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Honda CB 300 usada: prós e contras da naked de 291 cc no mercado em 2025

Honda CB 300R -
Foto: Honda CB 300R - Foto: Divulgação

A Honda CB 300, lançada no Brasil em 2009 como CB300R e descontinuada em 2015, permanece uma opção popular no mercado de motos usadas, com preços variando de R$ 8.000 a R$ 12.000 em 2025. Produzida em Manaus, a naked de 291 cc e 26,5 cv foi projetada como uma porta de entrada para motocicletas esportivas, sucedendo a CBX 250 Twister. Apesar de sua robustez e baixo custo de manutenção, a moto enfrentou críticas por vibrações em alta rotação, suspensão dura e acabamento simples. Vendida em versões com freio a disco ou combinado, a CB 300 conquistou 85.636 unidades em 2011, mas caiu para 14.000 em 2016, segundo a Fenabrave. Sua confiabilidade e economia atraem compradores, mas defeitos recorrentes exigem atenção na compra.

A moto, inspirada na CB600F Hornet, mantém apelo entre iniciantes e pilotos urbanos. A seguir, os principais pontos da CB 300:

  • Motor: 291 cc, monocilíndrico, 26,5 cv, com injeção eletrônica.
  • Preço médio: R$ 8.000 a R$ 12.000, dependendo do estado e ano.
  • Consumo: Média de 25 a 30 km/l em uso misto.
  • Manutenção: Peças acessíveis, com serviços a partir de R$ 200.

Embora não seja mais fabricada, a CB 300 continua sendo uma escolha viável para quem busca custo-benefício, desde que revisada cuidadosamente.

Histórico no mercado brasileiro

Lançada em 2009, a Honda CB 300R substituiu a CBX 250 Twister, trazendo um motor maior e injeção eletrônica PGM-FI, que atendia às normas de emissões da época. Com design inspirado na Hornet, a moto se destacou por sua estética naked e acessibilidade, custando cerca de R$ 11.490 na época. Disponível em cores como preto, vermelho, prata e dourado, a CB 300 conquistou o público jovem e entregadores devido à sua versatilidade.

Entre 2010 e 2016, a moto registrou vendas expressivas, com pico de 85.636 unidades em 2011, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas. No entanto, a concorrência com modelos como Yamaha Fazer 250 e a crise econômica reduziram os emplacamentos para 14.000 em 2016, ano em que foi descontinuada, dando lugar à CB Twister 250.

Motor e desempenho

O motor monocilíndrico de 291 cc, com quatro válvulas e refrigeração a ar, entrega 26,5 cv a 7.500 rpm e 2,8 kgfm de torque a 6.000 rpm. A injeção eletrônica garante respostas suaves, mas vibrações em rotações acima de 6.000 rpm são uma queixa comum. O câmbio de cinco marchas é bem escalonado, mas a primeira marcha é curta, exigindo trocas frequentes em tráfego urbano.

Testes da época, como os da revista Motociclismo, indicaram aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 11 segundos, com velocidade máxima de 135 km/h. O consumo médio varia de 25 km/l na cidade a 30 km/l na estrada, com tanque de 16 litros garantindo autonomia de até 480 km. A confiabilidade do motor é um ponto forte, com poucos relatos de falhas graves.

A moto é ideal para deslocamentos urbanos e viagens curtas, mas o desempenho em rodovias é limitado, especialmente com garupa, devido ao peso de 143 kg e à potência modesta frente a concorrentes como a Kawasaki Ninja 300.

Suspensão e conforto

A suspensão da CB 300, com garfo telescópico dianteiro de 130 mm e balança traseira monochoque de 104 mm, é frequentemente criticada por ser rígida. Em pisos irregulares, comuns no Brasil, a moto transmite impactos, afetando o conforto em trajetos longos. A falta de ajustes na suspensão traseira limita a personalização para diferentes pesos ou estilos de pilotagem.

O assento, a 781 mm do solo, é acessível para pilotos de média estatura, mas o espaço para o garupa é restrito, com apoio limitado. A posição de pilotagem é ereta, favorecendo o uso urbano, mas a vibração do motor em alta velocidade pode causar desconforto. Proprietários sugerem a instalação de coxins de guidão para reduzir vibrações, custando cerca de R$ 150.

Freios e segurança

A CB 300 foi oferecida em duas versões:

  • Standard: Freio a disco dianteiro (276 mm) e tambor traseiro (130 mm).
  • C-ABS: Freio a disco nas duas rodas com sistema combinado e ABS.

A versão C-ABS, lançada em 2011, melhora a segurança, especialmente em frenagens de emergência, mas é mais rara no mercado de usados. O sistema combinado distribui a força de frenagem, enquanto o ABS evita travamentos. O disco traseiro de 220 mm na C-ABS é mais eficiente que o tambor da Standard, mas proprietários relatam desgaste rápido das pastilhas traseiras, com trocas a cada 10.000 km, custando cerca de R$ 80.

