Final de The Last of Us 2: Jornada de Ellie e Abby termina em redenção

Ellie The Last Of Us

Ellie The Last Of Us - Foto: reprodução

A violência marca o universo de The Last of Us, mas é na redenção que a história de Ellie encontra seu peso emocional. A segunda parte do jogo, adaptada na série da HBO, leva a protagonista a um caminho de vingança e perdas, culminando em um desfecho que divide opiniões entre os fãs. Após a cena final, muitos se perguntam o que acontece com Ellie, personagem central vivida por Bella Ramsey na adaptação televisiva. A jornada da jovem imune ao fungo Cordyceps é repleta de nuances, e o jogo oferece respostas detalhadas sobre seu destino.

O confronto final entre Ellie e Abby, na costa da Califórnia, é um dos momentos mais intensos de The Last of Us Parte II. A luta brutal deixa marcas físicas e emocionais, com Ellie perdendo dois dedos e enfrentando a exaustão de sua busca por justiça. Esse embate, longe de ser apenas físico, reflete o ciclo de violência que permeia a narrativa do jogo. O desfecho, no entanto, surpreende pela escolha da protagonista, que opta por romper com a vingança, guiada por uma memória de Joel.

Ellie The Last Of Us – Foto: divulgação

A história de Ellie não termina com a luta na praia. O jogo explora os desdobramentos de suas decisões, mostrando como ela lida com o peso de suas ações. A seguir, alguns pontos-chave do final:

  • Ellie retorna à fazenda onde vivia com Dina e o bebê JJ.
  • A casa está vazia, sugerindo que Dina seguiu em frente.
  • Ellie tenta tocar violão, mas sua lesão a impede, simbolizando a perda de sua conexão com Joel.
  • A protagonista deixa a fazenda, caminhando sozinha em direção a um futuro incerto.

Esses elementos reforçam a profundidade da narrativa, que vai além da sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico. A história de Ellie é sobre escolhas, perdas e a busca por redenção em meio ao caos.

O que define o desfecho de Ellie

Quatro parágrafos detalham o desfecho de Ellie no jogo, com ênfase em sua jornada emocional. A cena final de The Last of Us Parte II mostra Ellie retornando à fazenda onde ela e Dina tentaram construir uma vida pacífica. O local, antes cheio de esperança, agora está deserto, com os pertences de Dina e do bebê JJ ausentes. A solidão da protagonista é palpável, reforçando o custo de sua obsessão por vingança contra Abby. Essa sequência, silenciosa e carregada de simbolismo, destaca a habilidade da Naughty Dog em contar histórias por meio de detalhes visuais.

Ellie encontra o violão deixado por Joel, um presente que representava o laço entre eles. Ao tentar tocar, ela percebe que a perda de dois dedos na luta com Abby a impede de reproduzir as melodias que ele lhe ensinou. Esse momento é um dos mais devastadores do jogo, pois simboliza a desconexão definitiva com Joel, cuja morte desencadeou a jornada de Ellie. A incapacidade de tocar o violão não é apenas uma limitação física, mas uma metáfora para o vazio deixado pela violência.

A protagonista, então, deixa o violão para trás e sai da fazenda, caminhando em direção a um horizonte desconhecido. O jogo não explicita seu destino, deixando margem para interpretações. Alguns fãs acreditam que Ellie retorna a Jackson, onde poderia encontrar Tommy ou outros sobreviventes da comunidade. Outros sugerem que ela parte em busca de um novo propósito, livre do peso da vingança, mas marcada pelas cicatrizes de suas escolhas.

  • Fazenda vazia: A ausência de Dina e JJ reforça o isolamento de Ellie.
  • Violão intocável: A lesão nos dedos simboliza a perda de sua ligação com Joel.
  • Futuro incerto: A caminhada final deixa o destino de Ellie em aberto.

A luta final na Califórnia

A batalha entre Ellie e Abby na praia de Santa Bárbara é o clímax de The Last of Us Parte II. Após meses de perseguição, Ellie encontra Abby enfraquecida, capturada pelos Rattlers, um grupo cruel que escraviza sobreviventes. Em vez de matá-la imediatamente, Ellie a liberta, exigindo um confronto final. A luta é exaustiva, com ambas as personagens no limite físico e emocional, lutando mais por instinto do que por convicção.

Durante o combate, Ellie quase afoga Abby, mas uma memória de Joel, sentado na varanda, a faz parar. Essa visão, que remete a uma conversa sobre perdão, interrompe o ciclo de violência. Ellie solta Abby, que parte com Lev em um barco, rumo à Ilha de Santa Catalina, onde os Vagalumes podem estar reunidos. A decisão de poupar Abby é o ponto de virada para Ellie, marcando sua tentativa de recuperar a humanidade perdida.

O confronto deixa sequelas permanentes. Ellie perde dois dedos, uma lesão que afeta sua habilidade de tocar violão e reforça o custo de sua jornada. A cena, banhada pela luz dourada do pôr do sol, contrasta a brutalidade da luta com a esperança de redenção, um dos temas centrais do jogo.

