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Reviva a emoção: 8ª reprise de ‘A Usurpadora’ estreia no SBT com Paola e Carlos Daniel

Elenco - A usurpadora
Foto: Elenco - A usurpadora - Foto: reprodução

A novela mexicana “A Usurpadora” voltou às telas do SBT em 17 de março de 2025, marcando sua oitava exibição na emissora e reacendendo a paixão de milhões de brasileiros pela história das gêmeas Paola e Paulina Bracho. Protagonizada por Gabriela Spanic, a trama substituiu “Meu Caminho é Te Amar” no horário vespertino, às 14h30, trazendo de volta o drama, as intrigas e o romance que transformaram a produção de 1998 em um marco da teledramaturgia latina. Após quase uma década sem aparecer na grade do canal, a reprise chega em um momento estratégico para o SBT, que busca recuperar a audiência perdida na faixa da tarde, mas os primeiros números mostram um desafio: a estreia registrou apenas 2,5 pontos na Grande São Paulo, o pior desempenho inicial da novela em sua história no Brasil. Apesar disso, a força cultural da trama e o apelo nostálgico de personagens como Carlos Daniel, interpretado por Fernando Colunga, mantêm viva a expectativa de um retorno triunfal.

Exibida originalmente pelo Canal de las Estrellas no México, “A Usurpadora” chegou ao Brasil em 1999 e rapidamente se consolidou como um fenômeno, alcançando picos de até 21 pontos no Ibope em sua estreia. Desde então, o SBT reprisou a novela em 2000, 2005, 2007, 2013, 2015 e 2016, sempre com resultados expressivos, consolidando-a como um clássico imbatível na memória do público.

Além da TV aberta, a trama também está disponível no Globoplay desde 2021, onde já superou produções inéditas em audiência, provando que seu encanto atravessa gerações. A volta ao SBT, anunciada com chamadas promocionais destacando a icônica vilã Paola Bracho, gerou grande repercussão nas redes sociais, com fãs celebrando o retorno de um “tesouro nacional”.

Histórico de sucesso no Brasil

“A Usurpadora” tem uma trajetória única no Brasil, marcada por números impressionantes e uma conexão emocional com os telespectadores. Em sua primeira exibição, entre 1999 e 2000, a novela alcançava médias de 15 pontos no Ibope na Grande São Paulo, com o último capítulo chegando a 30 pontos, um feito raro para o horário vespertino da época. Cada reprise trouxe novos picos: em 2005, registrou até 18 pontos, enquanto em 2013 e 2015 manteve médias acima de 10, superando concorrentes diretos.

A passagem pelo Globoplay, iniciada em 2021, também foi um sucesso, com mais de 2 milhões de horas assistidas nos primeiros meses. Já em 2022, o canal Viva exibiu a trama e alcançou 1,5 ponto na TV paga, reforçando seu apelo atemporal.

Nostalgia em alta nas redes

A estreia da oitava reprise agitou as redes sociais, especialmente o X, onde “A Usurpadora” virou um dos assuntos mais comentados do dia 17 de março. Usuários destacaram o charme de Carlos Daniel como “o homem dos sonhos” e a vilania inesquecível de Paola Bracho, enquanto outros brincaram sobre a ausência de inteligência artificial na trama, exaltando sua autenticidade. O SBT aproveitou o momento para promover a novela em sua plataforma +SBT, oferecendo episódios gratuitos para quem perder a exibição na TV.

O que torna a trama especial

O sucesso de “A Usurpadora” não é por acaso. A história gira em torno de Paulina, uma jovem humilde e bondosa, que é forçada por sua irmã gêmea, a cruel e ambiciosa Paola, a assumir sua identidade na luxuosa mansão dos Bracho. Interpretadas magistralmente por Gabriela Spanic, as duas personagens opostas criam um contraste que prende o público do início ao fim. Fernando Colunga, no papel de Carlos Daniel, o marido de Paola que se apaixona por Paulina, adiciona o toque romântico que conquistou corações mundo afora.

A novela, produzida pela Televisa, foi exibida em mais de 125 países e acumula cerca de 500 exibições no Brasil, considerando todas as reprises no SBT. Seu enredo cheio de reviravoltas, aliado a atuações marcantes, transformou-a em um ícone cultural, frequentemente referenciado em memes e discussões online.

