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Justiça limita visitas de Dona Ruth ao neto Léo após decisão judicial

Léo e Ruth Dias
Foto: Léo e Ruth Dias - Instagram

A Justiça de Goiânia determinou, no início de julho de 2025, novas restrições ao convívio de Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, com seu neto Léo, de 5 anos, após conceder a guarda unilateral provisória ao pai, Murilo Huff. A decisão, baseada em alegações de negligência e alienação parental, reduz as visitas de Dona Ruth a encontros quinzenais, gerando forte impacto emocional na família. O processo, que tramita em segredo de Justiça, expõe tensões entre o cantor e a avó materna, responsáveis pela criação do menino desde a morte de Marília em 2021. A medida judicial busca priorizar o bem-estar de Léo, mas reacende debates sobre guarda compartilhada e laços familiares.

O caso ganhou destaque após a sentença da 2ª Vara de Família de Goiânia, que apontou falhas no cuidado de Dona Ruth com a saúde de Léo, portador de diabetes tipo 1. A avó, que dividia a guarda com Murilo, agora enfrenta limitações significativas em sua rotina com o neto. A decisão também reflete a complexidade de disputas familiares em contextos de luto e responsabilidades compartilhadas.

Léo, Murilo Huff e Ruth Moreira
Léo, Murilo Huff e Ruth Moreira – Foto: Instagram
  • Principais pontos da decisão judicial:
    • Guarda unilateral provisória concedida a Murilo Huff.
    • Visitas de Dona Ruth limitadas a finais de semana alternados.
    • Proibição de contato fora do cronograma estabelecido.
    • Possibilidade de ajustes consensuais entre as partes.

A notícia, amplamente discutida nas redes sociais, revela a delicadeza de um processo que envolve o legado de uma das maiores artistas do Brasil e o futuro de seu único filho.

Detalhes da decisão judicial
A sentença da Justiça goiana estabeleceu um cronograma rígido para as visitas de Dona Ruth, permitindo que ela passe com Léo finais de semana alternados, das 18h de sexta-feira às 18h de domingo. O juiz responsável destacou que a convivência não requer supervisão, reconhecendo o “vínculo afetivo significativo” entre avó e neto. A retirada e devolução do menino devem ocorrer na residência de Murilo, reforçando a centralidade do pai na rotina da criança.

Durante feriados prolongados, a alternância será anual, com cada parte ficando com metade das datas comemorativas. Nas férias escolares, Léo passará metade do período de julho e do recesso de fim de ano com Dona Ruth, divididos em quinzenas. Essas regras, segundo o magistrado, visam preservar a estabilidade emocional do menino, sem romper os laços com a avó materna.

A decisão, embora provisória, gerou reações imediatas. Dona Ruth, em entrevista ao G1, lamentou a restrição, descrevendo-a como “cruel” para ela e para Léo. A avó anunciou que pretende recorrer com urgência, enquanto Murilo Huff mantém silêncio público, limitando-se a comunicados via assessoria.

Alegações de negligência e alienação parental
O cerne da disputa judicial reside nas acusações de negligência e alienação parental atribuídas a Dona Ruth. Segundo a sentença, a avó omitia informações cruciais sobre a saúde de Léo, diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1, uma condição que exige monitoramento rigoroso, aplicação diária de insulina e dieta controlada. Documentos judiciais revelaram mensagens em que Ruth orientava babás a esconderem o uso de medicamentos, como antibióticos, de Murilo.

  • Exemplos de condutas apontadas pela Justiça:
    • Frases como “não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico” registradas em áudios.
    • Instruções para “esconder remédios” e evitar que o pai soubesse de intercorrências.
    • Tentativas de minar a autoridade de Murilo, sugerindo que ele “queria se meter onde não sabia”.

O juiz classificou essas ações como quebra do dever de cooperação parental, configurando violação da transparência exigida na guarda compartilhada. Além disso, a sentença identificou práticas de alienação parental, como a tentativa de construir no imaginário de Léo a ideia de que o pai era ausente ou irrelevante. Essas condutas, segundo o magistrado, poderiam causar danos severos ao desenvolvimento afetivo da criança.

Reações de Dona Ruth e planos de recurso
Dona Ruth, conhecida pela forte presença na vida de Léo desde o falecimento de Marília, expressou profunda tristeza com a decisão. Em declarações públicas, ela afirmou estar vivendo um “novo luto” e criticou a frequência quinzenal das visitas, argumentando que a medida afeta o bem-estar do neto. A avó destacou seu papel central na criação do menino, incluindo a identificação precoce do diabetes de Léo, diagnosticado após observações dela quando ele tinha 2 anos.

A defesa de Ruth, liderada pelo advogado Robson Cunha, contesta a sentença, alegando que a decisão inverte o lar referencial de Léo sem fundamentos sólidos. O advogado promete apresentar provas que demonstrem o cuidado e a dedicação de Ruth, reforçando seu papel “insubstituível” na vida do neto. A equipe jurídica também criticou a exposição midiática do caso por parte de Murilo, acusando-o de transformar a disputa em um “espetáculo”.

