Remo marca cedo com Janderson e agita final do Parazão contra Paysandu no Mangueirão

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Janderson Foto: Janderson - Foto: instagram

A torcida azulina explode nas arquibancadas do Mangueirão. Aos 5 minutos do primeiro tempo, Janderson aproveita uma falha defensiva e coloca o Remo à frente no placar contra o Paysandu, no clássico Re-Pa #777, válido pela ida da final do Campeonato Paraense 2025.

O jogo, que começou às 21h desta quarta-feira, dia 7 de maio, reúne milhares de torcedores no estádio reformado de Belém, com capacidade para 45 mil pessoas. A rivalidade centenária entre os dois clubes paraenses promete uma noite de emoções intensas.

O gol relâmpago de Janderson aqueceu o confronto, mas o Paysandu não demorou a responder. A partida segue aberta, com lances de perigo dos dois lados e a arbitragem de Anderson Daronco atenta aos detalhes.

  • Minuto a minuto: O jogo está no início, mas já entrega intensidade típica do Re-Pa.
  • Rivalidade histórica: Este é o 777º encontro entre Remo e Paysandu, o clássico mais disputado do mundo.
  • Estádio lotado: A expectativa é de casa cheia, com torcidas organizadas de ambos os lados.

Arbitragem de peso para o clássico

Anderson Daronco, árbitro FIFA do Rio Grande do Sul, comanda o apito no Mangueirão. Conhecido por sua rigidez, ele é auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Rafael da Silva Alves, também da elite da arbitragem brasileira. O VAR, operado por Wagner Reway, está em ação para revisar lances cruciais, como possíveis pênaltis ou impedimentos. A escolha de uma equipe de arbitragem experiente reflete a importância do duelo, que marca a 63ª final do Parazão entre os rivais.

A Federação Paraense de Futebol (FPF) tomou medidas para garantir a segurança e a organização no estádio. Além da arbitragem de alto nível, o Mangueirão passou por reformas recentes, incluindo melhorias na iluminação e no gramado, proporcionando condições ideais para a partida.

Momentos decisivos do primeiro tempo

O clássico Re-Pa #777 começou com ritmo acelerado. O Remo abriu o placar logo aos 5 minutos, mas o Paysandu respondeu com jogadas perigosas. Abaixo, os principais lances até o momento:

  • 4 minutos: Reverson tenta cruzamento pela esquerda para o Paysandu, mas a zaga do Remo afasta com segurança.
  • 5 minutos: Janderson recebe passe na área, dribla o marcador e finaliza com precisão, marcando o 1 a 0 para o Remo.
  • 7 minutos: Jaderson sofre falta de Ramón Martínez no meio-campo, gerando uma cobrança perigosa para o Remo.
  • 8 minutos: Martínez recebe cartão amarelo por falta dura, aumentando a tensão em campo.
  • 10 minutos: Rossi levanta bola na área, e Vilela cabeceia com perigo, mas a bola passa rente à trave.

Cada lance reflete a intensidade do confronto, com os dois times buscando o controle da partida. O Remo aposta na velocidade de seus atacantes, enquanto o Paysandu tenta equilibrar com jogadas pelas laterais.

Remo embalado na temporada

O Remo chega à final do Campeonato Paraense em um momento de confiança. O time azulino está invicto há oito jogos, considerando o Parazão e a Série B do Campeonato Brasileiro, onde ocupa a zona de classificação para a Série A. A escalação titular, confirmada antes do jogo, inclui jogadores experientes como Felipe Vizeu, que se recuperou de uma dúvida física e está em campo.

Apesar do bom momento, o Remo enfrenta um desafio histórico. O clube não vence o Paysandu há nove jogos, um tabu que os torcedores esperam quebrar nesta final. O técnico Daniel Paulista montou uma estratégia ofensiva, explorando a velocidade de Janderson e a solidez defensiva de Klaus.

O gol precoce reforça a confiança do elenco, mas a equipe sabe que os 90 minutos exigirão concentração total. A torcida, presente em grande número, canta sem parar, transformando o Mangueirão em um caldeirão azul.

