A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, inicia uma nova fase nesta quinta-feira, 5 de junho de 2025, às 20h, no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil, contra o Equador, pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O jogo marca a estreia do renomado treinador italiano, que assume o desafio de classificar o Brasil para o Mundial e recuperar a confiança da torcida após a goleada sofrida por 4 a 1 contra a Argentina em março. Com o Brasil na quarta colocação, com 21 pontos, uma vitória é essencial para encaminhar a vaga e reanimar os torcedores.
A chegada de Ancelotti trouxe expectativas elevadas. Nos últimos dias, o treinador mergulhou na preparação, comandando treinos intensos e promovendo diálogo com os jogadores. Sua abordagem visa equilibrar organização tática e a criatividade característica do futebol brasileiro.
- Objetivo imediato: Garantir a vitória para se aproximar da classificação direta à Copa.
- Desafio tático: Enfrentar um Equador invicto há sete jogos, vice-líder com 23 pontos.
- Foco do treinador: Explorar o talento de jovens como Estêvão e consolidar a base experiente.
O cenário em Guayaquil é de grande expectativa, com Ancelotti buscando implementar sua filosofia de jogo em um elenco repleto de estrelas, mas que ainda não encontrou consistência nas Eliminatórias.
Novo ciclo sob comando italiano
Carlo Ancelotti, aos 65 anos, assume a Seleção Brasileira em sua primeira experiência à frente de uma equipe nacional. Com um currículo invejável, que inclui cinco títulos da Liga dos Campeões e passagens vitoriosas por clubes como Real Madrid e Milan, o italiano foi recebido com entusiasmo pela CBF e pelos jogadores. Sua apresentação, no dia 26 de maio, marcou o início de um projeto ambicioso: levar o Brasil ao hexacampeonato mundial em 2026.
Nos primeiros dias no cargo, Ancelotti demonstrou dedicação ao conhecer a fundo o futebol brasileiro. Visitou estádios, como o Maracanã, e passou pela Granja Comary, em Teresópolis, para se familiarizar com a estrutura da Seleção. Sua comissão técnica, composta por nomes como Paul Clement e Francesco Mauri, trouxe uma abordagem profissional que busca aliar disciplina tática à liberdade criativa dos jogadores.
O treinador também realizou sua primeira convocação, chamando 25 atletas, com destaque para o retorno de Casemiro, ausente desde outubro de 2023, e a ausência de Neymar, que se recupera de lesão e voltou recentemente a atuar pelo Santos. A lista reflete a intenção de mesclar juventude, com nomes como Estêvão, e experiência, com atletas como Marquinhos e Vinicius Júnior.
GIGANTES PELA PRÓPRIA NATUREZA! 🇧🇷
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) June 5, 2025
HOJE É DIA DE BRASA!🔥
A Seleção Brasileira entra em campo hoje (5), às 20h (Brasília), contra o Equador, no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil.
A partida é válida pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026, e… pic.twitter.com/ByBjcvTlqR
Preparação intensa em São Paulo e Guayaquil
A preparação para o duelo contra o Equador começou no CT Joaquim Grava, do Corinthians, em São Paulo. Ancelotti comandou dois treinos na cidade, um deles com o grupo completo, antes de embarcar para Guayaquil na terça-feira, 3 de junho. Já no Equador, a Seleção realizou um último treinamento no Estádio Monumental, palco da partida, na quarta-feira.
Durante as atividades, o treinador testou diferentes formações, sempre em treinos fechados para manter o sigilo tático. A ausência de Raphinha, suspenso por cartão amarelo, abriu espaço para Estêvão, jovem promessa do Palmeiras, que deve formar o trio ofensivo ao lado de Richarlison e Vinicius Júnior. Ancelotti elogiou o talento do atacante de 18 anos, destacando sua habilidade no drible e sua humildade.
O italiano também trabalhou aspectos específicos, como saída de bola, pressão no adversário e jogadas de bola parada. A formação mais provável, segundo os treinos, é um 4-3-3, com Alisson no gol, uma linha defensiva composta por Vanderson, Marquinhos, Alexsandro e Alex Sandro, um meio-campo com Casemiro, Bruno Guimarães e Gerson, e o ataque já mencionado.
Equador: um adversário em grande fase
O Equador, comandado pelo técnico argentino Sebastián Beccacece, chega ao confronto em excelente momento. Vice-líder das Eliminatórias com 23 pontos, a seleção equatoriana está invicta há sete jogos, com quatro vitórias e três empates. A última derrota foi justamente para o Brasil, em setembro de 2024, o que aumenta a expectativa por um duelo equilibrado.
A equipe equatoriana conta com jogadores de destaque, como Moisés Caicedo, meio-campista do Chelsea, e Piero Hincapié, zagueiro do Bayer Leverkusen. No ataque, a dúvida recai sobre Enner Valencia, maior artilheiro da história da seleção, que enfrenta problemas físicos. Caso não jogue, Kevin Rodríguez deve assumir a titularidade. A escalação provável do Equador inclui Galíndez no gol, uma defesa com Ordóñez, Pacho, Hincapié e Estupiñán, um meio-campo com Caicedo, Vite e Alan Franco, e um ataque com Castillo (ou Minda), Kendry Paez e Rodríguez.
