Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV combina 63 km elétricos e preço competitivo

Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV

Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV - Foto: Divulgação

O Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV, lançado em março de 2025, chegou ao mercado brasileiro com uma proposta ousada: combinar autonomia elétrica de 63 km, potência de 317 cv e preço competitivo de R$ 219.990, apenas R$ 100 acima do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid. A versão híbrida plug-in, importada da China, destaca-se entre os SUVs médios por sua tecnologia avançada e design diferenciado, mirando concorrentes como BYD Song Plus e GWM Haval H6. Com uma redução de R$ 20.000 em maio, a Caoa Chery reforça sua estratégia de atrair consumidores urbanos e gestores em busca de eficiência e desempenho. A novidade já emplaca 2.300 unidades mensais, consolidando a marca no segmento.

O modelo se diferencia por sua mecânica robusta e visual moderno. A seguir, alguns pontos que definem o Tiggo 7 Pro PHEV:

  • Motor 1.5 turbo de 147 cv combinado a dois motores elétricos, totalizando 317 cv.
  • Bateria de 19,3 kWh, com recarga completa em 3 horas (7 kW) ou 6 horas (220 V).
  • Design com para-choque exclusivo, rodas aro 18 e portinhola de recarga no para-lamas.
  • Sistemas ADAS, como piloto automático adaptativo, ausentes em rivais mais baratos.

A chegada do Tiggo 7 Pro PHEV amplia a linha do SUV, que já conta com versões como Sport, Hybrid Max Drive e Pro Max Drive, cada uma voltada a um perfil específico de consumidor.

Preço estratégico no mercado

A redução de preço em maio de 2025 posicionou o Tiggo 7 Pro PHEV como o SUV híbrido plug-in mais acessível do Brasil, custando R$ 219.990. Comparado ao BYD Song Plus (R$ 194.800), ele oferece mais potência e tecnologias avançadas, como piloto automático adaptativo. Já contra o GWM Haval H6, que é maior e mais caro, o Tiggo se destaca pela agilidade e eficiência no uso urbano.

O valor também o coloca em pé de igualdade com o Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que, embora consolidado no mercado, entrega apenas 122 cv e não permite recarga externa. A estratégia de preço da Caoa Chery reflete a aposta em conquistar consumidores que buscam um híbrido completo sem abrir mão de desempenho. Em testes, o modelo registrou consumo de 14,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada, números que reforçam sua versatilidade.

O Tiggo 7 Pro PHEV ainda se beneficia da garantia de cinco anos, um diferencial frente a concorrentes. A importação da China, embora eleve o custo logístico, garante acesso a tecnologias de ponta, como o câmbio DHT de três marchas, que integra os motores elétricos de forma eficiente.

Tecnologia híbrida avançada

O coração do Tiggo 7 Pro PHEV é seu sistema híbrido, que combina um motor 1.5 turbo de 147 cv e 22,5 kgfm com dois motores elétricos, somando 170 cv e 34,2 kgfm. Juntos, entregam 317 cv e 56,6 kgfm, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos. A transmissão DHT, com três marchas, simula até 11 combinações, garantindo transições suaves entre os motores.

A bateria de 19,3 kWh, montada sob o veículo, possibilita rodar 63 km apenas no modo elétrico, segundo o Inmetro. Em carregadores de 7 kW, a recarga leva três horas, enquanto uma tomada doméstica de 220 V exige seis horas. Para viagens longas, o sistema permite preservar a carga da bateria, otimizando o uso do motor a combustão para manter a assistência elétrica.

Esse conjunto é idêntico ao do Tiggo 8 PHEV, mas a calibração no Tiggo 7 parece mais refinada, com menos trancos em acelerações bruscas. A tração dianteira e a suspensão (duplo A na frente e multibraços atrás) oferecem estabilidade, embora o peso extra de 215 kg cause batidas secas em lombadas.

Design que se destaca

O Tiggo 7 Pro PHEV traz elementos visuais que o diferenciam das demais versões. O para-choque frontal exibe grandes tomadas de ar com aletas diagonais, enquanto os faróis de neblina foram substituídos por barras de LED. As rodas de 18 polegadas têm desenho exclusivo, e a traseira carrega o emblema “PHEV” em azul. A portinhola de recarga, no para-lamas dianteiro direito, é um detalhe funcional e estilístico.

Internamente, o SUV adota o painel do Tiggo 8 Pro, com duas telas de 12,3 polegadas integradas. O console central é prático, com comandos físicos para o ar-condicionado bizona, mas a tela de cristal líquido sofre com reflexos solares. Detalhes como o carregador sem fio sob o apoio de braços e a borracha antiderrapante elevam a funcionalidade.

