No Estádio Mangueirão, a final do Campeonato Paraense de 2025 entre Paysandu e Remo começou com intensidade. O clássico Re-Pa, conhecido por sua rivalidade histórica, atraiu milhares de torcedores para o primeiro jogo da decisão, disputado às 21h desta quarta-feira. O confronto, válido pela ida da final, trouxe lances decisivos ainda no primeiro tempo, com o Paysandu mostrando poder de reação. A partida segue em aberto, com sete minutos de acréscimos sinalizados.
A torcida lotou as arquibancadas, criando um espetáculo à parte. Faixas, bandeiras e cânticos ecoaram no estádio, reforçando a paixão que envolve o dérbi paraense. O jogo, transmitido ao vivo pela TV Cultura e plataformas digitais, mantém a expectativa de um desfecho emocionante. A seguir, os principais destaques do confronto até o momento:
- Gols no fim do primeiro tempo: Paysandu marcou两次, reduzindo a desvantagem inicial.
- Rivalidade acirrada: Cartões amarelos e lances ríspidos marcaram a partida.
- Mudanças táticas: Substituições antes do intervalo alteraram a dinâmica do jogo.
Ataque bicolor ganha força
O Paysandu entrou em campo pressionado por um jejum de nove jogos sem vitórias na temporada. Apesar disso, o time demonstrou garra para reverter o placar adverso. Aos 40 minutos, Rossi converteu um pênalti com precisão, chutando no canto esquerdo do goleiro Marcelo Rangel. A penalidade, marcada após falta de Pavani sobre Benítez, reacendeu a torcida bicolor. Quatro minutos depois, Jorge Benítez surpreendeu com um chute de longa distância, empatando a partida aos 44 minutos. O gol, que pegou a defesa do Remo desprevenida, mudou o ritmo do jogo.
Antes dos gols, o Paysandu enfrentou dificuldades para criar chances claras. Um cruzamento de Nicolas aos 29 minutos quase resultou em gol, mas Rossi não conseguiu finalizar com precisão. A entrada de Benítez no lugar de Borasi, aos 27 minutos, trouxe mais presença ofensiva ao time. A substituição, feita pelo técnico Luizinho, foi crucial para a reação bicolor. O primeiro tempo terminou com o Paysandu mais confiante, enquanto o Remo buscava se reorganizar.
Remo começa dominante
O Remo, embalado por uma sequência de oito jogos sem derrotas, abriu o placar cedo e ditou o ritmo inicial. A equipe explorou jogadas pelas laterais, com Sávio e Pedro Rocha criando problemas para a defesa adversária. Aos 25 minutos, Sávio cruzou para Pedro Rocha, que cabeceou perigosamente perto do gol. A bola, desviada por Rossi, passou rente à trave, levantando a torcida azulina. O lance mostrou a força ofensiva do Leão, que pressionava com intensidade.
A defesa do Remo, liderada por Reynaldo, segurou bem as investidas iniciais do Paysandu. No entanto, lances ríspidos resultaram em cartões amarelos para Reynaldo e Giovanni Pavani, ambos advertidos por faltas duras. A arbitragem precisou intervir para conter os ânimos, especialmente após um desentendimento antes de um escanteio. O Remo, mesmo com a vantagem inicial, viu o Paysandu crescer nos minutos finais do primeiro tempo.
- Chances criadas: Pedro Rocha quase ampliou em cabeceio aos 25 minutos.
- Disciplina em xeque: Dois cartões amarelos em menos de dois minutos.
- Pressão nas laterais: Sávio foi peça-chave nas jogadas ofensivas.
Momentos decisivos do primeiro tempo
O primeiro tempo foi marcado por lances que mudaram a dinâmica da partida. Abaixo, uma linha do tempo com os principais momentos:
- 23 minutos: Reynaldo recebe cartão amarelo por discussão com Vargas.
- 24 minutos: Giovanni Pavani é advertido por carrinho em jogador do Paysandu.
- 25 minutos: Pedro Rocha cabeceia com perigo após cruzamento de Sávio.
- 40 minutos: Rossi converte pênalti, diminuindo a desvantagem do Paysandu.
- 44 minutos: Jorge Benítez empata com chute de longa distância.
Esses instantes refletem a intensidade do clássico, com o Paysandu aproveitando os minutos finais para equilibrar o jogo. A torcida bicolor, que estava apreensiva, ganhou novo fôlego com os gols. O Remo, por outro lado, precisará ajustar sua estratégia para o segundo tempo.
Arbitragem sob pressão
A arbitragem enfrentou desafios para controlar a partida. O pênalti marcado aos 37 minutos, após falta de Pavani em Benítez, gerou reclamações por parte do Remo. O árbitro, atento aos lances ríspidos, aplicou cartões amarelos com rigor, mas manteve o jogo sob controle. A sinalização de sete minutos de acréscimo no primeiro tempo também chamou atenção, indicando que a partida segue aberta para novas emoções.
