Var Daronco reverte pênalti em jogo quente entre Operário-PR e Vasco na Copa do Brasil

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Daronco - Foto; Premiere Foto: Gol do nuno Vasco - Foto: Premiere

A tarde desta quinta-feira, 1º de maio de 2025, trouxe fortes emoções ao Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, Paraná. Operário-PR e Vasco da Gama protagonizam um confronto eletrizante pela ida da terceira fase da Copa do Brasil, com lances intensos e decisões arbitrais que mexeram com os ânimos das torcidas. Até os 30 minutos do primeiro tempo, o jogo segue pegado, com o Vasco à frente no placar por 1 a 0, graças a um golaço de Nuno Moreira. O árbitro Anderson Daronco, figura central em momentos decisivos, voltou atrás em um pênalti marcado para o Operário-PR após checagem do VAR, reacendendo a rivalidade em campo.

O duelo marca o reencontro de duas equipes com histórico equilibrado, já que dividem duas vitórias cada em quatro confrontos anteriores pela Série B, entre 2021 e 2022. A partida, disputada sob o sol paranaense, reflete a importância do torneio para ambos os clubes, que buscam a classificação às oitavas de final e a premiação de R$ 3,6 milhões. O gramado irregular do Germano Krüger tem dificultado o toque de bola, forçando as equipes a apostarem em jogadas aéreas e disputas físicas.

A torcida do Operário, empolgada pelo aniversário de 113 anos do clube, lota as arquibancadas, enquanto os 1.080 ingressos destinados aos vascaínos esgotaram rapidamente. O jogo, transmitido ao vivo por SporTV e Premiere, mantém os espectadores grudados na tela, com lances de perigo e cartões amarelos distribuídos logo nos primeiros minutos. A seguir, os principais destaques do confronto até o momento:

  • Gol de Nuno Moreira: O português acertou um chute preciso de longa distância aos 19 minutos, surpreendendo a defesa do Operário.
  • Pênalti anulado: Daronco marcou falta em Allano aos 28 minutos, mas o VAR apontou impedimento, cancelando a cobrança.
  • Cartões amarelos: Lucas Piton e Allano foram advertidos por faltas e reclamações, elevando a tensão.
  • Chances perdidas: Daniel Amorim e Rayan desperdiçaram oportunidades claras, mantendo o placar apertado.

Decisão do VAR esquenta o jogo

O momento mais controverso da partida ocorreu aos 28 minutos do primeiro tempo. Anderson Daronco assinalou pênalti para o Operário-PR após falta de Lucas Piton em Allano, que avançava com perigo pela direita. A torcida local explodiu em festa, mas a alegria durou pouco. O assistente Rafael da Silva Alves levantou a bandeira para indicar impedimento, e o VAR, comandado por Wagner Reway, confirmou a irregularidade após longa análise. A decisão gerou reclamações dos jogadores do Operário, com Allano recebendo cartão amarelo por protestar.

A intervenção do VAR não foi a primeira polêmica do jogo. Aos 22 minutos, o Operário pediu outro pênalti por possível toque de mão na área vascaína, mas Daronco, após checagem rápida, mandou o jogo seguir. Essas decisões reforçam a reputação do árbitro gaúcho, conhecido por atuações firmes em jogos de alta pressão. O lance do pênalti anulado, em especial, alterou o ritmo da partida, com o Operário intensificando a pressão no ataque.

O jogo, até o momento, reflete a dificuldade das duas equipes em lidar com o gramado irregular. A bola, frequentemente levantada, resulta em disputas aéreas intensas, com zagueiros como Allan Godói e João Victor se destacando. A torcida vascaína, mesmo em minoria, faz barulho nas arquibancadas, incentivando o time a segurar a vantagem.

Golaço de Nuno Moreira abre o placar

Aos 19 minutos, o Vasco encontrou o caminho do gol em um lance de oportunismo e precisão. Philippe Coutinho tentou um passe em profundidade para Pablo Vegetti, mas a bola passou pelo atacante e enganou o lateral Oleques, do Operário. A sobra ficou com Nuno Moreira, que, da intermediária, arriscou um chute colocado. A bola viajou em direção ao canto esquerdo do goleiro Elias, que não conseguiu alcançar. O gol, um dos mais bonitos da rodada até agora, silenciou momentaneamente a torcida do Operário.

