O dia começou com uma ausência notável nos estúdios da TV Globo em São Paulo. Compadre Washington, vocalista icônico do grupo É o Tchan, não pôde participar do programa Encontro, exibido na manhã desta sexta-feira, 4 de abril de 2025. Aos 63 anos, o cantor enfrentou um pico de pressão alta que o deixou indisposto, obrigando-o a se afastar da apresentação ao lado de seu parceiro de longa data, Beto Jamaica, e da dançarina Sheila Mello. A notícia pegou os fãs de surpresa, já que o grupo baiano é conhecido por sua energia contagiante e presença marcante em eventos televisionados. Beto Jamaica, que comandou o palco sozinho, tranquilizou o público ao explicar a situação, mas o incidente reacende preocupações sobre a saúde do artista, que já enfrentou outros problemas médicos nos últimos anos.
A apresentadora Patrícia Poeta abriu o programa notando a falta de um dos líderes do É o Tchan logo nos primeiros minutos. Beto Jamaica, ao ser questionado, revelou que Compadre Washington chegou a viajar para São Paulo com a banda, mas acabou se sentindo mal antes da gravação. “Ele veio para São Paulo, mas se sentiu um pouco mal. A pressão subiu um pouco”, disse o cantor, destacando que a situação não parecia grave. A assessoria do grupo reforçou a informação, garantindo que o vocalista está sob cuidados médicos e que o pico hipertensivo não representa um risco imediato. Ainda assim, a ausência de Compadre gerou comoção nas redes sociais, com fãs enviando mensagens de apoio e desejando sua rápida recuperação.
Já Sheila Mello, que integrou a formação clássica do É o Tchan nos anos 1990 e 2000, trouxe um toque nostálgico à apresentação. Ela passou por baixo da tradicional cordinha ao som de hits como “Dança do Põe Põe”, arrancando aplausos do público presente e da apresentadora, que também se arriscou na brincadeira. Apesar do imprevisto com Compadre Washington, o grupo manteve o clima leve e animado, marca registrada do axé baiano que conquistou o Brasil há mais de três décadas. O incidente, porém, levanta questões sobre os desafios de saúde enfrentados por artistas que mantêm uma agenda intensa, mesmo após anos de carreira.
Passagem marcante no Encontro
Comandado por Patrícia Poeta, o Encontro desta sexta-feira tinha como uma das atrações principais a participação do É o Tchan, grupo que marcou gerações com suas coreografias e músicas animadas. A ausência de Compadre Washington, no entanto, mudou os planos da produção. Beto Jamaica assumiu o comando solo dos vocais, enquanto Sheila Mello reforçava a conexão com o passado glorioso da banda. A dançarina, que substituiu Carla Perez como “loira do Tchan” em 1998, mostrou que ainda domina os passos que a tornaram famosa, levando o público a uma viagem no tempo.
A participação do grupo no programa não passou despercebida nas redes sociais. Antes do evento, Compadre Washington havia divulgado a ida à Globo em seu perfil oficial, o que aumentou a expectativa dos fãs. Após a notícia de sua ausência, mensagens de carinho começaram a surgir, com muitos destacando a importância do cantor para o legado do É o Tchan. “Melhoras, Compadre! Você é essencial no Tchan”, escreveu um seguidor. Outro comentou: “Sem o Compadre, falta um pedaço da energia do grupo”. A reação reflete o apego do público por uma figura que, ao lado de Beto Jamaica, transformou o axé em um fenômeno nacional.
Mesmo com o desfalque, a apresentação seguiu em alto astral. Patrícia Poeta se juntou a Sheila Mello na cordinha, enquanto Beto Jamaica entoava sucessos como “Segura o Tchan” e “Dança do Bumbum”. A energia do grupo, mesmo incompleto, conseguiu manter a audiência engajada, mas o foco inevitavelmente se voltou para a saúde de Compadre Washington. O pico de pressão alta, embora não seja incomum, especialmente em pessoas acima dos 60 anos, reacendeu discussões sobre os cuidados necessários para artistas que enfrentam rotinas exaustivas de shows e viagens.