Ancelotti reconheceu a força do adversário em coletiva:
- Organização defensiva: O Equador mantém uma linha defensiva coesa e pressiona com intensidade.
- Jogo vertical: A equipe aposta em transições rápidas e jogadas diretas.
- Qualidade individual: Jogadores como Caicedo e Hincapié são referências em seus clubes.
Contexto das Eliminatórias
O Brasil ocupa a quarta posição nas Eliminatórias Sul-Americanas, com 21 pontos, empatado com Uruguai e Paraguai, mas atrás no saldo de gols. O Equador, com 23 pontos, está em segundo, enquanto a Argentina, com 31 pontos, já garantiu a classificação. As seis primeiras seleções asseguram vaga direta na Copa do Mundo de 2026, e o sétimo colocado disputa a repescagem.
Uma vitória contra o Equador pode colocar o Brasil na vice-liderança, dependendo de outros resultados, e praticamente garantir a classificação, especialmente se a Seleção vencer também o Paraguai, no dia 10 de junho, em São Paulo. A pressão por resultados é alta, especialmente após a goleada sofrida contra a Argentina, que expôs fragilidades táticas e emocionais do elenco.
Expectativas da torcida e declarações
A chegada de Ancelotti reacendeu a esperança de parte da torcida, mas o desempenho recente da Seleção ainda gera desconfiança. A derrota por 4 a 1 para a Argentina, em março, foi um golpe duro, e os torcedores esperam ver um time mais competitivo e envolvente. O treinador italiano reconheceu a insatisfação, mas pediu paciência: “Queremos que a Seleção volte a ser protagonista. Isso exige trabalho e tempo.”
Jogadores como Marquinhos e Vinicius Júnior também se manifestaram. O zagueiro do PSG destacou a experiência de Ancelotti como um diferencial: “Ele sabe gerenciar o grupo e extrair o melhor de cada um.” Já Vini Jr., um dos pilares do time, afirmou estar motivado para mostrar sua melhor versão sob o novo comando.
Arbitragem e transmissão
O jogo será apitado pelo chileno Piero Maza, com assistência de Claudio Urrutia e Alejandro Molina, também do Chile. O VAR ficará a cargo de Jose Cabero. A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo, na TV aberta, pelo SporTV, na TV fechada, e pelo Globoplay, no streaming, garantindo ampla cobertura para os torcedores.
Histórico do confronto
Brasil e Equador já se enfrentaram 36 vezes, com 28 vitórias brasileiras, seis empates e duas vitórias equatorianas. Nas Eliminatórias, o retrospecto é de 13 jogos, com oito vitórias do Brasil, três empates e duas vitórias do Equador. O último encontro, em setembro de 2024, terminou com vitória brasileira, o que dá confiança ao elenco de Ancelotti.
Jovem promessa em destaque
Estêvão, de apenas 18 anos, é uma das grandes apostas para o jogo. Convocado pela primeira vez por Ancelotti, o atacante do Palmeiras impressionou nos treinos com sua velocidade e habilidade no um contra um. O treinador italiano destacou a necessidade de paciência com o jovem, mas não escondeu o entusiasmo: “Ele tem um talento especial, com características para ser o futuro da Seleção.”
O jogador, que deve substituir Raphinha, suspenso, terá a oportunidade de mostrar seu potencial em um palco internacional. Sua escalação reflete a aposta de Ancelotti em renovar o ataque brasileiro, mantendo a essência criativa do futebol do país.
Próximos passos da Seleção
Após o confronto em Guayaquil, o Brasil retorna a São Paulo para enfrentar o Paraguai, no dia 10 de junho, na Neo Química Arena, às 21h45. A partida será a primeira de Ancelotti em casa, com expectativa de casa cheia e apoio maciço da torcida. Uma vitória contra o Paraguai pode selar a classificação do Brasil para a Copa do Mundo, dependendo de outros resultados na rodada.
O treinador já planeja os próximos passos, incluindo amistosos e ajustes táticos para a preparação ao Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Com apenas quatro rodadas restantes nas Eliminatórias, cada jogo é decisivo para consolidar o projeto de Ancelotti.
Logística e apoio no Equador
A delegação brasileira chegou a Guayaquil na noite de terça-feira, após um voo fretado de seis horas. Diferentemente de outras rodadas, a CBF optou por viajar com um dia de antecedência, permitindo maior adaptação ao clima quente e úmido da cidade portuária. O treino no Estádio Monumental, na quarta-feira, foi marcado por ajustes finais e foco na estratégia para neutralizar o jogo vertical do Equador.
A torcida brasileira, embora em menor número, deve marcar presença no estádio, que não estará lotado, segundo informações locais. A expectativa é de um ambiente vibrante, com os equatorianos buscando apoiar sua seleção na tentativa de garantir a classificação antecipada.