Nuno, português de 26 anos, vem ganhando espaço no elenco vascaíno com atuações consistentes. O chute de longa distância, executado com técnica impecável, destacou a qualidade do jogador, que já havia aplicado uma caneta em Joseph minutos antes. O gol mudou a dinâmica do jogo, forçando o Operário a se lançar ao ataque e deixando espaços para contra-ataques do Vasco.

O lance também evidenciou a fragilidade da defesa do Operário em bolas longas. Oleques, surpreendido pela trajetória da bola, não conseguiu reagir a tempo, enquanto a marcação deixou Nuno livre para finalizar. A jogada reforça a estratégia do técnico interino Felipe Loureiro, que orientou o Vasco a explorar lançamentos e chutes de média distância.

Histórico equilibrado entre os clubes

Operário-PR e Vasco já se enfrentaram quatro vezes, todas pela Série B entre 2021 e 2022, com resultados que mostram equilíbrio. Em 2021, o Operário venceu os dois jogos: 2 a 0 em São Januário e 2 a 0 no Germano Krüger. Já em 2022, o Vasco deu o troco, com vitórias por 3 a 0 no Rio de Janeiro e 3 a 2 em Ponta Grossa. O confronto de hoje é o quinto da história e o primeiro pela Copa do Brasil, aumentando a rivalidade entre as equipes.

Os jogos anteriores foram marcados por momentos memoráveis. Em 2021, o Operário, treinado por Matheus Costa, surpreendeu o Vasco com gols de Leandrinho e Ricardo Bueno em São Januário. No ano seguinte, a virada vascaína por 3 a 2, com dois gols de Alex Teixeira, ficou na memória dos torcedores, especialmente por sua importância na campanha de acesso à Série A. Esses embates mostram que o confronto tende a ser decidido nos detalhes.

A atual edição da Copa do Brasil traz um novo capítulo para essa história. O Operário, campeão paranaense em 2024, busca recuperar o bom futebol, enquanto o Vasco, sob comando interino, tenta manter o aproveitamento de 100% no torneio. A premiação de R$ 2,3 milhões por participar da terceira fase motiva ambos os clubes, que sonham com a vaga nas oitavas.

  • 2021, Série B: Operário 2 x 0 Vasco (São Januário) – Gols de Leandrinho e Ricardo Bueno.
  • 2021, Série B: Operário 2 x 0 Vasco (Germano Krüger) – Gols de Thomaz e Bueno.
  • 2022, Série B: Vasco 3 x 0 Operário (São Januário) – G rigor nos jogos da Série B.
  • 2022, Série B: Vasco 3 x 2 Operário (Germano Krüger) – Gols de Alex Teixeira (2) e Bruno Tubarão.

Linha do tempo dos principais lances

O jogo entre Operário-PR e Vasco, até os 30 minutos do primeiro tempo, já acumula momentos decisivos que definem o ritmo da partida. Abaixo, os principais lances que marcaram o confronto:

  • 8 minutos: Daniel Amorim desperdiça grande chance para o Operário, recebendo passe de Feliciano, mas chutando para a linha de fundo.
  • 9 minutos: Rayan finaliza em cima do goleiro Elias após receber com liberdade na área, na melhor chance do Vasco até então.
  • 19 minutos: Nuno Moreira abre o placar com um chute de longa distância, aproveitando erro de Oleques.
  • 24 minutos: Lucas Piton recebe cartão amarelo por segurar Allano, que avançava em direção à área.
  • 28 minutos: Daronco marca pênalti para o Operário, mas o VAR anula a decisão por impedimento, gerando protestos.

Pressão do Operário após o gol

Após o gol de Nuno Moreira, o Operário-PR mudou sua postura em campo. A equipe, que até então atacava com cautela, passou a ocupar mais o campo ofensivo, buscando o empate. Aos 26 minutos, Oleques levantou a bola na área, e Daniel Amorim cabeceou com perigo, mas acima do travessão. A jogada mostrou a força do time paranaense nas bolas aéreas, uma arma recorrente no confronto.

O técnico Bruno Pivetti, do Operário, orientou seus jogadores a pressionarem a saída de bola do Vasco, dificultando a circulação dos cariocas. Boschilia, um dos destaques do Fantasma, tem sido peça-chave na criação, com dribles e faltas sofridas que rendem bolas paradas. No entanto, a defesa vascaína, liderada por João Victor e Lucas Piton, tem conseguido neutralizar as investidas, embora com dificuldade em alguns momentos.

A torcida local, inflamada pelo aniversário do clube, incentiva o time a cada disputa de bola. O Operário, que não vence há quatro jogos na Série B, vê na Copa do Brasil uma oportunidade de recuperar a confiança. A pressão no ataque, porém, deixa espaços na defesa, o que pode ser explorado pelo Vasco em contra-ataques.

