Braithwaite empata para o Grêmio em 1×1 contra o CSA na Copa do Brasil 2025

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Braithwaite Foto: Braithwaite - Foto: Instagram

A noite desta quarta-feira, 30 de abril de 2025, foi marcada por um confronto eletrizante no Estádio Rei Pelé, em Maceió, onde CSA e Grêmio protagonizaram um empate por 1 a 1 no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. O duelo, que colocou frente a frente um time da Série C contra um gigante da Série A, teve momentos de alta intensidade, com o CSA surpreendendo no início e o Grêmio buscando a igualdade com um gol de Martin Braithwaite. A torcida alagoana lotou as arquibancadas, criando um ambiente vibrante, enquanto o Grêmio, sob o comando de Mano Menezes, tentou impor seu jogo, mas encontrou dificuldades diante da pressão inicial do Azulão. O placar deixa tudo em aberto para o jogo de volta, marcado para 20 de maio, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, onde será definido quem avança às oitavas de final e garante uma cota de R$ 3,6 milhões.

O CSA começou o jogo com uma postura agressiva, dominando os primeiros minutos e pressionando a saída de bola do Grêmio. A estratégia do técnico Higo Magalhães, que optou por reforçar o meio-campo com a volta do volante Vander, deu resultado logo cedo. A equipe alagoana, embalada por duas vitórias convincentes nas fases anteriores da competição, mostrou organização tática e aproveitou os espaços deixados pela defesa gremista. Já o Grêmio, que vive um momento de instabilidade na temporada, com Mano Menezes ainda em busca de sua primeira vitória desde o retorno ao clube, demorou a se encontrar em campo. A presença de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, como novo coordenador técnico do Grêmio, trouxe um componente emocional ao confronto, já que ele é ídolo tanto do CSA quanto do Tricolor Gaúcho.

A partida foi marcada por momentos de equilíbrio após o empate, com ambos os times criando chances, mas sem conseguir alterar o placar até o intervalo. A arbitragem, comandada por Paulo Cesar Zanovelli, também esteve no centro das atenções, com decisões que geraram reclamações, especialmente da torcida do CSA, que pediu um pênalti em uma jogada de Felipe Albuquerque. O jogo, transmitido exclusivamente pelo Amazon Prime Video, atraiu a atenção de torcedores em todo o Brasil, que acompanharam um duelo que misturou emoção, rivalidade e a busca por um lugar nas oitavas de final da competição mais democrática do futebol brasileiro.

  • Principais destaques do primeiro tempo:
    • Gol do CSA aos 13 minutos, com Tiago Marques aproveitando assistência de Enzo.
    • Resposta rápida do Grêmio, com Braithwaite empatando aos 22 minutos.
    • Defesa espetacular de Gabriel Félix, goleiro do CSA, em chute de Edenilson.
    • Volpi, do Grêmio, também brilhou com defesas importantes, como no chute de Silas.
    • Cartões amarelos para Jemerson e Islan, após troca de empurrões.

Um início avassalador do CSA

O CSA entrou em campo determinado a fazer história. Desde o apito inicial, o time alagoano imprimiu um ritmo forte, aproveitando o apoio da torcida e a familiaridade com o Estádio Rei Pelé. A estratégia de Higo Magalhães foi clara: pressionar o Grêmio na saída de bola e explorar a velocidade pelos flancos. Brayann, um dos destaques do Azulão, quase abriu o placar aos seis minutos, com um chute da entrada da área que exigiu uma defesa em dois tempos de Tiago Volpi. A pressão surtiu efeito aos 13 minutos, quando Guilherme Cachoeira iniciou uma jogada pela esquerda, acionando Enzo, que cruzou rasteiro para Tiago Marques finalizar com precisão, incendiando as arquibancadas.

A vantagem no placar refletiu o domínio inicial do CSA, que controlou a posse de bola e explorou as falhas na marcação gremista. A defesa do Grêmio, composta por Jemerson, Kannemann e João Pedro, parecia desorientada, especialmente na cobertura pelos lados do campo. Mano Menezes, visivelmente irritado na beira do gramado, orientava seus jogadores a ajustar o posicionamento, mas o time gaúcho tinha dificuldades para conectar passes e chegar ao ataque. A torcida do CSA, empolgada, cantava sem parar, transformando o Rei Pelé em um caldeirão.