A relação entre Ellie e Dina

Ellie e Dina formam um dos relacionamentos mais marcantes de The Last of Us Parte II. A série da HBO, na segunda temporada, já introduziu Dina, vivida por Isabela Merced, e explorou nuances do romance que diferem do jogo. No game, a relação começa com um beijo em um baile em Jackson, evoluindo para uma parceria durante a busca por vingança em Seattle. Dina revela estar grávida de Jesse, o que adiciona camadas à dinâmica do casal.

A vida na fazenda, após os eventos de Seattle, representa um breve momento de paz. Ellie, Dina e o bebê JJ vivem como uma família, mas o trauma de Ellie, agravado pelo transtorno de estresse pós-traumático, impede que ela se estabeleça. Quando Tommy informa sobre o possível paradeiro de Abby, Ellie decide partir novamente, ignorando os apelos de Dina para ficar. Essa escolha marca a ruptura do relacionamento.

Ao retornar à fazenda, Ellie encontra o local vazio. Dina, incapaz de esperar por alguém consumido pela vingança, leva JJ e deixa Ellie sozinha. O jogo não esclarece se elas se reconciliam, mas a ausência de Dina sugere que Ellie pagou um alto preço por suas decisões.

  • Beijo em Jackson: O momento inicial do romance é um marco para a representatividade LGBTQIA+.
  • Gravidez de Dina: A revelação adiciona complexidade à relação.
  • Ruptura na fazenda: A partida de Dina reflete o impacto das escolhas de Ellie.

O papel de Abby na narrativa

Abby, interpretada por Kaitlyn Dever na série, é uma personagem tão central quanto Ellie. No jogo, ela é apresentada como a assassina de Joel, motivada pela morte de seu pai, um médico dos Vagalumes morto por Joel no hospital da primeira temporada. A narrativa alterna entre as perspectivas de Ellie e Abby, mostrando que ambas são movidas por perdas semelhantes.

Após matar Joel, Abby busca redenção ao proteger Lev e Yara, dois irmãos Serafitas. Sua jornada a leva a Santa Bárbara, onde é capturada pelos Rattlers. Quando Ellie a encontra, Abby está debilitada, mas aceita lutar para proteger Lev. A decisão de Ellie de poupá-la permite que Abby siga em frente, possivelmente em direção aos Vagalumes.

A dualidade entre Ellie e Abby é um dos pontos altos do jogo. Enquanto Ellie é consumida pela vingança, Abby encontra propósito em cuidar de Lev, sugerindo que a redenção é possível mesmo em um mundo devastado.

Mudanças na adaptação da HBO

A segunda temporada de The Last of Us, exibida em 2025, adapta partes do segundo jogo, mas com alterações significativas. A série introduz Dina e Abby mais cedo, expandindo suas interações com Ellie e Joel. A morte de Joel, mostrada no segundo episódio, segue o jogo, mas com detalhes adicionais, como Abby revelando sua motivação antes do ato.

Outro ajuste está na linha do tempo. O surto na série começa em 2003, não em 2013, o que impacta a percepção de temas como a visibilidade LGBTQIA+. A relação entre Ellie e Dina ganha mais espaço, com cenas inéditas que destacam a ternura do casal. A série também adiciona momentos de Jackson em chamas, ausentes no jogo, para ampliar o impacto da morte de Joel.

A temporada termina com o confronto no teatro, onde Abby mata Jesse e aponta para Ellie, deixando o desfecho em aberto. A terceira temporada, já confirmada, deve abordar o confronto final na Califórnia e o retorno de Ellie à fazenda.

  • Morte de Joel: A série mantém a brutalidade, mas adiciona diálogos explicativos.
  • Romance de Ellie e Dina: Cenas inéditas reforçam a conexão emocional.
  • Cliffhanger no teatro: O final da temporada deixa fãs ansiosos pela continuação.

A comunidade de Jackson

Jackson desempenha um papel crucial na história de Ellie. No jogo, a cidade é um refúgio onde Ellie, Joel, Tommy e Maria tentam reconstruir uma vida normal. A comunidade é apresentada como um oásis em meio ao caos, com bailes, escolas e patrulhas organizadas. A morte de Joel, no entanto, abala essa estabilidade.

Após o assassinato, Ellie e Dina partem para Seattle, enquanto Tommy hesita em apoiar a vingança. A série expande o arco de Jackson, mostrando a cidade devastada por infectados e as consequências da ausência de Joel. A votação do conselho, uma adição da adaptação, destaca o conflito entre o desejo de justiça e a segurança da comunidade.

A possível volta de Ellie a Jackson no final do jogo é um ponto de debate. A cidade representa a chance de reconexão, mas também o peso das memórias de Joel, tornando incerta sua reintegração.

