Benefícios

Regularize já: INSS orienta como evitar perda de benefícios não sacados no prazo

meu inss agência aposentadoria
Foto: rafastockbr/shutterstock.com

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu um comunicado importante aos seus beneficiários no dia 30 de março de 2025, destacando os riscos de não sacar os valores dos benefícios dentro do prazo estipulado. Segundo o órgão, caso o pagamento não seja retirado em até 60 dias após a data marcada para o depósito, os bancos responsáveis pela operação devolvem os créditos ao INSS. Essa medida, adotada como protocolo de segurança, visa proteger o sistema contra fraudes e pagamentos indevidos, como aqueles que poderiam ser sacados em nome de segurados já falecidos. A devolução, no entanto, pode gerar transtornos para quem depende desses recursos, exigindo ações específicas para regularizar a situação e evitar a suspensão prolongada do benefício.

A regra dos 60 dias é uma prática consolidada na relação entre o INSS e as instituições bancárias. Quando o prazo expira, o valor retorna ao instituto, que automaticamente interrompe o pagamento até que o beneficiário tome providências. O processo, embora eficaz para coibir irregularidades, exige atenção redobrada dos segurados, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para acessar os serviços bancários ou que, por algum motivo, deixam de realizar o saque no período determinado. O alerta reforça a importância de acompanhar o calendário de pagamentos e agir rapidamente em caso de atrasos.

Para quem perdeu o prazo, o INSS disponibiliza caminhos claros para reaver os valores. A solicitação pode ser feita de forma prática pelo aplicativo ou site Meu INSS, utilizando CPF e senha, ou ainda pela Central de Atendimento 135, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. A ligação é gratuita tanto de telefones fixos quanto de celulares, facilitando o acesso a informações e ao suporte necessário para resolver pendências.

Por que os valores são devolvidos?

Entender o motivo da devolução dos benefícios não sacados é essencial para evitar problemas futuros. A medida foi implementada como parte de um conjunto de ações para proteger os recursos previdenciários. Casos de tentativas de saque por terceiros, especialmente após o falecimento de beneficiários, motivaram o reforço nas regras. Quando o banco identifica que o valor não foi movimentado dentro do prazo de 60 dias, ele é automaticamente encaminhado de volta ao INSS, que suspende o pagamento até a regularização.

Esse mecanismo também ajuda a manter a integridade do sistema previdenciário, que atende milhões de pessoas em todo o país. A devolução funciona como um filtro contra possíveis erros ou abusos, mas depende da colaboração dos segurados para que o processo não impacte negativamente quem tem direito ao benefício. Por isso, o INSS tem intensificado os alertas, buscando garantir que os beneficiários estejam cientes das regras e saibam como agir em caso de necessidade.

A suspensão temporária não significa a perda definitiva do benefício. O valor fica retido até que o segurado regularize sua situação, seja por meio digital ou telefônico. O processo, embora simples, exige iniciativa, o que torna a divulgação dessas informações ainda mais relevante para evitar transtornos.

Como regularizar a situação rapidamente

Regularizar um benefício não sacado é um procedimento acessível, mas que exige atenção aos detalhes. O INSS orienta que os segurados utilizem o serviço “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido”, disponível no Meu INSS. Após fazer o login com CPF e senha, o usuário deve localizar a opção no menu e preencher as informações solicitadas. O sistema é intuitivo e permite que a solicitação seja concluída em poucos minutos, desde que os dados estejam atualizados.

Outra alternativa é o atendimento pelo telefone 135. O serviço funciona em horário amplo, das 7h às 22h, de segunda a sábado, e não gera custos para o usuário. Durante a ligação, o beneficiário deve informar o problema e seguir as orientações do atendente para reaver o pagamento. Ambas as opções foram pensadas para atender diferentes perfis de segurados, desde os que dominam ferramentas digitais até aqueles que preferem o contato direto.

  • Verifique o calendário de pagamentos regularmente para evitar atrasos.
  • Mantenha seus dados cadastrais atualizados no INSS para facilitar o acesso aos serviços.
  • Em caso de dúvidas, utilize o telefone 135 antes de perder o prazo de 60 dias.

Impactos da falta de saque no dia a dia

A devolução de benefícios não sacados pode gerar complicações significativas para os segurados. Muitos dependem desses valores para despesas básicas, como alimentação, moradia e medicamentos. Quando o prazo de 60 dias é ultrapassado, o acesso ao dinheiro é interrompido, o que pode levar a dificuldades financeiras inesperadas. O INSS reconhece essa realidade e, por isso, tem investido em campanhas para alertar a população sobre a importância de cumprir o cronograma.

Além disso, a suspensão do pagamento exige que o beneficiário dedique tempo e esforço para regularizar a situação. Para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida, o processo pode ser ainda mais desafiador, especialmente se não houver apoio familiar ou acesso fácil à internet. O alerta do INSS busca justamente reduzir esses impactos, incentivando a prevenção e a ação rápida.