Histórico de problemas de saúde
Compadre Washington não é estranho a episódios de saúde que o afastam temporariamente dos palcos. Em junho de 2023, ele ficou internado por oito dias no Hospital Mater Dei, em Salvador, após sofrer uma crise hipertensiva durante um show em São Sebastião do Passé, na Bahia. Na ocasião, o cantor passou mal em cima de um trio elétrico e precisou de atendimento médico urgente. Beto Jamaica, mais uma vez, assumiu os compromissos do grupo até a recuperação total do parceiro, que voltou aos palcos semanas depois.
Outro incidente marcante ocorreu em maio de 2019, quando Compadre foi internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo, após ser assaltado na região central da cidade. Durante o crime, ele caiu e feriu a cabeça, o que exigiu observação médica por cerca de 48 horas. O episódio aconteceu logo após uma apresentação do É o Tchan na Virada Cultural, evidenciando como a rotina intensa de viagens e shows pode expor os artistas a situações de risco. Na época, a assessoria informou que ele estava fora de perigo, mas o caso chocou os fãs pelas imagens do assalto que circularam nas redes.
Mais recentemente, em dezembro de 2023, o vocalista enfrentou um novo susto. Ele foi internado em Salvador com desconforto abdominal, diagnosticado como uma crise de apendicite aguda. A cirurgia de apendicectomia foi realizada com sucesso, mas Compadre permaneceu no hospital por alguns dias para recuperação. Esses episódios mostram um padrão de fragilidade física que, embora controlada, exige atenção redobrada, especialmente considerando sua idade e a carreira de mais de 30 anos no É o Tchan.
Principais episódios médicos de Compadre Washington
A trajetória de Compadre Washington é marcada por momentos de superação. Abaixo, alguns dos principais incidentes de saúde que impactaram sua carreira:
- 2019: Internação após assalto em São Paulo, com ferimento na cabeça.
- 2023 (junho): Crise hipertensiva durante show na Bahia, com oito dias de internação.
- 2023 (dezembro): Cirurgia de apendicite em Salvador após desconforto abdominal.
- 2025: Pico de pressão alta antes do Encontro, em São Paulo.
Esses eventos destacam a vulnerabilidade de um artista que, apesar da vitalidade no palco, enfrenta os efeitos do tempo e de uma vida dedicada à música.
Uma carreira de altos e baixos
Compadre Washington, nascido Washington Luiz da Silva, é uma das figuras mais emblemáticas do axé brasileiro. Ao lado de Beto Jamaica, ele fundou o É o Tchan em 1994, após a dissolução do Gera Samba, grupo que já fazia sucesso na Bahia. Com hits como “Segura o Tchan” e “Dança do Bumbum”, a banda alcançou o auge nos anos 1990, vendendo mais de 16 milhões de discos e consolidando o pagode baiano como um fenômeno nacional. A combinação de letras simples, coreografias animadas e bordões como “Sabe de nada, inocente!” transformou Compadre em um ícone popular.
A trajetória do grupo, porém, não foi isenta de desafios. Em 2018, foi anunciado que Compadre deixaria os vocais após o carnaval de 2019, permanecendo apenas como sócio. A decisão, planejada mas antecipada por um vazamento, surpreendeu os fãs. No entanto, ele retomou a parceria com Beto Jamaica em 2020, mostrando que sua ligação com o É o Tchan é inquebrável. Além disso, o cantor enfrentou polêmicas, como o episódio em fevereiro de 2025, quando foi acusado de transfobia ao constranger uma fã transexual em um show no Pará. Após críticas, ele pediu desculpas, reconhecendo que a brincadeira “passou do tom”.
Apesar das controvérsias e dos problemas de saúde, Compadre segue como um símbolo de resistência. Sua voz rouca e seu carisma continuam a atrair multidões, enquanto o É o Tchan mantém uma agenda cheia, com shows marcados para cidades como Ipojuca (PE) e São João da Barra (RJ) ainda em 2025. A longevidade do grupo é um testemunho de sua relevância cultural, mesmo em um cenário musical dominado por novos gêneros.
