Na tarde deste sábado, 23 de novembro de 2024, o Estádio General Pablo Rojas, conhecido como “La Nueva Olla”, em Assunção, Paraguai, foi palco da final da Copa Sul-Americana entre Racing Club e Cruzeiro. O confronto, iniciado às 17h (horário de Brasília), reuniu duas equipes tradicionais do futebol sul-americano em busca de um título inédito na competição.
Primeiro tempo dominado pelo Racing
Desde o apito inicial, o Racing Club demonstrou superioridade em campo. Aos 15 minutos, Gastón Nicolás Martirena Torres abriu o placar para a equipe argentina, aproveitando uma falha defensiva do Cruzeiro. Cinco minutos depois, aos 20, Adrián Martínez ampliou a vantagem, finalizando com precisão após assistência de Juanfer Quintero. O primeiro tempo terminou com o Racing liderando por 2 a 0, controlando a posse de bola e criando as principais oportunidades de gol.
Reação do Cruzeiro no segundo tempo
Na volta do intervalo, o técnico do Cruzeiro promoveu alterações táticas visando uma reação. Aos 53 minutos, Kaio Jorge diminuiu a desvantagem, marcando de cabeça após cruzamento preciso de Matheus Pereira. O gol trouxe novo ânimo à equipe brasileira, que passou a pressionar mais o adversário em busca do empate.
Momentos decisivos e controle do Racing
Apesar da pressão cruzeirense, o Racing manteve a organização defensiva e explorou os contra-ataques. Aos 57 minutos, o goleiro Gabriel Arias fez defesa crucial em chute de Lucas Hernán Villalba, evitando o empate. O Cruzeiro continuou buscando o gol, mas esbarrou na sólida defesa argentina e na falta de precisão nas finalizações.
Estatísticas do jogo
- Posse de bola: Racing Club 55% x 45% Cruzeiro
- Finalizações: Racing Club 10 (6 no gol) x 8 (3 no gol) Cruzeiro
- Escanteios: Racing Club 4 x 5 Cruzeiro
- Faltas cometidas: Racing Club 12 x 15 Cruzeiro
- Cartões amarelos: Racing Club 1 (Lucas Daniel Romero) x 1 (Lucas Silva) Cruzeiro
Análise tática
O Racing Club adotou um esquema 3-5-2, com destaque para a atuação de Juanfer Quintero no meio-campo, responsável por ditar o ritmo do jogo e fornecer assistências precisas. A defesa, composta por Marco Di Cesare, Santiago Sosa e Agustín García Basso, mostrou-se sólida, neutralizando as investidas do ataque cruzeirense.
O Cruzeiro, por sua vez, iniciou no 4-3-3, mas enfrentou dificuldades na criação de jogadas durante o primeiro tempo. As alterações promovidas no intervalo, incluindo a entrada de jogadores ofensivos, melhoraram o desempenho da equipe, resultando no gol de Kaio Jorge. Entretanto, a falta de efetividade nas finalizações e a exposição defensiva nos contra-ataques comprometeram a busca pelo empate.
Repercussão pós-jogo
Com o apito final, o Racing Club sagrou-se campeão da Copa Sul-Americana 2024, conquistando seu primeiro título na competição. A torcida argentina, presente em grande número no estádio, celebrou efusivamente a conquista histórica. O técnico Gustavo Costas destacou a dedicação e o comprometimento dos jogadores ao longo do torneio, ressaltando a importância do título para o clube.
Pelo lado do Cruzeiro, o técnico reconheceu os erros cometidos, especialmente no primeiro tempo, e parabenizou o adversário pela vitória. Apesar da derrota, enfatizou o aprendizado proporcionado pela campanha e a necessidade de ajustes visando as próximas competições.
Próximos desafios
Com o título, o Racing Club garantiu vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores 2025, além de disputar a Recopa Sul-Americana contra o vencedor da Copa Libertadores 2024. O Cruzeiro, por sua vez, volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, buscando uma posição que lhe assegure participação em competições continentais na próxima temporada.
Histórico na Copa Sul-Americana
Esta edição da Copa Sul-Americana marcou a primeira final entre Racing Club e Cruzeiro. Ambas as equipes buscavam seu primeiro título na competição, o que adicionou ainda mais emoção ao confronto. O Racing, que não conquistava um título internacional desde a Supercopa Libertadores de 1988, quebrou um jejum de 36 anos com a vitória.
Destaques individuais
Adrián Martínez, autor do segundo gol do Racing, consolidou-se como um dos artilheiros da competição, sendo peça fundamental na campanha vitoriosa. Juanfer Quintero, com sua visão de jogo e passes precisos, foi eleito o melhor jogador da final, contribuindo diretamente para os dois gols da equipe.
Pelo Cruzeiro, Kaio Jorge destacou-se ao marcar o gol que reacendeu as esperanças da equipe no segundo tempo. Matheus Pereira também teve atuação relevante, sendo responsável pela assistência no gol cruzeirense e criando outras oportunidades ao longo da partida.
Ambiente no estádio
O Estádio General Pablo Rojas, com capacidade para 45 mil pessoas, esteve lotado, com torcedores de ambas as equipes proporcionando um espetáculo à parte nas arquibancadas. A atmosfera foi marcada por cânticos, bandeiras e uma energia contagiante, refletindo a paixão dos sul-americanos pelo futebol.
Impacto econômico e social
A conquista do Racing Club não apenas eleva o prestígio esportivo do clube, mas também traz benefícios econômicos significativos, incluindo premiações financeiras e valorização de seus atletas. Para o Cruzeiro, apesar da derrota, a campanha até a final reforça a visibilidade internacional e pode atrair investimentos futuros.
