Zidane manifesta desejo de comandar seleção francesa após 2026
Zinedine Zidane, lenda do futebol francês, declarou publicamente seu desejo de assumir o comando da seleção francesa após a saída de Didier Deschamps, prevista para o término da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Durante um evento da Adidas em Paris, no dia 26 de maio de 2025, o ex-técnico do Real Madrid afirmou estar ansioso para liderar os Bleus, destacando sua legitimidade para o cargo devido à sua trajetória como jogador e treinador. A revelação reacende debates sobre o futuro da seleção, que vive um momento de transição com Deschamps no comando desde 2012. A Copa de 2026 marcará o fim de um ciclo vitorioso, e Zidane surge como o principal nome para a sucessão. A notícia movimenta torcedores e especialistas, que já especulam sobre o impacto de sua possível chegada.
A declaração de Zidane ocorre em um momento estratégico, com a França se preparando para as eliminatórias da Copa do Mundo. Deschamps, que levou o time ao título mundial em 2018, confirmou em janeiro de 2025 que deixará o cargo após o torneio. A espera de Zidane reflete sua paciência e foco em um projeto nacional.
O evento em Paris, organizado pela Adidas, reuniu figuras do esporte e da mídia, e Zidane aproveitou a ocasião para expressar sua ambição. Ele destacou sua conexão com a seleção, onde atuou por mais de uma década como jogador.
- Carreira como jogador: Zidane foi peça-chave na conquista da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000.
- Legado como treinador: Suas três Ligas dos Campeões consecutivas com o Real Madrid reforçam sua credibilidade.
- Respeito por Deschamps: Zidane enfatizou que aguardará o fim do ciclo atual, respeitando o trabalho do atual técnico.
Declaração reforça especulações
A manifestação de Zidane em Paris não é a primeira vez que seu nome é ligado à seleção francesa. Desde que deixou o Real Madrid em 2021, o ex-meia tem sido apontado como o favorito para suceder Deschamps. Sua declaração no evento da Adidas, no entanto, marca a primeira vez que ele confirma abertamente o interesse, alimentando debates na imprensa e entre torcedores. A Federação Francesa de Futebol (FFF), liderada por Philippe Diallo, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mantendo o foco no trabalho de Deschamps até 2026.
Zidane, que completou 52 anos em 2025, destacou sua trajetória como jogador para reforçar sua legitimidade. Entre 1994 e 2006, ele disputou 108 jogos pela seleção, marcando 31 gols e sendo protagonista em momentos históricos. Sua atuação na final da Copa de 1998, com dois gols contra o Brasil, e na Eurocopa de 2000, consolidou seu status como ídolo nacional.
O ex-técnico também mencionou sua experiência como treinador, que inclui conquistas expressivas no Real Madrid. Entre 2016 e 2021, ele comandou o clube em duas passagens, acumulando 11 títulos, incluindo três Ligas dos Campeões da UEFA consecutivas (2016-2018), dois Campeonatos Espanhóis e dois Mundiais de Clubes.
Trajetória de Deschamps na seleção
Didier Deschamps, atual técnico da França, está no cargo desde 2012, completando 14 anos de comando até 2026. Sob sua liderança, a seleção conquistou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e a Liga das Nações da UEFA em 2021. O treinador também levou os Bleus à final da Copa do Mundo de 2022, perdida para a Argentina, e à final da Eurocopa de 2016, disputada em casa.
Deschamps, que foi capitão da França na conquista do Mundial de 1998, é um dos três técnicos a vencer a Copa do Mundo como jogador e treinador, ao lado do brasileiro Mário Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer. Sua saída marcará o fim de uma era de estabilidade e sucesso para a seleção francesa.
- Títulos de Deschamps: Copa do Mundo (2018), Liga das Nações (2021).
- Campanhas destacadas: Final da Copa do Mundo (2022), final da Eurocopa (2016).
- Longevidade: 14 anos no comando, um recorde na seleção francesa.
Preparação para a Copa de 2026
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países, contará com 48 seleções, um aumento em relação às edições anteriores. A França, que ainda precisa garantir sua vaga nas eliminatórias europeias, iniciará a campanha em 2025 sob o comando de Deschamps. A competição está marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos distribuídos em 16 cidades-sede.
A seleção francesa conta com uma geração talentosa, liderada por jogadores como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Eduardo Camavinga. A transição para um novo treinador, possivelmente Zidane, será um desafio, considerando a necessidade de manter o alto nível competitivo da equipe.
Zidane, por sua vez, já demonstrou interesse em trabalhar com jovens talentos. Durante sua passagem pelo Real Madrid, ele foi responsável por promover jogadores como Vinícius Júnior e Rodrygo, que hoje são estrelas globais.
