Praia Clube vence Alianza Lima por 3 a 0 e conquista título Sul-Americano de vôlei feminino

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Praia Clube Foto: Praia Clube - Foto: Instagram

Em uma noite de gala na Arena Uni-BH, em Belo Horizonte, o Praia Clube derrotou o Alianza Lima, do Peru, por 3 sets a 0, com parciais de 25/17, 25/19 e 25/14, na final do Campeonato Sul-Americano de Clubes de Vôlei Feminino. A vitória, consolidada na última terça-feira, dia 11 de março, garantiu ao time mineiro o título continental e uma vaga no Mundial de Clubes, que será disputado ainda este ano. Diante de um público empolgado, a equipe de Uberlândia mostrou superioridade técnica e tática, superando as adversárias peruanas com um desempenho sólido em todos os fundamentos do jogo. O resultado marcou mais um capítulo de sucesso para o voleibol brasileiro, que segue dominante na América do Sul.

A campanha do Praia Clube no torneio foi marcada por altos e baixos, mas a equipe soube crescer nos momentos decisivos. Após uma surpreendente derrota na fase de grupos para o próprio Alianza Lima, por 3 a 1, o time comandado pelo técnico Marcos Miranda se reorganizou e chegou à final com força total. A revanche na decisão comprovou a capacidade de adaptação das brasileiras, que neutralizaram as principais jogadas das adversárias e impuseram seu ritmo desde o início. O destaque da partida foi a oposta Maiara Basso, que brilhou nos ataques e foi eleita a melhor em quadra.

Já o Alianza Lima, que surpreendeu ao liderar o Grupo B e eliminar a possibilidade de uma final 100% brasileira, não conseguiu repetir o desempenho da primeira fase. O time peruano, reforçado pela brasileira Sonaly, até tentou resistir, mas esbarrou na consistência do Praia Clube. A conquista do título reforça a hegemonia das equipes mineiras no cenário continental, com Praia Clube e Minas se revezando como protagonistas nos últimos anos.

Caminho até a final teve reviravoltas e clássico mineiro

O Praia Clube iniciou o Sul-Americano com expectativas altas, mas enfrentou desafios logo na primeira fase. No dia 9 de março, o time de Uberlândia foi surpreendido pelo Alianza Lima, que venceu por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 17/25, 25/20 e 25/20. A derrota custou a liderança do Grupo B e colocou as brasileiras em uma rota de colisão com o rival Minas nas semifinais. O revés serviu como alerta, e o Praia ajustou sua estratégia para os jogos eliminatórios, mostrando resiliência e foco.

Na semifinal, disputada na segunda-feira, dia 10 de março, o Praia Clube enfrentou o Minas em mais um clássico “Pão de Queijo”. A partida foi intensa, mas o time de Uberlândia levou a melhor por 3 sets a 2, em um confronto que exigiu o máximo das jogadoras. O resultado eliminou o Minas, atual campeão da Superliga, e abriu caminho para a final contra o Alianza Lima. A vitória no clássico foi um divisor de águas, reacendendo a confiança da equipe para a decisão.

Enquanto isso, o Alianza Lima chegou à final após derrotar o Estudiantes, da Argentina, por 3 a 1 na outra semifinal. O time peruano, que não alcançava uma decisão continental desde 2016, quando o Universidad San Martín foi vice-campeão, mostrou garra e organização tática ao longo do torneio. Apesar da derrota na final, a campanha do Alianza foi histórica, quebrando uma sequência de nove anos com finais exclusivamente brasileiras.

Desempenho impecável na decisão garante título ao Praia

A final entre Praia Clube e Alianza Lima começou equilibrada, com as peruanas tentando repetir a fórmula que deu certo na fase de grupos. No primeiro set, o placar chegou a 10 a 9 para o Praia, mas a equipe brasileira disparou com uma sequência de bloqueios eficientes e ataques precisos de Maiara Basso e Sofya Kuznetsova. O set terminou em 25/17, com o Praia impondo seu jogo e controlando as ações. A torcida na Arena Uni-BH, que lotou as arquibancadas, foi um fator extra de motivação para as jogadoras.

No segundo set, o Alianza Lima esboçou uma reação, liderado pela brasileira Sonaly, que marcou pontos importantes no ataque. Porém, o Praia Clube manteve a calma e aproveitou os erros das adversárias para abrir vantagem. Com um bloqueio sólido e a levantadora Macris distribuindo bem as jogadas, o time fechou a parcial em 25/19. A superioridade técnica ficou ainda mais evidente no terceiro set, quando o Praia dominou completamente, vencendo por 25/14 e selando o título com uma atuação de gala.

O desempenho na final reflete a força do elenco do Praia Clube, que conta com nomes experientes como Adenízia e Monique, além de jovens talentos como Payton Caffrey. A combinação de experiência e renovação foi essencial para superar os obstáculos do torneio e garantir o troféu continental.

