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Thiago Monteiro sofre nova derrota em Genebra e amplia jejum no circuito ATP

Thiago Monteiro
Foto: Thiago Monteiro - Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

Thiago Monteiro enfrentou mais um revés em sua trajetória no circuito profissional. O tenista brasileiro, número 84 do ranking mundial, caiu na estreia do qualificatório do ATP 250 de Genebra, na Suíça, diante do russo Ivan Gakhov, atual 317º colocado. A partida, disputada em 17 de maio de 2025, terminou com uma virada de Gakhov, que venceu por 4-6, 7-6(5) e 6-3 após duas horas e 15 minutos de confronto. A derrota marca a quinta consecutiva de Monteiro, que não vence desde o Masters 1000 de Madrid, em abril.

O jogo começou favorável ao brasileiro, que dominou o primeiro set com consistência nos serviços. Gakhov, porém, encontrou brechas no segundo set, forçando um tiebreak disputado. Na terceira parcial, o russo aproveitou erros do cearense para fechar o duelo. A sequência negativa de Monteiro reflete um momento delicado na temporada, com desafios para retomar o ritmo competitivo.

  • Desempenho recente: Monteiro não vence há cinco partidas, com eliminações precoces em torneios como Madrid, Roma e challengers na Europa.
  • Adversário: Ivan Gakhov, de 28 anos, busca sua primeira aparição em uma chave principal de ATP em 2025.
  • Próximo passo: O russo enfrenta o suíço Kilian Feldbausch por uma vaga na chave principal do torneio.

Detalhes do confronto em Genebra

O embate no qualificatório do ATP de Genebra começou com Thiago Monteiro impondo seu jogo. Ele venceu o primeiro set por 4-6, aproveitando uma quebra no quinto game e mantendo todos os seus serviços. Gakhov, menos experiente em torneios desse nível, cometeu erros não forçados, mas se recuperou no segundo set. O russo elevou o nível, salvou duas chances de quebra e levou a parcial ao tiebreak, onde venceu por 7-5 após um erro de devolução do brasileiro.

Na terceira parcial, Monteiro confirmou seu saque até o placar de 3-2. Gakhov, porém, encontrou consistência, venceu quatro games consecutivos e fechou o jogo na segunda oportunidade de match point. A partida foi marcada por 22 winners do brasileiro contra 15 do russo, mas os 28 erros não forçados de Monteiro pesaram no resultado final.

Momento delicado na carreira

Thiago Monteiro, que já foi top 60 do mundo, atravessa uma fase de instabilidade. O tenista de 30 anos teve um início de temporada promissor, com quartas de final no ATP 250 de Santiago e boas atuações em challengers, mas perdeu fôlego nas últimas semanas. Suas cinco derrotas consecutivas incluem eliminações na estreia de torneios importantes, como o Masters 1000 de Roma, onde caiu para o francês Gael Monfils, e o challenger de Bordeaux, superado pelo australiano Thanasi Kokkinakis.

O cearense tem enfrentado dificuldades para manter a regularidade em jogos longos. Em Genebra, ele liderou a maior parte do segundo set, mas não conseguiu fechar pontos decisivos. A confiança, que já foi um diferencial em campanhas como a semifinal do ATP 250 de Gstaad em 2022, parece abalada, e o brasileiro agora busca respostas para reverter o cenário antes da temporada de grama.

  • Números recentes: Monteiro venceu apenas 12 de suas últimas 30 partidas em 2025.
  • Ranking: O brasileiro ocupa a 84ª posição, mas pode cair caso não pontue nas próximas semanas.
  • Próximos torneios: Ele deve disputar o quali de Roland Garros, que começa em 20 de maio.

Contexto do ATP de Genebra

O torneio de Genebra, realizado no Tennis Club de Genève, é um dos últimos preparatórios para Roland Garros. Com uma chave principal que inclui nomes como Casper Ruud e Taylor Fritz, o evento atrai tenistas em busca de ritmo no saibro. O qualificatório, onde Monteiro competiu, é conhecido pela competitividade, com jogadores experientes e jovens promessas lutando por vagas.