Aos 21 minutos, o CSA teve outra chance clara de ampliar o placar. Silas, volante do Azulão, arriscou um chute potente de fora da área, mas Volpi, bem posicionado, fez uma grande defesa. A jogada mostrou a confiança do time alagoano, que não se intimidava diante de um adversário de maior tradição. No entanto, a falta de capricho nas finalizações e algumas decisões precipitadas no ataque impediram o CSA de construir uma vantagem maior nos minutos iniciais.

A resposta do Grêmio com Braithwaite

O Grêmio, que até então parecia acuado, começou a reagir a partir dos 20 minutos. A entrada de Monsalve no time titular, uma aposta de Mano Menezes, trouxe mais dinamismo ao ataque gremista. Aos 22 minutos, o jovem atacante puxou uma jogada pela esquerda, driblou seu marcador e cruzou rasteiro para a área. Cristian Olivera deixou a bola passar, e Braithwaite, com frieza, limpou a marcação de Islan e finalizou no canto, sem chances para Gabriel Félix. O gol de empate mudou o panorama do jogo, dando confiança ao Tricolor Gaúcho.

Braithwaite, principal referência ofensiva do Grêmio, mostrou por que é um dos pilares do time. O dinamarquês, que já havia marcado gols importantes na temporada, demonstrou calma e precisão em um momento crucial. A jogada do empate destacou a qualidade individual dos jogadores gremistas, que, mesmo em um dia de dificuldades coletivas, conseguiram encontrar espaços na defesa do CSA. Após o gol, o Grêmio passou a controlar mais a posse de bola, trocando passes no meio-campo e buscando brechas na defesa alagoana.

O empate também trouxe alívio para Mano Menezes, que enfrentava pressão por resultados após dois empates consecutivos, contra Godoy Cruz, pela Sul-Americana, e Vitória, pelo Brasileirão. A torcida gremista, presente em menor número no Rei Pelé, celebrou o gol de Braithwaite, que reacendeu as esperanças de uma virada ainda no primeiro tempo. No entanto, o CSA não se abateu e continuou buscando o ataque, mantendo o jogo equilibrado até o intervalo.

Momentos de tensão e equilíbrio

Após o empate, o confronto ganhou em intensidade, com ambos os times criando chances, mas sem a mesma eficiência dos minutos iniciais. Aos 33 minutos, o Grêmio teve sua melhor oportunidade desde o gol. Cristian Olivera, pela direita, conduziu a bola em velocidade e rolou para Monsalve, que abriu para Edenilson. O meio-campista chutou forte, mas Gabriel Félix, em uma defesa espetacular, evitou o que seria a virada gremista. A jogada mostrou a força do contra-ataque do Grêmio, que começou a explorar melhor os espaços deixados pelo CSA.

O CSA, por sua vez, respondeu com jogadas pelos flancos, especialmente com Felipe Albuquerque, que infernizava a defesa gremista pela direita. Aos 42 minutos, Felipe fez uma jogada individual, driblou Kannemann e caiu na área após um choque. A torcida alagoana pediu pênalti, mas o árbitro Paulo Cesar Zanovelli mandou o jogo seguir, gerando reclamações nas arquibancadas. A decisão foi revisada pelo VAR, que confirmou a marcação de campo, para alívio do Grêmio.

  • Lances que marcaram o primeiro tempo:
    • 6’: Brayann chuta da entrada da área, e Volpi defende em dois tempos.
    • 13’: Gol do CSA! Tiago Marques finaliza após cruzamento de Enzo.
    • 22’: Gol do Grêmio! Braithwaite empata com assistência de Monsalve.
    • 33’: Gabriel Félix faz grande defesa em chute de Edenilson.
    • 42’: Felipe cai na área, mas árbitro não marca pênalti para o CSA.

A influência de Felipão no confronto

A presença de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, no Estádio Rei Pelé, added um elemento especial ao jogo. Como novo coordenador técnico do Grêmio, Felipão reencontrou o CSA, clube onde é considerado ídolo por sua passagem como treinador na década de 1980. Antes do apito inicial, ele foi visto caminhando pelo gramado, cumprimentando torcedores e jogadores, em um momento que emocionou os alagoanos. Sua história com ambos os clubes trouxe um simbolismo ao confronto, que uniu tradição e rivalidade.

