Demi Moore supera perda no Oscar com batata frita e apoio familiar
Demi Moore, uma das estrelas mais aguardadas da 97ª edição do Oscar, realizada no domingo, 2 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles, enfrentou uma noite de emoções mistas ao perder a estatueta de melhor atriz para Mikey Madison, de “Anora”. A atriz de 62 anos, que brilhou no tapete vermelho com um vestido Giorgio Armani Privé brilhante e decotado, era uma das favoritas por seu papel visceral em “A substância”, um terror psicológico dirigido por Coralie Fargeat. A vitória inesperada de Madison, de apenas 25 anos, pegou muitos de surpresa, incluindo Moore, cuja reação contida ao anúncio foi captada pelas câmeras e amplamente comentada nas redes sociais. Horas depois, Tallulah Willis, filha de Moore com Bruce Willis, compartilhou uma foto descontraída da mãe sentada no chão, com o cachorro Pilaf no colo e duas tigelas de batata frita ao lado, acompanhada da legenda “Minha vencedora!”. A imagem, tirada após a cerimônia, revelou um lado leve e humano da atriz, que, mesmo sem o prêmio, recebeu apoio incondicional das filhas Rumer, Scout e Tallulah, presentes ao seu lado no after-party. Enquanto isso, o Brasil celebrou a vitória de “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, como melhor filme internacional, embora Fernanda Torres, também indicada a melhor atriz, não tenha levado a estatueta.
A noite marcou um momento histórico para o cinema brasileiro, com a transmissão ao vivo pela TV Globo, TNT e Max alcançando milhões de espectadores.
Moore, apesar da derrota, manteve a elegância e o bom humor, aparecendo sorridente ao lado da família em eventos pós-cerimônia, o que reforçou sua imagem de resiliência.
Uma trajetória de destaque em Hollywood
Demi Moore chegou ao Oscar com uma carreira repleta de marcos. Conhecida por papéis em “Ghost – Do outro lado da vida” e “Proposta indecente”, ela foi a atriz mais bem paga dos anos 90, mas também enfrentou críticas e períodos de baixa. “A substância” representou um retorno poderoso, com uma atuação que explorava o envelhecimento e a pressão estética em Hollywood.
A derrota para uma atriz mais jovem reacendeu debates sobre preconceito etário na indústria, especialmente após uma temporada de premiações que favoreceu Moore, como o Globo de Ouro.
Expectativas frustradas no Dolby Theatre
A 97ª edição do Oscar começou com grande expectativa para Demi Moore. Seu vestido no tapete vermelho, um modelo prateado de Giorgio Armani Privé, a colocou entre os destaques da noite, enquanto “A substância” era cotado como forte concorrente em várias categorias. A apresentação de Conan O’Brien trouxe leveza à cerimônia, mas o clima mudou quando Mikey Madison foi anunciada como vencedora de melhor atriz, superando Moore e Fernanda Torres, de “Ainda estou aqui”.
A vitória de “Anora”, que levou cinco estatuetas, consolidou o filme como um dos grandes triunfos da noite, enquanto Moore assistia da plateia com uma expressão que misturava surpresa e desapontamento.
O peso da atuação em “A substância”
Demi Moore entregou em “A substância” uma performance que muitos consideraram a mais marcante de sua carreira. No filme, ela interpreta Elisabeth Sparkle, uma atriz em decadência que recorre a uma droga experimental para recuperar a juventude, enfrentando consequências físicas e psicológicas devastadoras. A direção de Coralie Fargeat destacou a vulnerabilidade e a força de Moore, que, aos 62 anos, trouxe uma autenticidade única ao papel, refletindo sua própria experiência com a passagem do tempo em Hollywood. A personagem lida com temas como o culto à beleza e o descarte de mulheres maduras na indústria, algo que ressoou com o público e a crítica.
A intensidade da atuação rendeu elogios antes do Oscar, com vitórias em festivais e indicações que a posicionaram como favorita. A derrota para Mikey Madison, cuja personagem em “Anora” é uma prostituta em busca de liberdade, foi vista por alguns como uma escolha da Academia por narrativas mais jovens e menos tradicionais.
