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Datena saiu do SBT e já tem substituição no Tá na Hora: Dani Brandi assume o programa

Ta na hora - Datena
Foto: Ta na hora - Datena - Foto: reprodução

Mudanças abruptas marcaram o cenário televisivo brasileiro no início de maio de 2025. José Luiz Datena, conhecido por seu estilo combativo no jornalismo policial, pediu demissão do SBT após menos de seis meses à frente do Tá na Hora. A saída, anunciada na sexta-feira, 2 de maio, foi motivada por divergências com a direção da emissora, que planejava ajustes na grade de programação. Para preencher o vazio deixado pelo apresentador, o SBT optou por uma solução interna, promovendo Dani Brandi, até então âncora do Primeiro Impacto, para comandar o telejornal vespertino.

A decisão reflete a estratégia da emissora de manter a estabilidade em um momento de crise. Brandi, que já apresentava a edição local do Tá na Hora em São Paulo, assumiu o programa interinamente no sábado, 3 de maio, e foi confirmada como titular a partir de segunda-feira, 5. A escolha de uma profissional já integrada à equipe do SBT demonstra a tentativa de evitar novos desgastes, especialmente após a saída conturbada de Datena, que gerou críticas internas e repercussão nas redes sociais.

A transição no Tá na Hora ocorre em um contexto de reformulações no SBT. A emissora, sob o comando de Daniela Abravanel Beyruti, enfrenta desafios para consolidar sua grade jornalística e recuperar audiência em horários competitivos. A seguir, alguns pontos que definem esse momento:

  • Saída de Datena: O apresentador deixou o programa após discordar da redução do Tá na Hora para uma edição local.
  • Promoção de Brandi: Dani Brandi traz experiência do Primeiro Impacto e do Tá na Hora regional.
  • Ajustes na grade: O SBT planeja focar em conteúdos locais para atrair anunciantes.

A escolha de Dani Brandi e os desdobramentos da saída de Datena sinalizam um período de reestruturação no SBT, com impactos que vão além do Tá na Hora.

Motivos da saída de Datena

A demissão de José Luiz Datena pegou o SBT de surpresa. O apresentador, contratado em dezembro de 2024 para alavancar o Tá na Hora, manifestou descontentamento com a proposta de transformar o programa em uma edição local, restrita à região metropolitana de São Paulo. A redução do tempo de exibição, de três horas para cerca de 1 hora e 15 minutos, também contribuiu para a decisão. Datena, que já havia criticado a falta de estrutura do programa, como problemas técnicos e ausência de material exclusivo, comunicou sua saída diretamente à direção, sem aguardar novas propostas.

A rescisão contratual foi oficializada no sábado, 3 de maio, com uma nota do SBT destacando respeito pelo apresentador e votos de sucesso em seus próximos projetos. Nos bastidores, porém, a decisão gerou tensões. Executivos, incluindo Daniela Beyruti, sentiram-se frustrados com a atitude de Datena, considerada impulsiva. A saída também reacendeu debates sobre a instabilidade do apresentador, que já deixou outras emissoras, como Band e Record, em circunstâncias semelhantes.

A repercussão entre o público foi imediata. Nas redes sociais, a hashtag #TaNaHoraSBT dominou as menções, com opiniões divididas. Alguns telespectadores criticaram Datena, classificando sua saída como “infantil”, enquanto outros elogiaram sua coragem em buscar melhores condições. A movimentação evidencia os desafios do SBT em manter grandes nomes em sua grade.

Perfil de Dani Brandi

Dani Brandi, a nova âncora do Tá na Hora, é uma figura conhecida no jornalismo do SBT. Com passagens pelo Primeiro Impacto, onde apresentava edições matinais, e pela edição local do Tá na Hora em São Paulo, Brandi conquistou espaço com um estilo objetivo e próximo do público. Sua experiência em coberturas regionais, especialmente em pautas policiais e de interesse comunitário, alinha-se com a nova proposta do programa, que priorizará conteúdos locais.