Felipão, que conquistou a Copa do Brasil cinco vezes como treinador, incluindo com o Grêmio em 1994, agora desempenha um papel estratégico no Tricolor Gaúcho. Sua experiência é vista como um trunfo para Mano Menezes, que busca ajustar o time em meio a uma temporada irregular. No CSA, a figura de Felipão também é reverenciada, e a torcida fez questão de homenageá-lo com cânticos antes do jogo. A conexão entre o técnico e os dois clubes adicionou uma camada de emoção ao duelo, que já era aguardado com grande expectativa.

O impacto de Felipão, mesmo fora das quatro linhas, foi sentido na preparação do Grêmio. Mano Menezes destacou, em entrevistas antes do jogo, a importância do coordenador técnico na motivação dos jogadores e na definição de estratégias. Para o CSA, enfrentar um time com a presença de Felipão serviu como um incentivo extra, já que o Azulão buscava repetir o feito de 2009, quando eliminou o Santos de Neymar na Copa do Brasil, mostrando que é capaz de surpreender gigantes.

O desempenho dos goleiros

Os goleiros foram protagonistas no empate entre CSA e Grêmio. Gabriel Félix, do CSA, teve uma atuação destacada, especialmente na defesa do chute de Edenilson aos 33 minutos. Sua agilidade e posicionamento foram cruciais para manter o placar igualado, mesmo com o Grêmio crescendo no jogo após o empate. Félix, que já havia se destacado nas fases anteriores da Copa do Brasil, confirmou sua importância para o Azulão, sendo aplaudido pela torcida ao final do primeiro tempo.

Tiago Volpi, por outro lado, também foi fundamental para o Grêmio. O goleiro fez pelo menos duas defesas difíceis, uma no chute de Brayann aos seis minutos e outra no arremate de Silas aos 21. Volpi, que tem sido um dos pilares do Grêmio na temporada, mostrou segurança nas saídas de bola e nas interceptações, evitando que o CSA ampliasse o placar nos momentos de maior pressão. A atuação dos dois goleiros foi um dos fatores que explicam o empate, já que ambos conseguiram neutralizar as principais chances criadas pelos ataques adversários.

A solidez defensiva de ambos os times, aliada às atuações dos goleiros, fez com que o jogo terminasse o primeiro tempo com poucas chances claras de gol após os 30 minutos. O CSA, que começou avassalador, reduziu o ritmo, enquanto o Grêmio, mais organizado após o empate, não conseguiu impor sua superioridade técnica. O equilíbrio tático e a entrega dos jogadores em campo indicam que o jogo de volta, em Porto Alegre, promete ser igualmente disputado.

A importância da Copa do Brasil para CSA e Grêmio

A Copa do Brasil é uma competição de enorme relevância para ambos os clubes, mas por motivos diferentes. Para o CSA, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, avançar às oitavas de final seria um marco histórico e financeiro. A cota de R$ 3,6 milhões destinada ao classificado é um valor significativo para o clube alagoano, que busca fortalecer seu elenco e investir em infraestrutura. Além disso, a visibilidade de enfrentar um time como o Grêmio eleva o moral da equipe e atrai atenção para o futebol alagoano.

O Grêmio, por sua vez, vê na Copa do Brasil uma oportunidade de recuperar a confiança abalada por resultados ruins no Brasileirão, onde ocupa a 18ª posição, na zona de rebaixamento. A competição, que o Tricolor venceu cinco vezes, é uma das prioridades da temporada, especialmente após eliminações dramáticas nas fases anteriores, decididas nos pênaltis contra São Raimundo-RR e Athletic-MG. Para Mano Menezes, conquistar um resultado positivo no Rei Pelé é essencial para aliviar a pressão sobre o elenco e a comissão técnica.

  • Fatos que tornam a Copa do Brasil crucial:
    • O CSA busca repetir o feito de 2009, quando eliminou o Santos.
    • O Grêmio venceu a competição cinco vezes, a última em 2016.
    • A cota de R$ 3,6 milhões é vital para o CSA e estratégica para o Grêmio.
    • O jogo de volta, em 20 de maio, definirá o classificado.
    • A competição é conhecida por surpresas, como eliminações de gigantes por times menores.

O contexto tático do confronto

Taticamente, o jogo apresentou contrastes claros entre as abordagens dos dois times. O CSA apostou em um meio-campo reforçado, com Vander, Camacho e Gustavo Nicola, para neutralizar as jogadas de criação do Grêmio. A volta de Vander, que havia sido liberado na rodada anterior por motivos pessoais, trouxe mais equilíbrio ao Azulão, que conseguiu dominar as ações iniciais. Pelos flancos, Enzo e Felipe Albuquerque foram peças-chave, explorando a velocidade e os cruzamentos para alimentar Tiago Marques e Guilherme Cachoeira no ataque.

