Simone Biles lidera ascensão no esporte feminino com ganhos milionários em 2024
Em 2024, o esporte feminino vivenciou uma revolução em termos de reconhecimento financeiro e visibilidade. O ranking das atletas mais bem pagas do mundo trouxe à tona a força das mulheres no cenário esportivo global, liderado por nomes como Coco Gauff, Eileen Gu, Iga Świątek e Simone Biles. Esse avanço reflete um momento de transformação histórica no esporte, com maior valorização, audiências crescentes e contratos de patrocínio que destacam o protagonismo feminino.
Os números são impressionantes. Segundo um estudo recente, as 15 atletas mais bem pagas acumularam um total de US$ 221 milhões ao longo do ano, representando um crescimento de 27% em relação ao ano anterior. Esse aumento não apenas evidencia a relevância econômica do esporte feminino, mas também simboliza um marco na luta por igualdade de oportunidades e remuneração no setor.
“Simone Biles Rising” has won two @CriticsChoice Documentary Awards! ????????
— Octagon (@Octagon) November 12, 2024
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Congrats to @Simone_Biles and Octagon EVP Janey Miller, who served as an executive producer on the @Netflix docuseries. pic.twitter.com/TGihkTWGOM
Os nomes que dominaram os ganhos em 2024
Coco Gauff, fenômeno do tênis, ocupa o topo da lista com um impressionante total de US$ 30,4 milhões, sendo US$ 9,4 milhões oriundos de prêmios e US$ 21 milhões de patrocínios. A jovem americana conquistou o público com sua habilidade, determinação e carisma, que também atraíram investidores e marcas de renome mundial.
Logo atrás, Eileen Gu, estrela do esqui, consolidou sua posição como uma das atletas mais rentáveis com ganhos de US$ 22,1 milhões, dos quais US$ 22 milhões vieram de patrocínios. Sua capacidade de conectar-se com audiências diversas, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos, a tornou uma potência comercial. Iga Świątek, a polonesa número um do tênis, completa o pódio, acumulando US$ 21,4 milhões e provando que sua consistência nas quadras também se traduz em um portfólio diversificado de patrocinadores.
Simone Biles: um ícone da ginástica e do esporte mundial
Simone Biles, a ginasta americana amplamente reconhecida como uma das maiores da história, ocupa a nona posição no ranking de 2024 com ganhos de US$ 11,1 milhões. Esse total inclui US$ 100 mil em prêmios e impressionantes US$ 11 milhões provenientes de contratos de patrocínio. Suas performances brilhantes nos Jogos Olímpicos de Paris, onde conquistou quatro medalhas (três de ouro e uma de prata), desempenharam um papel crucial nesse resultado.
O impacto de Simone vai além dos números. Sua capacidade de inspirar milhões de pessoas, especialmente mulheres e jovens atletas, a posiciona como uma figura essencial no avanço do esporte feminino. Seu retorno triunfal às competições após um período de afastamento devido a questões de saúde mental reforça sua resiliência e serve como um exemplo de superação.
A predominância do tênis no topo da lista
O tênis é, sem dúvidas, o esporte que mais contribuiu para a ascensão financeira das mulheres no esporte em 2024. Nove das 15 atletas mais bem pagas pertencem a essa modalidade, o que reflete sua popularidade e o alto nível de investimentos em torneios, patrocínios e transmissões. Além de Coco Gauff e Iga Świątek, nomes como Zheng Qinwen (US$ 20,6 milhões), Aryna Sabalenka (US$ 17,7 milhões) e Naomi Osaka (US$ 15,9 milhões) também figuram entre as líderes do ranking.
O domínio do tênis é um reflexo direto de sua ampla audiência global e do esforço contínuo para promover a igualdade de premiações em competições mistas, como Grand Slams. Além disso, a relação estreita entre as jogadoras e grandes marcas permite um fluxo constante de oportunidades financeiras.
Outros esportes ganham espaço no cenário financeiro
Embora o tênis seja predominante, outras modalidades também começam a mostrar sua força no mercado esportivo. No golfe, Nelly Korda e Jeeno Thitikul demonstram que o esporte está em ascensão, com ganhos de US$ 14,4 milhões e US$ 9,1 milhões, respectivamente. No basquete, Caitlin Clark acumulou US$ 11,1 milhões, destacando-se como uma das atletas mais influentes da WNBA.
O caso de Eileen Gu, no esqui, é emblemático: com ganhos quase exclusivamente derivados de patrocínios, ela representa o potencial de esportes de inverno em atrair investidores. Além disso, a presença de Simone Biles ressalta que a ginástica também é capaz de atrair patrocínios significativos, especialmente em anos olímpicos.
