INSS inicia pagamento do 13º na próxima semana: veja quem recebe primeiro e datas
A antecipação do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está confirmada e começa a movimentar a rotina de milhões de brasileiros. A partir de 24 de abril, cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios terão a primeira parcela do abono depositada, seguindo um cronograma que se estende até 8 de maio. A segunda parcela será liberada entre 26 de maio e 6 de junho, injetando um total de R$ 73,3 bilhões na economia. A medida, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa oferecer alívio financeiro em um período de alta nos gastos e aquecer o comércio local.
O pagamento do 13º do INSS é organizado com base no número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Prioridade é dada aos segurados que recebem até um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.518. Aqueles com benefícios acima do piso nacional terão os valores creditados a partir de 2 de maio. A estratégia de antecipação, consolidada desde 2020, reflete o compromisso do governo em apoiar financeiramente os beneficiários, especialmente em momentos de desafios econômicos.
A liberação antecipada do 13º salário tem impacto significativo tanto para os segurados quanto para a economia. Comerciantes de setores como varejo, farmácias e supermercados esperam aumento nas vendas, enquanto os beneficiários planejam usar o recurso para equilibrar o orçamento, pagar contas ou adquirir itens essenciais. A medida também fortalece a economia de cerca de 70% dos municípios brasileiros, onde os benefícios do INSS são uma fonte relevante de renda.
- Quem recebe o 13º? Aposentados, pensionistas e segurados de auxílios como auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.
- Quem não recebe? Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia não têm direito ao abono.
- Valor do pagamento: A primeira parcela equivale a 50% do benefício, sem descontos. A segunda pode incluir deduções, como Imposto de Renda, para quem é obrigado a pagar.
Como funciona o calendário de pagamentos
O cronograma do 13º do INSS é estruturado para facilitar o planejamento dos beneficiários. Os depósitos são organizados pelo número final do cartão de benefício, garantindo uma distribuição ordenada. Para quem recebe até um salário mínimo, os pagamentos da primeira parcela começam em 24 de abril, enquanto os segurados com valores acima do piso têm depósitos a partir de 2 de maio. A segunda parcela segue a mesma lógica, iniciando em 26 de maio.
A organização por número final do benefício evita confusões e aglomerações. Por exemplo, um beneficiário com cartão terminando em 3, que recebe até um salário mínimo, terá o crédito da primeira parcela em 28 de abril e da segunda em 28 de maio. Já quem ganha acima do mínimo e tem final 3 ou 8 recebe a primeira parcela em 6 de maio e a segunda em 4 de junho. Essa divisão garante que todos os beneficiários saibam exatamente quando o dinheiro estará disponível.
A consulta ao valor exato da primeira parcela está liberada desde 17 de abril, por meio do aplicativo ou site Meu INSS, acessado com login Gov.br, ou pela Central 135, que opera de segunda a sábado, das 7h às 22h. Para evitar fraudes, é necessário informar o CPF e responder a perguntas de segurança. A antecipação do 13º, que se tornou prática recorrente, é vista como uma ferramenta essencial para a estabilidade financeira dos segurados e o estímulo à economia local.
Impacto econômico da antecipação
A injeção de R$ 73,3 bilhões na economia brasileira com o 13º do INSS terá reflexos em diversas regiões do país. A Região Sudeste ficará com a maior fatia, recebendo R$ 36,2 bilhões, seguida pelo Nordeste, com R$ 15,76 bilhões, e pelo Sul, com R$ 13,6 bilhões. Esses recursos circulam em setores como comércio, serviços e pequenos negócios, gerando empregos temporários e fortalecendo a economia de cidades menores, onde os benefícios previdenciários são uma parte significativa da renda local.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, destacou que cada pagamento do 13º gera um ciclo virtuoso. O dinheiro gasto em compras de mercado, farmácias ou pagamento de contas retorna aos cofres públicos como impostos, beneficiando a economia como um todo. A antecipação, segundo ele, dá fôlego aos beneficiários para enfrentar despesas sazonais, como as do início do ano, que incluem impostos, material escolar e contas acumuladas.
Para os comerciantes, a liberação do 13º é uma oportunidade de aumentar as vendas. Setores como o varejo de alimentos, medicamentos e vestuário tendem a registrar maior movimento, especialmente em cidades do interior. A medida também reduz desigualdades regionais, garantindo que segurados de todas as partes do país tenham acesso a recursos adicionais no primeiro semestre, período estratégico para o planejamento financeiro.
