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Ancelotti estreia na seleção com Estevão brilhando e Casemiro como pilar

Casemiro
Foto: Casemiro - Foto: Alizada Studios / Shutterstock.com

Ancelotti estreia como técnico da seleção brasileira nesta quinta-feira, 5 de junho de 2025, contra o Equador, em Guayaquil, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O italiano, com passagens vitoriosas por Milan, Real Madrid e Chelsea, assume o comando após dois anos de negociações com a CBF, trazendo um esquema tático 4-3-3 e a promessa de renovação. A partida marca o início de um novo ciclo, com jovens como Estevão, de 18 anos, e a experiência de Casemiro como destaques. O jogo, crucial para a classificação ao torneio nos Estados Unidos, México e Canadá, carrega a expectativa de resgatar o protagonismo do Brasil no cenário mundial. O entusiasmo da torcida e da comissão técnica reflete a confiança no treinador.

O italiano chegou ao Brasil no fim de maio, recebendo uma recepção calorosa. Nos primeiros dias, ele mergulhou na cultura do país, iniciando aulas de português e estudando o contexto histórico do futebol brasileiro. A CBF, segundo fontes internas, vê sua chegada como um marco para recuperar a confiança após um ciclo instável nas EliminPts

  • Primeiros passos de Ancelotti: Acompanhou treinos no CT do Palmeiras e conversou com jogadores em São Paulo.
  • Foco na integração: Reuniões com Casemiro e Marquinhos para alinhar liderança no vestiário.
  • Adaptação cultural: Aulas de português incluem debates sobre a história do Brasil.

A estreia contra o Equador será o primeiro teste prático de suas ideias. Ancelotti já sinalizou que o time terá uma identidade ofensiva, mas com equilíbrio defensivo, exigindo que os atacantes participem da recomposição.

Novo comando em campo

O esquema 4-3-3, marca registrada de Ancelotti, será a base tática contra o Equador. Durante os treinos, o treinador enfatizou movimentação rápida e transições precisas. Casemiro, peça central no meio-campo, terá a função de proteger a defesa e distribuir o jogo, enquanto Bruno Guimarães e Gerson devem garantir dinamismo.

Na defesa, Marquinhos segue como líder, ao lado de Beraldo, jovem zagueiro que impressionou nos treinamentos. A lateral-direita terá Vanderson, enquanto Alex Sandro ocupa a esquerda. A escolha reflete a mescla entre experiência e juventude, uma das prioridades do italiano.

No ataque, Vinícius Júnior e Richarlison são nomes certos, mas Estevão, ex-Palmeiras e atual jogador do Chelsea, roubou a cena. Sua velocidade e dribles chamaram a atenção nos amistosos preparatórios. Ancelotti, segundo relatos, ficou impressionado com a maturidade do jovem de 18 anos, que pode começar como titular ou entrar no segundo tempo.

Estevão: a nova aposta

Estevão, contratado pelo Chelsea por cerca de 34 milhões de euros, é uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Revelado pelo Palmeiras, ele estreou no profissional com apenas 16 anos e rapidamente ganhou destaque. Na Inglaterra, apesar da pouca idade, já teve minutos em jogos da Premier League.

Nos treinos da seleção, o jovem mostrou desenvoltura. Sua capacidade de enfrentar defensores no um contra um e finalizar com precisão rendeu elogios. Ancelotti, conhecido por lançar jovens talentos, como Kaká no Milan, vê em Estevão um jogador com potencial para brilhar na Copa de 2026.

  • Números de Estevão no Palmeiras: 12 gols e 8 assistências em 66 jogos.
  • Estreia na seleção: Marcou em amistoso contra o Peru, em março de 2025.
  • Comparações: Analistas o comparam a Neymar pela ousadia e visão de jogo.
  • Adaptação na Europa: No Chelsea, já é elogiado por Mauricio Pochettino.

A escolha de Estevão reflete a intenção de Ancelotti de construir um time jovem, mas competitivo, capaz de enfrentar as potências mundiais.

Casemiro: a segurança no meio

Casemiro, com 33 anos, é o pilar de experiência no elenco. Sua relação com Ancelotti, construída no Real Madrid, foi determinante para sua convocação. O volante, que venceu cinco Ligas dos Campeões sob o comando do italiano, é visto como uma extensão do treinador em campo.

No Manchester United, apesar de críticas recentes por atuações irregulares, Casemiro mantém números sólidos: média de 3,5 desarmes por jogo e 85% de acerto nos passes na Premier League 2024/25. Na seleção, sua missão é clara: organizar o meio-campo e orientar os mais jovens.

Ancelotti destacou a importância do jogador em entrevista coletiva. Ele afirmou que Casemiro traz equilíbrio, especialmente em jogos fora de casa, como o duelo contra o Equador. O volante também será responsável por cobrar disciplina tática dos atacantes, algo que o treinador considera essencial no 4-3-3.

