Fluminense rouba a cena nas quartas de final do Mundial de Clubes 2025, com Ignácio, Thiago Silva e Martinelli na seleção dos melhores, após vitória por 2 a 1 sobre o Al-Hilal, em Orlando, no dia 4 de julho. O clube carioca, único brasileiro nas semifinais, enfrentará o Chelsea, que eliminou o Palmeiras. Real Madrid e PSG, outros semifinalistas, também emplacaram destaques, como Courtois e Hakimi, enquanto Palmeiras, Borussia Dortmund e Bayern lideram a lista dos piores, marcada por falhas defensivas e expulsões. As partidas, realizadas nos Estados Unidos, definiram confrontos eletrizantes para as semifinais, previstas para 8 e 9 de julho, com transmissão ao vivo. A performance dos jogadores reflete a intensidade do torneio, que reúne 32 equipes em sua primeira edição expandida.
O desempenho do Fluminense contra o Al-Hilal, no Camping World Stadium, foi um marco para o futebol brasileiro. Sob o comando de Renato Gaúcho, o Tricolor Carioca superou um adversário forte, que havia eliminado o Manchester City nas oitavas. Ignácio e Thiago Silva foram pilares na defesa, enquanto Martinelli brilhou no meio-campo com um golaço. A vitória garantiu ao clube uma premiação de 21 milhões de dólares, cerca de 114 milhões de reais, e uma vaga nas semifinais contra o Chelsea, em Nova Jersey.
Real Madrid e PSG também avançaram com atuações sólidas. O Real venceu o Borussia Dortmund por 3 a 2, com Courtois salvando no último lance, enquanto o PSG bateu o Bayern por 2 a 0, apesar de duas expulsões. O Chelsea, por sua vez, superou o Palmeiras em um jogo decidido por um gol contra de Weverton, após desvio de Giay. As quartas de final, disputadas entre 4 e 5 de julho, evidenciaram o equilíbrio tático e os erros que custaram caro a equipes como Palmeiras e Borussia.
- Destaques brasileiros:
- Ignácio: Dominou os duelos aéreos contra o Al-Hilal.
- Thiago Silva: Liderou a defesa tricolor com experiência.
- Martinelli: Marcou um golaço e ditou o ritmo no meio-campo.
- Estêvão: Único palmeirense elogiado, com um golaço de empate.
Defesa tricolor em alta
O Fluminense se destacou pela solidez defensiva nas quartas de final. Ignácio, zagueiro de 28 anos, foi impecável nas perseguições e venceu a maioria dos duelos contra os atacantes do Al-Hilal. Sua atuação reforçou a confiança da torcida tricolor, que vê no jogador um pilar para o confronto contra o Chelsea. Thiago Silva, aos 40 anos, trouxe experiência e calma à defesa, organizando o sistema tático de Renato Gaúcho. O veterano, que já defendeu Chelsea e PSG, enfrentará seu ex-clube com a missão de manter a consistência.
Martinelli, por sua vez, foi o motor do meio-campo. Apesar de atuar apenas no primeiro tempo, o meia marcou um gol de fora da área aos 39 minutos, que deu vantagem ao Fluminense. Sua capacidade de marcar e criar jogadas foi essencial para a vitória por 2 a 1, com Hércules completando o placar no segundo tempo. A atuação coletiva do Tricolor Carioca, com uma linha de cinco defensores, neutralizou o ataque saudita, que teve em Renan Lodi uma atuação abaixo do esperado.
A torcida tricolor lotou as arquibancadas em Orlando, com 65.782 presentes, superando públicos de outros jogos das quartas, como Flamengo x Bayern. Carol Portaluppi, filha de Renato Gaúcho, foi vista na torcida, reforçando o apoio ao time. A classificação às semifinais colocou o Fluminense como a única equipe sul-americana viva no torneio, carregando as esperanças do continente.
Goleiros sob pressão
Os goleiros tiveram papéis decisivos nas quartas de final. Thibaut Courtois, do Real Madrid, foi o destaque positivo, com uma defesa milagrosa aos 54 minutos do segundo tempo contra Marcel Sabitzer, do Borussia Dortmund. A intervenção evitou a prorrogação e garantiu a vitória por 3 a 2, com gols de Gonzalo García, Fran García e Mbappé. A atuação de Courtois desbancou nomes como Fábio, do Fluminense, e Donnarumma, do PSG, que também tiveram boas performances.
