Novo papa anunciado: conclave de 2025 define líder de 1,4 bilhão de fiéis

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Robert Prevost Foto: Robert Prevost - Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

Novo papa é anunciado, Robert Prevost em 8 de maio de 2025, a chaminé da Capela Sistina liberou uma nuvem branca, anunciando ao mundo a eleição do novo papa. Milhares de fiéis lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano, onde bandeiras coloridas tremulavam sob o céu nublado. Os sinos da Basílica de São Pedro ecoaram, misturando-se aos cânticos e aplausos da multidão. O conclave, iniciado no dia anterior, reuniu 133 cardeais eleitores de cinco continentes para escolher o sucessor de Francisco, falecido em 21 de abril.

A espera pelo anúncio oficial, conhecido como “Habemus Papam”, manteve os olhares fixos na varanda da Basílica. Peregrinos de nações como México, Nigéria e Filipinas seguravam rosários, enquanto jornalistas transmitiam o evento em tempo real. O momento marcou o fim de um processo sigiloso, regido por tradições centenárias.

O conclave de 2025 foi marcado por:

  • Sigilo absoluto: Cardeais juraram segredo sob pena de excomunhão.
  • Votação secreta: Cédulas escritas à mão registraram os votos.
  • Fumaça branca: Compostos químicos garantiram um sinal claro.
  • Liderança italiana: Pietro Parolin presidiu as sessões.

A eleição, concluída após três votações, refletiu a diversidade da Igreja Católica, com eleitores de Ásia, África, Américas, Europa e Oceania. A multidão, composta por cerca de 45 mil pessoas, celebrou a notícia com emoção, compartilhando vídeos e fotos nas redes sociais.

Preparativos intensos no Vaticano

A organização do conclave começou imediatamente após a morte de Francisco, vítima de um AVC e insuficiência cardíaca em 21 de abril. A Capela Sistina foi fechada ao público em 28 de abril para a instalação da chaminé e de equipamentos de votação. Bombeiros do Vaticano fixaram o cano visível da Praça de São Pedro, enquanto técnicos realizar=d realizaram varreduras para impedir dispositivos de gravação. Cinco congregações gerais, realizadas entre 21 de abril e 6 de maio, discutiram temas como evangelização, mudanças climáticas e justiça social.

Na manhã de 7 de maio, a missa Pro Eligendo Pontifice reuniu 180 cardeais, incluindo os não eleitores, na Basílica de São Pedro. Às 11h30, os 133 eleitores entraram na Capela Sistina, onde Raniero Cantalamessa conduziu uma meditação. O comando “Extra omnes” marcou o início do isolamento, com os cardeais alojados na Casa Santa Marta. Sete cardeais brasileiros participaram do processo, reforçando a influência latino-americana no conclave.

Tradição da fumaça

A fumaça, símbolo central do conclave, combina história e tecnologia moderna. Desde o século XIX, a queima das cédulas indica o resultado das votações. Antes de 2005, a fumaça era produzida com palha úmida e piche, o que gerava confusões. Hoje, compostos químicos garantem clareza: clorato de potássio, lactose e colofônia para a fumaça branca; perclorato de potássio, antraceno e enxofre para a preta.

O sistema atual, implementado em 2005, utiliza dois fornos: um tradicional, de ferro fundido, e outro eletrônico. Ventiladores e aquecedores intensificam a visibilidade da fumaça, que dura sete minutos por cartucho pirotécnico. Em 2025, a fumaça branca apareceu às 15h, no horário de Brasília, após a terceira votação do segundo dia. O ritual, visível mesmo em condições climáticas adversas, conecta fiéis às raízes históricas da Igreja.

Regras do conclave

O conclave segue a constituição Universi Dominici Gregis, estabelecida por João Paulo II e ajustada por Bento XVI. Até quatro votações diárias ocorrem, com cédulas retangulares onde os cardeais escrevem o nome do escolhido. Três escrutinadores verificam os votos, e as cédulas são queimadas após a contagem. A eleição exige dois terços dos votos, ou seja, 89 dos 133 eleitores.

Se nenhum candidato atinge a maioria após três dias, uma pausa de 24 horas é feita. Após 34 votações sem consenso, um segundo turno entre os dois mais votados é iniciado. Em 2025, o processo foi eficiente, com a eleição concluída em dois dias. As etapas incluíram:

  • Missa inicial: Celebração na Basílica de São Pedro.
  • Juramento de sigilo: Cardeais prometeram fidelidade.
  • Votação secreta: Cédulas depositadas em urna de prata.
  • Fumaça: Sinal anunciado após cada sessão.
  • Anúncio: “Habemus Papam” na varanda da Basílica.

Emoção na Praça de São Pedro

A fumaça branca transformou a Praça de São Pedro em um cenário de celebração. Cerca de 45 mil pessoas, incluindo famílias, peregrinos e turistas, lotaram o local. Bandeiras do México, Polônia, Filipinas e Nigéria coloriam a multidão, enquanto muitos fiéis rezavam com rosários. A transmissão ao vivo pelo Vatican News, em 56 idiomas, alcançou milhões de pessoas.

Jornalistas de diversos países capturavam o momento, enquanto fiéis compartilhavam vídeos nas redes sociais. O cardeal protodiácono Dominique Mamberti, responsável pelo anúncio do “Habemus Papam”, era aguardado na varanda central da Basílica. O nome do novo papa, junto com seu nome pontifício, seria revelado em até 60 minutos após a fumaça, seguido pela bênção Urbi et Orbi.

