Bia Haddad cai para Rybakina em semifinal épica do WTA de Estrasburgo
A quadra de saibro em Estrasburgo foi palco de um confronto eletrizante nesta sexta-feira, 23 de maio. Beatriz Haddad Maia, número 23 do mundo, enfrentou a cazaque Elena Rybakina, 12ª no ranking da WTA, em uma semifinal que exigiu o máximo de ambas as tenistas. O duelo, marcado por rallies longos e momentos de alta intensidade, terminou com a vitória de Rybakina por 2 sets a 1, garantindo sua vaga na final do WTA 500 de Estrasburgo. A brasileira, apesar da derrota, mostrou sinais claros de recuperação após uma temporada desafiadora.
O jogo, que durou pouco mais de duas horas, destacou a resiliência de Bia Haddad, que vinha de uma vitória memorável contra a top 10 Emma Navarro nas quartas de final. A campanha em Estrasburgo marcou a melhor semana da brasileira em 2025, com três vitórias consecutivas, algo que não alcançava desde setembro de 2024. Rybakina, por sua vez, confirmou seu favoritismo, apoiada por um saque poderoso e consistência nos momentos decisivos.
That final ticket? Punched 🎟️
— wta (@WTA) May 23, 2025
Elena Rybakina books her ticket to the final after regrouping to defeat Haddad Maia 7-6(7), 1-6, 6-2!#IS25 pic.twitter.com/UeY5OeTEnW
- Destaques do confronto: Primeiro set decidido no tie-break, com Rybakina prevalecendo.
- Desempenho de Bia: Brasileira dominou o segundo set, permitindo apenas um game à adversária.
- Fator decisivo: Quebras de serviço no terceiro set garantiram a vitória da cazaque.
- Próximo passo: Rybakina aguarda a vencedora de Danielle Collins e Liudmila Samsonova na final.
A semifinal representou um marco para Bia, que buscava sua primeira final no saibro da carreira. A torcida brasileira, que acompanhou a partida pelo streaming da Disney+, viu uma tenista determinada, mas incapaz de superar a solidez de Rybakina nos pontos cruciais.
Primeiro set define equilíbrio
O confronto começou com um nível técnico elevado, sem quebras de serviço em nenhum dos lados. Bia Haddad, conhecida por sua capacidade de variar golpes e explorar o fundo de quadra, enfrentou uma Rybakina agressiva, que apostava em saques potentes e bolas cruzadas. Durante os 12 games do primeiro set, as tenistas mantiveram seus serviços, com apenas cinco oportunidades de quebra, todas defendidas com maestria. A disputa seguiu para o tie-break, onde a cazaque elevou o ritmo, aproveitando dois erros não forçados da brasileira para fechar em 7-6 (7-4) após 55 minutos. A parcial foi tão equilibrada que as estatísticas mostraram apenas uma diferença mínima: Rybakina converteu 72% dos pontos no primeiro saque, contra 68% de Bia.
Bia reage com autoridade
No segundo set, Bia Haddad encontrou seu melhor tênis. A brasileira ajustou sua devolução, pressionando o saque de Rybakina desde o início. Com uma postura mais agressiva, ela conquistou duas quebras de serviço consecutivas, construindo uma vantagem sólida. Rybakina, que havia sido impecável no primeiro set, cometeu erros raros, incluindo uma dupla falta crucial. Bia, por outro lado, foi impecável nos games de serviço, cedendo apenas três pontos em toda a parcial. O resultado foi um contundente 6/1, em apenas 28 minutos, reacendendo as esperanças da torcida brasileira. A atuação destacou a capacidade de Bia de se adaptar ao jogo da adversária, utilizando slices e golpes de efeito para desestabilizar a cazaque.
- Chave da vitória: Bia venceu 80% dos pontos no primeiro saque.
- Domínio brasileiro: Apenas um game cedido à adversária.
- Mudança tática: Uso de variações para neutralizar o jogo agressivo de Rybakina.
Terceiro set marca virada de Rybakina
A parcial decisiva começou com trocas intensas, mas Rybakina retomou o controle. Após salvar um break point no início do set, a cazaque encontrou uma brecha no quarto game, quebrando o saque de Bia com uma sequência de bolas fundas. A brasileira tentou reagir, mas enfrentou dificuldades para manter a consistência nos rallies mais longos. Rybakina, com 40 bolas vencedoras ao longo da partida, manteve a pressão, conquistando uma segunda quebra no sexto game. Apesar de Bia salvar dois match points no oitavo game, a cazaque fechou o set em 6/3, selando a vitória após duas horas e dez minutos de jogo. A diferença no terceiro set esteve nos detalhes: Rybakina converteu 3 de 5 break points, enquanto Bia não aproveitou suas duas oportunidades.