O Grêmio, por sua vez, optou por uma formação com três volantes – Dodi, Cuéllar e Edenilson – para dar sustentação à defesa, que vinha sofrendo com falhas na temporada. A escolha de Monsalve como titular, em detrimento de outros atacantes, foi uma tentativa de Mano Menezes de adicionar velocidade e imprevisibilidade ao setor ofensivo. Braithwaite, como centroavante, teve liberdade para se movimentar, enquanto Cristian Olivera buscava espaços pela direita. Apesar do empate, o Grêmio teve dificuldades para criar jogadas no primeiro tempo, o que reflete os desafios enfrentados por Mano Menezes na reconstrução do time.

A partir dos 30 minutos, o jogo ficou mais truncado, com faltas e cartões amarelos distribuídos. Silas, do CSA, foi advertido por uma entrada dura em Cristian Olivera, enquanto Jemerson e Islan receberam cartões após uma troca de empurrões. A arbitragem, embora contestada em alguns momentos, conseguiu manter o controle da partida, que terminou o primeiro tempo com um panorama equilibrado, mas com o CSA levando uma leve vantagem por jogar em casa.

A torcida como fator decisivo

A torcida do CSA foi um dos grandes destaques da noite. Desde o pré-jogo, os alagoanos transformaram o Estádio Rei Pelé em um caldeirão, cantando sem parar e empurrando o time nos momentos de maior dificuldade. O apoio foi fundamental para que o Azulão mantivesse a intensidade nos primeiros minutos, pressionando o Grêmio e criando chances de gol. O gol de Tiago Marques, aos 13 minutos, foi celebrado como um momento de comunhão entre jogadores e torcedores, que sonham com uma classificação histórica.

Os torcedores gremistas, embora em menor número, também marcaram presença, apoiando o time mesmo após o gol sofrido. A rivalidade saudável entre as duas torcidas criou um ambiente festivo, com cânticos e provocações que deram ainda mais emoção ao confronto. A expectativa agora se volta para o jogo de volta, onde a torcida gremista deve lotar a Arena do Grêmio, buscando reverter a igualdade e garantir a vaga nas oitavas de final.

A conexão entre os torcedores e os times foi reforçada por momentos simbólicos, como a execução do Hino Nacional antes da partida e a homenagem a Felipão. Para o CSA, o apoio da torcida é um trunfo que pode fazer a diferença no jogo de volta, mesmo fora de casa. Para o Grêmio, a força da torcida em Porto Alegre será essencial para superar as dificuldades enfrentadas no Rei Pelé e avançar na competição.

Linha do tempo dos principais momentos

A partida entre CSA e Grêmio foi repleta de lances que mantiveram os torcedores na ponta da cadeira. Abaixo, os principais momentos do primeiro tempo, que definiram o empate em 1 a 1:

  • 6’: Brayann arrisca chute da entrada da área, e Volpi faz defesa em dois tempos, evitando o primeiro gol do CSA.
  • 13’: Tiago Marques abre o placar para o CSA, finalizando cruzamento de Enzo após jogada iniciada por Guilherme Cachoeira.
  • 22’: Braithwaite empata para o Grêmio, com assistência de Monsalve, que driblou pela esquerda e cruzou rasteiro.
  • 33’: Edenilson chuta forte, mas Gabriel Félix faz uma defesa espetacular, garantindo o empate para o CSA.
  • 42’: Felipe Albuquerque cai na área após dividida com Kannemann, mas o árbitro não marca pênalti, gerando protestos da torcida.

O que esperar do jogo de volta

O empate no Rei Pelé deixa a decisão completamente aberta para o jogo de volta, marcado para 20 de maio, às 21h30, na Arena do Grêmio. O CSA, que mostrou competência para enfrentar um adversário de maior investimento, terá o desafio de jogar fora de casa, onde o Grêmio costuma ser ainda mais forte. A ausência de critério de gol fora de casa na Copa do Brasil significa que qualquer empate no placar agregado levará a disputa para os pênaltis, o que aumenta a pressão sobre os dois times.

Para o CSA, manter a organização defensiva e aproveitar os contra-ataques será fundamental. Jogadores como Tiago Marques, Brayann e Guilherme Cachoeira precisarão repetir o desempenho do primeiro jogo, enquanto Gabriel Félix terá um papel crucial na meta. O técnico Higo Magalhães, que já demonstrou habilidade para montar estratégias contra adversários mais fortes, deve apostar na compactação do time para segurar o ímpeto gremista em Porto Alegre.

