Brasil enfrenta Canadá na VNL masculina: horário, transmissão e destaques

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Volêi Foto: Volêi - Foto: Paolo Bona / Shutterstock.com

A seleção brasileira masculina de vôlei entra em quadra nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, para enfrentar o Canadá às 18h (horário de Brasília), em Chicago, nos Estados Unidos, pela segunda semana da Liga das Nações (VNL). O jogo, válido pela fase classificatória, será transmitido ao vivo pelo SporTV 2 e pela plataforma de streaming VBTV. Com três vitórias em quatro jogos na primeira semana, o Brasil ocupa a terceira posição na tabela, atrás de Polônia e Japão, e busca consolidar sua vaga na fase final, que acontece em Ningbo, na China, entre 30 de julho e 3 de agosto. A partida é crucial para manter o ritmo positivo e superar um adversário que, apesar do retrospecto favorável ao Brasil, venceu o último encontro em 2024.

O confronto marca o início de uma etapa desafiadora para a equipe comandada pelo técnico Bernardinho. Após uma estreia sólida no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, onde venceu Irã, Ucrânia e Eslovênia, mas caiu para Cuba, a seleção agora enfrenta adversários mais exigentes fora de casa. O central Judson, maior pontuador da equipe na primeira semana, e o levantador Fernando Cachopa são peças-chave para o sucesso brasileiro.

  • Retrospecto: Brasil venceu três dos cinco jogos contra o Canadá na história da VNL.
  • Destaques: Judson e Cachopa lideram a equipe em pontos e armação de jogadas.
  • Objetivo: Garantir vitórias para assegurar a classificação à fase final.

O jogo em Chicago também carrega a expectativa de um público vibrante, já que a cidade é um dos polos do vôlei internacional na temporada. A seleção brasileira, embalada pelo apoio da torcida e pela confiança acumulada, quer manter a regularidade para seguir entre os líderes.

Desempenho brasileiro na primeira semana

Na etapa inicial da VNL 2025, disputada no Maracanãzinho, o Brasil mostrou consistência, apesar do revés contra Cuba. A vitória sobre a Ucrânia, por exemplo, destacou a força do bloqueio brasileiro, com Judson anulando ataques adversários. Contra o Irã, a equipe sobressaiu no saque, enquanto a partida contra a Eslovênia evidenciou a capacidade de reação em sets disputados. O levantador Cachopa, com sua precisão na distribuição, foi essencial para manter o equilíbrio tático.

A derrota para Cuba, no entanto, serviu como alerta. O Brasil perdeu por 3 a 2 em um jogo equilibrado, o que reforçou a necessidade de ajustes no passe e na defesa. Bernardinho, conhecido por sua exigência, trabalhou intensamente com o grupo para corrigir falhas antes da viagem aos Estados Unidos. A preparação incluiu análises táticas do Canadá, um time que combina jogadores experientes com jovens promissores.

Canadá: um adversário em ascensão

O Canadá chega ao confronto com um desempenho irregular na primeira semana, mas com potencial para surpreender. A equipe venceu dois dos quatro jogos disputados, contra adversários de menor expressão, mas caiu diante de times como Polônia e Itália. O oposto Stephen Maar, principal pontuador canadense, é a maior ameaça, com ataques potentes e boa presença no bloqueio.

Nos últimos anos, o Canadá tem investido no desenvolvimento do vôlei masculino, com jogadores atuando em ligas europeias de alto nível. Apesar disso, o Brasil leva vantagem no confronto direto, com três vitórias em cinco jogos desde 2018, quando a VNL foi criada. O último duelo, em 2024, terminou com vitória canadense por 3 a 1, o que aumenta a expectativa por uma revanche brasileira.

Estratégias para a partida

Para superar o Canadá, o Brasil aposta em três pilares táticos fundamentais:

  • Saque agressivo: Desestabilizar a recepção adversária, como fez contra o Irã.
  • Bloqueio eficiente: Neutralizar os ataques de Stephen Maar e do central Lucas Van Berkel.
  • Ataque equilibrado: Explorar a versatilidade de jogadores como Alan Souza e Judson.

Bernardinho também deve manter a rotação de jogadores para preservar a energia do elenco, já que a segunda semana inclui jogos contra Itália e Polônia, adversários diretos na briga pela liderança. A comissão técnica brasileira estudou o padrão de jogo canadense, que prioriza ataques rápidos pelas extremidades e defesas longas.

A importância da segunda semana

A etapa de Chicago é decisiva para as pretensões do Brasil na VNL. Com 18 equipes na competição, apenas as oito melhores avançam para as finais em Ningbo. A tabela atual mostra Polônia e Japão na liderança, ambos com 12 pontos, seguidos pelo Brasil, com 9. Cada vitória na segunda semana pode garantir uma margem confortável para a classificação.

Além do Canadá, o Brasil enfrenta a Itália, no dia 26, e a Polônia, no dia 29, em jogos que testarão a consistência da equipe. A sequência de partidas em poucos dias exige preparo físico e mental, algo que Bernardinho priorizou nos treinos. O técnico destacou a importância de manter a concentração em cada jogo, sem subestimar adversários.

Histórico da VNL e o papel do Brasil

A Liga das Nações, criada em 2018, substituiu a antiga Liga Mundial e se tornou o principal torneio anual de seleções. O Brasil, com tradição no vôlei masculino, já chegou à final em duas edições, mas ainda busca o primeiro título. Em 2024, a equipe ficou em quarto lugar, após derrota para a França na semifinal.

A edição de 2025 trouxe novidades, como a expansão para 18 equipes por gênero e a inclusão de novos participantes, como Ucrânia e China. O formato segue com três semanas de fase classificatória, com cada time disputando 12 jogos. Os resultados são contabilizados em uma tabela geral, onde vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 valem três pontos, enquanto triunfos por 3 a 2 rendem dois pontos.

Torcida e apoio no exterior

A presença de brasileiros em Chicago deve garantir um apoio significativo à seleção. Comunidades de imigrantes e fãs do vôlei costumam lotar ginásios em etapas internacionais, criando um ambiente favorável. Durante a primeira semana, no Maracanãzinho, a torcida foi um diferencial, com mais de 8 mil espectadores por jogo, segundo dados da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

A transmissão pelo SporTV 2 e VBTV também facilita o acompanhamento dos fãs no Brasil. A plataforma de streaming, aliás, oferece cobertura completa da VNL, com replays e análises, permitindo que torcedores revisitem os melhores momentos.

Próximos desafios em Chicago

Além do Canadá, a Itália, atual campeã olímpica, será um teste de fogo no dia 26. A equipe italiana, liderada por jogadores como Alessandro Michieletto, combina juventude e experiência, sendo uma das favoritas ao título. Já a Polônia, que joga em casa na terceira semana, lidera a tabela com quatro vitórias em quatro jogos, mostrando força no ataque e no bloqueio.

O Brasil precisará manter a regularidade para não depender de resultados paralelos na reta final da classificatória. A comissão técnica já planeja ajustes táticos específicos para cada adversário, com foco em minimizar erros não forçados, que custaram pontos contra Cuba.

Preparação física e mental

A VNL é conhecida por sua maratona de jogos, o que exige um elenco bem preparado. O Brasil levou 14 jogadores para Chicago, incluindo reservas como o oposto Darlan Souza e o líbero Maique, que podem entrar em momentos estratégicos. A equipe também conta com um time de fisioterapeutas e preparadores físicos para garantir a recuperação entre as partidas.

Judson, em entrevista recente, destacou a importância do trabalho em equipe: “Cada jogador tem um papel, seja começando o jogo ou entrando no decorrer. O que importa é o grupo estar alinhado.” A mentalidade coletiva é um dos trunfos do Brasil, que busca repetir o sucesso de campanhas históricas, como o ouro olímpico de 2016.

Expectativas para a fase final

Com a fase final marcada para Ningbo, na China, o Brasil tem como meta chegar entre os quatro primeiros na classificatória para garantir uma boa posição no mata-mata. A China, como anfitriã, já está garantida nas finais, o que torna a disputa pelas outras sete vagas ainda mais acirrada.

A VNL 2025 é vista como uma preparação crucial para o ciclo olímpico que culminará nos Jogos de Los Angeles, em 2028. Para o Brasil, manter a competitividade na Liga das Nações é essencial para consolidar a nova geração de jogadores, que mescla veteranos como Cachopa com jovens talentos como Judson.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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