Por outro lado, Weverton, do Palmeiras, viveu uma noite para esquecer. O goleiro não conseguiu defender o chute de Cole Palmer no primeiro gol do Chelsea e foi surpreendido por um desvio de Agustín Giay no gol contra que selou a derrota por 2 a 1. A falha, aos 37 minutos do segundo tempo, marcou a eliminação do Verdão, que havia empatado com um golaço de Estêvão. A defesa palmeirense, sem Gustavo Gómez e Piquerez, suspensos, sofreu com a falta de entrosamento.
- Momentos dos goleiros:
- Courtois: Defesa crucial contra Sabitzer no último lance.
- Weverton: Falhou no gol contra que eliminou o Palmeiras.
- Fábio: Seguro, mas superado por Courtois na seleção.
- Donnarumma: Atuação sólida, mas sem defesas tão decisivas.
Meio-campo: criação e erros
O meio-campo foi palco de atuações contrastantes. João Neves, do PSG, brilhou com uma assistência para o gol de Ousmane Dembélé, que selou a vitória por 2 a 0 sobre o Bayern. O jovem volante português controlou o ritmo do jogo, mesmo com o PSG terminando a partida com dois jogadores a menos, após expulsões de Lucas Hernández e Willian Pacho. Arda Güler, do Real Madrid, também se destacou, com duas assistências na vitória sobre o Borussia, mostrando por que Xabi Alonso confia no turco de 20 anos.
No lado negativo, Pascal Gross, do Borussia Dortmund, teve uma atuação apagada, sendo facilmente envolvido pelo meio-campo merengue. O jogador alemão foi substituído no intervalo, assim como Milinkovic-Savic, do Al-Hilal, que pouco criou contra o Fluminense. Facundo Torres, do Palmeiras, também decepcionou, ficando limitado à defesa e sem contribuir ofensivamente, em um jogo onde o Verdão precisava de criatividade.
O Chelsea contou com a frieza de Cole Palmer, que abriu o placar contra o Palmeiras com uma jogada individual, driblando dois marcadores antes de finalizar. A atuação do atacante inglês, até então discreta no torneio, foi decisiva para a classificação dos Blues, que agora enfrentam o Fluminense.
Ataques em evidência
Os atacantes das quartas de final mostraram talento e oportunismo. Désiré Doué, do PSG, foi um pesadelo para a defesa do Bayern, marcando um gol rasteiro aos 32 minutos do segundo tempo, que abriu o placar no Mercedes-Benz Stadium. O jovem francês, de 20 anos, usou sua velocidade para desestabilizar os bávaros, que sofreram com a lesão de Jamal Musiala. Gonzalo García, do Real Madrid, também brilhou, abrindo o placar contra o Borussia com um gol aos 9 minutos, aproveitando sua movimentação inteligente.
No Fluminense, Hércules saiu do banco para marcar o gol da vitória contra o Al-Hilal, aos 24 minutos do segundo tempo, em um chute de fora da área. A entrada do jogador deu fôlego ao Tricolor, que soube explorar os espaços deixados pelo time saudita. Em contrapartida, Vitor Roque, do Palmeiras, e Karim Adeyemi, do Borussia, tiveram atuações discretas, com pouca efetividade nos duelos individuais.
Falhas defensivas custam caro
As defesas foram protagonistas, para o bem e para o mal. Hakimi, do PSG, teve uma atuação completa contra o Bayern, defendendo com segurança e contribuindo no ataque com uma jogada que resultou no gol de Doué. Cucurella, do Chelsea, venceu a maioria dos duelos contra o Palmeiras, apesar de provocações que geraram atritos com Estêvão. No entanto, jogadores como Niklas Süle, do Borussia, e Lucas Hernández, do PSG, comprometeram suas equipes. Süle errou passes longos e foi substituído no intervalo, enquanto Hernández levou um cartão vermelho por uma cotovelada em Raphaël Guerreiro.
Renan Lodi, do Al-Hilal, também teve uma noite difícil, entregando uma bola perigosa para Germán Cano e deixando espaços para o gol de Hércules. No Palmeiras, Agustín Giay foi o destaque negativo, atrasado na marcação de Palmer e responsável pelo desvio que resultou no gol contra de Weverton. As falhas defensivas foram determinantes para as eliminações de Palmeiras, Borussia e Al-Hilal.
