Joshua Kipkemboi e Zinash Debebe brilham na Maratona do Rio 2025 com pódios históricos

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ZINASH DEBEBE GETACHEW Foto: ZINASH DEBEBE GETACHEW - Foto: Instagram

A Maratona do Rio 2025 transformou o Rio de Janeiro em um palco global de corrida, reunindo 60 mil corredores entre 18 e 22 de junho. No domingo, dia 22, a prova de 42 km coroou o queniano Joshua Kipkemboi Kogo, com o tempo de 2h14min18, e a etíope Zinash Debebe Getachew, com 2h34min58, como campeões. Os brasileiros Justino Pedro da Silva e Amanda Aparecida de Oliveira garantiram lugares no pódio, com o terceiro e segundo lugares, respectivamente. Realizada no Aterro do Flamengo, a prova destacou-se pelo recorde histórico de inscritos e pela competitividade do pelotão de elite. O evento, que também incluiu provas de 5 km, 10 km e 21 km, consolidou a cidade como referência no turismo esportivo. A força do evento reflete-se no impacto econômico estimado em mais de R$ 355 milhões.

A 23ª edição da Maratona do Rio trouxe um crescimento de 33% no número de participantes em relação a 2024, quando 45 mil corredores estiveram presentes. A pluralidade marcou o evento, com atletas de todos os estados brasileiros e de diversos países. O Desafio Cidade Maravilhosa, que combina meia-maratona e maratona em dias consecutivos, também atraiu competidores em busca de superação.

Entre os destaques, Zinash Debebe quase quebrou o recorde feminino da prova, ficando a menos de 30 segundos da marca de 2h34min33, estabelecida em 2022 por Kebebush Yisma Zewode Mariam. A brasileira Amanda Aparecida de Oliveira, com 2h39min18, celebrou sua segunda colocação, reforçando seu nome no cenário nacional.

  • Principais destaques da prova de 42 km:
    • Joshua Kipkemboi Kogo (Quênia): 2h14min18, campeão masculino.
    • Zinash Debebe Getachew (Etiópia): 2h34min58, campeã feminina.
  • Justino Pedro da Silva (Brasil): terceiro lugar masculino, com 2h19min35.
  • Amanda Aparecida de Oliveira (Brasil): vice-campeã feminina, com 2h39min18.

Elite em destaque na orla carioca
A prova de 42 km, com largada e chegada no Aterro do Flamengo, reuniu um pelotão de elite de alto nível. Joshua Kipkemboi Kogo, conhecido por sua performance de 2h08min01 em Roma, liderou com um pace médio de 3:40 por quilômetro. Josphat Kiprotich, também queniano e atual recordista da prova com 2h12min35, ficou em segundo, apenas 56 segundos atrás. Justino Pedro da Silva, bicampeão em 2021 e 2022, completou o pódio masculino, consolidando sua trajetória na competição.

No feminino, Zinash Debebe Getachew dominou a corrida com consistência, mantendo-se à frente de Amanda Aparecida, que alcançou um recorde pessoal. A queniana Naum Jepchirchir, com 2h39min45, fechou o pódio. A ausência da volta pelo Museu do Amanhã, substituída por trechos nas avenidas Alfredo Agache e General Justo, não diminuiu o brilho da prova, que passou por cenários icônicos como Copacabana e Botafogo.

A qualidade do pelotão reflete o prestígio global da Maratona do Rio, reconhecida como a 11ª mais forte do mundo pelo estudo “Marathons 50 2025”, da consultoria Brand Finance. A competição superou eventos como as maratonas de Tóquio e Chicago, destacando-se pela organização e conexão com a comunidade carioca.

Trajetos que encantam e desafiam
Os percursos da Maratona do Rio 2025 foram planejados para aliar desempenho e beleza. A prova de 42 km percorreu a orla carioca, com vistas para o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, enquanto a meia-maratona de 21 km passou por Ipanema e Leblon. A corrida de 10 km, reformulada, incluiu trechos entre o Aterro e Botafogo, garantindo dinamismo. Já a prova de 5 km, realizada no Aterro do Flamengo, atraiu corredores de diferentes níveis.

Cada trajeto foi desenhado para oferecer fluidez, com pontos de hidratação estratégicos e apoio logístico. A organização ajustou o percurso dos 42 km para contornar um evento no Museu do Amanhã, mas manteve a essência da experiência carioca. Atletas destacaram a energia da torcida, que incentivou os competidores ao longo de todo o trajeto.

