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Teleperícia do INSS atinge 95.628 avaliações em um ano e expande atendimento em 221 unidades

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Foto: INSS - Foto: rmcarvalhobsb/depositphotos.com

A tecnologia transformou a forma como segurados da Previdência Social acessam serviços essenciais. Em apenas um ano, a perícia conectada, iniciativa do Ministério da Previdência Social em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alcançou a marca de 95.628 atendimentos. Lançado em fevereiro de 2024, o programa permite avaliações médicas e sociais por videoconferência, eliminando a necessidade de deslocamentos longos para muitos brasileiros. Presente em 221 unidades de atendimento, a modalidade tem se consolidado como uma solução eficaz para reduzir filas e ampliar o acesso a benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o auxílio por incapacidade temporária.

O programa começou de forma experimental em 57 unidades no Nordeste, onde a infraestrutura tecnológica já estava disponível. Naquele momento, 30 médicos peritos atendiam remotamente, focados em regiões com maior tempo de espera ou sem profissionais presenciais. A expansão foi rápida: hoje, 145 médicos participam do projeto, cobrindo 165 unidades com agenda aberta. A iniciativa também chegou a unidades itinerantes, como o PREVBarco e o PREVMóvel, que levam atendimento a comunidades isoladas. Em 2024, foram realizados 67.241 atendimentos, e nos três primeiros meses de 2025, mais 28.387 avaliações foram concluídas.

A perícia conectada trouxe alívio para quem dependia de viagens demoradas para acessar benefícios. Antes, a ausência de peritos em algumas localidades criava gargalos, atrasando a concessão de auxílios. Agora, por meio de uma tela, segurados conseguem passar por avaliações médicas com agilidade. A modalidade é usada principalmente para perícias iniciais de benefícios por incapacidade temporária, que não foram validados pelo Atestmed, e para análises do BPC destinadas a pessoas com deficiência.

  • Benefícios atendidos: Auxílio por incapacidade temporária e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
  • Unidades envolvidas: 221 agências, com 165 oferecendo agenda ativa.
  • Médicos peritos: 145 profissionais em atuação remota.
  • Atendimentos em 2024: 67.241 perícias realizadas.
  • Atendimentos até março de 2025: 28.387 avaliações concluídas.

Atendimento social também avança com tecnologia

A inovação não se limita às perícias médicas. A avaliação social, etapa crucial para a concessão do BPC, também adotou o formato remoto, beneficiando milhares de pessoas. Em 2024, o INSS registrou 108.975 teleavaliações sociais, um crescimento de 44,7% em relação às 75.296 realizadas em 2023. Nos três primeiros meses de 2025, 28.196 cidadãos já passaram pelo procedimento. O aumento reflete o reforço no quadro de profissionais: o número de assistentes sociais subiu de 141 em 2023 para 190 em 2025, distribuídos em 393 unidades com atendimento remoto.

A avaliação social remota tornou o processo mais acessível, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida ou que vivem em áreas distantes. O BPC, voltado para pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, exige inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) e CPF ativo, além da análise social e médica. A tecnologia permitiu que esses requisitos fossem verificados sem a necessidade de comparecimento presencial, agilizando a liberação do benefício. A integração de sistemas digitais também garante maior precisão na triagem de dados, reduzindo erros administrativos.

Expansão estratégica da perícia conectada

O sucesso da perícia conectada está ligado à sua capacidade de atender demandas regionais específicas. Inicialmente focada no Nordeste, a iniciativa foi planejada para suprir carências em locais com longos tempos de espera ou sem médicos peritos alocados. A escolha da região como ponto de partida considerou a infraestrutura tecnológica já existente, que permitiu testes robustos antes da expansão nacional. Com o passar dos meses, o programa se adaptou para atender não apenas áreas remotas, mas também comunidades urbanas onde a demanda por perícias era alta.