A ausência de controle de tração e a tração traseira por corrente exigem cuidado em pisos molhados. A Fenabrave não registra acidentes específicos, mas fóruns de motociclistas apontam que a CB 300 é estável, desde que bem mantida.

Honda CB 300R
Honda CB 300R – Foto: Divulgação

Manutenção e custos

A CB 300 é elogiada pela manutenção acessível. Revisões básicas, incluindo troca de óleo e filtro, custam entre R$ 200 e R$ 300 em oficinas especializadas. Peças como disco de freio dianteiro e pastilhas custam cerca de R$ 78, valor competitivo em 2025. A corrente de transmissão requer lubrificação a cada 500 km, e a substituição, a cada 20.000 km, sai por R$ 200.

Proprietários relatam durabilidade do motor, com unidades ultrapassando 50.000 km sem reformas, desde que respeitado o intervalo de manutenção de 6.000 km. Problemas comuns incluem falhas no sensor de oxigênio (R$ 300) e desgaste prematuro do pneu traseiro em uso intenso, com trocas a cada 12.000 km, custando R$ 350. A disponibilidade de peças em cidades como São Paulo e Recife é alta, mas em regiões menores pode haver atrasos.

Preço no mercado de usados

No mercado de usados, a CB 300 mantém bom valor de revenda. Modelos 2010 a 2012 custam entre R$ 8.000 e R$ 10.000, enquanto unidades 2013 a 2015, especialmente com C-ABS, chegam a R$ 12.000. A depreciação é menor que a de concorrentes como a Yamaha Fazer 250, que custa de R$ 7.500 a R$ 10.500.

Fatores que influenciam o preço incluem:

  • Quilometragem: Unidades com menos de 30.000 km são mais valorizadas.
  • Manutenção comprovada: Documentação de revisões aumenta o preço.
  • Versão: Modelos C-ABS são 15% mais caros.
  • Estado geral: Pintura original e ausência de ferrugem são diferenciais.

Sites como OLX e Mercado Livre mostram maior oferta em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com preços variando conforme acessórios, como escapamento esportivo (R$ 800) ou protetores de motor (R$ 250).

Críticas recorrentes

Apesar da popularidade, a CB 300 enfrentou críticas. O acabamento, com plásticos frágeis e pintura suscetível a arranhões, decepciona em modelos mais antigos. A iluminação do farol, com lâmpada halógena, é insuficiente para estradas à noite, levando muitos proprietários a instalarem lâmpadas LED, custando R$ 150.

O painel, com velocímetro analógico e visor digital, é funcional, mas carece de recursos como indicador de marcha ou autonomia. A vibração do motor em alta rotação, relatada em fóruns de motociclistas, exige adaptação, especialmente em viagens acima de 100 km/h. A suspensão rígida também é um ponto fraco em comparação com a Fazer 250, que oferece maior conforto em pisos irregulares.

Comparação com concorrentes

No mercado de usados, a CB 300 compete com a Yamaha Fazer 250 e a Dafra Kansas 250. A Fazer, com motor de 249 cc e 21 cv, é menos potente, mas tem suspensão mais macia e consumo semelhante (28 km/l). A Kansas, com 27 cv, é mais barata (R$ 6.000 a R$ 8.000), mas sofre com baixa disponibilidade de peças.

A CB 300 se destaca pela confiabilidade da marca Honda e pela rede de concessionárias, que cobre 90% do território brasileiro. No entanto, a Fazer 250 é preferida por quem busca conforto, enquanto a Ninja 300, com 39 cv, atrai pilotos que priorizam desempenho, embora custe até R$ 18.000 usada.

Dicas para compra de uma CB 300 usada

Antes de adquirir uma CB 300 usada, é essencial verificar o histórico de manutenção e o estado mecânico. Proprietários recomendam:

  • Teste de motor: Ouvir ruídos anormais em baixa e alta rotação.
  • Suspensão: Avaliar folgas e vazamentos no garfo dianteiro.
  • Documentação: Confirmar ausência de multas e regularidade no Detran.
  • Pneus e freios: Verificar desgaste e funcionamento do ABS, se aplicável.

Levar a moto a um mecânico de confiança pode evitar surpresas, como reparos no sistema elétrico (R$ 500) ou substituição do estator (R$ 400). Comprar em feirões, como os realizados em São Paulo, pode garantir melhores preços, mas exige atenção a detalhes como corrosão em parafusos.

Legado da CB 300

A CB 300 deixou um marco no mercado brasileiro, influenciando modelos como a CB Twister 250, lançada em 2016. Sua combinação de preço acessível, robustez e facilidade de pilotagem a tornou um ícone entre motociclistas urbanos e iniciantes. Em 2025, colecionadores e entusiastas valorizam unidades bem conservadas, especialmente as douradas, que alcançam preços premium em leilões.

A moto também foi usada por frotistas e escolas de pilotagem, devido à sua durabilidade e baixo custo operacional. Apesar das críticas, a CB 300 mantém uma base fiel de fãs, que organizam encontros em cidades como Curitiba e Belo Horizonte, celebrando seu design clássico e legado.