Expectativas da torcida

A chegada de Ancelotti reacendeu o entusiasmo dos torcedores. Em Guayaquil, cerca de 5 mil brasileiros são esperados no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo. Nas redes sociais, a convocação de Estevão e a liderança de Casemiro dominam as discussões.

Torcedores em São Paulo e Rio de Janeiro organizam eventos para assistir à partida. Bares na Vila Madalena, em São Paulo, já anunciam telões e promoções. No Rio, a Praia de Copacabana terá uma área reservada para a transmissão do jogo, com shows antes e depois da partida.

A confiança no novo treinador é alta. Uma pesquisa da Datafolha, realizada em maio de 2025, apontou que 78% dos brasileiros aprovam a contratação de Ancelotti, um índice superior ao de antecessores como Tite e Dunga em suas estreias.

Preparação para o Equador

O Equador, adversário da estreia, ocupa a quarta posição nas Eliminatórias, com 11 pontos. A equipe, comandada por Félix Sánchez, aposta na velocidade de jogadores como Moisés Caicedo e Gonzalo Plata. Jogando em casa, os equatorianos têm um retrospecto forte, com apenas uma derrota em cinco partidas.

Ancelotti dedicou os últimos dias a estudar o adversário. Ele assistiu a vídeos de jogos recentes do Equador e ajustou os treinos para simular a pressão da torcida local. A altitude de Guayaquil, embora menor que a de Quito, também foi considerada na preparação física.

  • Pontos fortes do Equador: Meio-campo sólido com Caicedo e transições rápidas.
  • Desafios para o Brasil: Neutralizar Plata e manter a posse de bola.
  • Histórico recente: O Brasil venceu o Equador por 2 a 0 em 2021, mas empatou em 2022.

A comissão técnica brasileira acredita que a vitória na estreia é essencial para consolidar a confiança no projeto de Ancelotti.

Integração cultural de Ancelotti

Além do trabalho tático, Ancelotti investiu na adaptação ao Brasil. Suas aulas de português, iniciadas logo após a chegada, incluem debates sobre a história do futebol brasileiro, como os títulos mundiais de 1958 e 1970. O treinador também visitou o Museu do Futebol, em São Paulo, onde conheceu detalhes sobre Pelé e Garrincha.

Jogadores relatam que o italiano tem se esforçado para criar um ambiente leve. Em um dos treinos, ele brincou com Vinícius Júnior sobre a rivalidade entre Real Madrid e Barcelona, arrancando risadas do elenco. Essa abordagem, segundo analistas, é típica de Ancelotti, que prioriza a harmonia no vestiário.

Jovens no radar

Além de Estevão, outros jovens estão no radar de Ancelotti. Andrey Santos, de 21 anos, e Gabriel, do Flamengo, foram convocados e podem ganhar minutos contra o Equador. A ideia é testar novas opções para a Copa de 2026, quando jogadores como Casemiro e Alex Sandro já estarão na faixa dos 35 anos.

Andrey, que atua no Strasbourg, na França, é elogiado pela versatilidade. Ele pode jogar como volante ou meia ofensivo, oferecendo opções táticas. Gabriel, por sua vez, é visto como um substituto natural para Richarlison no futuro, com 14 gols no Brasileirão 2024.

Próximos desafios

Após o Equador, o Brasil enfrenta o Paraguai, em casa, no dia 10 de junho. O jogo, marcado para o Maracanã, já tem ingressos esgotados. A CBF espera casa cheia para consolidar o apoio ao novo treinador.

Ancelotti também já planeja amistosos contra seleções europeias em 2026, antes da Copa. Jogos contra França e Inglaterra estão em negociação, segundo fontes da confederação. A ideia é preparar o time para enfrentar adversários de alto nível.

Recepção na CBF

A CBF investiu pesado na contratação de Ancelotti. O treinador assinou um contrato de três anos, com salário estimado em 12 milhões de euros anuais, um dos mais altos da história da seleção. A confederação também trouxe auxiliares italianos para compor a comissão técnica, mantendo, porém, profissionais brasileiros, como o preparador físico Fábio Mahseredjian.

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, destacou a experiência de Ancelotti como diferencial. Em evento no Rio, ele afirmou que o treinador é o nome certo para liderar o Brasil na busca pelo hexacampeonato. A entidade também planeja reformas no CT de Teresópolis, com novas instalações para 2026.

Momento do futebol brasileiro

O futebol brasileiro vive um momento de transição. Após a eliminação nas quartas de final da Copa de 2022, a seleção enfrentou críticas pela falta de identidade tática. A chegada de Ancelotti é vista como uma tentativa de resgatar o prestígio internacional, combinando o talento individual dos jogadores com uma filosofia de jogo moderna.

Clubes brasileiros, como Palmeiras e Flamengo, também contribuem para o novo ciclo, fornecendo jovens talentos. A base sólida nos torneios nacionais dá a Ancelotti opções variadas para montar o elenco.