guilherme Boulos, teve dois nomes entre os mais votados: Amanda Paschoal, com 108.654 votos, e Luana Alves, com 83.262 votos. Esses números mostram a força do partido na capital paulista, ainda que não tenha conseguido vencer a disputa para a prefeitura. No entanto, a presença de vários partidos na câmara mostra que a próxima legislatura terá grande diversidade de ideias e projetos, o que pode tornar o processo de aprovação de leis mais desafiador.

Alta abstenção e participação do eleitorado

A eleição de 2024 manteve uma tendência que vem sendo observada há algumas eleições: uma elevada taxa de abstenção. Mais de 2 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o que representa uma ausência de 31,39%. No entanto, aqueles que participaram registraram 4.101.090 votos válidos, que representam 89,45% do total. O restante dos votos foi dividido entre brancos e nulos, que, somados, chegam a cerca de 483.808 votos.

Essa elevada abstenção, que tem se tornado comum nas grandes cidades, levanta discussões sobre a desmotivação do eleitorado em participar do processo eleitoral, seja por descrença nos candidatos ou no sistema político como um todo. Mesmo assim, a quantidade de votos válidos mostra que uma parte significativa do eleitorado ainda se sente engajada em influenciar os rumos da cidade.

Disputa em outras capitais brasileiras

Enquanto São Paulo caminha para consolidar a vitória de Ricardo Nunes, outras capitais do Brasil também estão em fase final de apuração. Em Belo Horizonte, Fuad Noman, do PSD, lidera com 53,82% dos votos, superando Bruno Engler, do PL, que possui 46,18%. Já em Fortaleza, Evandro Leitão, do PT, está praticamente garantido como prefeito, com 50,35% dos votos, contra 49,65% de André Fernandes, do PL.

Manaus já definiu seu novo prefeito: David Almeida, do Avante, venceu com 54,59% dos votos, contra 45,41% de Capitão Alberto Neto, do PL. Em Curitiba, Eduardo Pimentel, do PSD, lidera com 57,60%, enquanto Cristina Graeml, do PMB, segue com 42,40%. Em Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) mantém uma vantagem confortável, com 61,57%, deixando Maria do Rosário (PT) com 38,43%.

A reta final da apuração em São Paulo

Com a contagem das urnas chegando a 71,86%, a vantagem de Ricardo Nunes sobre Guilherme Boulos continua estável, sem grandes variações desde o início da apuração. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue monitorando o processo, com atualizações constantes sobre a evolução dos votos em todas as zonas eleitorais da capital. A expectativa é de que a apuração seja concluída nas próximas horas, consolidando Nunes como o vencedor desta eleição.

A apuração por zonas eleitorais também oferece uma visão mais detalhada de como cada região da cidade votou, destacando as diferenças geográficas no apoio a cada candidato. Enquanto Nunes tem se saído melhor em regiões centrais e de classe média alta, Boulos tem obtido maior apoio em áreas mais periféricas e entre eleitores mais jovens e de menor renda.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas