Carlos Alcaraz, número dois do mundo, conquistou o título do Queen’s Club em 22 de junho de 2025, derrotando Jiri Lehecka na final e ampliando sua sequência de 18 vitórias consecutivas, a maior de sua carreira. A vitória, sua segunda no torneio londrino, reforça seu favoritismo para buscar o terceiro título consecutivo de Wimbledon, que começa em uma semana. O espanhol, que chegou à capital inglesa sem grandes expectativas, adaptou-se rapidamente à grama, consolidando-se como o principal nome a ser batido no All England Club. Aos 22 anos, ele acumula cinco títulos de Grand Slam e é um dos poucos a vencer Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. Sua trajetória recente, marcada por equilíbrio pessoal e desempenho excepcional, coloca Alcaraz em um seleto grupo de tenistas que podem marcar época na grama.
O feito no Queen’s não é apenas um troféu a mais: é um indicativo de sua preparação para Wimbledon. Alcaraz já venceu o torneio em 2023 e 2024, e a dobradinha Queen’s-Wimbledon, alcançada por apenas oito homens na Era Aberta, é um objetivo tangível. Sua confiança na grama cresceu, e ele agora mira um clube exclusivo de tricampeões consecutivos em Wimbledon, como Bjorn Borg e Roger Federer.
- Principais conquistas recentes:
- Segundo título no Queen’s Club (2023 e 2025).
- Cinco títulos de Grand Slam, incluindo Roland Garros 2024.
- 18 vitórias consecutivas desde abril de 2025.
- Único espanhol com quatro títulos em grama antes dos 23 anos.
O tenista, que enfrentou desafios físicos e mentais no início do ano, encontrou na pausa estratégica uma forma de recuperar sua paixão pelo esporte. Agora, ele se prepara para Londres com foco total no tricampeonato.
Domínio na grama
Alcaraz chegou ao Queen’s Club com o objetivo de se adaptar à grama, superfície que exige movimentação e técnica específicas. Sua vitória contra Lehecka, em sets diretos, demonstrou não apenas habilidade, mas também consistência. O espanhol perdeu apenas cinco partidas em 2025, sendo quatro no primeiro trimestre, contra Novak Djokovic, Lehecka, Jack Draper e David Goffin. Desde então, apenas Holger Rune conseguiu derrotá-lo, em abril, na final do Barcelona Open.
A sequência de 18 vitórias inclui cinco finais consecutivas no circuito ATP, com quatro títulos conquistados. O desempenho na grama o coloca ao lado de nomes como Djokovic, que lidera com oito títulos na superfície, e outros como Matteo Berrettini e Taylor Fritz, com quatro cada. Alcaraz, porém, destaca-se pela juventude: aos 22 anos, ele já é o terceiro espanhol com quatro títulos em grama, atrás de Rafael Nadal e Feliciano Lopez, mas com uma carreira ainda em ascensão.
Caminho até o Queen’s
A campanha no Queen’s Club foi marcada por jogos sólidos e confiança crescente. Na semifinal, Alcaraz superou Roberto Bautista Agut, compatriota experiente, em uma partida que testou sua paciência e adaptação. A final contra Lehecka, número 30 do mundo, foi mais direta, com o espanhol controlando os pontos cruciais.
O torneio serviu como termômetro para Wimbledon. Alcaraz destacou a importância de se sentir confortável na grama, uma superfície que, segundo ele, exige ajustes constantes. Sua rápida adaptação surpreendeu até mesmo o próprio jogador, que não esperava erguer o troféu.
- Momentos-chave no Queen’s 2025:
- Vitória sobre Bautista Agut na semifinal em dois sets.
- Final contra Lehecka com 78% de pontos ganhos no primeiro saque.
- Nenhum set perdido durante o torneio.
- Média de 10 aces por partida, um recorde pessoal na grama.
Rivalidade com Sinner
A temporada de 2025 colocou Alcaraz e Jannik Sinner, número um do mundo, como protagonistas de uma nova era no tênis. Os dois se enfrentaram cinco vezes neste ano, com Alcaraz levando a melhor em todas, incluindo a épica final de Roland Garros, que durou cinco horas e 29 minutos. A vitória no saibro francês, onde Alcaraz virou dois sets de desvantagem, foi um marco em sua carreira.