Tática e equilíbrio nas quartas
As quartas de final destacaram o equilíbrio tático do Mundial de Clubes. O Fluminense e o Al-Hilal usaram esquemas semelhantes, com linhas de cinco defensores, mas o Tricolor venceu nos detalhes, com maior explosão ofensiva. O Chelsea superou o Palmeiras com um jogo mais vertical, explorando erros da defesa alviverde. O Real Madrid dominou o Borussia no primeiro tempo, mas sofreu no final, enquanto o PSG, mesmo com desfalques, neutralizou o Bayern com um meio-campo sólido.
A intensidade das partidas foi refletida nos números. O jogo entre Fluminense e Al-Hilal teve 12 finalizações para cada lado, com o Tricolor acertando cinco no alvo. O confronto entre Real Madrid e Borussia registrou 18 faltas, com cinco cartões amarelos. PSG e Bayern, por sua vez, tiveram um jogo truncado, com 15 faltas e duas expulsões, evidenciando a tensão da disputa.
- Números das quartas:
- Fluminense x Al-Hilal: 2 a 1, com 65.782 espectadores.
- Chelsea x Palmeiras: 2 a 1, com gol contra decisivo.
- Real Madrid x Borussia: 3 a 2, com 16 finalizações merengues.
- PSG x Bayern: 2 a 0, com duas expulsões no PSG.
Lesões e suspensões afetam semifinalistas
As quartas de final deixaram sequelas para as semifinais. O Bayern perdeu Jamal Musiala, que sofreu uma entorse no pé esquerdo, enquanto o PSG não contará com Lucas Hernández e Willian Pacho, suspensos após expulsões. O Real Madrid estará sem Dean Huijsen, expulso contra o Borussia, e o Chelsea não terá Levi Colwill e Liam Delap, também suspensos. O Fluminense, por outro lado, chega com força total, sem desfalques confirmados.
As ausências forçarão ajustes táticos. O PSG, por exemplo, deve reforçar o meio-campo para compensar a falta de zagueiros, enquanto o Chelsea aposta na volta de Moisés Caicedo para dar equilíbrio. O Real Madrid, com um elenco profundo, confia em nomes como Fran García para suprir a ausência de Huijsen. As semifinais, marcadas para o MetLife Stadium, prometem confrontos ainda mais disputados.
Torcida e atmosfera nos estádios
A presença de torcedores brasileiros foi um diferencial nas quartas. O Fluminense levou a maior torcida das quartas, com 65.782 pessoas no Camping World Stadium, superando os 62.314 de Palmeiras x Chelsea. A torcida tricolor, com bandeiras e cânticos, criou uma atmosfera de apoio intenso, que Renato Gaúcho creditou como fator motivacional. O Real Madrid, contra o Borussia, teve 60.128 espectadores no MetLife Stadium, enquanto PSG x Bayern atraiu 58.976 no Mercedes-Benz Stadium.
A paixão dos torcedores também gerou momentos marcantes. No jogo do Fluminense, faixas homenageando Thiago Silva foram vistas nas arquibancadas, enquanto palmeirenses levaram bandeiras com o rosto de Estêvão, apesar da derrota. A Fifa destacou a presença de público como um sucesso do novo formato do Mundial, que distribuiu jogos em 12 cidades dos Estados Unidos.
Premiação eleva stakes
A classificação às semifinais garantiu uma premiação significativa. Cada semifinalista embolsou 21 milhões de dólares, cerca de 114 milhões de reais, valor próximo ao pago pelo título da Libertadores 2025. O Fluminense acumula 39,71 milhões de dólares no torneio, incluindo prêmios por vitórias e empates na fase de grupos. Chelsea, Real Madrid e PSG, com premiações de entrada maiores, já superam os 40 milhões de dólares cada.
A bolada financeira motiva os clubes, especialmente o Fluminense, que busca o título inédito para consolidar sua história. O Chelsea, campeão em 2021, e o Real Madrid, maior vencedor com cinco títulos, também veem na premiação uma chance de reforçar seus cofres. O PSG, ainda sem um Mundial, aposta no torneio para marcar sua ascensão após a Champions League de 2025.
