Fim da era Payet no Vasco: clube antecipa saída e foca em janela de transferências

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Payet Foto: Payet - Foto: Delmiro Junior / Shutterstock.com

Payet, astro francês de 38 anos, deixa o Vasco após rescisão antecipada de seu contrato, originalmente previsto para 31 de julho de 2025, conforme anunciado pelo CEO Carlos Amodeo no Rio de Janeiro em 2 de junho de 2025. A decisão, que envolve o jogador com o segundo maior salário do elenco, cerca de R$ 1,3 milhão mensais, reflete a insatisfação do clube com o desempenho do meia em 2025, marcado por apenas 17 jogos, três assistências e nenhuma meta. Payet, que se recupera de uma lesão no joelho desde abril, foi liberado para tratar de assuntos pessoais na França, acelerando as negociações para o fim do vínculo. A medida libera espaço na folha salarial para a próxima janela de transferências, enquanto o clube busca encerrar o ciclo sem conflitos judiciais. A última chance de Payet atuar pelo Vasco será contra o São Paulo, em 12 de junho, antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes.

O jogador, contratado em 2023, deixa um legado de 75 jogos, sete gols e 12 assistências. A rescisão segue um padrão recente no clube, que também antecipou a saída de atletas como Souza e Manuel Capasso. A diretoria agora volta suas atenções para reforços e renovações, como a de Philippe Coutinho.

  • Números de Payet em 2025: 17 jogos, 4 como titular, 3 assistências, 0 gols.
  • Salário: R$ 1,3 milhão por mês, o segundo maior do elenco.
  • Última partida: Possivelmente contra o São Paulo, em 12 de junho.

Negociações para a rescisão

As conversas para a rescisão de Payet começaram após atuações abaixo do esperado em 2025. O Vasco propôs, no início do ano, uma renovação com redução salarial, mas o meia não aceitou os termos. Lesões frequentes, incluindo a do joelho que o afastou desde abril, e a viagem à França por motivos pessoais consolidaram a decisão do clube. Carlos Amodeo destacou a intenção de encerrar o contrato de forma amigável, evitando litígios, como ocorreu em casos anteriores. A saída de Payet economiza pelo menos um mês de salário, aliviando as finanças do clube.

O processo envolveu reuniões com os representantes do jogador, que buscaram um acordo para a liberação imediata. A diretoria avalia que a rescisão é essencial para reestruturar o elenco antes da janela de transferências de julho.

Histórico de Payet no Vasco

Payet chegou ao Vasco em agosto de 2023, com status de grande contratação. Na temporada de estreia, destacou-se com cinco gols e nove assistências em 44 jogos, sendo peça-chave na campanha do Brasileirão. O meia francês trouxe experiência de clubes como Olympique de Marseille e West Ham, além de passagens pela seleção francesa.

Em 2024, o desempenho caiu. Payet marcou dois gols, ambos na vitória por 3 a 2 contra o Bahia, em outubro, pelo Brasileirão. Lesões e a concorrência no meio-campo reduziram seu espaço. Em 2025, a situação piorou, com apenas quatro jogos como titular e nenhuma participação direta em gols após março.

  • 2023: 44 jogos, 5 gols, 9 assistências.
  • 2024: 14 jogos, 2 gols, 0 assistências.
  • 2025: 17 jogos, 0 gols, 3 assistências.

Estratégia financeira do clube

A rescisão de Payet reflete a política do Vasco de otimizar a folha salarial. Com um dos maiores orçamentos do futebol brasileiro, o clube enfrenta pressão para equilibrar as finanças. Philippe Coutinho, maior salário do elenco, segue como prioridade para renovação, enquanto Payet foi considerado dispensável. A saída do francês libera cerca de R$ 1,3 milhão mensais, que podem ser reinvestidos em contratações ou renovações.

Nos últimos meses, o Vasco adotou medidas semelhantes com outros jogadores. Souza e Manuel Capasso, por exemplo, tiveram contratos encerrados antecipadamente por não se encaixarem nos planos do técnico. A diretoria também negocia a permanência de Léo Jardim, que recebeu propostas de clubes europeus.