O Grêmio, por sua vez, terá a oportunidade de jogar diante de sua torcida, o que pode ser um diferencial. Mano Menezes deve trabalhar para corrigir as falhas defensivas vistas no Rei Pelé, especialmente na cobertura pelos lados do campo. A volta de Kannemann, que foi dúvida para o primeiro jogo, pode fortalecer a zaga, enquanto Braithwaite e Monsalve serão peças-chave no ataque. A experiência de Felipão como coordenador técnico também será um fator importante na preparação do time para o confronto decisivo.

A trajetória dos times na Copa do Brasil

O CSA chegou à terceira fase da Copa do Brasil com méritos, após vitórias convincentes nas etapas anteriores. Na primeira fase, o Azulão derrotou o Boavista por 2 a 0, mostrando solidez defensiva e eficiência no ataque. Na segunda fase, a equipe goleou a Tuna Luso por 5 a 0, com uma atuação de gala que reforçou a confiança do elenco. O desempenho invicto na competição, com sete gols marcados e nenhum sofrido até o confronto com o Grêmio, coloca o CSA como uma das surpresas da edição de 2025.

O Grêmio, por outro lado, teve um caminho mais tortuoso. Na primeira fase, o Tricolor empatou com o São Raimundo-RR por 2 a 2 e avançou nos pênaltis, com vitória por 4 a 1. Na segunda fase, novo empate, dessa vez por 3 a 3 contra o Athletic-MG, com classificação garantida após uma disputa de pênaltis vencida por 8 a 7. As eliminações dramáticas mostram a resiliência do time, mas também expõem fragilidades que Mano Menezes precisa corrigir para avançar às oitavas.

A Copa do Brasil, conhecida por sua imprevisibilidade, já viu times menores eliminarem gigantes em edições anteriores, o que mantém viva a esperança do CSA. Para o Grêmio, a competição é uma chance de resgatar o prestígio e aliviar a pressão por melhores resultados na temporada. O confronto entre os dois times, que misturou tradição, emoção e equilíbrio tático, é um reflexo do caráter único da competição.

  • Curiosidades sobre CSA e Grêmio na Copa do Brasil:
    • O CSA eliminou o Santos de Neymar em 2009, um dos maiores feitos de sua história.
    • O Grêmio é o segundo maior vencedor da competição, com cinco títulos, atrás apenas do Cruzeiro.
    • Mano Menezes venceu a Copa do Brasil três vezes, mas nunca pelo Grêmio.
    • O CSA tem 100% de aproveitamento na edição de 2025 até o momento.
    • O Grêmio enfrentou o CSA pela primeira vez em 1975, com derrota por 1 a 0.

O impacto financeiro e esportivo

Avançar às oitavas de final da Copa do Brasil representa muito mais do que um feito esportivo para CSA e Grêmio. Para o clube alagoano, a cota de R$ 3,6 milhões é um valor transformador, que pode ser investido em contratações, melhorias no CT e pagamento de dívidas. O CSA, que conquistou o Campeonato Alagoano em 2025 e está em oitavo na Série C, vê na competição uma chance de consolidar sua recuperação financeira e esportiva após anos de dificuldades.

Para o Grêmio, a cota também é significativa, mas o impacto maior está na esfera esportiva. Uma eliminação precoce na Copa do Brasil aumentaria a crise no clube, que já enfrenta críticas pela campanha no Brasileirão. A classificação, por outro lado, pode servir como um ponto de virada, dando confiança ao elenco e à comissão técnica para a sequência da temporada. A presença de Felipão, com sua experiência em competições de mata-mata, é um fator que pode ajudar o Grêmio a alcançar esse objetivo.

O empate no Rei Pelé, embora mantenha a disputa aberta, favorece ligeiramente o Grêmio, que jogará em casa no segundo jogo. No entanto, o CSA já provou que não se intimida diante de adversários mais fortes, e a possibilidade de uma zebra não pode ser descartada. A Copa do Brasil, com sua história de surpresas, continua sendo um palco onde qualquer time pode sonhar alto, independentemente de sua divisão ou orçamento.