Desempenho do Vasco sob comando interino

O Vasco entrou em campo sob o comando de Felipe Loureiro, conhecido como Maestro, após a demissão de Fábio Carille. A troca no comando técnico veio após derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, pelo Brasileirão, no último domingo. Loureiro, ídolo vascaíno, assumiu interinamente e trouxe mudanças táticas, como a escalação de Nuno Moreira no lugar de Adson e a manutenção de Philippe Coutinho como armador principal.

A equipe carioca mostra organização defensiva, mas enfrenta dificuldades para criar jogadas pelo chão devido ao gramado irregular. A estratégia de explorar lançamentos longos e chutes de média distância, como no gol de Nuno, tem sido eficaz. Vegetti, referência no ataque, ainda não teve chances claras, mas sua presença na área mantém a defesa do Operário em alerta.

A torcida vascaína, que esgotou os ingressos disponíveis, confia no Maestro para conduzir o time à vitória. A campanha invicta do Vasco na Copa do Brasil, com duas goleadas por 3 a 0 nas fases anteriores, dá confiança ao elenco. A partida de volta, marcada para 20 de maio em São Januário, será decisiva para a classificação.

Papel de Philippe Coutinho na armação

Philippe Coutinho, escalado como meia central, é o principal responsável pela criação de jogadas do Vasco. Aos 11 minutos, tentou um drible no meio-campo, mas foi derrubado por Jacy, gerando uma falta perigosa. No lance do gol, foi dele o passe em profundidade que desestabilizou a defesa do Operário, resultando no chute de Nuno Moreira. O jogador, de 32 anos, busca recuperar seu melhor futebol após passagens por clubes europeus.

Apesar de momentos de brilho, Coutinho enfrenta dificuldades com a marcação cerrada do Operário. Jacy e Índio, volantes do Fantasma, alternam na vigilância ao meia, limitando seus espaços. A qualidade técnica do jogador, no entanto, segue sendo um diferencial, especialmente em bolas paradas e passes longos. A torcida vascaína espera que Coutinho desencante com um gol ou assistência decisiva na sequência do jogo.

O desempenho de Coutinho também reflete a aposta do Vasco em jogadores experientes para a temporada. Com a chegada de Loureiro, o meia ganhou liberdade para flutuar entre as linhas, buscando espaços para criar. A conexão com Vegetti e Rayan, no entanto, ainda não rendeu grandes chances, o que pode mudar com ajustes táticos no segundo tempo.

Foco do Operário nas bolas aéreas

O Operário-PR tem apostado nas jogadas aéreas para ameaçar o gol de Léo Jardim. A equipe, conhecida pela força física, utiliza cruzamentos de Oleques e Feliciano para alimentar Daniel Amorim e Allano na área. Aos 14 minutos, Allan Godói quase marcou de cabeça após bola levantada na área, mas mandou para fora. Aos 26 minutos, Amorim também cabeceou com perigo, reforçando a estratégia do time.

A escolha por bolas altas é influenciada pelo gramado do Germano Krüger, que dificulta o toque de bola rasteiro. O Operário, treinado por Bruno Pivetti, trabalhou essa tática durante a semana, sabendo da dificuldade do Vasco em lidar com cruzamentos. A defesa carioca, no entanto, tem respondido bem, com Lucas Piton e João Victor vencendo a maioria das disputas pelo alto.

A insistência nas jogadas aéreas também expõe o Operário a contra-ataques, como no lance do gol vascaíno. A equipe precisa equilibrar sua abordagem para evitar novos erros defensivos. A torcida, empolgada com a pressão ofensiva, espera que a estratégia renda frutos nos minutos finais do primeiro tempo.

  • 8 minutos: Feliciano cruza, e Daniel Amorim cabeceia sem direção.
  • 14 minutos: Allan Godói cabeceia para fora após bola levantada na área.
  • 25 minutos: Boschilia cobra falta na área, mas Piton afasta de cabeça.
  • 26 minutos: Oleques levanta, e Amorim cabeceia acima do travessão.

Arbitragem de Anderson Daronco em destaque

Anderson Daronco, árbitro experiente do quadro da CBF, tem sido figura central no jogo. Sua decisão de marcar e depois anular o pênalti aos 28 minutos, com auxílio do VAR, gerou debate entre torcedores e jogadores. Daronco, conhecido por sua postura firme, também aplicou cartões amarelos a Lucas Piton e Allano, controlando o clima quente da partida.