Hoje, as 221 unidades participantes incluem tanto agências fixas quanto soluções móveis, como o PREVBarco, que navega por rios da Amazônia para alcançar populações ribeirinhas, e o PREVMóvel, que percorre estradas para atender cidades pequenas. A ampliação para 165 unidades com agenda aberta significa que mais segurados conseguem marcar suas avaliações sem enfrentar filas extensas. O envolvimento de 145 médicos peritos garante que o atendimento seja contínuo, mesmo em picos de demanda.

A implementação do programa exigiu investimentos em treinamento e tecnologia. Os médicos peritos passaram por capacitação para operar plataformas de videoconferência com segurança, garantindo a privacidade dos dados dos segurados. Além disso, as unidades foram equipadas com sistemas de conexão estável, essenciais para evitar interrupções durante as avaliações. A experiência adquirida no Nordeste serviu de base para ajustes em outras regiões, otimizando o fluxo de atendimento.

  • Regiões atendidas: Inicialmente Nordeste, agora todo o Brasil.
  • Unidades itinerantes: PREVBarco e PREVMóvel inclusos no programa.
  • Capacitação: Médicos treinados para uso de tecnologia remota.
  • Infraestrutura: Sistemas de conexão estáveis em 221 unidades.

Impacto na redução de filas

A introdução da perícia conectada trouxe alívio imediato para um dos maiores desafios do INSS: o tempo de espera por perícias. Antes do programa, segurados enfrentavam meses de atraso em algumas regiões, especialmente onde não havia peritos disponíveis. A modalidade remota permitiu redistribuir a carga de trabalho, com médicos atendendo pacientes de diferentes localidades sem sair de seus postos. Isso reduziu significativamente os gargalos, especialmente para benefícios como o auxílio por incapacidade temporária.

Em 2024, as 67.241 perícias realizadas já indicavam um impacto positivo. O número de atendimentos nos três primeiros meses de 2025, com 28.387 avaliações, reforça a consistência do programa. A possibilidade de realizar perícias iniciais para benefícios que não passaram pelo Atestmed agilizou o processo, permitindo que segurados recebessem respostas mais rápidas. Para o BPC, a combinação de perícia médica e avaliação social remotas criou um fluxo mais eficiente, beneficiando principalmente pessoas com deficiência que dependem do benefício para sua subsistência.

A tecnologia também trouxe benefícios indiretos. Com menos deslocamentos, os segurados economizam tempo e dinheiro, enquanto o INSS reduz custos operacionais. A digitalização dos processos diminuiu a burocracia, com sistemas integrados que cruzam dados do CadÚnico e do CPF para verificar elegibilidade. Essa modernização reflete um esforço maior do governo em tornar a Previdência Social mais inclusiva e acessível.

Crescimento das avaliações sociais remotas

O atendimento social remoto merece destaque pelo seu impacto social. As 108.975 teleavaliações realizadas em 2024 representam um marco na modernização do INSS. O aumento de 44,7% em relação a 2023 mostra como a tecnologia pode escalar serviços essenciais. A participação de 190 assistentes sociais em 2025, contra 141 no ano anterior, evidencia o compromisso com a expansão do programa. As 393 unidades com atendimento remoto garantem que pessoas em diferentes contextos tenham acesso ao serviço.

A avaliação social é uma etapa crítica para o BPC, pois verifica as condições de vulnerabilidade dos requerentes. A modalidade remota permite que assistentes sociais analisem documentos, realizem entrevistas e confirmem informações sem exigir a presença física do segurado. Isso é especialmente importante para idosos e pessoas com deficiência, que muitas vezes enfrentam barreiras de mobilidade. Nos três primeiros meses de 2025, as 28.196 avaliações concluídas indicam que o ritmo de atendimento segue forte.

  • Crescimento anual: 44,7% mais avaliações em 2024 comparado a 2023.
  • Assistentes sociais: 190 profissionais em 2025, ante 141 em 2023.
  • Unidades ativas: 393 com atendimento social remoto.
  • Público atendido: Idosos e pessoas com deficiência como prioridade.