Histórico favorecia Bia
O confronto em Estrasburgo foi o quarto entre Bia Haddad e Elena Rybakina no circuito profissional. A brasileira liderava o retrospecto por 2 a 1, com vitórias em Abu Dhabi e Stuttgart, ambas em 2023, e uma derrota por desistência em Wimbledon no mesmo ano. O duelo em Abu Dhabi, disputado em quadra dura, terminou com uma virada de Bia por 3/6, 6/3 e 6/2, enquanto em Stuttgart, no saibro, Rybakina abandonou no segundo set. Já em Wimbledon, foi Bia quem desistiu no primeiro set devido a uma lesão. Apesar do histórico favorável, Rybakina chegou ao confronto em Estrasburgo com maior consistência na temporada, somando 21 vitórias em 2025 contra apenas 6 de Bia antes do torneio.
Campanha de Bia em Estrasburgo
A trajetória de Bia Haddad no WTA 500 de Estrasburgo foi um ponto de inflexão em sua temporada. Após um início de ano marcado por resultados abaixo do esperado, com apenas três vitórias em 17 partidas, a brasileira encontrou seu ritmo no saibro francês. Na primeira rodada, ela superou a dinamarquesa Clara Tauson em um jogo de virada, com parciais de 4/6, 6/4 e 6/3. Nas oitavas, venceu a americana Ashlyn Krueger por 7/6 (7-3) e 6/3, em uma atuação sólida. O destaque, porém, foi a vitória nas quartas contra Emma Navarro, número 9 do mundo, por 3/6, 7/6 (7-3) e 6/2, após três horas de batalha. A sequência de três vitórias foi a primeira de Bia em 2025, garantindo 185 pontos no ranking e uma premiação de 51,3 mil euros, equivalente a cerca de 329,5 mil reais.
- Primeira rodada: Vitória sobre Clara Tauson (4/6, 6/4, 6/3).
- Oitavas de final: Triunfo contra Ashlyn Krueger (7/6, 6/3).
- Quartas de final: Virada contra Emma Navarro (3/6, 7/6, 6/2).
- Premiação: 51,3 mil euros assegurados pela semifinal.
Rybakina busca primeiro título do ano
Elena Rybakina, ex-número 3 do mundo, chegou a Estrasburgo determinada a recuperar sua melhor forma. A cazaque, que venceu Wimbledon em 2022, teve um 2025 irregular, com semifinais em Abu Dhabi e Dubai, mas eliminações precoces em Madri e Roma. Em Estrasburgo, ela não perdeu sets até a semifinal, derrotando Wang Xinyu (6/1, 6/3) na segunda rodada e Magda Linette (7/5, 6/3) nas quartas. Sua campanha foi marcada por um saque dominante, com 15 aces no torneio, e uma taxa de 73,9% de pontos ganhos no primeiro serviço no saibro. A vitória sobre Bia colocou Rybakina em sua terceira semifinal do ano, com a chance de conquistar seu primeiro título em 2025.
Preparação para Roland Garros
O WTA de Estrasburgo, disputado na semana anterior a Roland Garros, é uma etapa crucial para as tenistas ajustarem seu jogo no saibro. Bia Haddad, que alcançou as semifinais do Grand Slam francês em 2023, usou o torneio para ganhar ritmo e confiança. Sua próxima adversária em Roland Garros será a americana Hailey Baptiste, número 70 do mundo, em um confronto que marca sua estreia no torneio. Rybakina, por outro lado, busca melhorar seu desempenho em Paris, onde seu melhor resultado foi a terceira rodada em 2021. A final de Estrasburgo, marcada para sábado, 24 de maio, será um teste final antes do segundo Grand Slam da temporada.
Outra semifinal em destaque
Enquanto Bia e Rybakina disputavam uma vaga na final, a outra semifinal do WTA de Estrasburgo colocava frente a frente a americana Danielle Collins, número 11 do mundo, e a russa Liudmila Samsonova, 17ª no ranking. Collins, que anunciou sua aposentadoria para o fim de 2025, vem de uma temporada forte, com títulos em Miami e Charleston. Samsonova, por sua vez, superou Paula Badosa nas quartas, mostrando consistência no saibro. A vencedora do confronto enfrentará Rybakina na decisão do torneio, que distribui 925 mil dólares em premiação, sendo 142 mil dólares para a campeã.
