Como sacar FGTS de até R$ 6.220: lista de municípios e passos para o benefício

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Carteira de trabalho Foto: Carteira de trabalho - Foto: cifotart/Shutterstock.com

Em 2025, trabalhadores de diversos municípios brasileiros afetados por desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra e tempestades, têm a chance de recorrer ao saque calamidade do FGTS, que permite a retirada de até R$ 6.220 das contas vinculadas. A medida, gerenciada pela Caixa Econômica Federal, busca oferecer alívio financeiro imediato a quem teve residências impactadas por eventos climáticos extremos. A liberação ocorre após o reconhecimento oficial do estado de calamidade pública ou situação de emergência pelos municípios e pelo governo federal, por meio de portarias do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Cidades de estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre as beneficiadas, com prazos específicos para a solicitação.

A iniciativa é voltada para trabalhadores que enfrentam dificuldades devido a desastres naturais. Para acessar o benefício, é necessário residir em áreas oficialmente reconhecidas como afetadas e possuir saldo disponível nas contas do FGTS. O processo, que pode ser realizado de forma prática e digital, exige a apresentação de documentos que comprovem a residência e a identidade do solicitante.

  • Documento de identidade com foto (frente e verso)
  • Selfie segurando o mesmo documento
  • Comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação de calamidade
  • Certidão de casamento ou escritura pública, se o comprovante estiver no nome do cônjuge

O valor máximo de R$ 6.220 por conta vinculada é uma ajuda crucial para a reconstrução de vidas em momentos de crise.

Quem tem direito ao saque calamidade

O saque calamidade do FGTS é uma modalidade especial criada para apoiar trabalhadores em situações de emergência. Para ser elegível, o trabalhador precisa atender a critérios específicos estabelecidos pela Caixa Econômica Federal e pelo governo. O principal requisito é residir em um município que tenha decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência, com reconhecimento formal pelo governo federal. Além disso, é essencial ter saldo disponível na conta do FGTS, pois o valor a ser sacado é limitado ao que está depositado, respeitando o teto de R$ 6.220.

Outro ponto importante é a restrição de tempo: o saque por calamidade não pode ser realizado caso o trabalhador tenha feito outra retirada pela mesma modalidade nos últimos 12 meses, exceto em casos excepcionais, como no Rio Grande do Sul, onde o governo dispensou esse intervalo em 2024 devido a enchentes recorrentes. Cidades como Acopiara, no Ceará, e Santa Helena de Minas, em Minas Gerais, foram recentemente incluídas nas listas de áreas habilitadas.

Passos para solicitar o benefício

Solicitar o saque calamidade do FGTS é um processo simplificado e acessível, projetado para agilizar o apoio aos trabalhadores. Tudo pode ser feito de forma digital, sem a necessidade de comparecer a agências físicas da Caixa. O aplicativo FGTS, disponível para smartphones, é a principal ferramenta para iniciar o pedido. O trabalhador deve acessar a seção “Meus saques”, selecionar “Outras situações de saque” e, em seguida, escolher a opção “Calamidade pública”.

Após informar o município de residência e confirmar o endereço, o sistema solicita o envio de documentos digitalizados. É fundamental que os arquivos estejam legíveis e atendam aos requisitos exigidos. O comprovante de residência, por exemplo, pode ser uma conta de luz, água, telefone ou outro documento emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade. Caso o documento esteja em nome do cônjuge ou companheiro, uma certidão de casamento ou escritura pública de união estável deve ser anexada.

Finalizado o envio, a Caixa analisa a solicitação em até cinco dias úteis. Se aprovada, o valor é creditado na conta indicada pelo trabalhador, que pode ser uma conta da Caixa, como o Caixa Tem, ou de qualquer outro banco, sem custos adicionais. A agilidade no processo é essencial para garantir que os recursos cheguem rapidamente a quem precisa.

Municípios habilitados para o saque

Diversas cidades brasileiras foram incluídas nas listas de municípios habilitados para o saque calamidade do FGTS em 2025. A medida abrange estados que enfrentaram desastres naturais recentes, com destaque para regiões afetadas por chuvas intensas, inundações e deslizamentos. A Caixa Econômica Federal mantém uma lista atualizada, que pode ser consultada em seus canais oficiais, como o site e o aplicativo.

Alguns exemplos de cidades autorizadas incluem:

  • Bahia: Gandu, Itajuípe, Itambé, Ubatã
  • Minas Gerais: Açucena, Além Paraíba, Caldas, Ipatinga
  • Paraná: Barracão, Ipiranga, Morretes, Piraí do Sul
  • Rio Grande do Sul: Amaral Ferrador, Candiota, Panambi, Tavares
  • Santa Catarina: Agronômica, Dionísio Cerqueira, Palma Sola, Sombrio

Trabalhadores de áreas afetadas devem verificar regularmente a lista, pois novos municípios podem ser adicionados a qualquer momento, dependendo de eventos climáticos e reconhecimentos de calamidade.

Prazos para solicitação

O prazo para solicitar o saque calamidade varia de acordo com o município e a data em que o estado de calamidade pública foi decretado. Cada cidade tem um período específico, geralmente de 90 a 120 dias a partir da publicação da portaria que reconhece a emergência. Por exemplo, trabalhadores de Canoas e Maratá, no Rio Grande do Sul, tiveram prazos estendidos até agosto de 2024 devido às enchentes severas enfrentadas no estado.