Impacto econômico e social
A Maratona do Rio vai além do esporte, impulsionando a economia local. Em 2024, o evento gerou cerca de R$ 355 milhões e mais de 2.800 empregos diretos e indiretos, segundo o Instituto da Fecomércio (IFec RJ). Com o recorde de 60 mil inscritos em 2025, a expectativa é de um impacto ainda maior. A Casa Maratona, ponto de encontro dos participantes, recebeu mais de 135 mil visitantes durante os dias do evento.

  • Números que impressionam:
    • 60 mil corredores inscritos, um aumento de 33% em relação a 2024.
    • 81% dos participantes vieram de fora do Rio de Janeiro.
    • Impacto econômico projetado superior a R$ 355 milhões.
    • Mais de 135 mil visitantes na Casa Maratona.

O turismo esportivo também ganha força, com 81% dos corredores vindos de outros estados ou países. Hotéis, restaurantes e serviços locais registraram alta demanda, consolidando o evento como um motor de desenvolvimento urbano.

Brasileiros no pódio: uma conquista nacional
A presença de Justino Pedro da Silva e Amanda Aparecida de Oliveira no pódio reforça o potencial do atletismo brasileiro. Justino, pernambucano, é uma figura consolidada na Maratona do Rio, com vitórias em 2021 e 2022. Sua performance em 2025, com 2h19min35, demonstra resiliência diante de um pelotão africano dominante.

Amanda, mineira de 28 anos, celebrou sua estreia em maratonas na edição de 2023 e, desde então, acumula pódios. Em 2024, foi vice-campeã, e em 2025 repetiu o feito com um tempo ainda mais expressivo. Sua trajetória, marcada por superação, inspira novos corredores no país.

A dupla enfrentou adversários de peso, como o etíope Yemane Tsegay Adhane e a queniana Rael Cherop Boiyo, mas segurou posições de destaque. A torcida carioca, conhecida por sua animação, foi um diferencial, segundo os atletas.

Desempenho africano segue imbatível
O domínio africano na Maratona do Rio é uma tradição. Joshua Kipkemboi Kogo, com passadas precisas, liderou a prova masculina do início ao fim. Zinash Debebe Getachew, por sua vez, repetiu o feito de 2023, quando também venceu. Ambos correram com tênis Adizero, da Adidas, que dominou o pódio nos 42 km.

Outros nomes, como Mohamed El Ghazouany, do Marrocos, e Marcela Cristina Gomez Cordeiro, da Argentina, também competiram, mas não chegaram ao pódio. A força dos corredores africanos, aliada à preparação técnica, mantém o continente no topo das maratonas globais.

Organização e desafios logísticos
Com 60 mil inscritos, a logística da Maratona do Rio 2025 foi um desafio superado com êxito. A organização garantiu segurança, hidratação e suporte médico em todos os percursos. No entanto, a prova de 5 km enfrentou um problema: 223 inscritos ficaram sem medalhas, o que gerou críticas pontuais. A equipe do evento prometeu resolver a questão com reposição.

A retirada de kits, realizada na Marina da Glória, foi elogiada pela eficiência. A Casa Maratona, com atividades culturais e exposições, complementou a experiência dos participantes, atraindo famílias e turistas.

Curiosidades da edição 2025
A Maratona do Rio 2025 trouxe momentos marcantes que vão além dos tempos e pódios.

  • Fatos que marcaram a prova:
    • Zinash Debebe quase quebrou o recorde feminino, com um pace de 3:40.
    • A torcida carioca foi destaque, com gritos de incentivo em Copacabana.
    • O evento bateu recorde de público, com 60 mil corredores.
    • A Casa Maratona recebeu mais de 135 mil visitantes.

A pluralidade dos participantes, de amadores a profissionais, reforçou o espírito inclusivo do evento. Corredores de todas as idades e origens compartilharam as ruas do Rio, criando um ambiente de celebração.

Legado para o esporte e a cidade
A Maratona do Rio 2025 não é apenas uma corrida, mas um evento que transforma a cidade. A conexão com a comunidade, aliada à visibilidade internacional, coloca o Rio no mapa das grandes maratonas. A edição deste ano reforçou a importância do esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento.

Atletas como Amanda e Justino inspiram a nova geração, enquanto a organização já planeja a edição de 2026, com expectativa de novos recordes. A prova segue como um símbolo de superação e paixão pelo esporte, unindo cariocas e visitantes em uma celebração única.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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