Paysandu busca reviravolta

O Paysandu, por outro lado, vive um momento de instabilidade. O time não vence há nove partidas, incluindo resultados decepcionantes na Série B e na Copa Verde. A última vitória foi na semifinal do Parazão, contra o Águia de Marabá, o que mantém viva a esperança de conquistar o 51º título estadual.

A diretoria bicolor passou por mudanças recentes. Felipe Albuquerque, executivo de futebol, e Henrique Bittencourt, analista de mercado, deixaram o clube no início da semana. Mesmo assim, o técnico aposta em nomes como Rossi e Vilela para reverter o placar e buscar a vantagem no jogo de volta, marcado para o dia 11 de maio.

No campo, o Paysandu mostrou reação após o gol sofrido. Jogadas pelas laterais, lideradas por Edílson e Reverson, têm criado oportunidades, mas a defesa do Remo segue atenta.

Rivalidade que transcende o futebol

O clássico Re-Pa é mais do que um jogo de futebol. Com 777 confrontos, é o dérbi mais disputado do mundo, superando rivalidades históricas em número de partidas. Os estádios Curuzu (Paysandu) e Baenão (Remo), separados por apenas 200 metros, simbolizam a proximidade geográfica e a intensidade emocional do confronto.

Desde o primeiro encontro, em 14 de junho de 1914, quando o Remo venceu por 2 a 1, a rivalidade cresceu e se tornou um patrimônio cultural do Pará. Em 2016, o Re-Pa foi declarado patrimônio imaterial do estado, reconhecido como uma expressão da identidade paraense.

A final de 2025 marca a 63ª vez que os clubes decidem o título estadual. O Remo lidera o retrospecto em finais, com 32 conquistas contra 29 do Paysandu, mas o Papão venceu a última decisão, em 2024, com um agregado de 3 a 1.

Torcidas transformam o Mangueirão

As arquibancadas do Mangueirão estão divididas entre as cores azul-marinho do Remo e o azul-celeste do Paysandu. Antes do apito inicial, as torcidas organizadas realizaram mosaicos e cânticos, criando um espetáculo visual e sonoro. A reforma do estádio, concluída recentemente, ampliou o conforto para os torcedores, com novos assentos e acessibilidade para pessoas com deficiência.

A venda de ingressos foi um sucesso, com bilhetes esgotados dias antes do jogo. A FPF implementou medidas para facilitar o acesso, como filas exclusivas para idosos e crianças. A expectativa é que o público ultrapasse 40 mil pessoas, próximo da capacidade máxima do estádio.

  • Torcida do Remo: Conhecida pela paixão, a torcida azulina trouxe faixas com o lema “Leão de Aço” e cânticos que ecoam pelo estádio.
  • Torcida do Paysandu: Os bicolores responderam com bandeiras e o grito de “Papão da Curuzu”, mantendo a rivalidade nas arquibancadas.
  • Segurança reforçada: A Polícia Militar está presente com efetivo ampliado para garantir a tranquilidade dos torcedores.

Janderson, o destaque do momento

O gol de Janderson aos 5 minutos colocou o atacante no centro das atenções. Conhecido por sua velocidade e faro de gol, o jogador aproveitou um erro da defesa bicolor para abrir o placar. Sua atuação até o momento tem sido marcada por movimentação constante e pressão sobre os zagueiros adversários.

Janderson é uma das apostas do Remo para a temporada. Com passagens por clubes do Nordeste, o atacante se adaptou rapidamente ao futebol paraense e ganhou a confiança da torcida. O gol na final reforça sua importância no esquema tático de Daniel Paulista.

Pressão e equilíbrio em campo

Após o gol, o Paysandu aumentou a pressão. Aos 9 minutos, Edílson avançou pela direita, mas foi parado com falta, gerando uma cobrança perigosa. No minuto seguinte, Rossi encontrou Vilela na área, mas o cabeceio passou perto do gol. A torcida bicolor segue incentivando, enquanto o Remo tenta manter a posse de bola para controlar o ritmo.