Ivan Gakhov, adversário de Monteiro, é um exemplo de atleta em ascensão. O russo, que já venceu challengers na carreira, aproveitou a oportunidade em Genebra para ganhar confiança. Sua próxima partida, contra o suíço Kilian Feldbausch, de apenas 19 anos, será um teste importante para suas ambições no circuito. O torneio, que distribui 579 mil euros em premiação, também oferece 250 pontos ao campeão, o que atrai atenções no circuito.

Desafios no saibro europeu

O saibro, superfície predominante na Europa entre abril e junho, exige paciência e resistência física. Monteiro, que já teve bons resultados no piso, como a final do challenger de Punta del Este em 2020, não conseguiu repetir o desempenho em 2025. Seus jogos recentes mostram dificuldades em manter a intensidade em partidas de três sets, algo que foi evidente contra Gakhov. O brasileiro cometeu erros em momentos cruciais, especialmente em devoluções e golpes de fundo.

Outros tenistas sul-americanos também enfrentam obstáculos na temporada europeia de saibro. O argentino Diego Schwartzman, por exemplo, caiu no quali de Barcelona, enquanto o chileno Nicolás Jarry foi eliminado na estreia em Roma. A competitividade do circuito, com jovens como Carlos Alcaraz dominando o saibro, eleva o nível de exigência para jogadores como Monteiro.

  • Números do saibro: Monteiro tem 45% de aproveitamento em jogos no piso em 2025 (9 vitórias e 11 derrotas).
  • Jovens no circuito: Atletas como Alcaraz e Holger Rune venceram 80% de seus jogos no saibro este ano.
  • Premiação: O quali de Genebra oferece 3.200 euros para os perdedores da primeira rodada.

Preparação para Roland Garros

Com a derrota em Genebra, Monteiro agora volta suas atenções para o qualificatório de Roland Garros, que começa em 20 de maio. O Grand Slam francês, segundo major da temporada, é uma oportunidade para o brasileiro recuperar pontos e confiança. Ele já disputou a chave principal em Paris cinco vezes, com melhor resultado em 2017, quando alcançou a segunda rodada.

O quali de Roland Garros é um dos mais disputados do ano, com 128 jogadores competindo por 16 vagas na chave principal. Monteiro, que já passou por essa fase em 2020, precisará de consistência para avançar. Seus treinos nas próximas semanas, possivelmente em academias na Europa, serão cruciais para ajustar o saque e a movimentação no saibro.

Histórico de Thiago Monteiro

Nascido em Fortaleza, Thiago Monteiro despontou como uma promessa do tênis brasileiro ainda na categoria juvenil. Ele venceu o título do Banana Bowl em 2011 e fez sua estreia em chaves principais de ATP em 2016, no Rio Open. Desde então, acumulou momentos marcantes, como a vitória sobre Jo-Wilfried Tsonga no Rio em 2017 e a campanha até as oitavas de final no Masters 1000 de Monte Carlo em 2022.

Atualmente, ele é o número 1 do Brasil, à frente de João Fonseca, que recebeu um wildcard para a temporada de grama. Monteiro já enfrentou 12 top 10 na carreira, com duas vitórias, contra Stefanos Tsitsipas e Marin Cilic. Sua experiência o coloca como referência, mas a falta de resultados recentes pressiona por mudanças táticas.

  • Carreira: Monteiro tem 4 títulos de challenger e 1 final de ATP (Adelaide, 2020).
  • Ranking mais alto: 61º, alcançado em 2022.
  • Patrocínios: Ele é apoiado por marcas como Joma e Wilson.

Ascensão de Ivan Gakhov

Ivan Gakhov, que superou Monteiro, é um nome menos conhecido no circuito. O russo, nascido em Moscou, tem 28 anos e já venceu três títulos de challenger, o mais recente em Girona, em 2023. Ele prefere o saibro, onde conquistou 70% de suas vitórias profissionais. Em Genebra, Gakhov mostrou resiliência ao reverter um set de desvantagem, algo que já havia feito contra outros adversários em torneios menores.