Outros candidatos ao cargo
Embora Zidane seja o favorito, outros nomes são cotados para assumir a seleção francesa após 2026. Thierry Henry, ex-jogador e campeão mundial em 1998, ganhou destaque ao comandar a seleção sub-21 da França, levando o time à final dos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Hervé Renard, que dirigiu a seleção feminina francesa, também é mencionado como um possível candidato.
Nomes internacionais, como Jürgen Klopp, ex-técnico do Liverpool, e Pep Guardiola, atual comandante do Manchester City, apareceram em especulações da imprensa europeia. No entanto, a preferência da FFF parece ser por um treinador francês, reforçando a posição de Zidane.
- Thierry Henry: Experiência com a seleção sub-21 e bom desempenho olímpico.
- Hervé Renard: Conhecimento em seleções e trabalho com o time feminino.
- Técnicos estrangeiros: Klopp e Guardiola são mencionados, mas menos prováveis.
Histórico de Zidane como treinador
Zidane iniciou sua carreira de treinador no Real Madrid, onde foi auxiliar técnico em 2014 e comandou o time B antes de assumir o elenco principal em 2016. Sua primeira passagem, até 2018, foi marcada por um domínio inédito na Liga dos Campeões. Ele retornou ao clube em 2019, permanecendo até 2021, quando decidiu se afastar para buscar novos desafios.
Desde então, Zidane recusou propostas de clubes como Paris Saint-Germain, Manchester United e Bayern de Munique, além de convites de seleções como Brasil e Estados Unidos. Sua decisão de esperar pela seleção francesa reflete uma escolha estratégica, focada em um projeto de longo prazo.
O treinador é conhecido por sua abordagem tática flexível, que combina disciplina defensiva com liberdade para jogadores criativos. No Real Madrid, ele implementou sistemas como o 4-3-3 e o 4-4-2, adaptando-se às características do elenco.
Reação da torcida e da imprensa
A declaração de Zidane gerou grande repercussão entre torcedores franceses. Nas redes sociais, muitos expressaram entusiasmo com a possibilidade de ver o ídolo no comando da seleção, enquanto outros destacaram a importância de Deschamps concluir seu ciclo. A imprensa francesa, como o jornal L’Équipe, dedicou amplo espaço à notícia, analisando o impacto potencial de Zidane nos Bleus.
A expectativa é que Zidane traga um estilo de jogo mais ofensivo, aproveitando o talento da nova geração de jogadores franceses. Sua experiência em competições de alto nível é vista como um trunfo para manter a França entre as potências do futebol mundial.
Compromisso com a seleção
Zidane enfatizou seu respeito pelo trabalho de Deschamps, afirmando que não pretende interferir no atual ciclo da seleção. Sua paciência em aguardar até 2026 demonstra um compromisso com o projeto nacional, algo que ele já havia mencionado em entrevistas anteriores. Em 2022, ele declarou ao L’Équipe que esperava “fechar o ciclo” com a seleção francesa.
O ex-meia também destacou a importância de sua conexão emocional com os Bleus. Como jogador, ele viveu momentos marcantes, como o voleio histórico contra o Bayer Leverkusen na final da Liga dos Campeões de 2002 e os dois gols na final da Copa de 1998.
- Conexão com a França: Zidane é visto como um símbolo nacional, com forte apelo popular.
- Declarações passadas: Desde 2022, ele expressa o desejo de treinar a seleção.
- Respeito institucional: Sua postura cautelosa evita conflitos com a FFF.
Desafios para o próximo treinador
O próximo técnico da França enfrentará um calendário intenso após a Copa de 2026. A Liga das Nações de 2026-2027 começará no outono, com a França já garantida na fase final da edição 2024-2025. Além disso, a expansão da Copa do Mundo para 48 equipes aumentará a carga de jogos, exigindo planejamento estratégico.
A seleção francesa também precisará lidar com a pressão de manter seu status como uma das favoritas em torneios internacionais. A base de jogadores jovens, como Warren Zaïre-Emery e Bradley Barcola, oferece perspectivas promissoras, mas exigirá um treinador capaz de integrar talentos emergentes com veteranos.
Legado de 1998
A geração de 1998, que incluiu Zidane, Deschamps e Henry, continua a influenciar o futebol francês. A conquista da Copa do Mundo naquele ano, em casa, marcou uma virada para a seleção, que se consolidou como potência global. A possível transição para Zidane reforça a continuidade desse legado, com um ídolo assumindo o comando técnico.
Zidane, que foi eleito o melhor jogador do mundo em 1998, 2000 e 2003, carrega a responsabilidade de manter a França no topo. Sua experiência como jogador e treinador será testada em um contexto de alta expectativa.
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