O espaço traseiro é amplo, mas a bateria eleva o piso, deixando as pernas mais dobradas. Um sistema de alerta luminoso avisa sobre veículos se aproximando ao abrir as portas, aumentando a segurança. O porta-malas mantém os 475 litros das demais versões, um volume competitivo no segmento.

Desempenho em números

O Tiggo 7 Pro PHEV impressiona nos testes de desempenho. Além da aceleração de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos, o modelo percorre 1.000 metros em 27,8 segundos, atingindo 178,7 km/h. A velocidade máxima é de 190 km/h, segundo a fabricante. Nas retomadas, ele vai de 40 a 80 km/h em 2,6 segundos, de 60 a 100 km/h em 3,8 segundos e de 80 a 120 km/h em 4,4 segundos.

Os freios, com discos ventilados na frente e sólidos atrás, param o SUV em 15,6 metros a 60 km/h, 23,8 metros a 80 km/h e 70 metros a 120 km/h. O consumo, medido em condições reais, reflete a eficiência do sistema híbrido, com 14,5 km/l no ciclo urbano e 12,3 km/l no rodoviário. O ruído interno é contido, com 66,5 dBA a 80 km/h e 68,3 dBA a 120 km/h.

Tiggo 7 Pro PHEV – Foto: Divulgação

Posicionamento entre concorrentes

No mercado de SUVs médios, o Tiggo 7 Pro PHEV enfrenta rivais de peso. O BYD Song Plus, mais barato, não oferece sistemas ADAS avançados, enquanto o GWM Haval H6, embora maior, tem preço superior. O Toyota Corolla Cross, referência em híbridos, fica atrás em potência e tecnologia de recarga.

A Caoa Chery aposta na diversidade de versões para atender diferentes perfis. O Tiggo 7 Sport, com motor 1.5 turbo de 150 cv, custa R$ 139.990, enquanto o Pro Max Drive, com 1.6 turbo de 187 cv, sai por R$ 169.990. O Hybrid Max Drive, com sistema híbrido leve, é vendido por R$ 174.990. O PHEV, mesmo sendo o mais caro, justifica o preço com sua proposta tecnológica.

Vendas e aceitação

A linha Tiggo 7 tem registrado bons números, com média de 2.300 unidades emplacadas por mês entre janeiro e maio de 2025. O sucesso reflete a estratégia da Caoa Chery de oferecer opções variadas, desde modelos de entrada até híbridos plug-in. A redução de preço do PHEV, anunciada em maio, ampliou sua competitividade, atraindo consumidores que antes consideravam apenas marcas tradicionais.

A garantia de cinco anos e a rede de concessionárias em expansão também contribuem para a confiança do cliente. A importação da versão PHEV da China garante acesso a tecnologias de ponta, mas a Caoa Chery já planeja nacionalizar componentes para reduzir custos no futuro.

Detalhes técnicos em foco

A ficha técnica do Tiggo 7 Pro PHEV revela sua sofisticação:

  • Motor a combustão: 1.5 turbo, 147 cv a 5.500 rpm, 22,5 kgfm a 1.750 rpm.
  • Motores elétricos: 95 cv (17,3 kgfm) e 75 cv (16,8 kgfm).
  • Dimensões: 451,3 cm de comprimento, 186,2 cm de largura, 169,6 cm de altura, 267 cm de entre-eixos.
  • Peso: 1.704 kg, com 215 kg extras pela bateria.
  • Suspensão: duplo A na dianteira, multibraços na traseira.

A direção elétrica, com 2,5 voltas, oferece boa precisão, enquanto os pneus 225/60 R18 garantem aderência. O sistema híbrido é projetado para uso urbano e rodoviário, com modos que priorizam economia ou desempenho.

Experiência ao volante

Dirigir o Tiggo 7 Pro PHEV é uma experiência equilibrada. O peso extra confere estabilidade, mas a suspensão dianteira pode ser rígida em irregularidades. A traseira, com multibraços, mantém o controle em curvas. A integração dos motores é fluida, com transições suaves na maioria das situações, exceto em acelerações abruptas.

O modo elétrico é ideal para o trânsito urbano, enquanto o modo híbrido combina os motores para viagens longas. A função de preservação de carga permite planejar o uso da bateria, garantindo economia em percursos mistos. O piloto automático adaptativo e outros sistemas ADAS tornam a condução mais segura e confortável.

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