- Região Sudeste: R$ 36,2 bilhões
- Região Nordeste: R$ 15,76 bilhões
- Região Sul: R$ 13,6 bilhões
- Impacto local: Fortalecimento de 70% dos municípios brasileiros
Quem tem direito ao 13º do INSS
Nem todos os beneficiários do INSS recebem o 13º salário, o que pode gerar dúvidas. O abono é destinado a segurados que recebem aposentadorias, pensões por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade. Para quem recebe benefícios temporários, como auxílio-doença, o valor é proporcional ao tempo de recebimento em 2025. Por exemplo, um segurado que começou a receber em março terá direito a 10/12 do valor mensal, dividido em duas parcelas.
Beneficiários do BPC, pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, e da Renda Mensal Vitalícia não têm direito ao 13º. Essa exclusão ocorre porque esses benefícios não são considerados previdenciários, mas assistenciais. O INSS também alerta que não há previsão de pagamento de um “14º salário” em 2025, desmentindo informações falsas que circulam em redes sociais.
O valor do 13º é calculado com base no benefício de dezembro. Quem estava aposentado desde janeiro recebe o abono integral, enquanto novos beneficiários têm o pagamento proporcional. A primeira parcela, correspondente a 50% do valor, não sofre descontos. Já a segunda pode incluir deduções, como o Imposto de Renda, para segurados com renda tributável acima do limite de isenção. O teto do INSS, atualmente em R$ 8.157,41, define o valor máximo do benefício.
Cronograma detalhado do 13º do INSS
O calendário de pagamentos do 13º do INSS é dividido por faixa de rendimento e número final do benefício. Abaixo, as datas para as duas parcelas:
Primeira parcela – Até um salário mínimo (R$ 1.518):
- Final 1: 24 de abril
- Final 2: 25 de abril
- Final 3: 28 de abril
- Final 4: 29 de abril
- Final 5: 30 de abril
- Final 6: 2 de maio
- Final 7: 5 de maio
- Final 8: 6 de maio
- Final 9: 7 de maio
- Final 0: 8 de maio
Primeira parcela – Acima do salário mínimo (até R$ 8.157,41):
- Final 1 e 6: 2 de maio
- Final 2 e 7: 5 de maio
- Final 3 e 8: 6 de maio
- Final 4 e 9: 7 de maio
- Final 5 e 0: 8 de maio
Segunda parcela – Até um salário mínimo (R$ 1.518):
- Final 1: 26 de maio
- Final 2: 27 de maio
- Final 3: 28 de maio
- Final 4: 29 de maio
- Final 5: 30 de maio
- Final 6: 2 de junho
- Final 7: 3 de junho
- Final 8: 4 de junho
- Final 9: 5 de junho
- Final 0: 6 de junho
Segunda parcela – Acima do salário mínimo (até R$ 8.157,41):
- Final 1 e 6: 2 de junho
- Final 2 e 7: 3 de junho
- Final 3 e 8: 4 de junho
- Final 4 e 9: 5 de junho
- Final 5 e 0: 6 de junho
Histórico da antecipação do 13º
A antecipação do 13º do INSS começou em 2020, como resposta à crise econômica causada pela pandemia de Covid-19. Inicialmente, a medida visava oferecer suporte financeiro em um período de incertezas. Em 2021 e 2022, a prática foi mantida, ainda sob o impacto da pandemia e, posteriormente, como estratégia eleitoral. Desde 2023, o governo Lula consolidou a antecipação como política anual, atendendo a reivindicações de associações de aposentados.
Milton Cavalo, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), destaca que a antecipação é um alívio, mas alerta para o uso consciente do dinheiro. Como o 13º é pago no primeiro semestre, os beneficiários recebem apenas o benefício regular no fim do ano, o que pode comprometer o orçamento. Ele também defende a criação de um 14º salário permanente para reforçar a renda dos segurados.
A decisão de antecipar o 13º depende da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e das prioridades do governo. Associações de aposentados pressionam para que a medida seja transformada em política fixa, garantindo previsibilidade. A antecipação também reflete uma estratégia de estímulo econômico, já que os recursos injetados circulam rapidamente no comércio e nos serviços.
Como consultar o valor do 13º
Os beneficiários podem verificar o valor exato do 13º a partir de 17 de abril, por meio do portal ou aplicativo Meu INSS. O acesso requer login no Gov.br, e o extrato de pagamento detalha os valores e as datas de depósito. Para quem não tem acesso à internet, a Central 135 é uma alternativa, com atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar o CPF e responder a perguntas de segurança.
