O técnico Artur Jorge definiu a final da Copa Libertadores de 2024 como o momento mais importante de sua trajetória profissional. À frente do Botafogo, ele lidera a equipe carioca na busca pelo título inédito, enfrentando o Atlético-MG neste sábado, 30 de novembro, às 17h (horário de Brasília), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A decisão é histórica para o Botafogo, que disputa pela primeira vez uma final continental, enquanto o Atlético-MG tenta conquistar seu segundo título, após a vitória de 2013.
Durante a coletiva de imprensa realizada na véspera da partida, Artur Jorge falou sobre a responsabilidade e a honra de estar à frente de um momento tão significativo. Para ele, além da pressão de representar o clube e seus torcedores, há um senso de dever em aproveitar o momento e conduzir a equipe ao topo do futebol sul-americano. Sua visão foi compartilhada pelo capitão Marlon Freitas, que ressaltou a preparação e a confiança do elenco em buscar o título.
Arthur Jorge, técnico do Botafogo, sobre Jorge Jesus e Abel Ferreira:
— Murilo Dias (@mmurilodias) November 29, 2024
– Quero muito repetir o que eles conseguiram fazer. Naturalmente, foram duas referências para mim. Eu acompanhei em Portugal o que eles fizeram nesta competição (Libertadores). pic.twitter.com/Hc4rxPXZnM
“Uma honra e um dever enorme”, diz Artur Jorge
Artur Jorge destacou que liderar o Botafogo em uma final da Libertadores é a culminação de anos de dedicação e trabalho no futebol. Ele enfatizou a importância do momento tanto para o clube quanto para os torcedores, que sonham com a glória continental. Segundo ele, o desafio de enfrentar o Atlético-MG em um palco tão grandioso é encarado com determinação e confiança.
“Arrisco dizer que é o jogo mais importante da minha carreira. Não tenho dúvidas sobre isso. Me traz também a responsabilidade e a satisfação de podermos aproveitar o momento. Não quer dizer que não sabemos da responsabilidade que temos. Carregamos muita gente em cima de nós, temos o sonho de muita gente atrás de nós. Mas a responsabilidade não nos tira o gosto de viver esse momento”, afirmou o treinador.
Ele também reconheceu o impacto que a decisão pode ter na história do Botafogo. Para Artur Jorge, o título não é apenas uma conquista esportiva, mas uma forma de consolidar o clube como uma força no cenário sul-americano e recompensar a torcida pelo apoio incondicional ao longo da temporada.
Preparação detalhada para a decisão
A preparação do Botafogo para a final foi marcada por treinos intensos e um foco total no confronto. Artur Jorge liderou as atividades no CT do Tigre, em Buenos Aires, antes de levar a equipe para o reconhecimento do gramado do Monumental de Núñez. A ausência do defensor Bastos, devido a uma lesão, exigiu ajustes na escalação, mas o treinador demonstrou confiança na competitividade do elenco.
Artur Jorge destacou a dificuldade de escolher os titulares, dada a qualidade dos jogadores disponíveis. “Sobre não ter o Bastos, temos uma competitividade interna tremenda. Para mim, o mais difícil é escolher os 11. Peço sempre para os meus jogadores que não desanimem. Temos em cada uma das posições jogadores que podem jogar e dar o mesmo rendimento. É uma equipe extremamente competitiva”, explicou.
O impacto emocional da final para Artur Jorge
Além da responsabilidade tática, Artur Jorge revelou o impacto emocional de estar à frente do Botafogo em uma final da Libertadores. Ele mencionou sua gratidão pelo clube e pela torcida, destacando que liderar a equipe nesse momento é uma realização pessoal e profissional. Para ele, a final é uma oportunidade de retribuir a confiança depositada nele desde o início do projeto.
“Tenho obrigação para com o clube de demonstrar o quão grato estou pela oportunidade de poder assumir e liderar esse projeto. Tenho uma determinação e um desejo muito grande de poder fazer parte dessa história. Carregada de ambição e esperança. Para que possamos chegar a um grande título. Tudo faremos, olhando para dentro, naquilo que está ao nosso alcance, para chegar onde queremos”, afirmou.
Marlon Freitas exalta a união do elenco
O capitão Marlon Freitas, que divide com Tchê Tchê o posto de jogador com mais partidas na campanha da Libertadores, também enfatizou a importância da união e do espírito coletivo do elenco. Ele destacou que, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do torneio, o Botafogo está preparado para fazer história.
“É uma final de Libertadores, né? Acredito que as duas equipes chegam iguais, vai ser uma decisão muito difícil. Ambas as equipes mereceram estar nesta final. Mas a gente está bem preparado para isso, fazer uma grande final e conquistar o nosso sonho”, disse Marlon.
O volante também mencionou a atmosfera única de disputar sua primeira final continental. “É um momento único para o clube. A gente precisa desfrutar deste momento. É um momento único para o clube. Duas equipes buscando vencer a partida”, completou.
Os pilares da campanha do Botafogo
Sob o comando de Artur Jorge, o Botafogo teve uma campanha marcada pela superação e pelo espírito de equipe. A equipe superou adversários como Palmeiras, São Paulo e Peñarol para alcançar a final. Para o técnico, o mérito está na capacidade do elenco de manter a consistência e a competitividade em todas as fases da competição.
Artur Jorge mencionou o equilíbrio interno como um dos fatores que levaram o Botafogo à decisão. “A importância dentro do elenco não se mede só pelo tempo que joga. Temos jogadores que atuam pouco e têm uma importância enormíssima. Nunca o ego superou o que é o espírito da equipe. Por isso estamos na final hoje e com o Brasileirão a disputar”, explicou.
O legado da final para Artur Jorge e o Botafogo
Independentemente do resultado, Artur Jorge acredita que a final da Libertadores de 2024 já é um marco na história do Botafogo. Ele destacou que a trajetória do clube na competição é uma prova de coragem e determinação, características que serão lembradas pelos torcedores e pelo futebol brasileiro.
“Não há história sem coragem e é isso que teremos que ter amanhã. Jogamos contra todas as probabilidades. Fomos sempre o underdog para fazer o nosso melhor. Fizemos isso sendo, na minha opinião, superiores aos adversários. O que fica na história é o nome dos vencedores”, concluiu.