O número de casos de devolução não é pequeno. Milhares de benefícios voltam ao INSS todos os meses por falta de movimentação, seja por desconhecimento do prazo, problemas de saúde que impedem o saque ou até mesmo falhas na comunicação entre o banco e o segurado. A regularização, embora simples, nem sempre é imediata, o que reforça a necessidade de atenção contínua.

Calendário e prazos: fique atento

O INSS segue um calendário anual para o pagamento dos benefícios, que varia conforme o número final do cartão de benefício e o valor recebido. Para quem ganha até um salário mínimo, os depósitos começam nos últimos dias úteis de cada mês e seguem até os primeiros dias do mês seguinte. Já os segurados que recebem acima desse valor têm datas específicas, geralmente concentradas no início do mês.

A partir do depósito, o beneficiário tem exatos 60 dias para realizar o saque. Passado esse período, o banco inicia o processo de devolução, e o INSS suspende o pagamento até a solicitação de reemissão. Confira abaixo os prazos básicos para 2025:

  • Depósitos de março: saque até 29 de maio.
  • Depósitos de abril: saque até 29 de junho.
  • Depósitos de maio: saque até 29 de julho.

Essas datas são uma referência geral, mas cada segurado deve consultar seu calendário específico no Meu INSS ou pelo telefone 135.

Dicas para evitar a devolução

Prevenir a perda do prazo é mais simples do que parece. O INSS recomenda que os beneficiários acompanhem os depósitos mensais e façam o saque o quanto antes, especialmente em casos de viagens prolongadas ou internações. Manter o cadastro atualizado também é fundamental, pois isso facilita a comunicação com o instituto em situações de emergência.

Outro ponto importante é o uso de canais digitais. O aplicativo Meu INSS permite verificar saldos, datas de pagamento e até solicitar a reemissão de valores, tudo sem sair de casa. Para quem não tem familiaridade com a tecnologia, contar com a ajuda de familiares ou amigos pode fazer a diferença.

  • Programe lembretes no celular para as datas de saque.
  • Informe o INSS sobre mudanças de endereço ou contato.
  • Consulte o saldo regularmente para identificar atrasos no depósito.

Benefícios em números

O INSS é responsável por atender mais de 36 milhões de beneficiários em todo o país, entre aposentados, pensionistas e outros segurados. Em 2024, o instituto pagou cerca de R$ 800 bilhões em benefícios, número que deve crescer em 2025 com os ajustes anuais. A devolução de valores não sacados, embora represente uma fração desse total, afeta milhares de pessoas mensalmente, o que justifica os esforços para ampliar a conscientização.

A maioria dos casos de suspensão ocorre por falta de informação ou dificuldades de acesso. Regiões com menor infraestrutura bancária, como áreas rurais, registram índices mais altos de devoluções. O INSS tem trabalhado para melhorar o atendimento nessas localidades, mas a responsabilidade de agir dentro do prazo ainda recai sobre o beneficiário.

A campanha atual, lançada no fim de março, é parte de uma estratégia contínua para reduzir esses números. O foco está em alcançar os segurados por meio de canais digitais, telefonemas e parcerias com bancos, que também orientam os clientes sobre os prazos.

Passo a passo para o Meu INSS

O acesso ao Meu INSS é uma das formas mais práticas de resolver pendências. O sistema foi projetado para atender milhões de usuários e oferece diversas funcionalidades além da solicitação de pagamentos não recebidos. Para quem ainda não está familiarizado, o processo é direto. Primeiro, é necessário baixar o aplicativo ou acessar o site oficial, fazer o login com CPF e senha e, em seguida, buscar a opção correspondente no menu.

Se o beneficiário não tiver cadastro, o registro pode ser feito online, com validação de dados pessoais. Após o login, o serviço “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido” aparece entre as opções disponíveis, e o pedido é processado em poucos dias, dependendo da análise do INSS.

O telefone 135 complementa essa estrutura, oferecendo suporte a quem prefere o atendimento humano. A combinação desses canais reflete o esforço do instituto para atender um público diverso, que vai desde jovens pensionistas até idosos com décadas de contribuição.

Alternativas para quem não usa tecnologia

Nem todos os beneficiários têm acesso ou facilidade com ferramentas digitais. Pensando nisso, o INSS mantém o atendimento telefônico como uma opção robusta. A Central 135 funciona seis dias por semana, com equipe treinada para orientar sobre prazos, regularizações e outros serviços. O horário estendido, das 7h às 22h, permite flexibilidade para quem tem rotinas mais restritas.

Além disso, agências físicas do INSS continuam disponíveis, embora o atendimento presencial exija agendamento prévio. Essa modalidade é indicada para casos mais complexos ou para quem precisa de suporte direto, como beneficiários com dificuldades de locomoção ou problemas no cadastro.

O importante é que o segurado não deixe a situação sem resolução. Seja por aplicativo, telefone ou agência, o INSS oferece caminhos para garantir que os valores sejam pagos, desde que a solicitação seja feita dentro das regras estabelecidas.