Reação captada pelas lentes
Durante o anúncio da vencedora, as câmeras do Dolby Theatre focaram em Demi Moore, capturando seu rosto fechado enquanto Mikey Madison subia ao palco. Leitores labiais apontaram que ela murmurou “legal”, um comentário que viralizou nas redes sociais, gerando memes e discussões. A reação, embora discreta, mostrou a decepção da atriz, que havia sido amplamente celebrada por “A substância” ao longo da temporada de premiações.
Após o momento, Moore se recompôs e foi vista no after-party com as filhas, exibindo um sorriso que contrastava com a expressão anterior. A presença de Rumer, Scout e Tallulah ao seu lado foi um apoio visível em uma noite de altos e baixos.
Momentos marcantes da noite do Oscar
A noite de 2 de março foi repleta de eventos que definiram o Oscar. Veja uma linha do tempo dos principais acontecimentos envolvendo Demi Moore:
- Antes das 21h (horário de Brasília), Moore chegou ao tapete vermelho, aclamada por seu look Giorgio Armani Privé.
- Por volta das 23h, Mikey Madison foi anunciada como melhor atriz, surpreendendo as previsões que favoreciam Moore.
- Após a meia-noite, Tallulah Willis postou a foto da mãe com batata frita, trazendo leveza ao pós-cerimônia.
- Durante o after-party, Moore posou com as filhas, mantendo a elegância apesar da derrota.
Esses instantes mostram a jornada de Moore na noite, do glamour inicial à descontração familiar.
Reflexos de uma carreira icônica
Demi Moore tem uma história rica em Hollywood. Nascida em 1962, ela despontou nos anos 80 com “St. Elmo’s Fire” e alcançou o estrelato com “Ghost” em 1990, filme que arrecadou mais de 500 milhões de dólares mundialmente. Nos anos 90, tornou-se a atriz mais bem paga do mundo, recebendo 12,5 milhões de dólares por “Striptease”, mas enfrentou críticas por escolhas como “A letra escarlate”. Sua vida pessoal, incluindo casamentos com Bruce Willis e Ashton Kutcher, também esteve sob escrutínio, enquanto criava Rumer, Scout e Tallulah.
“A substância” marcou um renascimento artístico, com Moore sendo elogiada por encarar um papel desafiador que expunha as cicatrizes da fama. Mesmo sem o Oscar, ela segue como um símbolo de resistência, com fãs destacando sua capacidade de se reinventar.
Debate sobre idade e reconhecimento
A vitória de Mikey Madison sobre Demi Moore e Fernanda Torres trouxe à tona discussões sobre o reconhecimento de atrizes mais velhas em Hollywood. Aos 62 anos, Moore representava uma chance de premiar a experiência, enquanto Torres, aos 59, também carregava esse peso com “Ainda estou aqui”. A escolha de Madison, de 25 anos, e o sucesso de “Anora” com cinco prêmios indicam uma preferência da Academia por narrativas frescas, o que gerou críticas de fãs que viam em Moore uma oportunidade de romper barreiras etárias.
A foto com batata frita, publicada por Tallulah, foi interpretada por alguns como uma resposta irônica às expectativas de Hollywood, onde a juventude muitas vezes prevalece sobre o talento consolidado.
Detalhes curiosos da noite
A passagem de Demi Moore pelo Oscar revelou aspectos interessantes de sua trajetória:
- Em 1995, ela quebrou recordes ao receber 12,5 milhões de dólares por “Striptease”, um marco para atrizes na época.
- Apesar de sucessos, Moore já foi indicada sete vezes ao Framboesa de Ouro, vencendo em 1997 por “Striptease” e “Até o limite da honra”.
- Tallulah Willis, que postou a foto com batata frita, é a mais nova das três filhas de Moore com Bruce Willis.
Esses fatos mostram a dualidade de sua carreira, entre aclamação e controvérsia.
O apoio da família Willis-Moore
Após a cerimônia, Demi Moore encontrou refúgio na companhia das filhas. Rumer, Scout e Tallulah a acompanharam no after-party, posando para fotos que circularam nas redes sociais. O look pós-evento, mais discreto que o do tapete vermelho, manteve a sofisticação da atriz, enquanto a presença das filhas destacou o suporte familiar em um momento de decepção.
A foto com batata frita e o cachorro Pilaf, compartilhada por Tallulah, reforçou essa união. Pilaf, um chihuahua que frequentemente aparece com Moore, tornou-se um símbolo de conforto em sua vida pública, aparecendo até em eventos anteriores.
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