O Pix por aproximação, nova modalidade de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), começará a ser disponibilizado aos clientes a partir de sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025. A inovação permite que os usuários realizem pagamentos apenas aproximando o celular da máquina de pagamento, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco ou escanear um QR Code.
A nova funcionalidade será compatível com carteiras digitais, como Apple Pay, Samsung Pay e Carteira do Google, permitindo que os usuários armazenem o Pix como uma opção de pagamento semelhante ao cartão de crédito ou débito. Até o momento, apenas o Google recebeu autorização do BC para intermediar transações por aproximação, mas outras empresas devem receber permissão em breve.
Com um limite inicial de R$ 500 por transação, o Pix por aproximação promete mais rapidez e conveniência nas compras presenciais. Os clientes poderão ajustar o limite diário diretamente no aplicativo do banco, garantindo maior controle sobre os pagamentos.
Como funciona o Pix por aproximação
A nova tecnologia busca tornar os pagamentos instantâneos ainda mais simples e ágeis. O Pix por aproximação funciona de maneira similar aos pagamentos por NFC (Near Field Communication) já utilizados em cartões de crédito e débito.
Para realizar um pagamento, o cliente deve:
- Acessar o aplicativo do banco e selecionar a opção Pix por aproximação.
- Aproximar o celular da maquininha do lojista.
- Confirmar a transação, caso o banco exija autenticação adicional.
A experiência é parecida com os pagamentos tradicionais via cartões contactless, eliminando a necessidade de digitar senhas ou escanear códigos QR.
Vinculação do Pix às carteiras digitais
Para usar o Pix por aproximação em carteiras digitais, os clientes precisarão vincular sua conta bancária ao aplicativo da carteira desejada, assim como já acontece com cartões de crédito e débito.
O processo de vinculação segue os seguintes passos:
- Abrir a carteira digital (Apple Pay, Samsung Pay ou Carteira do Google).
- Selecionar a opção de adicionar um novo método de pagamento.
- Escolher Pix e informar os dados da conta bancária.
- Autorizar a vinculação no aplicativo do banco.
Após a configuração, será possível escolher o Pix como método de pagamento principal nas compras presenciais realizadas por aproximação.
Diferenças entre Pix por aproximação e Pix por QR Code
O novo método busca substituir a necessidade de geração e leitura de QR Codes em compras presenciais, tornando o pagamento mais rápido. Veja as principais diferenças:
- Pix por QR Code: O comerciante gera um código, o cliente precisa abrir o aplicativo do banco, escanear o QR Code e confirmar a transação.
- Pix por aproximação: O cliente apenas aproxima o celular da maquininha, sem precisar abrir o aplicativo do banco ou escanear códigos.
Essa mudança simplifica o processo de pagamento e se assemelha à experiência dos cartões contactless, o que pode aumentar a adoção do Pix em compras presenciais.
Quais bancos vão oferecer o Pix por aproximação?
As instituições financeiras terão autonomia para liberar gradualmente o Pix por aproximação para seus clientes. Algumas já anunciaram que irão implementar a tecnologia a partir da data oficial do Banco Central, enquanto outras ainda estudam a melhor forma de adotar o novo recurso.
Os bancos que já trabalham na integração do Pix por aproximação incluem:
- Banco do Brasil
- Caixa Econômica Federal
- Itaú Unibanco
- Bradesco
- Santander
- Nubank
- Banco Inter
A liberação ocorrerá de forma gradual, podendo estar disponível primeiro para determinados perfis de clientes antes de ser ampliada para todos os usuários.
Limites de transação e segurança do Pix por aproximação
Para garantir a segurança das transações, o Banco Central definiu um limite padrão de R$ 500 por pagamento com Pix por aproximação. Esse valor pode ser ajustado pelo próprio usuário dentro do aplicativo do banco, permitindo aumentar ou reduzir o limite de acordo com a necessidade.
Além disso, algumas medidas de segurança foram implementadas:
- Autenticação obrigatória para pagamentos acima de R$ 500.
- Bloqueios automáticos em caso de suspeita de fraude.
- Permissão para o usuário desativar o recurso a qualquer momento.
Esses mecanismos garantem que o novo meio de pagamento seja rápido e seguro, evitando riscos como fraudes e transações não autorizadas.
Histórico e evolução do Pix no Brasil
O Pix foi lançado pelo Banco Central em novembro de 2020 e rapidamente se tornou o método de pagamento mais utilizado no Brasil. Desde então, a ferramenta passou por diversas evoluções, incluindo:
- Pix Saque e Pix Troco, lançados em 2021.
- Pix Parcelado, oferecido por alguns bancos a partir de 2023.
- Pix Automático, implementado em 2024.
Agora, com o Pix por aproximação, o Banco Central dá mais um passo para consolidar o sistema como o principal meio de pagamento do país.
Expectativas para o futuro do Pix por aproximação
Especialistas do setor financeiro preveem que o novo método de pagamento pode aumentar ainda mais a adoção do Pix em compras presenciais, reduzindo o uso de dinheiro em espécie e substituindo os cartões de débito.
Além disso, com a expansão da autorização para Apple Pay e Samsung Pay, o Pix por aproximação tende a se tornar uma opção padrão para pagamentos rápidos no Brasil.
O Banco Central também avalia a possibilidade de novos aprimoramentos, incluindo:
- Pagamentos internacionais com Pix.
- Integração com mais carteiras digitais.
- Maior personalização dos limites de segurança.
Com essas melhorias, o Pix segue se consolidando como um dos sistemas de pagamento mais inovadores do mundo.