É crucial que os interessados acompanhem as datas divulgadas pela Caixa. Perder o prazo significa não poder acessar o benefício para o evento em questão, embora novas decretações de calamidade possam abrir outras oportunidades. A consulta aos prazos pode ser feita diretamente no aplicativo FGTS ou no site oficial da Caixa, onde as informações são atualizadas constantemente.

Documentação necessária

Para garantir o acesso ao saque calamidade, a apresentação de documentos corretos é indispensável. A Caixa exige itens que comprovem a identidade e a residência do trabalhador na área afetada. A lista inclui:

  • Documento de identidade oficial com foto, como RG, CNH ou passaporte
  • Selfie do trabalhador segurando o mesmo documento, para validação de segurança
  • Comprovante de residência, como contas de consumo (luz, água, telefone, gás) emitidas até 120 dias antes da calamidade
  • Certidão de casamento ou escritura pública de união estável, caso o comprovante esteja em nome do cônjuge

Em situações em que o comprovante de residência foi perdido ou danificado devido ao desastre, o trabalhador pode apresentar uma declaração do município atestando que reside na área afetada. Essa medida, adotada em casos como as enchentes no Rio Grande do Sul, facilita o acesso ao benefício em momentos de extrema necessidade.

Dinheiro
Dinheiro – Foto: Leonidas Santana/ shutterstock.com

Importância do saque emergencial

O saque calamidade do FGTS desempenha um papel vital no apoio a trabalhadores que enfrentam perdas significativas devido a desastres naturais. Com o valor de até R$ 6.220, é possível cobrir despesas emergenciais, como reparos em residências, compra de móveis, eletrodomésticos ou outros itens essenciais danificados. A medida também ajuda a aliviar o impacto financeiro em famílias que, muitas vezes, perdem fontes de renda durante esses períodos de crise.

A agilidade na liberação dos recursos é um diferencial. Diferentemente de outros benefícios, o processo digital permite que o dinheiro chegue às mãos dos trabalhadores em poucos dias, desde que a documentação esteja completa e correta. Isso é especialmente importante em regiões onde a infraestrutura foi comprometida, dificultando o acesso a serviços básicos.

Regiões mais afetadas

Diversos estados brasileiros enfrentam desastres naturais com frequência, especialmente chuvas intensas e enchentes. Minas Gerais, por exemplo, tem cidades como Ipatinga e Diamantina, que sofreram com inundações e deslizamentos nos últimos anos. No Paraná, municípios como Morretes e Piraí do Sul enfrentaram situações similares, com danos a residências e vias públicas. O Rio Grande do Sul, por sua vez, tem sido palco de enchentes recorrentes, afetando locais como Panambi e Tavares.

No caso de Santa Catarina, cidades como Agronômica e Sombrio lidam com os efeitos de tempestades e chuvas fortes, que causam alagamentos e prejuízos significativos. A Bahia também registra impactos frequentes, com municípios como Gandu e Ubatã enfrentando dificuldades devido a eventos climáticos extremos. A lista de áreas afetadas reflete a necessidade de medidas como o saque calamidade para apoiar a população.

Como o valor pode ser utilizado

O montante liberado pelo saque calamidade, de até R$ 6.220, oferece flexibilidade aos trabalhadores. Muitos o utilizam para reparar danos em suas casas, como consertos de telhados, paredes e pisos afetados por inundações. Outros investem na compra de bens essenciais, como geladeiras, fogões e camas, que foram perdidos durante os desastres. Há também quem aplique os recursos em despesas imediatas, como alimentação, medicamentos e transporte, enquanto a situação não se estabiliza.

A liberdade para escolher o destino do dinheiro é uma vantagem, mas exige planejamento. Priorizar necessidades básicas e reparos urgentes é a melhor forma de garantir que o benefício atenda às demandas mais críticas. A Caixa orienta que o uso seja consciente, considerando a natureza emergencial do saque.

Acompanhamento e atualização da lista

A Caixa Econômica Federal atualiza regularmente a lista de municípios habilitados para o saque calamidade. Novos reconhecimentos de estado de calamidade pública ou situação de emergência são publicados em portarias do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, no Diário Oficial da União. Isso permite que mais trabalhadores sejam incluídos no programa à medida que novos desastres ocorrem.

Trabalhadores devem ficar atentos aos canais oficiais da Caixa, como o site e o aplicativo FGTS, para verificar se sua cidade foi adicionada à lista. Além disso, as prefeituras e as secretarias de Defesa Civil locais desempenham um papel essencial, informando os endereços afetados e auxiliando os moradores no processo de solicitação.

Dicas para agilizar o processo

Para garantir que o saque calamidade seja liberado sem complicações, algumas medidas podem ajudar. Primeiramente, é importante organizar todos os documentos com antecedência, garantindo que estejam legíveis e dentro do prazo de validade. O comprovante de residência, por exemplo, deve ser recente e estar em nome do trabalhador ou do cônjuge, acompanhado da documentação necessária.

Outro ponto é utilizar o aplicativo FGTS, que simplifica o envio dos arquivos e o acompanhamento do pedido. Caso haja dúvidas, a Caixa disponibiliza o telefone 0800-726-0207 para atendimento. Verificar o saldo disponível no FGTS antes da solicitação também é útil, para saber exatamente quanto será possível sacar.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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