A equipe de arbitragem, composta por Rafael da Silva Alves e Mauricio Coelho Silva Penna como assistentes, além de Wagner Reway no VAR, tem atuado com precisão em lances polêmicos. A checagem do possível toque de mão aos 22 minutos, por exemplo, foi resolvida rapidamente, mantendo o jogo fluido. A presença de Daronco, acostumado a grandes jogos, dá segurança à condução do confronto.

O árbitro também tem lidado com a pressão das torcidas, especialmente a do Operário, que protesta contra decisões desfavoráveis. A atuação de Daronco, até o momento, reflete sua experiência em jogos de mata-mata, onde cada lance pode mudar o rumo da partida.

Torcida do Operário celebra 113 anos

O jogo coincide com o aniversário de 113 anos do Operário Ferroviário, fundado em 1º de maio de 1912. A torcida lotou o Estádio Germano Krüger, transformando o confronto em uma grande festa. Faixas, bandeiras e cânticos celebram a história do clube, que conquistou o Campeonato Paranaense em 2024 e busca voos maiores na Copa do Brasil.

Torcedores como João Silva, presente no estádio, transformaram seu amor pelo Operário em arte, com bandeiras pintadas à mão e mosaicos nas arquibancadas. A paixão da torcida, conhecida como Fantasma, é um dos diferenciais do clube, que tem forte identificação com Ponta Grossa. O clima festivo, no entanto, foi abalado pelo gol vascaíno e pela polêmica do VAR, mas os torcedores seguem apoiando o time.

A data especial motiva os jogadores a buscarem a vitória, que seria um presente para a torcida. O Operário, apesar do momento irregular na Série B, vê no confronto uma chance de fazer história na competição nacional.

Apoio vascaíno em minoria, mas barulhento

Os 1.080 ingressos destinados à torcida do Vasco esgotaram rapidamente, e os vascaínos marcam presença no Germano Krüger com cânticos e bandeiras. Apesar de serem minoria, os torcedores cariocas fazem barulho, especialmente após o gol de Nuno Moreira. A paixão da torcida, conhecida por acompanhar o time em todos os cantos do país, é um reforço para os jogadores.

A memória da virada de 2022, quando o Vasco venceu por 3 a 2 no mesmo estádio, está viva entre os torcedores. Alguns, como relata o repórter Bruno Murito, assistiram àquele jogo na torcida do Operário, sem se manifestar para evitar conflitos. Hoje, a torcida vascaína está em setor próprio, incentivando o time a segurar a vantagem e buscar mais gols.

A presença da torcida também reflete a confiança no comando de Felipe Loureiro, ídolo do clube. Mensagens de apoio ao Maestro dominam as redes sociais, com torcedores destacando sua identificação com o Vasco. O jogo de volta, em São Januário, promete casa cheia para apoiar a classificação.

  • Setor visitante lotado: Todos os 1.080 ingressos foram vendidos para a torcida vascaína.
  • Cânticos ininterruptos: Torcedores entoam hinos do Vasco mesmo em minoria.
  • Memória de 2022: A virada histórica na Série B é lembrada com entusiasmo.
  • Apoio ao Maestro: Felipe Loureiro é exaltado como líder interino.
Gol do nuno vasco
Gol do nuno Vasco – Foto: Premiere

Importância da Copa do Brasil para ambos

A terceira fase da Copa do Brasil é um marco para Operário-PR e Vasco, que buscam a premiação de R$ 3,6 milhões pela classificação às oitavas de final. O torneio, que reúne 32 equipes nesta etapa, é uma oportunidade para clubes de diferentes divisões brilharem. O Operário, da Série B, enfrenta o desafio de superar um time da elite, enquanto o Vasco busca consolidar sua campanha invicta.

O confronto também tem peso emocional. Para o Operário, a vitória seria um presente de aniversário e um impulso na temporada, após quatro jogos sem vencer na Série B. O Vasco, por sua vez, quer recuperar a confiança após a troca de treinador e a derrota no Brasileirão. A partida de ida, com lances intensos e polêmicas, promete um jogo de volta igualmente disputado.

A competição, que já eliminou equipes tradicionais nas fases iniciais, mantém o equilíbrio como marca registrada. O duelo entre Operário e Vasco, com histórico parelho e momentos de emoção, reforça a imprevisibilidade do mata-mata. O jogo segue em andamento, com ambos os times lutando por cada bola no Germano Krüger.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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