Jogadores como Edilson, do Paysandu, e Sávio, do Remo, protagonizaram duelos intensos nas laterais. Em um lance aos 31 minutos, Edilson caiu pedindo falta, mas o árbitro mandou seguir, gerando protestos. A tensão entre os atletas reflete a importância do confronto, que pode definir o rumo do título paraense.
Torcida transforma o Mangueirão
O público presente no Mangueirão criou uma atmosfera única. A torcida do Remo, em maior número, dominou as arquibancadas com cânticos e bandeiras azulinas. Já os bicolores, mesmo em minoria, responderam com entusiasmo após os gols de Rossi e Benítez. O clássico Re-Pa, conhecido como um dos mais disputados do Brasil, reforça sua relevância cultural no Pará.
A rivalidade entre os clubes, que já se enfrentaram 777 vezes, adiciona peso ao confronto. O Paysandu busca o 51º título estadual, enquanto o Remo almeja a 48ª conquista para encurtar a diferença histórica. A energia das arquibancadas, com mosaicos e fogos de artifício, transformou o estádio em um caldeirão.
- Números do clássico: 775 jogos disputados até 2023, com equilíbrio histórico.
- Paixão local: Torcidas organizadas preparam coreografias exclusivas.
- Impacto cultural: Re-Pa é patrimônio imaterial do Pará desde 2016.
Mudanças táticas em foco
A substituição de Borasi por Benítez, aos 27 minutos, foi um divisor de águas para o Paysandu. O centroavante trouxe mobilidade e poder de finalização, culminando no gol de empate. Luizinho, criticado por resultados recentes, mostrou coragem ao mexer no time ainda no primeiro tempo. A alteração deu ao Paysandu maior controle no meio-campo, com Nicolas e Rossi mais participativos.
O Remo, por sua vez, manteve sua formação inicial, apostando na solidez defensiva. A equipe de Daniel Paulista, que lidera a Série B com 12 pontos, entrou em campo confiante, mas sofreu com a perda de intensidade após os 30 minutos. A falta de eficiência nas finalizações, como no lance de Pedro Rocha, pode pesar no segundo tempo.
Histórico recente do confronto
Os últimos encontros entre Paysandu e Remo foram marcados por equilíbrio. Em 2024, o Paysandu venceu a final do Campeonato Paraense, com um placar agregado de 3 a 1. Naquele ano, o Papão levou a melhor em três dos quatro Re-Pas disputados, incluindo uma vitória por 2 a 0 na ida. O Remo, no entanto, busca reverter o retrospecto e conquistar o título que não vem desde 2022.
A rivalidade, intensificada pela proximidade dos estádios Curuzu e Baenão, separados por apenas 200 metros, ganhou novos capítulos em 2025. O empate por 1 a 1 na sétima rodada do Parazão, em fevereiro, mostrou que os times chegam à final em condições semelhantes. A disputa pelo troféu, batizado de Taça Açaí, promete emoção até o apito final.
- Últimos resultados: Paysandu venceu dois dos cinco Re-Pas em 2024.
- Jogo de ida em 2024: Papão marcou com Jean Dias e Esli García.
- Fator Mangueirão: Estádio lotado em todos os clássicos recentes.
Jogadores em destaque
Rossi, com seu gol de pênalti, tornou-se peça central no esquema do Paysandu. O atacante, conhecido por sua velocidade, já havia criado perigo em outros lances. Jorge Benítez, por sua vez, mostrou oportunismo ao acertar um chute de longe. A dupla, apoiada por Nicolas na criação, pode ser decisiva no segundo tempo.
Pelo lado do Remo, Sávio e Pedro Rocha foram os mais perigosos. O lateral explorou o corredor esquerdo com cruzamentos precisos, enquanto o atacante levou perigo em jogadas aéreas. A consistência de ambos será essencial para o Leão recuperar a vantagem.
Segundo tempo em aberto
Com o placar empatado, o segundo tempo promete novas estratégias. O Paysandu, embalado pela reação, deve manter a pressão ofensiva. Edilson e Nicolas, que cresceram no fim do primeiro tempo, são apostas para criar chances. O Remo, por outro lado, precisará reforçar o meio-campo para conter as investidas adversárias.
A partida, que ainda está em andamento, mantém os torcedores grudados nas arquibancadas e nas transmissões. O Mangueirão, palco de grandes decisões, segue como protagonista de mais um capítulo do Re-Pa. O jogo, com sete minutos de acréscimos no primeiro tempo, indica que a emoção está longe de acabar.