Tecnologia a serviço da inclusão

A perícia conectada e a avaliação social remota são exemplos de como a tecnologia pode promover inclusão. Ao levar serviços essenciais a regiões remotas, o INSS reduz desigualdades no acesso à Previdência Social. O PREVBarco, por exemplo, atende comunidades ribeirinhas que, sem a teleperícia, dependeriam de viagens de dias para chegar a uma agência. O PREVMóvel, por sua vez, alcança cidades pequenas onde a infraestrutura de atendimento é limitada.

A digitalização também trouxe maior transparência aos processos. Os sistemas usados nas teleavaliações permitem rastrear cada etapa, desde o agendamento até a conclusão da perícia. Isso reduz o risco de erros e aumenta a confiança dos segurados no serviço. Além disso, a integração com o CadÚnico facilita a verificação de elegibilidade, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.

O investimento em tecnologia não para. O INSS planeja expandir ainda mais o número de unidades com teleatendimento, com foco em áreas rurais e periferias urbanas. A capacitação contínua de médicos e assistentes sociais também está no radar, para manter a qualidade do serviço à medida que a demanda cresce. A experiência de um ano mostra que a perícia conectada veio para ficar, com potencial para transformar ainda mais a Previdência Social.

Marcos do primeiro ano

O primeiro ano da perícia conectada foi marcado por conquistas significativas. A iniciativa superou expectativas, atendendo quase 100 mil pessoas em um curto período. A expansão de 57 para 221 unidades reflete um esforço coordenado para tornar o serviço universal. O envolvimento de 145 médicos peritos e 190 assistentes sociais mostra o comprometimento com a qualidade do atendimento.

A combinação de perícias médicas e avaliações sociais remotas criou um modelo eficiente, que equilibra rapidez e precisão. Os números impressionam: 67.241 atendimentos em 2024, 28.387 nos três primeiros meses de 2025 e 108.975 teleavaliações sociais no último ano. Esses dados reforçam o impacto do programa na vida de milhares de brasileiros, especialmente os mais vulneráveis.

  • Lançamento: Fevereiro de 2024, com 57 unidades no Nordeste.
  • Expansão: 221 unidades em 2025, incluindo PREVBarco e PREVMóvel.
  • Atendimentos totais: 95.628 perícias e 108.975 avaliações sociais em 2024.
  • Crescimento futuro: Planos para novas unidades e mais profissionais.

Cronograma de implementação

A trajetória da perícia conectada é um exemplo de planejamento estratégico. O programa seguiu etapas claras para garantir sua viabilidade:

  • Fevereiro de 2024: Lançamento piloto com 57 unidades no Nordeste e 30 médicos peritos.
  • Meados de 2024: Expansão para outras regiões, com 100 unidades ativas.
  • Final de 2024: Total de 165 unidades com agenda aberta e 145 médicos.
  • Início de 2025: Consolidação em 221 unidades, incluindo itinerantes.

O cronograma reflete a adaptação do INSS às necessidades regionais, com ajustes baseados em dados de demanda e infraestrutura. A inclusão de unidades itinerantes foi um marco, ampliando o alcance para além das agências fixas.

Benefícios para segurados e sistema

A perícia conectada trouxe vantagens tanto para os segurados quanto para o INSS. Para os cidadãos, a principal mudança foi a redução do tempo de espera e dos custos com deslocamentos. A possibilidade de realizar avaliações em casa ou em unidades próximas aumentou a comodidade, especialmente para pessoas com limitações físicas. A agilidade no processamento de benefícios também garante que auxílios cheguem mais rápido a quem precisa.

Para o INSS, a modalidade remota otimizou recursos. A redistribuição de médicos peritos permitiu atender mais pessoas sem aumentar significativamente o quadro de funcionários. A digitalização reduziu custos com infraestrutura física, enquanto a integração com sistemas como o CadÚnico melhorou a eficiência administrativa. Esses ganhos criam um ciclo virtuoso, com benefícios para todos os envolvidos.

O programa também abriu portas para futuras inovações. A experiência com teleatendimento pode inspirar outras áreas da Previdência Social, como a gestão de aposentadorias ou revisões de benefícios. A tecnologia, quando bem aplicada, prova ser uma aliada poderosa na construção de um sistema mais justo e acessível.