Cronograma do Sul-Americano: os jogos que definiram o título

O Campeonato Sul-Americano de Clubes de Vôlei Feminino ocorreu entre os dias 7 e 11 de março, na Arena Uni-BH, em Belo Horizonte. Sete equipes de cinco países participaram da competição, que valeu duas vagas no Mundial de Clubes. Veja como foi o caminho até a decisão:

  • 7 de março: Praia Clube 3 x 0 Atlético Barbato (Uruguai) – Fase de grupos.
  • 9 de março: Alianza Lima 3 x 1 Praia Clube – Fase de grupos.
  • 10 de março: Semifinal – Praia Clube 3 x 2 Minas.
  • 10 de março: Semifinal – Alianza Lima 3 x 1 Estudiantes (Argentina).
  • 11 de março: Final – Praia Clube 3 x 0 Alianza Lima.

A competição reuniu representantes de Brasil, Peru, Argentina, Bolívia e Uruguai, com destaque para a dupla mineira Praia Clube e Minas, que mais uma vez dominou o cenário continental.

Fatores que fizeram a diferença na conquista do Praia

Vários elementos contribuíram para o sucesso do Praia Clube na final. O ajuste tático após a derrota na fase de grupos foi crucial, com o técnico Marcos Miranda apostando em uma formação mais equilibrada, utilizando a inversão 5-1 com Ju Carrijo e Monique em momentos decisivos. O bloqueio, que havia falhado no primeiro confronto com o Alianza, tornou-se uma arma poderosa na decisão, anulando os ataques peruanos.

Outro ponto forte foi o volume de jogo. A líbero Natinha, com defesas consistentes, deu estabilidade ao sistema defensivo, enquanto Macris brilhou na distribuição, acionando as atacantes com precisão. A torcida, que compareceu em peso, também teve papel importante, empurrando o time nos momentos de maior pressão. A combinação desses fatores transformou o Praia em uma máquina na final, sem dar chances ao adversário.

A vitória coroou uma temporada de altos e baixos para o Praia Clube, que já havia conquistado a Copa Brasil em janeiro, mas enfrentava críticas por oscilações na Superliga. O título Sul-Americano reforça a posição do clube como uma das potências do voleibol brasileiro e sul-americano.

Histórico de domínio brasileiro no Sul-Americano

O voleibol brasileiro tem uma longa tradição de sucesso no Sul-Americano de Clubes Feminino. Nos últimos dez anos, as finais foram dominadas por equipes do Brasil, com Praia Clube e Minas se destacando. A última vez que um time de outro país chegou à decisão foi em 2016, quando o Universidad San Martín, do Peru, perdeu para o Rio de Janeiro. Desde então, a hegemonia brasileira foi inquestionável, com sete finais consecutivas entre equipes nacionais.

Neste ano, o Alianza Lima quase quebrou essa sequência ao vencer o Praia na primeira fase e avançar às semifinais. No entanto, o triunfo do Praia na final manteve a supremacia do Brasil intacta. O Minas, eliminado na semifinal, também deixou sua marca com uma campanha sólida, vencendo o Estudiantes por 3 a 0 na fase de grupos e garantindo a outra vaga brasileira no Mundial.

Momentos marcantes da campanha do Praia Clube

A trajetória do Praia Clube no torneio foi repleta de jogos memoráveis. Aqui estão alguns destaques:

  • Estreia arrasadora: A vitória por 3 a 0 sobre o Atlético Barbato mostrou a força do Praia logo no primeiro jogo.
  • Surpresa na fase de grupos: A derrota para o Alianza Lima por 3 a 1 foi o momento mais difícil, mas serviu como lição para os ajustes futuros.
  • Clássico eletrizante: O 3 a 2 contra o Minas na semifinal foi o jogo mais disputado, com tie-break definido nos detalhes.
  • Final dominante: O 3 a 0 sobre o Alianza Lima coroou a campanha com uma atuação impecável.

Esses momentos mostram a capacidade do Praia de se reinventar e superar adversidades ao longo da competição.

Elenco estrelado e projeção para o Mundial

O Praia Clube chega ao Mundial de Clubes com um elenco forte e versátil. Nomes como Maiara Basso, maior pontuadora da Superliga 2024/25 até o momento, e Macris, uma das melhores levantadoras do mundo, são trunfos para a competição internacional. A central Adenízia, com sua experiência em torneios mundiais, também será peça-chave na busca por um título inédito para o clube.

O Mundial, que reunirá as melhores equipes do planeta, ainda não tem data e local confirmados, mas deve ocorrer no final do ano. Além do Praia, o Minas também estará presente, representando o Brasil como vice-campeão sul-americano. A expectativa é alta para que as equipes mineiras mantenham o bom desempenho e tragam mais um troféu para o país.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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