Sinner, que retornou ao circuito em maio após uma suspensão de três meses por doping, enfrentou dificuldades para recuperar o ritmo. Alcaraz, por sua vez, pareceu elevar seu jogo com o retorno do rival. As vitórias no saibro e a consistência na grama reforçam sua superioridade momentânea, mas a rivalidade promete ser um dos destaques de Wimbledon.
Pausas estratégicas
O sucesso de Alcaraz em 2025 não se resume às quadras. Após derrotas no início do ano, como a de Indian Wells para Jack Draper, o espanhol sentiu-se desmotivado. Uma pausa em Cancún, no México, com a família, foi decisiva para recuperar sua energia. Ele repetiu a estratégia após Roland Garros, viajando para Ibiza por cinco dias.
Essas pausas, segundo Alcaraz, permitiram que ele se desconectasse do circuito e voltasse a encontrar prazer no tênis. A decisão de não jogar outros torneios antes de Wimbledon reflete sua confiança na preparação atual. Em Londres, ele planeja descansar e explorar a cidade, mantendo o foco no torneio.
História em Wimbledon
Wimbledon é um palco onde Alcaraz já brilhou. Sua primeira conquista, em 2023, veio contra Novak Djokovic, em uma final memorável. Em 2024, ele defendeu o título com autoridade, tornando-se o sexto homem na Era Aberta a vencer Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano, ao lado de lendas como Nadal e Federer.
O tricampeonato consecutivo é um feito raro. Apenas quatro homens na Era Aberta conseguiram: Borg (cinco títulos seguidos), Sampras (quatro), Federer (cinco) e Djokovic (quatro). Alcaraz, com apenas 22 anos, tem a chance de entrar nesse grupo seleto, um passo que consolidaria sua posição entre os maiores da história.
Números que impressionam
A temporada de Alcaraz é marcada por números expressivos. Ele disputou 60 partidas em 2025, com 55 vitórias, um aproveitamento de 91,7%. Na grama, seu recorde é ainda mais impressionante: 90% de vitórias desde 2023. Seus 21 títulos ATP, conquistados antes dos 23 anos, o colocam como um dos mais precoces da história, atrás apenas de Nadal e Borg em conquistas na mesma idade.
- Estatísticas de 2025:
- 55 vitórias em 60 partidas.
- 18 vitórias consecutivas, maior sequência da carreira.
- 5 finais ATP, com 4 títulos.
- 4 títulos em grama, igualando Berrettini e Fritz.
Preparação para Londres
Com o título no Queen’s, Alcaraz entra em Wimbledon como favorito absoluto, segundo analistas como Pat Cash, ex-campeão do torneio. Sua capacidade de se adaptar às mudanças de superfície, aliada à resistência física demonstrada em Roland Garros, o torna um adversário temido. A final contra Sinner no saibro mostrou que ele é capaz de superar longas batalhas, um trunfo em jogos de cinco sets.
O espanhol não planeja mudanças drásticas em sua rotina. Ele ficará em Londres nos dias que antecedem o torneio, descansando e treinando com moderação. A confiança em sua equipe e a experiência em grandes palcos são fatores que ele destaca como fundamentais.
Legado em construção
Aos 22 anos, Alcaraz já é comparado a gigantes do tênis. Sua versatilidade, capaz de vencer no saibro, na grama e em quadras duras, o coloca em um patamar raro. Ele é o único jogador ativo, além de Djokovic, a ter cinco ou mais títulos de Grand Slam antes dos 23 anos. Sua mentalidade, que combina ambição com humildade, é outro diferencial.
O Queen’s foi mais um capítulo de uma trajetória que parece destinada a recordes. Enquanto se prepara para Wimbledon, Alcaraz carrega não apenas a expectativa de vencer, mas de consolidar um legado que pode redefinir o tênis nas próximas décadas.
