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EUA atacam bases nucleares no Irã: Trump anuncia bombardeio em Fordow e Natanz

usina atacada
Foto: usina atacada - Foto: Globo

Em uma ação militar de grande impacto, os Estados Unidos, sob comando do presidente Donald Trump, realizaram na noite de 21 de junho de 2025 um ataque aéreo contra três instalações nucleares no Irã: Fordow, Natanz e Isfahan. A ofensiva, anunciada por Trump em uma mensagem publicada às 20h em Washington (21h em Brasília), envolveu bombardeios precisos que, segundo o presidente, destruíram completamente as estruturas visadas, com destaque para a usina de Fordow, localizada em uma montanha perto de Qom. O ataque, descrito como uma operação pontual, teve todos os aviões retornando em segurança, sem detalhes confirmados sobre os modelos utilizados ou as armas empregadas. A ação ocorre em meio ao conflito entre Israel e Irã, iniciado em 13 de junho, e visa neutralizar a capacidade nuclear iraniana, considerada uma ameaça por Washington e Tel Aviv. Trump afirmou que o momento agora é de buscar a paz, mas o Irã promete retaliar, elevando as tensões no Oriente Médio.

A mensagem de Trump, publicada em redes sociais, foi direta e celebratória, destacando o sucesso da operação e parabenizando as forças armadas americanas. Ele enfatizou que nenhum outro exército no mundo teria a capacidade de executar tal missão. Contudo, a falta de detalhes sobre a logística do ataque, como o uso de bombardeiros B-2 Spirit, que teriam decolado de Missouri rumo à base de Guam, no Pacífico, deixa perguntas no ar. A escolha de Fordow como alvo principal não é surpresa: a instalação, encravada a 80-90 metros sob uma montanha, é uma das mais protegidas do programa nuclear iraniano e foi projetada para resistir a ataques aéreos.

O contexto da ofensiva é marcado por semanas de escalada. Israel, desde 13 de junho, conduz bombardeios contra alvos nucleares e militares no Irã, incluindo Natanz e Isfahan, alegando que Teerã estava próxima de desenvolver armas nucleares. O Irã, por sua vez, respondeu com mais de 100 drones e mísseis contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa. A entrada dos EUA no conflito, após Trump sinalizar por duas semanas a possibilidade de intervenção, muda o cenário estratégico e aumenta o risco de uma guerra regional mais ampla.

Impacto regional: Cresce o temor de escalada no Oriente Médio.

Alvos principais: Fordow, Natanz e Isfahan foram as instalações nucleares atingidas.

Objetivo declarado: Neutralizar a capacidade nuclear iraniana.

Reação imediata: Irã promete retaliação, enquanto Trump fala em paz.

O que aconteceu em Fordow

A usina de Fordow, localizada perto da cidade de Qom, é um dos pilares do programa nuclear iraniano. Construída dentro de uma montanha para proteção contra ataques aéreos, a instalação abriga centrífugas avançadas capazes de enriquecer urânio a níveis próximos dos necessários para armas nucleares. Em março de 2023, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) detectou urânio enriquecido a 83,7% em Fordow, um nível alarmante, embora o Irã insista que seu programa é pacífico. A destruição de Fordow, se confirmada, representa um golpe significativo às ambições nucleares de Teerã.

A operação americana, segundo analistas, provavelmente envolveu a bomba GBU-57 Massive Ordnance Penetrator (MOP), uma arma antibunker de 13,6 toneladas projetada para penetrar até 60 metros de rocha ou 18 metros de concreto. Apenas os bombardeiros B-2 Spirit, conhecidos por sua furtividade, podem carregar essa munição. A necessidade de múltiplos impactos no mesmo ponto para neutralizar Fordow sugere uma missão de alta complexidade, executada em um espaço aéreo iraniano com defesas antiaéreas enfraquecidas por ataques israelenses anteriores, que destruíram cerca de 70% das baterias S-300 russas do Irã.

O Pentágono ainda não divulgou informações oficiais sobre a logística da operação, mas dados de rastreamento de voos indicam que ao menos seis B-2 decolaram de Missouri na manhã de 21 de junho, acompanhados por aviões-tanque, em direção a Guam. A base naval de Guam, no Pacífico, é estratégica para operações no Oriente Médio, permitindo reabastecimento em voo e rápida projeção de poder. A ausência de baixas americanas reforça a narrativa de Trump de uma ação cirúrgica e bem-sucedida.

