A partir de 16 de junho de 2025, trabalhadores brasileiros nascidos em julho e agosto terão acesso ao abono salarial PIS/PASEP, conforme anunciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O pagamento, que varia de R$ 126,50 a R$ 1.518, depende do tempo trabalhado com carteira assinada em 2023. Os depósitos serão realizados em contas bancárias, agências, lotéricas ou terminais de autoatendimento, seguindo um calendário organizado por mês de nascimento. O programa, que beneficia milhões de trabalhadores, é aguardado com expectativa, especialmente por aqueles que dependem do valor para despesas essenciais. Este ano, o abono mantém sua relevância como suporte financeiro para a população de baixa renda.
O programa PIS/PASEP é um benefício anual voltado para trabalhadores do setor privado e servidores públicos. Para 2025, o cronograma foi estruturado para garantir organização e acessibilidade.
- Quem pode receber: Trabalhadores com pelo menos 30 dias de carteira assinada em 2023.
- Valor mínimo: R$ 126,50, para um mês trabalhado.
- Valor máximo: R$ 1.518, para 12 meses trabalhados.
- Canais de saque: Agências, lotéricas, terminais de autoatendimento ou contas digitais.
Os pagamentos de junho representam uma etapa importante do programa, que movimenta a economia local e beneficia pequenos negócios.
Cronograma de pagamentos para 2025
O calendário do PIS/PASEP 2025 organiza os saques por mês de nascimento, começando em fevereiro e se estendendo até agosto. Para os nascidos em julho e agosto, o acesso ao benefício inicia em 16 de junho. O cronograma completo inclui:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 17 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
Trabalhadores podem verificar datas e saldos por meio de aplicativos como Carteira de Trabalho Digital ou Caixa Tem. O uso de canais digitais é incentivado para agilizar o atendimento e evitar filas em agências.

Requisitos para receber o benefício
Para ter direito ao abono, o trabalhador precisa cumprir critérios específicos. A inscrição no PIS/PASEP por pelo menos cinco anos é obrigatória, assim como uma renda média mensal de até dois salários mínimos em 2023. Além disso, os dados trabalhistas devem estar atualizados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), enviada pelo empregador.
Servidores públicos inscritos no PASEP seguem as mesmas regras, com pagamentos gerenciados pelo Banco do Brasil. Trabalhadores informais ou autônomos não são elegíveis, o que reforça a importância de formalização para acesso ao benefício.
Como é calculado o abono salarial
O valor do PIS/PASEP é proporcional ao tempo de trabalho em 2023, com base no salário mínimo de R$ 1.518 em 2025. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo. Assim, quem trabalhou seis meses receberá R$ 759, enquanto oito meses garantem R$ 1.012.
O cálculo é simples: divide-se o salário mínimo por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados. Essa proporcionalidade assegura que o benefício reflita o período de contribuição do trabalhador, mantendo a equidade no programa.
Canais disponíveis para consulta
Os beneficiários têm diversas opções para verificar a disponibilidade do abono. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo PIS, oferece acesso pelo aplicativo Caixa Tem, site oficial e atendimento telefônico. O Banco do Brasil, que gerencia o PASEP, disponibiliza consultas pelo aplicativo BB PASEP e internet banking.
Para facilitar o acesso, os trabalhadores podem usar:
- Aplicativos oficiais, como Carteira de Trabalho Digital.
- Sites da Caixa ou do Banco do Brasil.
- Atendimento presencial em agências.
- Terminais de autoatendimento com o Cartão Cidadão.
O uso de canais digitais é recomendado para evitar filas, especialmente em períodos de alta demanda, como o início dos pagamentos em junho.
Onde realizar o saque
Os saques do PIS/PASEP podem ser feitos em diferentes locais, dependendo da preferência do trabalhador. Para o PIS, as opções incluem agências da Caixa, casas lotéricas e terminais de autoatendimento. O PASEP é liberado em agências do Banco do Brasil ou por crédito em conta.
Trabalhadores com conta na Caixa ou no Banco do Brasil podem receber o valor automaticamente. Caso o saque não seja realizado até o prazo final, geralmente 31 de dezembro de 2025, o montante retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Diferenças entre PIS e PASEP
Embora tenham objetivos semelhantes, o PIS e o PASEP atendem públicos distintos. O PIS é voltado para trabalhadores do setor privado, enquanto o PASEP beneficia servidores públicos. A gestão também varia: a Caixa administra o PIS, e o Banco do Brasil, o PASEP.
Nos últimos anos, a unificação do calendário eliminou diferenças nos cronogramas, facilitando o acesso. Os critérios de elegibilidade e o cálculo do valor são idênticos, garantindo uniformidade no programa.
Importância econômica do programa
O PIS/PASEP desempenha um papel crucial na economia brasileira, injetando bilhões de reais anualmente. Em 2025, o programa continua a apoiar trabalhadores de baixa renda, ajudando a custear despesas como alimentação, moradia e educação.
Em períodos de pagamento, como junho, pequenos negócios, como mercados e lojas de varejo, registram aumento nas vendas. Em cidades menores, o impacto é ainda mais significativo, pois o abono fortalece o comércio local e estimula a circulação de recursos.
Prazos e cuidados para os beneficiários
Os trabalhadores devem estar atentos aos prazos de saque, que terminam em 31 de dezembro de 2025. Após essa data, os valores não retirados são devolvidos ao FAT, e o beneficiário perde o direito ao abono.
Outro ponto importante é a proteção contra fraudes. Golpes envolvendo mensagens falsas ou sites não oficiais são frequentes. Para evitar problemas, os trabalhadores devem usar apenas canais oficiais, como os aplicativos Caixa Tem, Carteira de Trabalho Digital ou sites da Caixa e do Banco do Brasil.
Histórico do programa
Criado na década de 1970, o PIS/PASEP foi concebido para integrar trabalhadores ao desenvolvimento das empresas e do setor público. Inicialmente, os valores eram acumulados em cotas, mas, a partir de 1988, o abono passou a ser pago anualmente.
Nos últimos anos, ajustes no calendário e nas regras melhoraram a eficiência do programa. A unificação dos cronogramas, implementada em 2020, simplificou o acesso e reduziu confusões entre os beneficiários, mantendo o foco na transparência.
Preparativos para os pagamentos de junho
A liberação do abono em 16 de junho é aguardada por milhares de trabalhadores nascidos em julho e agosto. Muitos planejam usar o valor para quitar dívidas, realizar compras ou investir em necessidades básicas.
Bancos e lotéricas já se organizam para atender a demanda, com reforço na divulgação de canais digitais. A Caixa e o Banco do Brasil incentivam o uso de aplicativos para consultas e saques, visando reduzir filas e melhorar a experiência dos beneficiários.