A partida entre Brasil e Uruguai pela 12ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por lances polêmicos e momentos de alta tensão. Aos 43 minutos do segundo tempo, Lucas Paquetá foi advertido com cartão amarelo após falta dura sobre Mathías Oliveira. O episódio gerou discussões entre os jogadores e inflamou ainda mais o clássico, que já vinha sendo disputado em alta intensidade na Arena Fonte Nova, em Salvador.
O gol do Uruguai, marcado por Federico Valverde no início da segunda etapa, colocou pressão sobre a seleção brasileira, que, mesmo dominando a posse de bola, enfrentava dificuldades para criar chances claras. As alterações promovidas por Dorival Júnior trouxeram mais volume de jogo, mas o Brasil ainda esbarrava em uma defesa sólida e no goleiro Rochet.
Uruguai sai na frente com golaço de Valverde
Logo no início do segundo tempo, o Uruguai aproveitou uma brecha na defesa brasileira para abrir o placar. Aos 9 minutos, Federico Valverde recebeu passe de Maxi Araújo, aplicou um drible de corpo sobre Bruno Guimarães e finalizou com precisão no canto esquerdo de Ederson. O gol coroou a eficiência uruguaia, que soube explorar os espaços deixados pelo Brasil, transformando a pressão brasileira em oportunidades de contra-ataque.
O Brasil, por sua vez, respondeu com investidas pelas laterais e chutes de longa distância. Vini Jr. quase empatou aos 7 minutos, mas seu chute cruzado passou raspando a trave direita de Rochet. Apesar das tentativas, a defesa uruguaia manteve a organização, bloqueando as principais jogadas e impedindo a finalização precisa dos atacantes brasileiros.
Cartão polêmico aquece o final do jogo
A entrada de Lucas Paquetá, substituindo Gerson aos 40 minutos, adicionou energia ao meio-campo brasileiro. No entanto, três minutos depois, o jogador cometeu uma falta dura em Mathías Oliveira, recebendo o cartão amarelo. A advertência gerou protestos de ambos os lados: enquanto os uruguaios pediam um cartão vermelho, os brasileiros reclamavam da marcação do árbitro.
A polêmica foi intensificada pelo contexto envolvendo Paquetá, que recentemente se viu envolvido em investigações fora dos gramados. Mesmo sob pressão, o jogador tentou comandar o setor ofensivo, participando de tabelas e arriscando finalizações. Em uma delas, quase marcou, mas sua tentativa passou por cima do gol adversário.
Estatísticas do jogo até os 45 minutos do segundo tempo
- Posse de bola: Brasil 65%, Uruguai 35%.
- Finalizações: Brasil 13 (6 no alvo), Uruguai 8 (4 no alvo).
- Cartões amarelos: 3 para o Brasil (Raphinha, Paquetá e Gerson), 2 para o Uruguai (Varela e Ugarte).
- Defesas dos goleiros: Rochet (5), Ederson (3).
Esses dados mostram a superioridade brasileira em termos de volume de jogo, mas também evidenciam a eficiência defensiva do Uruguai e a dificuldade do Brasil em transformar domínio em gols.
Fatores decisivos no segundo tempo
- Gol de Valverde: O volante uruguaio mostrou qualidade ao marcar o único gol da partida até então.
- Alterações táticas: Dorival Júnior buscou mais intensidade com as entradas de André e Estêvão, mas a estratégia não foi suficiente para quebrar o bloqueio uruguaio.
- Defesa uruguaia: Rochet e sua linha defensiva foram cruciais, frustrando as tentativas brasileiras em momentos decisivos.
- Cartão de Paquetá: O lance gerou discussões e aumentou a tensão em campo nos minutos finais.
- Pressão final: Nos acréscimos, o Brasil tentou forçar o empate, mas pecou na precisão das finalizações.
Impacto das alterações de Dorival Júnior
No segundo tempo, o técnico brasileiro promoveu mudanças significativas no time, tentando aumentar a dinâmica e a criatividade no ataque. André entrou no lugar de Bruno Guimarães, enquanto Estêvão substituiu Gerson. A dupla trouxe mais velocidade e tentativa de infiltrações, mas as chances criadas foram limitadas pela marcação uruguaia.
Estêvão, em particular, teve uma boa oportunidade após tabela com Paquetá, mas finalizou por cima do gol. Apesar da pressão constante nos minutos finais, faltou tranquilidade ao Brasil para converter as chances em gols, refletindo um problema recorrente na equipe.
Lista: pontos-chave da atuação do Uruguai
- Defesa sólida, comandada por Giménez e Araújo, que neutralizou o ataque brasileiro.
- Rochet como destaque, com defesas seguras em momentos críticos.
- Eficiência nos contra-ataques, especialmente com Valverde e Maxi Araújo.
- Estratégia bem executada, aproveitando os erros do adversário.
- Controle emocional diante da pressão e dos protestos em campo.
Clima em campo e nas arquibancadas
O público presente na Arena Fonte Nova, que lotou o estádio para apoiar a seleção brasileira, viveu momentos de tensão e frustração. A torcida foi um fator importante, impulsionando os jogadores nos minutos finais. No entanto, o clima esquentou após decisões polêmicas da arbitragem, como o cartão de Paquetá e a não marcação de um possível pênalti em Vini Jr. no primeiro tempo.
O Uruguai, por sua vez, manteve a compostura diante das provocações e das vaias, mostrando maturidade e experiência para administrar a vantagem mínima.
Panorama da tabela e próximo desafio
Com o resultado parcial de 1 a 0, o Uruguai consolida sua posição no topo da tabela das Eliminatórias da América do Sul, somando 22 pontos. O Brasil, em quarto lugar com 17 pontos, precisa reagir para garantir uma posição confortável rumo à classificação direta para a Copa do Mundo de 2026. O próximo desafio da seleção brasileira será fora de casa, contra o Paraguai, enquanto o Uruguai enfrentará a Bolívia.

