Bolsonaro adota implante de testosterona e destaca benefícios para saúde e vitalidade

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Bolsonaro Foto: Bolsonaro - Foto: Saulo Ferreira Angelo / Shutterstock.com

O ex-presidente Jair Bolsonaro, aos 69 anos, revelou recentemente ter recorrido ao implante de testosterona, uma terapia de reposição hormonal que vem ganhando popularidade entre homens que buscam melhorar a disposição e combater os efeitos do envelhecimento. Bolsonaro afirmou que o procedimento trouxe mudanças significativas para sua saúde, ressaltando sentir-se com energia renovada e comparando seu vigor atual ao de um homem de 40 anos. A decisão do ex-presidente em adotar o método reflete uma tendência crescente entre homens que enfrentam os impactos da queda hormonal ao longo dos anos.

Durante entrevista concedida em fevereiro de 2025, Bolsonaro mencionou que a escolha pelo implante veio após notar uma diminuição em sua disposição e vitalidade. O ex-presidente destacou ainda que nunca utilizou medicamentos como viagra ou tadalafila para questões de desempenho sexual, mas que percebeu uma melhoria na qualidade do sono e em seu bem-estar geral após a aplicação do chip hormonal. Segundo ele, os resultados foram perceptíveis em poucos dias, trazendo maior disposição para suas atividades diárias.

A terapia hormonal masculina, especialmente o implante de testosterona, tem se popularizado nos últimos anos, atraindo homens que buscam alternativas para manter a qualidade de vida. O procedimento, que libera doses controladas do hormônio no organismo, é apontado como um método eficiente para estabilizar os níveis hormonais e minimizar sintomas como fadiga, perda de massa muscular e redução da libido, aspectos comuns do envelhecimento masculino.

O que é o implante de testosterona e como ele funciona

O implante de testosterona, popularmente conhecido como chip hormonal, é um pequeno dispositivo inserido sob a pele, geralmente na região do glúteo ou abdômen. Sua principal função é liberar gradualmente a testosterona no organismo, garantindo níveis hormonais estáveis por um período que pode variar entre quatro e seis meses. Esse método oferece vantagens em relação a outras formas de reposição, como injeções e géis, por dispensar a necessidade de aplicações frequentes.

A reposição de testosterona é recomendada para homens que apresentam deficiência hormonal comprovada, condição que pode ser identificada por meio de exames laboratoriais. Os principais sintomas da baixa testosterona incluem redução da energia, perda de força muscular, dificuldade de concentração, aumento da gordura corporal e queda no desejo sexual. O tratamento visa restaurar esses níveis e proporcionar melhora na saúde geral do paciente.

Nos últimos anos, clínicas especializadas têm registrado aumento na procura por esse tipo de tratamento. O procedimento é relativamente simples e realizado em consultório médico, com anestesia local e duração de poucos minutos. Após a inserção, o organismo passa a absorver a testosterona de maneira contínua, proporcionando efeitos graduais e duradouros.

Benefícios da reposição de testosterona em homens

  • Aumento da energia e disposição: Redução da fadiga e sensação de cansaço extremo.
  • Ganho de massa muscular: Facilitação no desenvolvimento e na manutenção da musculatura.
  • Melhora na libido e desempenho sexual: Aumento do desejo sexual e da função erétil.
  • Melhoria da densidade óssea: Contribui para a prevenção de osteoporose e fraturas.
  • Aprimoramento da qualidade do sono: Auxilia na regulação do ciclo do sono, combatendo insônia e dificuldades para dormir.
  • Regulação do humor e bem-estar emocional: Redução de sintomas depressivos, ansiedade e irritabilidade.

Riscos e efeitos colaterais da terapia hormonal masculina

  • Possíveis impactos cardiovasculares: Estudos apontam que a reposição pode elevar o risco de infarto e derrames, especialmente em pacientes com histórico de doenças cardíacas.
  • Alterações na próstata: A terapia pode levar ao aumento da próstata e potencializar o risco de câncer prostático em pacientes predispostos.
  • Retenção de líquidos: Alguns pacientes relatam inchaço devido à retenção de sódio e líquidos no organismo.
  • Efeitos na pele: Aumento da oleosidade e aparecimento de acne.
  • Agravamento da apneia do sono: Pacientes com apneia podem apresentar piora no quadro respiratório noturno.

O impacto da queda de testosterona com o avanço da idade

A testosterona é um hormônio essencial para diversas funções do organismo masculino, incluindo o metabolismo, a saúde óssea e a função sexual. A partir dos 30 anos, os níveis de testosterona começam a cair gradativamente, com uma redução média de 1% ao ano. Esse declínio pode se intensificar após os 50 anos, momento em que muitos homens passam a relatar sintomas como diminuição da força, acúmulo de gordura abdominal e alterações no humor.

Estudos apontam que cerca de 30% dos homens acima dos 60 anos apresentam níveis significativamente baixos de testosterona, condição conhecida como hipogonadismo tardio. Esse quadro pode afetar não apenas a vitalidade física, mas também a saúde mental, contribuindo para quadros de depressão, ansiedade e irritabilidade.

Nos últimos anos, a reposição hormonal tem sido vista como uma alternativa para minimizar esses efeitos, proporcionando maior qualidade de vida e reduzindo o impacto do envelhecimento no corpo masculino. Especialistas alertam, porém, que a reposição deve ser feita com acompanhamento médico rigoroso, garantindo que o tratamento seja seguro e eficiente.

Histórico da terapia hormonal masculina e evolução dos tratamentos

A reposição hormonal masculina teve seus primeiros registros no início do século XX, quando médicos identificaram a relação entre o declínio da testosterona e a perda de vitalidade em homens idosos. Nas décadas de 1940 e 1950, surgiram as primeiras terapias com testosterona sintética, administrada por meio de injeções e comprimidos.

Na década de 1980, novos métodos foram desenvolvidos, incluindo adesivos transdérmicos e géis tópicos, permitindo uma absorção mais controlada do hormônio. Nos anos 2000, o avanço da biotecnologia levou ao desenvolvimento dos implantes hormonais, que passaram a ser amplamente utilizados por sua praticidade e liberação gradual do hormônio no organismo.

Atualmente, os implantes são considerados uma das opções mais eficazes para homens que necessitam de reposição, proporcionando resultados consistentes e reduzindo a necessidade de administração frequente. A popularização desse método tem sido impulsionada pelo aumento da expectativa de vida e pela busca crescente por qualidade de vida na terceira idade.

O crescimento da busca por terapias hormonais masculinas

Nos últimos anos, o mercado de reposição hormonal masculina registrou um crescimento significativo. Estima-se que o número de homens que realizam tratamentos com testosterona aumentou em mais de 50% na última década, impulsionado pela maior conscientização sobre os benefícios do hormônio para a saúde.

Clínicas especializadas relatam que a procura por implantes hormonais cresceu especialmente entre homens entre 50 e 70 anos, faixa etária na qual os sintomas da deficiência de testosterona se tornam mais evidentes. O avanço das pesquisas médicas e a maior acessibilidade aos tratamentos também contribuíram para esse crescimento.

Apesar do aumento na demanda, especialistas alertam que a terapia deve ser conduzida com responsabilidade, considerando os riscos envolvidos. O uso indiscriminado da testosterona sem acompanhamento médico pode levar a efeitos adversos e comprometer a saúde do paciente.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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