Química por trás do ritual

A produção da fumaça é um processo que une tradição e ciência. Um forno de ferro fundido, em uso desde 1939, queima as cédulas, enquanto um forno eletrônico adiciona compostos químicos. A fumaça branca, gerada por clorato de potássio, lactose e colofônia, forma uma nuvem espessa e visível. A fumaça preta, produzida por perclorato de potássio, antraceno e enxofre, indica votações sem consenso.

Massimiliano De Sanctis, especialista em pirotecnia, forneceu o sistema em 2005 e 2013, e seu trabalho foi mantido em 2025. Cada cartucho pirotécnico, acionado por um botão, emite fumaça por sete minutos. O processo garante visibilidade mesmo em dias nublados, como ocorreu em 8 de maio, quando a fumaça branca foi vista claramente da Praça de São Pedro.

Influência de Francisco no conclave

Francisco, falecido aos 88 anos, deixou um Colégio de Cardeais mais diversificado, com maior presença de eleitores da Ásia e África. Seus dez consistórios, realizados ao longo de seu pontificado, nomearam 80% dos 133 eleitores de 2025. Temas como ecumenismo, proteção ambiental e justiça social, enfatizados por Francisco, guiaram as discussões nas congregações gerais antes do conclave.

A composição do conclave reflete a visão global de Francisco, com cardeais de 65 países. A participação de sete brasileiros, incluindo Leonardo Ulrich Steiner e Odilo Pedro Scherer, destacou a relevância da América Latina. Nomes como Pietro Parolin, Luis Antonio Tagle e Péter Erdő apareceram em especulações, mas a eleição papal é conhecida por sua imprevisibilidade.

Momentos-chave do processo

O conclave seguiu um calendário rigoroso, iniciado após a morte de Francisco. O funeral, realizado em 26 de abril na Praça de São Pedro, reuniu líderes religiosos e políticos. A data do conclave foi anunciada em 28 de abril, e as votações começaram em 7 de maio, com fumaça preta indicando duas sessões sem consenso. A fumaça branca, em 8 de maio, marcou o sucesso da eleição.

Outros marcos incluíram:

  • Cancelamento do Anel do Pescador: Símbolo destruído após a morte de Francisco.
  • Congregações gerais: Reuniões discutiram prioridades da Igreja.
  • Isolamento dos cardeais: Casa Santa Marta foi o alojamento.
  • Meditação inicial: Raniero Cantalamessa orientou os eleitores.

As discussões pré-conclave abordaram desafios globais, como crises humanitárias e a evangelização em regiões secularizadas.

Diversidade dos eleitores

O conclave de 2025 destacou a representatividade da Igreja Católica. Os 133 cardeais eleitores vieram de cinco continentes, com forte presença de África e Ásia. A Europa, tradicionalmente dominante, teve 56 eleitores, enquanto a América Latina contribuiu com 24. A África, com 18 cardeais, e a Ásia, com 17, reforçaram a globalização do Colégio de Cardeais.

A participação brasileira, com sete cardeais, incluiu nomes como João Braz de Aviz e Paulo Cezar Costa. A diversidade reflete as nomeações de Francisco, que priorizou regiões periféricas. A presença de cardeais de países como Tailândia, Tonga e Myanmar sinalizou a expansão da influência da Igreja em áreas menos tradicionais.

Anúncio do “Habemus Papam”

O momento do “Habemus Papam” é um dos mais aguardados do conclave. Dominique Mamberti, cardeal protodiácono, pronunciará o nome de batismo e o nome pontifício do novo papa na varanda da Basílica de São Pedro. Em 2013, a eleição de Francisco foi anunciada 45 minutos após a fumaça branca. Em 2025, o intervalo deve seguir um padrão semelhante.

A Sala das Lágrimas, onde o papa eleito reflete antes de se apresentar, é um espaço de introspecção. As vestes papais, preparadas em três tamanhos, garantem que o pontífice esteja pronto para sua primeira aparição. A bênção Urbi et Orbi, oferecida ao mundo, marca o início oficial do novo pontificado.

História do papado

O papado, com mais de dois mil anos, já contou com 266 pontífices até Francisco. João Paulo II, primeiro não italiano em 455 anos, e Francisco, primeiro latino-americano, ampliaram a perspectiva global da Igreja. O conclave de 2025, com 80% de cardeais nomeados por Francisco, reflete sua influência duradoura.

Curiosidades sobre o papado incluem:

  • Anel do Pescador: Personalizado e destruído após a morte do papa.
  • Sala das Lágrimas: Espaço para o eleito antes do anúncio.
  • Nomes papais: Nenhum papa escolheu Pedro, em respeito ao apóstolo.
  • Vestes papais: Preparadas em três tamanhos para o eleito.

O menor pontificado, de Urbano VII, durou 13 dias, enquanto Pio IX governou por 31 anos. A escolha do nome pontifício, revelada no “Habemus Papam”, carrega simbolismo histórico.

Cobertura global do evento

A eleição do novo papa atraiu atenção mundial, com transmissões em 56 idiomas pelo Vatican News. Jornais como L’Osservatore Romano distribuíram edições especiais na Praça de São Pedro. Fiéis de países como Nigéria, Índia e Argentina compartilharam o momento nas redes sociais, reforçando o caráter universal da Igreja.

A presença de jornalistas de diversos países destacou a relevância do evento. Cerca de 2.000 profissionais de mídia estavam credenciados no Vaticano, cobrindo cada etapa do conclave. A fumaça branca, visível em transmissões ao vivo, gerou milhões de interações em plataformas como X, onde fiéis e líderes religiosos publicaram mensagens de celebração.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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