Fatores que impulsionaram o crescimento financeiro
Diversos fatores contribuíram para o aumento significativo nos ganhos das atletas em 2024:
- Maior visibilidade: As transmissões esportivas femininas ganharam espaço em redes de TV e plataformas de streaming, aumentando a audiência e a receita publicitária.
- Patrocínios mais robustos: Marcas globais passaram a investir em contratos com atletas femininas, reconhecendo seu valor de mercado.
- Eventos históricos: Jogos Olímpicos de Paris e outras competições globais serviram como catalisadores para destacar talentos femininos.
- Engajamento social: As atletas usaram redes sociais para se conectar diretamente com fãs, fortalecendo sua influência e atraindo mais patrocinadores.
Desafios e desigualdades persistentes
Apesar dos avanços, a disparidade entre os ganhos de atletas masculinos e femininos ainda é marcante. Enquanto Coco Gauff lidera com US$ 30,4 milhões, atletas masculinos como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ultrapassaram a marca de US$ 100 milhões no mesmo período. Essa diferença destaca a necessidade de esforços contínuos para alcançar maior igualdade de remuneração no esporte.
Além disso, algumas modalidades femininas ainda enfrentam desafios em termos de visibilidade e financiamento, o que limita as oportunidades de crescimento para suas atletas. Iniciativas que promovam a equidade de gênero, como premiações iguais em competições, são essenciais para reduzir essas lacunas.
O impacto futuro da valorização feminina no esporte
O crescimento nos ganhos das atletas em 2024 não é apenas um reflexo do presente, mas também um indicativo do que está por vir. A maior visibilidade do esporte feminino, aliada ao aumento do investimento em infraestrutura, competições e programas de base, tende a criar um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Isso permitirá que mais mulheres se tornem profissionais bem-sucedidas e inspirem futuras gerações.
Ao mesmo tempo, a adoção de políticas que incentivem a igualdade de gênero em todas as esferas do esporte será fundamental para garantir que esses avanços sejam sustentáveis. O esporte feminino está em um ponto de inflexão, e seu sucesso depende do compromisso contínuo de atletas, organizações e investidores em trabalhar juntos para alcançar um futuro mais inclusivo e igualitário.
Lista completa das 15 atletas mais bem pagas de 2024
- Coco Gauff (tênis): US$ 30,4 milhões (US$ 9,4 milhões em prêmios + US$ 21 milhões em patrocínios)
- Eileen Gu (esqui): US$ 22,1 milhões (US$ 100 mil em prêmios + US$ 22 milhões em patrocínios)
- Iga Świątek (tênis): US$ 21,4 milhões (US$ 8,4 milhões em prêmios + US$ 13 milhões em patrocínios)
- Zheng Qinwen (tênis): US$ 20,6 milhões (US$ 5,6 milhões em prêmios + US$ 15 milhões em patrocínios)
- Aryna Sabalenka (tênis): US$ 17,7 milhões (US$ 9,7 milhões em prêmios + US$ 8 milhões em patrocínios)
- Naomi Osaka (tênis): US$ 15,9 milhões (US$ 900 mil em prêmios + US$ 15 milhões em patrocínios)
- Emma Raducanu (tênis): US$ 14,7 milhões (US$ 700 mil em prêmios + US$ 14 milhões em patrocínios)
- Nelly Korda (golfe): US$ 14,4 milhões (US$ 4,4 milhões em prêmios + US$ 10 milhões em patrocínios)
- Simone Biles (ginástica): US$ 11,1 milhões (US$ 100 mil em prêmios + US$ 11 milhões em patrocínios)
- Caitlin Clark (basquete): US$ 11,1 milhões (US$ 100 mil em prêmios + US$ 11 milhões em patrocínios)
- Jasmine Paolini (tênis): US$ 10 milhões (US$ 6,5 milhões em prêmios + US$ 3,5 milhões em patrocínios)
- Jeeno Thitikul (golfe): US$ 9,1 milhões (US$ 7,1 milhões em prêmios + US$ 2 milhões em patrocínios)
- Jessica Pegula (tênis): US$ 8,2 milhões (US$ 4,2 milhões em prêmios + US$ 4 milhões em patrocínios)
- Elena Rybakina (tênis): US$ 7,9 milhões (US$ 3,9 milhões em prêmios + US$ 4 milhões em patrocínios)
- Lydia Ko (golfe): US$ 6,7 milhões (US$ 3,2 milhões em prêmios + US$ 3,5 milhões em patrocínios)
Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.