A força do futebol alagoano

O desempenho do CSA no confronto com o Grêmio reforça a importância do futebol alagoano no cenário nacional. O estado, que também tem o CRB na terceira fase da Copa do Brasil, vive um momento de protagonismo, com dois clubes desafiando equipes de maior tradição. O CSA, com seu 40º título estadual conquistado em 2025, é um símbolo da resiliência do futebol nordestino, que muitas vezes enfrenta dificuldades financeiras, mas compensa com paixão e organização.

A torcida alagoana, conhecida por seu apoio incondicional, foi um dos diferenciais no Rei Pelé. O estádio, que já foi palco de grandes jogos na história do CSA, voltou a pulsar com a energia dos torcedores, que sonham com uma classificação histórica. A presença de jogadores como Tiago Marques, que já foi decisivo em outros momentos, e a liderança de Higo Magalhães no comando técnico dão ao Azulão a confiança necessária para acreditar no sonho de avançar.

O futebol alagoano, embora menos badalado que o de outros estados, tem uma história rica, com clubes que já marcaram época no cenário nacional. O CSA, fundado em 1913, é o maior campeão estadual, com 40 títulos, e já teve momentos de glória, como a semifinal da Série B em 2019. O confronto com o Grêmio é mais um capítulo dessa trajetória, que mistura orgulho local e ambição por feitos maiores.

Mano Menezes sob pressão

Mano Menezes, que assumiu o Grêmio recentemente, enfrenta um momento delicado em sua segunda passagem pelo clube. Sem vitórias em seus dois primeiros jogos, contra Godoy Cruz e Vitória, o treinador precisa encontrar soluções rápidas para ajustar o time. O empate no Rei Pelé, embora não seja uma derrota, não alivia completamente a pressão, já que o Grêmio era considerado favorito no confronto, mesmo jogando fora de casa.

A escolha de Mano por uma escalação com três volantes reflete a preocupação com a solidez defensiva, mas limitou a criatividade do time no ataque. Jogadores como Cristaldo, que ficou no banco, podem ser opções para o jogo de volta, trazendo mais qualidade na armação das jogadas. A parceria entre Mano e Felipão, que já trabalharam juntos em outros momentos, é vista como uma esperança para recuperar o Grêmio, mas os resultados precisam vir rápido para evitar uma crise maior.

O técnico, que tem um histórico vitorioso na Copa do Brasil, sabe da importância de avançar na competição. Suas conquistas com Corinthians, em 2009, e Cruzeiro, em 2017 e 2018, mostram que ele é especialista em torneios de mata-mata, mas o desafio atual é diferente. Com um elenco em reconstrução e a torcida cobrando resultados, Mano terá que usar toda sua experiência para levar o Grêmio às oitavas de final.

A expectativa para o segundo jogo

O jogo de volta, em Porto Alegre, promete ser um espetáculo à parte. A Arena do Grêmio, conhecida por sua atmosfera intimidadora, deve receber um grande público, com os torcedores gaúchos empurrando o time em busca da classificação. O CSA, que já mostrou coragem no primeiro jogo, precisará de uma atuação quase perfeita para segurar o Grêmio e buscar a vaga nos pênaltis ou com uma vitória improvável.

A preparação para o segundo jogo será crucial. O CSA deve focar na recuperação física dos jogadores, já que a maratona de jogos na Série C pode pesar. Higo Magalhães, que tem sido elogiado pela imprensa alagoana, deve manter a estratégia de compactação e contra-ataques, apostando na velocidade de Brayann e Guilherme Cachoeira. A ausência de Vidal e Marcelinho, lesionados, é um desafio, mas o retorno de Vander dá mais opções ao treinador.

Para o Grêmio, o intervalo de 20 dias até o jogo de volta será uma oportunidade para ajustar o time. Mano Menezes deve trabalhar a parte tática, especialmente na transição ofensiva, que foi lenta no Rei Pelé. A volta de Kannemann, se confirmada, pode trazer mais segurança à defesa, enquanto Braithwaite será a principal esperança de gols. A torcida gremista, que já demonstrou apoio mesmo nos momentos difíceis, será um fator decisivo na Arena.

  • Fatores que podem influenciar o jogo de volta:
    • O apoio da torcida gremista na Arena do Grêmio.
    • A solidez defensiva do CSA, que não sofreu gols nas fases anteriores.
    • A experiência de Mano Menezes em competições de mata-mata.
    • A capacidade do CSA de surpreender fora de casa, como em 2009 contra o Santos.
    • A pressão sobre o Grêmio, que precisa vencer para evitar uma crise.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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