Cenário do elenco para junho

O Vasco se prepara para o jogo contra o São Paulo, em 12 de junho, que pode marcar a despedida de Payet. A partida ocorre antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes, que interrompe o calendário até meados de julho. O clube disputará apenas mais seis jogos antes do fim do contrato original de Payet, o que reforçou a decisão de antecipar a rescisão.

A comissão técnica, liderada por Rafael Paiva, planeja ajustes no elenco durante a pausa. O meio-campo, setor de Payet, conta com jovens promissores e jogadores experientes, como Coutinho e Hugo Moura, reduzindo a dependência do francês.

  • Jogadores no meio-campo: Philippe Coutinho, Hugo Moura, João Victor.
  • Próximo jogo: Vasco x São Paulo, 12 de junho.
  • Pausa: De 12 de junho a 12 de julho, para a Copa do Mundo de Clubes.

Movimentações na janela de transferências

Com a saída de Payet, o Vasco ganha fôlego para a janela de transferências de julho. A diretoria monitora o mercado em busca de reforços para o segundo semestre, especialmente para o Brasileirão e a Copa do Brasil. A prioridade é contratar jogadores que combinem qualidade técnica e custo acessível, evitando novos contratos com salários elevados.

Nos últimos anos, o clube investiu em nomes de peso, como Payet e Coutinho, mas agora adota uma abordagem mais cautelosa. A venda de jovens talentos, como Marlon Gomes, também gerou receita para novos investimentos.

Reações no ambiente do clube

A notícia da rescisão de Payet gerou debates entre torcedores e dirigentes. Alguns defendem a decisão, apontando o alto custo do jogador em relação ao desempenho. Outros lamentam a saída de um atleta que, em 2023, trouxe visibilidade internacional ao clube. Nos treinos, o elenco mantém o foco na preparação para os próximos jogos, sem comentários públicos sobre a situação.

O CEO Carlos Amodeo reforçou que a prioridade é manter a harmonia no grupo. A diretoria evita polêmicas e trabalha para que a transição ocorra sem desgastes.

  • Apoio à rescisão: Parte da torcida cita o baixo rendimento em 2025.
  • Críticas: Fãs destacam o impacto de Payet em 2023.
  • Foco da diretoria: Encerrar o ciclo sem conflitos.

Trajetória de Payet antes do Vasco

Antes de chegar ao Vasco, Payet construiu uma carreira sólida na Europa. Pelo Olympique de Marseille, marcou 78 gols e deu 61 assistências em 326 jogos. No West Ham, foram 48 gols e 62 assistências em 206 partidas. Pela seleção francesa, disputou 38 jogos e marcou oito gols, com destaque na Euro 2016.

A experiência internacional foi um dos atrativos para sua contratação, mas o desgaste físico e as lesões limitaram seu impacto no Brasil. Aos 38 anos, Payet ainda não revelou planos para o futuro, mas especula-se que possa retornar à França ou explorar mercados como o do Oriente Médio.

Preparação para a pausa do calendário

A pausa para a Copa do Mundo de Clubes, entre 12 de junho e 12 de julho, será um momento estratégico para o Vasco. O clube planeja amistosos e treinos para manter o ritmo do elenco. A ausência de Payet não deve alterar os planos, já que o jogador não vinha sendo titular. A diretoria também aproveitará o período para avaliar o mercado e negociar com potenciais reforços.

O Brasileirão, principal competição do clube, segue como prioridade. Com a saída de Payet, o Vasco busca maior equilíbrio entre experiência e juventude no elenco.

Legado de Payet no clube

Payet deixa o Vasco com momentos marcantes, como os gols contra o Bahia em 2024 e a campanha de recuperação no Brasileirão de 2023. Apesar do declínio em 2025, o jogador foi importante para atrair patrocinadores e aumentar a visibilidade do clube. Sua passagem, porém, ficou marcada pela inconsistência, com lesões e atuações abaixo do esperado.

O clube agora foca em novos desafios, enquanto Payet avalia o próximo passo na carreira. A torcida, dividida, aguarda os próximos movimentos da diretoria para a temporada.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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