Sucesso brasileiro nas duplas
Além da campanha de Bia no torneio de simples, o Brasil também brilhou nas duplas em Estrasburgo. Luisa Stefani, medalhista olímpica, avançou à final ao lado da húngara Timea Babos, beneficiada por duas desistências consecutivas de adversárias. Na semifinal, a dupla enfrentaria a canadense Gabriela Dabrowski e a neozelandesa Erin Routliffe, mas a lesão de Dabrowski garantiu a classificação. Stefani e Babos, que venceram o WTA 500 de Linz em janeiro, disputarão o título contra as vencedoras do confronto entre Guo Hanyu/Nicole Melichar-Martinez e Jiang Xinyu/Wu Fang-Hsien. A final de duplas está marcada para sábado, 24 de maio, sem horário definido.
- Caminho até a final: Duas vitórias por desistência nas quartas e semifinais.
- Parceria sólida: Stefani e Babos já conquistaram um título em 2025.
- Adversárias na decisão: Guo Hanyu/Melichar-Martinez ou Jiang Xinyu/Wu Fang-Hsien.
Premiação e pontos no ranking
O WTA 500 de Estrasburgo oferece uma premiação total de 925 mil dólares, com 142 mil dólares destinados à campeã e 87 mil dólares à vice-campeã. Para Bia Haddad, a semifinal garantiu 51,3 mil euros, além de 185 pontos no ranking da WTA. Uma eventual final renderia 305 pontos, enquanto o título assegura 500 pontos. Apesar da derrota, a campanha em Estrasburgo colocou Bia próxima de retornar ao top 20, após cair para o 23º lugar em 2025. Rybakina, com a vaga na final, já assegurou pelo menos 305 pontos, consolidando sua posição no top 15.
Desafios de Bia em 2025
A temporada de 2025 tem sido um teste de resiliência para Bia Haddad. Após alcançar o 10º lugar no ranking em 2023, a brasileira enfrentou dificuldades, incluindo uma sequência de nove derrotas entre janeiro e abril. Lesões e oscilações de confiança marcaram seu desempenho, com eliminações precoces em torneios como o Australian Open e o WTA 1000 de Roma. A campanha em Estrasburgo, no entanto, sinalizou uma retomada. Sua vitória sobre Emma Navarro, a primeira contra uma top 10 em 13 meses, foi um marco, mostrando que Bia ainda tem potencial para competir em alto nível.
- Sequência negativa: Nove derrotas consecutivas no início do ano.
- Recuperação: Três vitórias em Estrasburgo, incluindo uma contra top 10.
- Foco no saibro: Melhor desempenho da temporada em superfície lenta.
Rybakina e o peso do favoritismo
Elena Rybakina entrou em Estrasburgo como uma das favoritas, mas com a pressão de recuperar sua consistência. A cazaque, que deixou o top 10 em 2025 pela primeira vez em dois anos, enfrentou turbulências fora das quadras, incluindo a suspensão de seu ex-técnico Stefan Vukov por abusos e o fim da parceria com Goran Ivanisevic. Sua atuação contra Bia, marcada por 40 bolas vencedoras e apenas 18 erros não forçados, mostrou que ela está reencontrando seu melhor jogo. A final de Estrasburgo será uma oportunidade para Rybakina conquistar seu nono título na carreira e o primeiro desde Stuttgart, em abril de 2024.
Torneio reforça tradição no saibro
O WTA 500 de Estrasburgo, realizado desde 1987, é um dos eventos mais prestigiados da temporada de saibro. Com uma lista de campeãs que inclui nomes como Steffi Graf e Elina Svitolina, o torneio atrai tenistas de elite em busca de preparação para Roland Garros. Em 2025, a competição reuniu sete jogadoras do top 20, incluindo Jessica Pegula e Paula Badosa, reforçando sua relevância. A edição deste ano teve cerca de 5 mil espectadores diários, com transmissão global pela Disney+ e Tennis Channel. A final, marcada para sábado, será disputada na quadra Patrice Dominguez, a principal do complexo.
Próximos passos no circuito
Após Estrasburgo, as atenções do circuito feminino se voltam para Roland Garros, que começa no domingo, 25 de maio. Bia Haddad enfrentará Hailey Baptiste na primeira rodada, com a possibilidade de um reencontro com Emma Navarro na terceira rodada, caso ambas avancem. Rybakina, cabeça de chave em Paris, terá um caminho mais desafiador, mas sua confiança renovada pode ser um diferencial. O Grand Slam francês, com premiação de 53,5 milhões de euros, é o principal evento do saibro e testará a preparação das tenistas que brilharam em Estrasburgo.
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