A escolha de Brandi foi estratégica. Além de já estar familiarizada com o formato do Tá na Hora, ela mantém boa relação com a equipe de produção e com anunciantes locais, um fator crucial para a emissora. Sua promoção também evita a necessidade de contratações externas em um momento de contenção de custos. Brandi assumiu a edição de sábado, 3 de maio, de forma interina, e sua confirmação como titular foi bem recebida por colegas, que destacaram sua competência em transmissões ao vivo.

Apesar da experiência, Brandi enfrenta desafios. O Tá na Hora continua atrás de concorrentes como Cidade Alerta, da Record, e Brasil Urgente, da Band, no Ibope. A audiência média do programa, que oscilava entre 2,7 e 4 pontos com Datena, exige ajustes para se consolidar. A emissora planeja investir em reportagens exclusivas e maior interação com o público para fortalecer a posição de Brandi.

Reformulações no Tá na Hora

Lançado em março de 2024, o Tá na Hora foi criado para competir no horário vespertino, dominado por programas policiais. Inicialmente apresentado por Christina Rocha e Marcão do Povo, o telejornal enfrentou dificuldades para atrair audiência, frequentemente ficando em quarto lugar no Ibope. A chegada de Datena, em dezembro de 2024, trouxe um aumento inicial nos números, mas os resultados não se sustentaram.

Com Dani Brandi, o SBT planeja uma abordagem mais regionalizada. A edição nacional, exibida das 16h45 às 19h45, será reduzida, e o programa local, das 18h30 às 19h45, ganhará destaque. A estratégia inclui:

  • Reportagens locais: Pautas voltadas para a realidade de São Paulo, como segurança e infraestrutura.
  • Participação do público: Quadros interativos, com envio de denúncias por redes sociais.
  • Novos colunistas: Especialistas em temas como economia e saúde para diversificar o conteúdo.
  • Imagens aéreas: Manutenção do Comandante Hamilton, um diferencial do programa.

A reformulação visa atender às demandas do mercado publicitário, que valoriza conteúdos regionais. Mais de 10 estados, como Paraná, Santa Catarina e Goiás, já adotaram edições locais do Tá na Hora, um modelo que o SBT pretende expandir.

Estratégias do SBT em 2025

A promoção de Dani Brandi é parte de um plano mais amplo de reestruturação do SBT. Sob a gestão de Daniela Abravanel Beyruti, a emissora investiu cerca de 100 milhões de reais em 2024 para reformular sua grade, com apostas em jornalismo e entretenimento. Programas como o Show do Milhão, comandado por Patrícia Abravanel, têm garantido liderança em alguns horários, enquanto o Tá na Hora busca seu espaço no competitivo segmento vespertino.

A emissora também negocia a contratação de Luiz Bacci, atualmente na Record, para um programa no horário do almoço. A possível chegada de Bacci, conhecido pelo Cidade Alerta, intensifica os rumores de que Datena perdeu espaço no SBT devido a novos planos. Além disso, o uso de inteligência artificial, como na homenagem a Marcelo Rezende em janeiro de 2025, sinaliza a abertura do SBT para inovações tecnológicas.

Outras ações incluem:

  • Foco em afiliadas: Expansão de programas regionais para fortalecer a rede.
  • Novos formatos: Testes com nomes como Jojo Todynho e Cariúcha para o Casos de Família.
  • Gestão de crise: Respostas rápidas a controvérsias, como a fake news sobre doações no Rio Grande do Sul em 2024.

Repercussão da transição

A saída de Datena e a escalação de Dani Brandi geraram ampla discussão nas redes sociais. No X, a hashtag #TaNaHoraSBT alcançou o topo das menções em 3 de maio, com milhares de postagens. Os principais temas abordados incluíram:

  • Críticas a Datena: Usuários questionaram a frequência de suas mudanças de emissora.
  • Apoio a Brandi: Telespectadores elogiaram a escolha de uma apresentadora experiente.
  • Futuro do programa: Especulações sobre um possível cancelamento do Tá na Hora em junho.
  • Comparações com rivais: Debates sobre a competitividade do SBT frente a Record e Band.