O próximo desafio do russo será Kilian Feldbausch, jovem suíço que joga com o apoio da torcida local. Gakhov, que nunca disputou uma chave principal de ATP, vê em Genebra uma chance de dar um salto na carreira. Sua vitória sobre Monteiro, um jogador mais bem ranqueado, reforça seu potencial.

Cenário do tênis brasileiro

O tênis masculino do Brasil vive um momento de transição. Além de Monteiro, João Fonseca, de 18 anos, é a principal aposta para o futuro. Ele recebeu um wildcard para o ATP 250 de Nottingham, primeiro torneio da temporada de grama, e deve estrear em breve. Outros nomes, como Thiago Seyboth Wild, também buscam espaço, mas enfrentam dificuldades em torneios maiores.

A ausência de resultados expressivos em 2025 preocupa a comunidade do tênis no país. O Brasil não tem um jogador nas oitavas de um Grand Slam desde Gustavo Kuerten, em 2004. Monteiro, como líder do ranking nacional, carrega a responsabilidade de inspirar novas gerações, mas precisa superar a fase atual para manter sua posição.

  • Nomes promissores: João Fonseca, Felipe Meligeni e Gustavo Heide estão no top 200.
  • Eventos no Brasil: O Rio Open segue como o principal torneio do país, com edição confirmada para 2026.
  • Investimentos: A CBT planeja ampliar escolinhas de tênis em 2025, com foco no Nordeste.

Importância dos torneios qualificatórios

Os qualificatórios, como o de Genebra, são portas de entrada para tenistas fora do top 100. Eles oferecem pontos, premiação e experiência em alto nível. Para Monteiro, que já foi um habitué dessas fases, o quali é uma chance de reconstruir confiança. No entanto, a derrota para Gakhov expôs fragilidades que precisam ser corrigidas antes de Roland Garros.

Jogadores como Gakhov, por outro lado, veem nos qualis uma oportunidade de ascensão. Muitos tenistas que hoje estão no top 50, como Hubert Hurkacz, começaram suas carreiras vencendo partidas assim. O sistema de qualificação, com até três rodadas, testa a resistência e a capacidade de adaptação dos atletas.

Preparativos finais para o Grand Slam

Roland Garros, que acontece entre 25 de maio e 8 de junho, é o principal objetivo de tenistas no saibro. A edição de 2025 terá Rafael Nadal como uma das atrações, possivelmente em sua última participação. Monteiro, caso passe pelo quali, enfrentará uma chave principal repleta de favoritos, como Novak Djokovic e Jannik Sinner.

A preparação para o torneio exige ajustes táticos e físicos. Monteiro, que treina com o técnico argentino Pablo Fuente, deve focar em melhorar a consistência no saque e a agressividade em pontos curtos. Sua experiência em Paris, onde já enfrentou nomes como Alexander Zverev, será um trunfo.

  • Favoritos em Paris: Djokovic, Alcaraz e Nadal lideram as apostas.
  • Premiação: Roland Garros distribui 53,5 milhões de euros em 2025.
  • Transmissão: No Brasil, o torneio será exibido pela ESPN e Star+.

Perspectivas no circuito ATP

O circuito masculino em 2025 está mais competitivo do que nunca. A nova geração, liderada por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, domina os grandes torneios, enquanto veteranos como Djokovic e Nadal ainda resistem. Para jogadores como Monteiro, que estão no meio do ranking, cada torneio é uma chance de somar pontos e evitar quedas no ranking.

O ATP de Genebra, com sua atmosfera intimista e quadras rápidas no saibro, é um teste ideal antes de Roland Garros. A derrota de Monteiro, embora dolorosa, faz parte do processo de ajustes. Ele agora tem poucos dias para se preparar para o quali em Paris, onde a pressão será ainda maior.