Impacto da ausência no É o Tchan
A falta de Compadre Washington no Encontro não comprometeu apenas a apresentação no programa, mas também gerou especulações sobre o futuro do grupo. Beto Jamaica e Sheila Mello conseguiram segurar as pontas, mas a ausência de um dos pilares do É o Tchan foi sentida. O cantor é conhecido por sua energia única e por bordões que marcaram época, como “Ordinááária” e “Tutupá”, que ele admitiu em 2013 terem surgido para cobrir esquecimentos de letras durante shows.
Para os fãs, a saúde de Compadre é uma preocupação constante. “Ele precisa se cuidar mais, a gente quer o Tchan completo por muitos anos”, escreveu um seguidor nas redes sociais após o incidente. A rotina de viagens e apresentações, que inclui deslocamentos entre estados e até países, como a gravação do projeto “É o Tchan na Jamaica” em 2019, pode ser um fator de desgaste. Em uma entrevista ao Altas Horas naquele ano, Beto Jamaica revelou planos de levar o axé a novos públicos, mas a execução dessas ideias depende da saúde de seus integrantes.
O grupo já passou por mudanças significativas ao longo dos anos, como a saída de dançarinas icônicas como Carla Perez e Scheila Carvalho. A volta de Sheila Mello em participações especiais, como a do Encontro, é uma tentativa de resgatar a nostalgia dos anos dourados. Ainda assim, a ausência de Compadre Washington reforça a necessidade de adaptação em uma carreira que exige vigor físico e emocional.
Hipertensão: um problema silencioso
Sofrer um pico de pressão alta, como o que afetou Compadre Washington, não é algo raro. A hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população brasileira adulta, segundo dados do Ministério da Saúde, e é ainda mais comum em pessoas acima dos 60 anos. Fatores como estresse, má alimentação e falta de descanso podem desencadear crises, especialmente em quem já tem histórico da doença. No caso de Compadre, os episódios anteriores de crise hipertensiva indicam que ele pode estar entre os mais de 35 milhões de brasileiros que convivem com a condição.
A rotina de um artista como ele, marcada por longas horas de trabalho e viagens frequentes, é um terreno fértil para problemas de saúde. Durante o pico de pressão relatado em 2025, Compadre sentiu-se mal o suficiente para não participar do programa, mas não houve necessidade de internação prolongada, conforme informou a assessoria. Médicos apontam que episódios assim podem ser controlados com medicação e mudanças no estilo de vida, mas a prevenção é essencial para evitar complicações mais graves, como infartos ou derrames.
O caso também joga luz sobre a importância de check-ups regulares. Para artistas que vivem na estrada, como os membros do É o Tchan, a pressão da agenda pode passar despercebida até que o corpo dê sinais de alerta. A rápida resposta da equipe médica em São Paulo garantiu que o incidente não tivesse consequências maiores, mas serve como um lembrete de que a saúde deve vir antes da fama.
Cronograma de shows do É o Tchan em 2025
O É o Tchan mantém uma agenda ativa em 2025, mesmo com os desafios enfrentados por Compadre Washington. Confira alguns dos compromissos confirmados:
- 30 de abril: Show em Ipojuca, Pernambuco.
- 31 de maio: Apresentação em São João da Barra, Rio de Janeiro.
- 1º de junho: Evento em Ouro Branco, Alagoas.
Essas datas mostram que o grupo segue firme em sua missão de levar o axé a diferentes regiões do país, mas a participação de Compadre dependerá de sua recuperação.
Repercussão entre os fãs
A notícia do pico de pressão de Compadre Washington rapidamente tomou as redes sociais. Fãs do É o Tchan, que acompanham a banda desde os anos 1990, expressaram preocupação e apoio em mensagens calorosas. “Melhoras, Compadre! O Tchan não é o mesmo sem você”, escreveu um internauta. Outro destacou: “Ele merece descansar, mas espero que volte logo”. A comoção reflete o carinho que o público tem pelo cantor, cuja voz e carisma são parte essencial do legado do grupo.