O impacto do transtorno de estresse pós-traumático

Ellie enfrenta um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) após testemunhar a morte de Joel. No jogo, flashbacks mostram crises de pânico e pesadelos, especialmente na fazenda, onde ela tenta levar uma vida normal com Dina. O TEPT é um dos motores de sua decisão de perseguir Abby novamente, mesmo contra a vontade de sua parceira.

A série da HBO explora esse aspecto com mais profundidade. Cenas inéditas mostram Ellie em tratamento com uma terapeuta, Gail, durante três meses em Jackson. Apesar da terapia, a protagonista não supera o trauma, o que a leva a deixar a fazenda. A atuação de Bella Ramsey é elogiada por capturar a angústia de Ellie, reforçando o impacto psicológico da violência.

O TEPT de Ellie é um lembrete do custo humano do ciclo de vingança. Sua incapacidade de encontrar paz, mesmo em momentos de tranquilidade, reflete a devastação emocional que acompanha a sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico.

A simbologia do violão

O violão de Joel é um dos símbolos mais poderosos de The Last of Us Parte II. No jogo, Joel ensina Ellie a tocar, criando um laço que transcende a violência do mundo. O instrumento aparece em momentos-chave, como o flashback em que Joel canta para Ellie e a cena final na fazenda.

Quando Ellie tenta tocar o violão após a luta com Abby, sua lesão a impede, marcando a perda definitiva de sua conexão com Joel. A decisão de deixar o violão para trás simboliza sua aceitação do passado e a tentativa de seguir em frente, mesmo sem um destino claro.

Na série, o violão ganha destaque em uma cena na loja de discos, onde Ellie toca para Dina. A adaptação usa o instrumento para reforçar a relação entre as personagens, mas ainda não abordou a cena final do jogo, que deve aparecer na terceira temporada.

  • Ligação com Joel: O violão representa o amor paterno.
  • Perda física: A lesão de Ellie impede que ela toque.
  • Simbolismo final: Deixar o violão sugere um novo começo.

O destino de Abby e Lev

Abby e Lev, após serem poupados por Ellie, partem em um barco rumo à Ilha de Santa Catalina. No jogo, a tela de menu final mostra a ilha, sugerindo que eles alcançam os Vagalumes. Essa possibilidade indica que Abby encontra um novo propósito, diferente do ciclo de vingança que marcou sua trajetória.

A relação entre Abby e Lev espelha a de Ellie e Joel, com Abby assumindo o papel de protetora. A sobrevivência de Lev é crucial para a redenção de Abby, que perde amigos como Owen e Mel durante a jornada. A decisão de Ellie de libertá-los reforça o tema do perdão, central na narrativa.

A série ainda não chegou a esse ponto, mas a introdução de Lev e Yara na segunda temporada sugere que a adaptação seguirá a trajetória de Abby com fidelidade, possivelmente expandindo seu arco na terceira temporada.

A influência dos Vagalumes

Os Vagalumes, grupo revolucionário em busca de uma cura para o Cordyceps, são uma força recorrente na história. No primeiro jogo, eles planejam operar Ellie, o que levaria à sua morte. Joel impede a cirurgia, matando o médico líder, pai de Abby, e desencadeando os eventos do segundo jogo.

Em The Last of Us Parte II, os Vagalumes estão fragmentados, mas há indícios de que sobreviventes se reúnem em Santa Catalina. A jornada de Abby e Lev rumo à ilha sugere que o grupo pode desempenhar um papel maior em uma possível sequência. A imunidade de Ellie, nunca explorada após o primeiro jogo, permanece uma questão em aberto.

A série da HBO menciona os Vagalumes, mas foca mais nos conflitos pessoais de Ellie e Abby. A terceira temporada pode aprofundar o papel do grupo, especialmente se adaptar o final do jogo com fidelidade.

A recepção dos fãs

A história de Ellie e Abby gerou reações intensas entre os fãs. No jogo, lançado em 2020, o final dividiu opiniões devido à decisão de Ellie de poupar Abby e à solidão da protagonista. Muitos elogiaram a narrativa por sua complexidade, enquanto outros criticaram a ausência de um desfecho mais definitivo.

A série da HBO, com a segunda temporada exibida em 2025, também enfrentou debates. A morte de Joel no segundo episódio chocou não-jogadores, e o cliffhanger no teatro, com a morte de Jesse, aumentou a expectativa pela continuação. Posts em redes sociais destacam a atuação de Bella Ramsey e a química com Isabela Merced, mas alguns fãs lamentam a ausência de Joel.

O desfecho de Ellie, ainda não mostrado na série, deve gerar novas discussões quando adaptado. A escolha de deixar o futuro da protagonista em aberto reflete a intenção da Naughty Dog de priorizar a jornada emocional sobre respostas concretas.

  • Divisão no jogo: O final de 2020 foi elogiado e criticado.
  • Reações à série: A morte de Joel e o cliffhanger marcaram 2025.
  • Expectativa futura: A terceira temporada deve intensificar o debate.
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