Postagens no X também destacaram a rápida resposta do SBT à crise, com a promoção de Brandi sendo vista como uma solução prática. No entanto, alguns comentários expressaram preocupação com a audiência do programa, que ainda enfrenta dificuldades para superar concorrentes.

Passagem de Datena pelo SBT

José Luiz Datena chegou ao SBT em dezembro de 2024, após uma saída conturbada da Band, onde comandava o Brasil Urgente. Contratado para revitalizar o Tá na Hora, o apresentador estreou em 9 de dezembro, alcançando quase 4 pontos de audiência, segundo dados preliminares do Kantar Ibope Media. A parceria com o Comandante Hamilton, retomada após anos na Band, foi um dos destaques, mas problemas técnicos, como falhas de áudio, marcaram os primeiros dias.

A audiência do Tá na Hora oscilou durante a gestão de Datena. Em janeiro de 2025, o programa registrou média de 3,1 pontos, superando a Band (2,7 pontos) em alguns dias, mas empatando em outros. A competição com o Brasil Urgente, agora apresentado por Joel Datena, filho do apresentador, trouxe um elemento peculiar à disputa. Apesar dos esforços, o Tá na Hora não conseguiu se consolidar como vice-líder, ficando atrás da Record.

A insatisfação de Datena com a estrutura do programa e os planos de regionalização culminaram em sua saída. Em sua última edição, na sexta-feira, 2 de maio, o apresentador se despediu em tom emocionado, destacando sua admiração por Silvio Santos, mas sem mencionar detalhes sobre seu futuro.

Rumores sobre o destino de Datena

Após deixar o SBT, José Luiz Datena já negocia com a RedeTV!, emissora onde trabalhou brevemente em 2011. Segundo informações, o apresentador recebeu uma proposta considerada “irrecusável” de Amilcare Dallevo Jr. e Amilcare Dallevo Neto, donos da emissora. As negociações, iniciadas em um almoço em São Paulo no final de abril de 2025, envolvem um telejornal no horário do almoço, que permitiria a Datena mais tempo com a família.

O senador Jorge Kajuru, amigo de Datena, revelou que o apresentador busca um ambiente com menos pressão. A RedeTV! espera uma resposta até o início de maio, e um anúncio oficial é aguardado para breve. A possível transferência marca mais uma mudança na carreira de Datena, que já passou por Globo, Record, Band e SBT, sempre com passagens marcadas por polêmicas e decisões abruptas.

Histórico do Tá na Hora

O Tá na Hora estreou em 18 de março de 2024, com Christina Rocha e Marcão do Povo. A saída de Rocha, menos de um mês após a estreia, e a substituição por Márcia Dantas, que também deixou o programa, evidenciaram instabilidade. A chegada de Datena trouxe expectativa, mas os resultados não atenderam às metas do SBT. A edição nacional, com três horas de duração, enfrentou dificuldades para competir com Cidade Alerta e Brasil Urgente.

A regionalização, agora sob o comando de Dani Brandi, é uma tentativa de reposicionar o programa. A emissora aposta em pautas locais e maior interação com o público para atrair anunciantes. A participação do Comandante Hamilton, com imagens aéreas, permanece como um diferencial, enquanto novos quadros estão em desenvolvimento para diversificar o conteúdo.

Desafios de Dani Brandi

Assumir o Tá na Hora em um momento de crise representa um desafio significativo para Dani Brandi. A apresentadora precisa manter a audiência em um horário competitivo, enfrentando nomes como Luiz Bacci, da Record, e Joel Datena, da Band. A redução do tempo de exibição e o foco em conteúdos locais exigem adaptação, especialmente em um programa que ainda busca sua identidade.

A emissora planeja apoiar Brandi com investimentos em produção, incluindo reportagens exclusivas e maior uso de redes sociais para engajar o público. A experiência de Brandi no Primeiro Impacto, onde lidava com pautas policiais e sociais, é um trunfo, mas a pressão por resultados rápidos será constante. Nos bastidores, há rumores de que o Tá na Hora pode ser cancelado em junho de 2025, caso não alcance as metas de audiência.