Além das mensagens de apoio, alguns fãs aproveitaram para relembrar momentos marcantes da carreira de Compadre. Vídeos de apresentações antigas, como a participação no Montreux Jazz Festival em 1997, voltaram a circular, mostrando o auge do É o Tchan no cenário internacional. A nostalgia se misturou à torcida pela recuperação do vocalista, evidenciando como ele segue sendo uma figura central na memória afetiva de gerações.
O incidente no Encontro também gerou debates sobre a pressão enfrentada por artistas veteranos. Muitos apontaram que, aos 63 anos, Compadre Washington deveria desacelerar o ritmo, enquanto outros defenderam sua paixão pelo palco. “Ele vive para isso, mas precisa se cuidar”, resumiu um seguidor, capturando o sentimento geral de admiração e preocupação.
Legado do É o Tchan no Brasil
Formado há mais de 30 anos, o É o Tchan é mais do que um grupo musical: é um marco cultural. Com 16 milhões de discos vendidos, a banda transformou o pagode baiano em um gênero conhecido em todo o Brasil, influenciando a música e a dança popular. Compadre Washington e Beto Jamaica, com suas vozes distintas e personalidades cativantes, foram fundamentais para esse sucesso, enquanto dançarinas como Carla Perez e Sheila Mello elevaram o grupo a um status de fenômeno midiático.
A longevidade do É o Tchan é impressionante em um mercado musical em constante transformação. Em 2025, a banda celebrou 30 anos com shows especiais, como o realizado em São Paulo em março, na festa Chá da Alice. A ausência de Compadre no Encontro não diminui esse legado, mas reforça a importância de preservar a saúde de seus integrantes para que a história continue sendo escrita. O axé, gênero que o grupo ajudou a popularizar, segue vivo graças a eles, mesmo com novos estilos dominando as paradas.
Os bordões de Compadre Washington, como “Sabe de nada, inocente!”, que virou música em 2014, continuam ecoando na cultura popular. Sua capacidade de improvisar no palco e conectar-se com o público é um dos motivos pelos quais o É o Tchan permanece relevante. A cada susto de saúde, no entanto, os fãs se lembram de que essa história depende da vitalidade de seus protagonistas.
Cuidados com a saúde na terceira idade
Aos 63 anos, Compadre Washington está em uma faixa etária em que problemas como hipertensão se tornam mais frequentes. Segundo o IBGE, a expectativa de vida no Brasil subiu para 77 anos em 2023, mas a qualidade dessa longevidade depende de cuidados preventivos. Para artistas como ele, que enfrentam agendas lotadas e deslocamentos constantes, o risco de desgaste físico é ainda maior. Especialistas recomendam acompanhamento médico regular, dieta equilibrada e pausas estratégicas para evitar crises como a enfrentada em São Paulo.
No caso de Compadre, os episódios anteriores de crise hipertensiva e apendicite sugerem que ele já está sob supervisão médica. O pico de pressão de 2025, embora controlado, é um alerta para que o cantor ajuste sua rotina. A assessoria do É o Tchan informou que ele passa bem, mas não divulgou detalhes sobre os próximos passos, como eventuais exames ou repouso. A rápida recuperação após incidentes passados dá esperança de que ele volte ao palco em breve.
A situação também ressoa com outros artistas da mesma geração. Muitos veteranos do axé, como Ivete Sangalo e Daniela Mercury, adaptaram suas carreiras para equilibrar saúde e trabalho. Para Compadre Washington, cuja energia é parte de sua identidade, esse equilíbrio pode ser o segredo para continuar animando multidões por mais anos
Momentos inesquecíveis do É o Tchan
A carreira de Compadre Washington e do É o Tchan é repleta de marcos que ficaram na memória do público. Aqui estão alguns deles:
- Lançamento do álbum “É o Tchan do Brasil” (1997), com 2,7 milhões de cópias vendidas.
- Apresentação no Montreux Jazz Festival, na França, em 1997.
- Concurso da “nova morena do Tchan” no Domingão do Faustão, vencido por Scheila Carvalho.
- Retorno de Beto e Compadre em 2020 após um hiato nos vocais.
Esses eventos mostram o impacto do grupo na música e na cultura brasileira, com Compadre como peça-chave.