O papel de Murilo Huff na disputa
Murilo Huff, pai de Léo, entrou com o pedido de guarda unilateral no início de junho de 2025, alegando “situações graves” no convívio com a família materna. O cantor, que dividia a guarda com Dona Ruth desde a morte de Marília, justificou a ação como uma medida para proteger o bem-estar do filho. Em comunicados, sua equipe jurídica destacou que a decisão se baseou em “provas contundentes” e fatos que asseguram a prioridade do interesse de Léo.

A gota d’água para o processo, segundo a colunista Fábia Oliveira, foi um alerta de uma ex-funcionária de Dona Ruth, que revelou detalhes preocupantes sobre a rotina do menino. Embora a identidade da fonte e os detalhes do depoimento permaneçam sob sigilo, a informação reforçou as acusações de negligência. Murilo também rebateu publicamente as alegações de Ruth de que ele não pagava pensão, divulgando comprovantes de despesas com médicos, psicólogos e escola.

Impacto emocional na família
A disputa judicial expôs as tensões entre Murilo e Dona Ruth, que mantinham uma relação aparentemente harmoniosa desde a tragédia de 2021. A morte de Marília Mendonça, aos 26 anos, em um acidente aéreo, deixou Léo sob os cuidados compartilhados do pai e da avó, com Ruth assumindo um papel de destaque na criação do menino. A decisão judicial, no entanto, alterou drasticamente essa dinâmica, gerando sofrimento para ambas as partes.

João Gustavo, irmão de Marília e filho de Ruth, manifestou-se nas redes sociais, pedindo o fim dos ataques virtuais contra sua mãe. Ele descreveu o impacto emocional da restrição de convivência com Léo, afirmando que a família revive o luto pela perda de Marília. A exposição do caso nas redes sociais intensificou as críticas, com internautas divididos entre apoiar Murilo, por seu papel como pai, e defender Ruth, por sua dedicação ao neto.

Rotina de Léo e cuidados com a saúde
Léo, agora com 5 anos, vive uma rotina adaptada à sua condição de saúde. O diabetes tipo 1 exige cuidados diários, incluindo monitoramento de glicemia, administração de insulina e alimentação controlada. Dona Ruth, em publicações anteriores, destacou sua dedicação a esses cuidados, como a preparação de refeições nutritivas recomendadas por médicos. No entanto, a Justiça considerou que a falta de transparência com Murilo comprometeu a segurança do menino.

  • Cuidados essenciais para Léo:
    • Aplicação diária de insulina, ajustada conforme níveis de glicose.
    • Dieta balanceada, com alimentos como arroz integral e feijão peneirado.
    • Acompanhamento médico regular para prevenir complicações.
    • Monitoramento emocional, considerando o impacto do luto e da disputa familiar.

A decisão judicial reforça a necessidade de uma gestão compartilhada de informações entre os responsáveis, algo que, segundo a sentença, foi negligenciado por Ruth.

Contexto da relação entre as partes
A relação entre Murilo Huff e Dona Ruth já apresentava sinais de desgaste antes do processo. A guarda compartilhada, estabelecida após a morte de Marília, exigia cooperação mútua, mas desentendimentos sobre a criação de Léo e a gestão do patrimônio da cantora alimentaram conflitos. Ruth, que administra parte do espólio de Marília, estimado em R$ 500 milhões, enfrentou críticas por decisões como a rifa de pertences da filha, o que gerou especulações sobre sua influência no caso.

O depoimento de Devyd Fabricio, marido de Ruth e considerado avô de Léo, foi crucial para a decisão judicial. Sua convivência diária com o menino trouxe detalhes que reforçaram as alegações de Murilo, embora o conteúdo específico permaneça confidencial. A sentença, no entanto, deixa claro que a prioridade é o bem-estar de Léo, independentemente das tensões entre os adultos.

Apoio e críticas nas redes sociais
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, com hashtags relacionadas a Léo, Murilo e Dona Ruth alcançando milhares de menções. Fãs de Marília Mendonça expressaram opiniões divergentes, alguns defendendo o direito de Murilo como pai, enquanto outros destacaram o papel de Ruth como figura materna após a morte da cantora. Comentários como “o pai tem o direito de criar o filho” e “Dona Ruth é o porto seguro de Léo” refletem a polarização do público.

A exposição do processo também gerou críticas à postura de ambas as partes. A defesa de Ruth acusou Murilo de transformar a disputa em um “circo midiático”, enquanto o cantor foi elogiado por priorizar a saúde e o futuro do filho. A ausência de declarações detalhadas de Murilo nas redes sociais, diferentemente de Ruth, foi interpretada como uma tentativa de preservar Léo.

Próximos passos do processo
O processo judicial está longe de um desfecho definitivo. A decisão atual é provisória, e a defesa de Dona Ruth prepara um recurso para reverter as restrições. Novas audiências e a apresentação de provas adicionais podem alterar o rumo do caso, que segue em segredo de Justiça. Enquanto isso, Léo permanece sob os cuidados de Murilo, com visitas quinzenais de Ruth e seu marido, Devyd.

A Justiça de Goiânia continua a monitorar a situação, com foco na proteção dos direitos da criança. A possibilidade de um acordo amigável, embora mencionada no início do processo, parece distante diante das acusações mútuas. O caso, que envolve uma das famílias mais conhecidas do Brasil, segue como um exemplo das complexidades das disputas de guarda em contextos de perdas trágicas.