O meio-campo é o setor mais disputado. Caio Vinícius, do Paysandu, e Jaderson, do Remo, protagonizam duelos intensos, com ambos os times buscando espaços para criar jogadas. A arbitragem tem atuado com firmeza, aplicando cartões quando necessário, como no caso de Martínez.

História recente das finais

As finais entre Remo e Paysandu sempre reservam emoções. Em 2024, o Paysandu levou a melhor, vencendo por 2 a 0 na ida e empatando por 1 a 1 na volta, garantindo o 50º título estadual. O Remo, por sua vez, conquistou sua última vitória em uma final contra o rival em 2022, com um agregado de 4 a 3, em um jogo marcado por um apagão no estádio Curuzu.

Os confrontos recentes mostram equilíbrio. Em 2025, as equipes já se enfrentaram na sétima rodada do Parazão, com um empate por 1 a 1, marcado por um gol de Adailton para o Remo e uma resposta de Giovanni nos acréscimos para o Paysandu. A final atual promete manter essa competitividade.

Expectativa para o restante do jogo

Com o jogo ainda no primeiro tempo, as equipes mostram disposição para buscar o gol. O Remo, com a vantagem parcial, tenta explorar contra-ataques, enquanto o Paysandu pressiona por um empate antes do intervalo. A torcida de ambos os lados permanece ativa, criando uma atmosfera eletrizante.

O segundo tempo promete ajustes táticos. Daniel Paulista, do Remo, pode reforçar a marcação no meio-campo para proteger a vantagem, enquanto o técnico do Paysandu deve apostar em substituições ofensivas para mudar o panorama do jogo. A decisão está longe de estar definida, e cada lance pode alterar o rumo da partida.

Mangueirão como palco ideal

O Estádio Olímpico do Pará, conhecido como Mangueirão, é o cenário perfeito para o clássico. Reformado para atender padrões internacionais, o estádio oferece gramado de alta qualidade e estrutura moderna. A iluminação aprimorada destaca os detalhes do jogo, enquanto os telões permitem que os torcedores acompanhem os replays dos lances.

A escolha do Mangueirão para as finais reflete sua importância como principal palco do futebol paraense. Com capacidade para grandes públicos, o estádio tem sido o lar de momentos históricos do Re-Pa, incluindo finais memoráveis e jogos com viradas surpreendentes.

Dados históricos do Re-Pa

O clássico Re-Pa é um marco do futebol brasileiro. Com 776 jogos disputados até o confronto atual, o dérbi paraense supera qualquer outro em número de partidas. O equilíbrio histórico é notável: o Remo venceu 33 partidas consecutivas entre 1993 e 1997, enquanto o Paysandu teve uma sequência de 13 jogos invictos entre 1970 e 1971.

Na atual temporada, os clubes já se enfrentaram duas vezes antes da final, com um empate e uma vitória do Paysandu na Série B. A final do Parazão é a chance de ambos escreverem um novo capítulo nessa história.

  • Primeiro jogo: 14 de junho de 1914, com vitória do Remo por 2 a 1.
  • Maior goleada: Remo 7 a 0, em 1945, pelo Campeonato Paraense.
  • Jogo marcante: Final de 2022, com vitória do Remo por 4 a 3 no agregado.

Preparação intensa dos clubes

A preparação para o clássico envolveu semanas de planejamento. O Remo realizou treinos fechados no Baenão, focando na parte tática e na recuperação de jogadores como Felipe Vizeu. O Paysandu, por sua vez, trabalhou na Curuzu, com ênfase em jogadas de bola parada e na reintegração de atletas lesionados.

Ambos os clubes enfrentam uma maratona de jogos, com compromissos na Série B e na Copa Verde. A FPF ajustou o calendário para garantir que as finais do Parazão tivessem datas adequadas, permitindo que os times chegassem com o melhor desempenho possível.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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