Reações internacionais

A ofensiva americana provocou uma onda de reações globais. O Irã, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, classificou o ataque como uma “violação flagrante do direito internacional” e prometeu “respostas proporcionais”. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, alertou que a intervenção dos EUA trará “danos irreparáveis” a Washington. Teerã já acionou o Conselho de Segurança da ONU, exigindo condenação à ação.

Países como China, Rússia e Bolívia criticaram a operação, enquanto Alemanha e Reino Unido reiteraram apoio ao direito de Israel de se defender, mas pediram contenção para evitar uma escalada. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com o risco de o conflito sair do controle, especialmente após o colapso das negociações nucleares entre Irã e EUA, interrompidas após os ataques israelenses de 13 de junho.

  • Irã: Promete retaliar e acusa EUA de apoiar “agressão sionista”.
  • ONU: Alerta para risco de guerra regional.
  • Europa: Divide-se entre apoio a Israel e pedidos de moderação.
  • Rússia e China: Condenam ação como violação do direito internacional.

Contexto do conflito

O ataque americano é o mais recente capítulo de uma guerra que começou em 13 de junho, quando Israel lançou a “Operação Leão Crescente”, uma ofensiva surpresa contra instalações nucleares e militares iranianas. A operação matou líderes militares, como Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe das Forças Armadas, além de cientistas nucleares. Israel justificou os ataques alegando que o Irã estava a dias de produzir até 15 ogivas nucleares, uma ameaça existencial ao país.

O Irã retaliou com ataques de mísseis e drones, atingindo alvos civis e militares em Israel. A troca de agressões danificou gravemente a infraestrutura nuclear iraniana, com Natanz sofrendo “sérios danos” e Isfahan sendo parcialmente destruída. Fordow, até o ataque americano, havia resistido aos bombardeios israelenses, que careciam de armas capazes de atingir suas estruturas subterrâneas.

A entrada dos EUA no conflito, após semanas de hesitação de Trump, reflete uma mudança estratégica. Durante a campanha eleitoral, Trump criticou as “guerras intermináveis” no Oriente Médio, mas também afirmou que o Irã “não pode ter uma arma nuclear”. A pressão de aliados como o senador Lindsey Graham, que defendeu a destruição de Fordow como essencial para a segurança nacional, pode ter influenciado a decisão.

Impacto militar e estratégico

A destruição de Fordow, se confirmada, compromete significativamente a capacidade do Irã de enriquecer urânio em curto prazo. A instalação era considerada a mais protegida do programa nuclear iraniano, e sua neutralização pode atrasar o programa em anos. No entanto, especialistas alertam que o Irã ainda possui conhecimento técnico e pode reconstruir suas capacidades em outros locais.

A operação também destaca a superioridade tecnológica dos EUA. Os B-2 Spirit, com sua capacidade furtiva, e a GBU-57 MOP, projetada especificamente para alvos como Fordow, demonstram o poder de projeção global de Washington. A ausência de perdas americanas reforça a narrativa de Trump de uma missão impecável, mas o sucesso militar não garante estabilidade regional.

  • Capacidade nuclear: Fordow era central para o enriquecimento de urânio.
  • Tecnologia americana: B-2 e GBU-57 são únicos no arsenal global.
  • Riscos remanescentes: Irã pode buscar reconstrução ou retaliação assimétrica.

O que vem a seguir

O ataque americano eleva as tensões a um novo patamar. O Irã, apesar de enfraquecido militarmente, mantém capacidade de retaliação por meio de mísseis balísticos, drones e proxies regionais, como o Hezbollah e os Houthis. A possibilidade de ataques a alvos americanos ou israelenses no Golfo Pérsico ou no Estreito de Ormuz, por onde passa 30% do petróleo mundial, preocupa analistas.

Trump, ao enfatizar a busca pela paz, sinaliza que a operação foi pontual, mas a resposta iraniana pode forçar uma escalada. Diplomatas europeus, liderados pela França, tentam mediar negociações, mas o fracasso de esforços anteriores, como a tentativa de Turquia e Catar, sugere um caminho difícil. A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, marcada para os próximos dias, será crucial para definir os rumos do conflito.

A sociedade iraniana, já afetada por sanções e protestos internos, enfrenta agora o impacto dos ataques. Relatos de explosões em Teerã e outras cidades, com vítimas civis, podem aumentar a pressão sobre o regime. Em Israel, a população permanece em alerta, com sirenes de ataque acionadas regularmente devido a drones iranianos.