Além disso, a trama aborda temas universais como identidade, amor e redenção, mantendo relevância mesmo 27 anos após sua estreia original. A química entre o elenco, incluindo nomes como Chantal Andere (Estefânia) e Juan Pablo Gamboa (Willy), também contribui para o impacto duradouro.

Estratégia do SBT em jogo

A decisão de trazer “A Usurpadora” de volta reflete uma aposta do SBT na nostalgia para enfrentar a concorrência. Nos últimos anos, a emissora enfrentou dificuldades na faixa vespertina, com novelas como “Meu Caminho é Te Amar” registrando médias abaixo de 3 pontos. Para acelerar a transição, os capítulos finais da trama substituída foram editados drasticamente, reduzindo sua duração de duas horas para apenas 37 minutos, o que gerou críticas entre os fãs.

Dados preliminares mostram que a estreia da reprise não atingiu o desempenho esperado, ficando atrás da Globo e da Record no horário. Ainda assim, o histórico da novela sugere que a audiência pode crescer nas próximas semanas, especialmente com a divulgação nas redes e a disponibilidade no +SBT.

O canal também lançou uma campanha promocional reforçando sua identidade como “a casa das novelas mexicanas”, com frases como “A Usurpadora está voltando para casa”, em uma indireta à exibição recente pela Globo no Globoplay e no Viva.

Cronologia da novela no Brasil

A presença de “A Usurpadora” na TV brasileira é extensa e bem documentada. Veja os principais momentos:

  • 1999-2000: Estreia no SBT com média de 15 pontos e pico de 30 no último capítulo;
  • 2005: Primeira reprise de grande sucesso, com até 18 pontos;
  • 2007: Terceira exibição, mantendo médias acima de 12 pontos;
  • 2013: Quarta reprise, consolidada no horário da tarde;
  • 2015: Quinta exibição, com audiência estável;
  • 2016: Sexta reprise, atendendo a pedidos do público;
  • 2021: Sétima reprise no SBT e entrada no Globoplay;
  • 2022: Exibição no canal Viva;
  • 2025: Oitava reprise no SBT, iniciada em 17 de março às 14h30.

A previsão é que os 120 capítulos sejam exibidos até agosto de 2025, caso o ritmo de um episódio por dia útil seja mantido, podendo ser ajustado pela emissora.

Elenco que marcou época

Gabriela Spanic é o coração da novela, trazendo vida às gêmeas com personalidades tão distintas. Sua atuação dupla foi elogiada mundialmente e rendeu a ela um status de diva no Brasil. Fernando Colunga, como Carlos Daniel, também se tornou um símbolo de galã, com sua mistura de força e vulnerabilidade conquistando o público.

Outros nomes do elenco, como Sergio Miguel Guerrero e Maria Solares, que interpretaram os filhos de Paola, Carlinhos e Lizete, deixaram saudades. Hoje, 26 anos após a estreia, os atores mirins seguiram caminhos diferentes, mas permanecem na memória dos fãs.

Curiosidades sobre ‘A Usurpadora’

A novela tem detalhes que encantam e surpreendem até os fãs mais dedicados. Confira alguns:

  • Vendida para 125 países, é uma das produções mais exportadas da Televisa;
  • A trilha sonora, com destaque para “La Usurpadora” cantada por Pandora, é lembrada até hoje;
  • O figurino de Paola Bracho inspirou tendências de moda nos anos 1990;
  • Cenas icônicas, como o tapa de Paulina em Estefânia, viraram memes nas redes sociais;
  • A trama foi adaptada em outros países, mas a versão mexicana segue imbatível em popularidade.

Esses elementos reforçam o apelo único da produção, que mistura drama exagerado com momentos de humor e emoção genuína.

O que esperar da reprise

Apesar do início tímido em audiência, a oitava reprise de “A Usurpadora” tem potencial para crescer. O SBT planeja intensificar a divulgação, aproveitando o engajamento online e a base fiel de telespectadores que acompanham novelas mexicanas há décadas. A disponibilidade no +SBT, gratuita e acessível, é um diferencial que pode atrair um público mais jovem, habituado ao streaming.

A trama segue no ar de segunda a sexta, às 14h30, com capítulos de aproximadamente 45 minutos, adaptados para intervalos comerciais. A expectativa é que o boca a boca e a nostalgia impulsionem os números, trazendo de volta a glória de reprises anteriores.