A consulta antecipada ajuda os segurados a planejar o uso do dinheiro. Muitos destinam o recurso para quitar dívidas, comprar medicamentos ou cobrir despesas sazonais, como impostos e material escolar. O INSS recomenda que os beneficiários confirmem o número final do cartão de benefício para evitar confusões com as datas de pagamento.
A liberação do 13º também movimenta a economia digital, com bancos e fintechs oferecendo antecipações de crédito baseadas no abono. Essas opções, porém, exigem cautela, já que juros podem comprometer o orçamento. O INSS orienta que os segurados evitem compartilhar dados pessoais em plataformas não oficiais, para prevenir fraudes.
- Consulta online: Acesse o Meu INSS com login Gov.br e verifique o extrato de pagamento.
- Consulta por telefone: Ligue para a Central 135, informe o CPF e confirme dados cadastrais.
- Cuidado com fraudes: Evite compartilhar informações em sites ou aplicativos não oficiais.
Benefícios para a economia local
A antecipação do 13º do INSS vai além do suporte aos beneficiários, funcionando como um motor para a economia local. Em cidades menores, onde os benefícios previdenciários representam uma parcela significativa da renda, o abono impulsiona o comércio e os serviços. Supermercados, farmácias e lojas de vestuário registram maior movimento, enquanto pequenos negócios, como padarias e salões de beleza, também se beneficiam.
O impacto é ainda mais relevante em regiões menos desenvolvidas, como o Nordeste, onde os R$ 15,76 bilhões injetados ajudam a reduzir desigualdades regionais. A circulação do dinheiro gera empregos temporários, especialmente no varejo, e aumenta a arrecadação de impostos, que retorna aos cofres públicos. A medida também estimula a confiança do consumidor, essencial para a recuperação econômica em um contexto de inflação e alta de juros.
Para os beneficiários, o 13º é uma oportunidade de equilibrar as finanças. Muitos planejam usar o dinheiro para pagar contas atrasadas, investir em saúde ou realizar pequenas reformas em casa. A antecipação no primeiro semestre é estratégica, já que coincide com um período de gastos elevados, como impostos e despesas escolares.
Desafios e cuidados financeiros
Apesar dos benefícios, a antecipação do 13º exige planejamento. Como o abono é pago no primeiro semestre, os segurados precisam gerenciar o orçamento para o fim do ano, quando recebem apenas o benefício regular. O Sindnapi alerta para o risco de endividamento, especialmente com a oferta de crédito consignado, que pode comprometer a renda futura.
Outro desafio é a exclusão de beneficiários do BPC do pagamento do 13º. Associações de idosos e pessoas com deficiência reivindicam a inclusão desses segurados no abono, argumentando que eles também enfrentam dificuldades financeiras. O governo, porém, mantém a regra de que apenas benefícios previdenciários têm direito ao 13º.
O INSS também reforça a importância de proteger os beneficiários contra golpes. Informações falsas sobre um “14º salário” ou “folha extra” circulam em redes sociais, induzindo segurados a compartilhar dados pessoais. A orientação é buscar informações apenas em canais oficiais, como o Meu INSS, a Central 135 ou agências do INSS.
- Planejamento financeiro: Use o 13º para despesas essenciais e evite dívidas de longo prazo.
- Cuidado com golpes: Desconfie de mensagens sobre “14º salário” ou links suspeitos.
- Canais oficiais: Consulte valores e datas apenas no Meu INSS ou na Central 135.
Perspectivas para o futuro
A antecipação do 13º do INSS tornou-se uma prática consolidada, mas sua continuidade depende de fatores como o orçamento federal e as prioridades do governo. Associações de aposentados defendem que a medida seja transformada em lei, garantindo que o abono seja sempre pago no primeiro semestre. A proposta ganha força em um contexto de pressão por políticas que protejam a renda dos segurados.
O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 também beneficia os aposentados que recebem o piso, ampliando o valor do 13º. Para quem ganha acima do mínimo, o reajuste de 4,77% elevou o teto do INSS para R$ 8.157,41, impactando diretamente o abono. Essas correções ajudam a manter o poder de compra dos beneficiários em um cenário de inflação.
A política de antecipação também reflete um compromisso com a inclusão financeira. Ao liberar o 13º no primeiro semestre, o governo garante que os segurados tenham recursos para enfrentar despesas sazonais, reduzindo a dependência de empréstimos. A medida, combinada com o reajuste do salário mínimo, fortalece a proteção social e promove maior equidade.
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